A Blogueira e o Nerd
6 Capitulo 6
Notas iniciais
CENA VII
(Passa pelo palco um cortejo fúnebre em seguida aparece Frei Lourenço
com uma lamparina acesa)
DEIDARA: — Aparece Romeu, aparece.
ITACHI: — Padre, quais são as notícias? Qual a sentença do príncipe?
DEIDARA: — Foste banido.
ITACHI: — Ah, banido! Tende compaixão... Preferia a morte.
DEIDARA: — Sê paciente Romeu. O mundo é vasto.
ITACHI: — Que mundo pode haver fora dos muros de Verona?
DEIDARA: — Oh, negra ingratidão! Segundo as leis, deverias morrer.
Devias agradecer a bondade do príncipe.
ITACHI: — É suplício e não favor. O Céu esta onde Julieta vive. Pior condenação
não haveria... Banido, longe do meu verdadeiro e único amor. (Batem a porta)
DEIDARA: — Levanta-te Romeu. Estão batendo a porta. Esconda-te. (Saem)
CENA VIII
PAIN: — Ao abrir a porta Frei Lourenço percebe a visita da ama de Julieta que trás o anel que a jovem pediu que entregasse a seu amado Romeu. Sem tardar o apaixonado Romeu vai ao encontro de seu grande amor e juntos ficam até o amanhecer. Enquanto isso Frei Lourenço sai em intermédio de Romeu com esperança de pacificar as famílias, mais é surpreendido, Lorde Capuleto para consolar Julieta prometeu-a em casamento a seu fiel pretendente, Paris.
ITACHI: — Preciso partir.
SAKURA: — Tens mesmo que ir.
ITACHI: — Sim. Tenho. Embora não queira. Prefiro teus braços.
SAKURA: — Se ficas, morre.
ITACHI: — Longe de ti, sou apenas um andarilho sem vida.
SAKURA: — Vá...
ITACHI: — Não vê o que me pedes?
SAKURA: — por favor... Peço-te. Amanhece.
KARIN: — Senhora?!
SAKURA: — Ama!
KARIN: — Vossa mãe está vindo.
ITACHI: — Adeus, adeus doce Julieta!
SAKURA: — Adeus meu Romeu. Aguardarei notícias suas. Estaremos juntos novamente.
ITACHI: — Não tenhas dúvidas amor. Acredite-me. (Sai)
HINATA: — Minha filha...
SAKURA: — Minha mãe.
HINATA: — Sempre chorando.
SAKURA: — Deixe-me chorar.
HINATA: — Pobrezinha tão sensível! Choras não somente a morte de teu primo, mas também por saber que está vivo o infame que o assassinou. Mais não se preocupes. Teremos nossa vingança.
SAKURA: — Vingança?
HINATA: — Por hora deixamos de lado está conversa triste e tediosa. Tenho notícia melhor que alegrará este coração.
SAKURA: — E que notícia é esta?
HINATA: — Como sabes, tens um pai previdente. E vendo tua
tristeza providenciou teu casamento com o jovem e galante Paris.
SAKURA: — Me espanta a presa de me casar com quem se quer me fez a corte.
Lhe suplico minha mãe... Dizeis a meu pai que não desejo me casar.
HINATA: — Dizei pessoalmente, ai vem teu pai.
SASORI: — Então minha senhora, já comunicaste nossa determinação?
HINATA: — Sim, senhor, mas não é de seu agrado.
SASORI: — Como! Não quer? Lhe arranjamos um gentil homem para esposo.
SAKURA: — Agradeço. Mas não o amo.
SASORI: — Aprenderás amá-lo. Irás casar com Paris nem que eu tenha que te
levar arrastada aquela igreja.
SAKURA: — Vos suplico de joelhos meu pai...
SASORI: — Criatura desobediente. Ouve o que te digo... Casarás nesta quinta-feira nem que tenhas que ir amarrada. (Saem)
SAKURA: — Ai de mim! Que sofro com tamanho dissabor! (Sai)
CENA IX
PAIN: — Horrorizada Julieta foi até Frei Lourenço em busca de seu auxílio. Desesperados os dois armam um plano perigoso
DEIDARA: — Quinta-feira, senhor? Muito pouco tempo.
SASUKE: — Esta é a vontade dos Capuletos e também a minha.
DEIDARA: — Dizei ignorar os sentimentos da dama. O procedimento é irregular. Não me agrada.
SASUKE: — Julieta ainda está muito abalada com a morte de seu primo Teobaldo e esta é a causa pela qual tão pouco lhe falei de amor.
DEIDARA: — Veja senhor, está chegando a dama. (Entra Julieta)
SASUKE: — Feliz encontro minha bela Julieta e futura esposa.
SAKURA: — Poderá ser nobre cavalheiro quando for sua esposa.
SASUKE: — Há de ser, meu amor, na próxima quinta-feira.
