A Better Man

2 Segundo Cap. — Como Nos Conhecemos


From the way you smile

To the way you look

You capture me

Unlike no other

From the first hello

Yeah, that's all it took

And certainly

We had each other

− Nathan Sykes in Over And Over Again

− Há quanto tempo! Bom, não nos podemos abraçar, por isso é melhor continuarmos a falar calmamente. – Adam riu. – Sabes como é, trabalhar na polícia tem as suas proibições.

− Deve ter mesmo. Já faz um tempo, dois, três? – Kimberly deu um sorriso tímido e logo baixou a sua cabeça como fazia quando ambos tinham treze anos. Bons tempos… − Já agora, qual era a ideia de génio? Espera – levantou a sua mão – era apenas bluff para confessar algum podre, correto?

− O quê? – Adam fingiu sentir-se ofendido. – Nunca faria tal coisa!

− Claro que não! – Kimberly sempre fez e faz algo que irritava profundamente Adam. Sempre foi mais uma garota entre as milhares no Mundo que não se sentia boa o suficiente. Eram raras as vezes em que ela ria e não colocava a sua mão à frente. Adam simplesmente detestava quando tapava o seu sorriso, rapidamente a tirou da frente.

O seu sorriso desvaneceu. Ficou um clima tenso durante alguns segundos, um mar de recordações pareciam intrometer-se entre eles.

− Okay, quem sabe… − Adam quebrou o clima tenso que provavelmente Kennedy estaria a comentar com Luke, tudo para que este fosse embora a bufar. – Bom, acho que será de mau tom contar-te agora. É melhor confirmar e dizer alguma coisa depois. – A garota de cabelos pretos ficou imóvel enquanto Adam saiu da sala.

Após Adam sair, pôde sorrir ao reencontrar Kimberly, não podia imaginar que Arizona podia trazer uma das melhores coisas que lhe aconteceu e a melhor pessoa que conheceu nos seus vinte e quatri anos de vida.

Cruzando o corredor, bateu à porta do gabinete de Lucille O‘Hara. Lucille era o tipo de pessoa que conseguia passar encafurnada num cubículo, tudo isto depois do seu divórcio. Se é que lhe pudemos chamar assim. Lucille e o seu ex-marido vivem a verdadeira roda-viva, ora vem ora vai.

− Lucille – entrou após ouvir a voz baixa à qual todos estavam acostumados – será que posso falar contigo sobre a garota da sala do interrogatório?

− Claro, senta-te se quiseres. – Lucille parou de escrever e juntou as mãos em cima da mesa, analisando o vazio, podia-se adivinhar que pensava sobre o seu divórcio.

Thursday, 09:45 A.M. Arizona Police, Arizona

Após alguns minutos de conversa, Adam estava de regresso à sala pavorosa de interrogatório. Lucille parecia um monstro, só que não era de todo. Ele tinha conseguido o que queria, não ver Kimberly atrás das grades por um tempo que até ele mesmo desconhecia.

− Boas! – Adam sentou-se na sua frente segurando o seu processo – Tenho uma proposta para te fazer.

− Okay, isso soa assustadoramente assustador. – Kimberly riu com a sua própria frase que ao mesmo tempo que fazia nexo era incrivelmente patética – Tudo bem, vai em frente!

− Bom, tive uma pequena troca de palavras com a Diretora do Departamento De Criminalística que falou com a Diretora Do Departamento de Criminalística Cibernética e há uma vaga como Especialista Técnica. – Kimberly arqueou as sobrancelhas em sinal de não perceber o rumo da conversa. – Eu convenci-as para que tu nos pudesses ajudar no Departamento De Criminalística Cibernética.

− O quê? – Kimberly ficou surpresa – Este caso veio parar ao Departamento errado, não foi? – Kimberly rolou os olhos e esperou que Adam desse a confirmação. Este apenas ficou surpreso por ela o saber.

− Como é que sabes?! E sim, ultimamente tem dado uma merda aqui na polícia de Arizona. Casos e processos misturados e trocados, agentes e outros em falta...

− Obrigada, pela confirmação e – Kimberly travou Adam de fazer a célebre frase de novo. – eu pesquisei antes de começar a investigar e hackear o blogueiro sem vida social. – Brincou com o anel delicado que tinha dado quando completou dezasseis anos.

“ − Sempre organizaste a tua festa? A festa mais especial depois dos quinze anos de cada garota? – Adam nunca percebeu o porquê de Kimberly não gostar de aniversários, especialmente os dela, e sobretudo de não festejar os tão desejados quinze anos.

− Essa piada já perdeu a graça faz tempo, Stalteri, sabes? – Kimberly bebeu um pouco mais do seu café – Não vou fazer nenhuma festa, apenas iremos cantar “Parabéns a Você”, rir ou chorar um pouco e comer um bolo, sabes, fazer essas coisas chatas de aniversários. – Agitou o seu café em sinal de entendimento à pergunta.

− A sério, só isso? Além, “iremos”?

− Caralho, Stalteri! Há três anos que nos conhecemos, conhecemos os pais de ambos e ainda achas que precisas ser convidado?

− És adorável quando estás irritada. – Adam riu enquanto a garota olhou de soslaio e deu de seguida um sorrisinho minucioso. – Porém, eu vou-te dar uma pequena prenda por agora. A outra estará à tua espera na tua casa. – Kimberly arregalou os olhos pela curiosidade.

Adam tirou dos bolsos interiores do casaco uma pequena saca de papel rosa. Assim que colocou a sua mão dentro, sentiu esferovite/isopor e um embrulho pequeno. Era dele mesmo, colocar esferovite às toneladas e um presente pequeno.

Ela olhou em dúvida para Adam, pegou no embrulho e rasgou-o cuidadosamente como sempre o fazia. Era uma pequena caixa, já se denunciava, que continha um anel com uma pequena pedra, os primeiros anos da adoração por anéis com pequenas pedras.”

− Tens o anel que te dei. Engraçado! – Adam riu por já quase mal se lembrar, porém assim que o viru, a sua mente pareceu refrescar-se.

− Nunca o tirei. Faz-me sentir que não estou sozinha, nunca…

− E não estás… − Adam respondeu à frase de Kimberly, mas rapidamente mudou de assunto – Bom, ainda não me respondeste. Aceitas o trabalho?

− Claro! Embora isso implique acordar às seis horas ou outra hora qualquer e sem acesso aos meus arquivos e dispositivos