SAKURA: — Que tem que ser será.
SASUKE: — Vindes confessar com o padre?
SAKURA: — Minha confissão teria maior valor, feita em vossa ausência.
DEIDARA: — Tenho agora tempo disponível, minha triste filha... Cavalheiro, precisamos ficar sozinhos.
SASUKE: — Deus me livre perturbar a devoção. Julieta adeus! Aguardarei até quinta-feira, guardai este santo beijo. (Sai)
SAKURA: — Fechai a porta.
DEIDARA: — Ah, Julieta! Já conheço a tua dor.
SAKURA: — Padre, ajude-me! Dizei-me como poderei evitar este triste destino.
DEIDARA: — Ah, Julieta!
SAKURA: — Prefiro ser enterrada viva a me casar com Paris.
DEIDARA: — Filha, vislumbro certa esperança para evitar este casamento. Mas é arriscado por demais.
SAKURA: — Qualquer coisa para me livrar deste destino tão infame.
DEIDARA: — Se te atreves, eu te darei um remédio. Volta para tua casa e mostra-te alegre e dá teu consentimento em
casar com Paris. Amanhã, véspera do teu casamento, deves beber o conteúdo deste frasco. O líquido que aqui contém a deixará paralisada como se estivesse morta, durante quarenta e duas horas.
SAKURA: — E assim Paris pensará que morri.
DEIDARA: — Sim. Então enviarei um mensageiro onde Romeu está, e quando acordar poderão ir para longe e assim viverem felizes juntos.
SAKURA: — Dei-me então.
DEIDARA: — Agora parte. Seja forte e feliz em sua decisão. Agora mesmo enviarei um mensageiro com uma carta á Romeu.
SAKURA — O amor me dá forças. Adeus querido padre! (Saem)
CENA X
PAIN: — Na manhã seguinte Julieta foi dada como morta. Então em meio a profundo pesar o casamento transformou-se em funeral. Os hinos de núpcias se transformaram em sombrios cantigos fúnebres. Notícias ruins viajam sempre mais rapidamente que as boas. Assim a terrível história da morte de Julieta chegou aos ouvidos do apaixonado Romeu, antes que o mensageiro enviado por Frei Lourenço chegasse com a carta esclarecendo a simulação. E inconformado Romeu adquire de um boticário, veneno e segue para Verona.
ITACHI: — Que boas novas trazes de Verona?
KIMIMARU: — Meu bom Romeu.
ITACHI: — Nobre Baltazar, que palidez é está que trás sobre tua fronte.
KIMIMARU: — Julieta.
ITACHI: — Julieta? Não dizes nada? Que silêncio é este que contagia todo os cantos a ponto de ouvir apenas teu pulsar.
KIMIMARU: — Pobre Julieta.
ITACHI: — Que há com Julieta?
KIMIMARU: — Dorme. Dorme um sono profundo...
ITACHI: — Que dizes?
KIMIMARU: — Meu bom Romeu, sedes forte...
ITACHI: — Não, não, não...
KIMIMARU: — Julieta foi levada ao sepulcro dos Capuletos e agora vive entre os anjos.
ITACHI: — Não Pode ser.
KIMIMARU: — Vi com meus próprios olhos quando a levaram para a tumba de sua família.
ITACHI: — Julieta! Sobre a luz da lua e o brilho das estrelas juramos amor eterno! Prepare meu cavalo.
KIMIMARU: — Não podes sair de Mantua. Não é prudente.
ITACHI: — Partirei o quanto antes.
KIMIMARU: — Irei contigo. (Baltazar sai)
ITACHI: — Oh quantas desgraças me acomete a alma! Julieta, meu doce e tão sublime amor! Ainda esta noite, ao teu lado repousarei. És o amor da minha vida e também da minha morte. Eternamente estaremos juntos e nosso amor será lembrado por todas as gerações. O boticário ... Mora por aqui... Boticário? Em algum lugar... (Corre pelo palco) Boticário? Boticário...
LEE: — Quem me chama com tanta força?
ITACHI: — Vim aqui amigo... Tenho aqui quarenta ducados, sei o quanto precisas. Arranja-me uma porção venenosa, mas que seja um veneno tão forte que se espalhe rapidamente pelas veias e mate rapidamente um corpo que sem alma vive.
LEE: — Possuo esse veneno perigoso, porém seu comercio é proibido por Lei. Se descobrem que o vendi serei punido, condenado a morte.
ITACHI: — Quanto a isso não precisa temer. Ninguém saberá que o senhor me forneceu tal produto. Sei quanto precisas deste dinheiro. Então passe por cima da Lei e toma estes para si. (Dar o dinheiro)
LEE: — Basta uma única gota.
ITACHI: — Eis teu ouro, o veneno mais nocivo para a alma dos homens. (o boticário sai) Ao sepulcro, ao lado de Julieta estarei. (Sai)
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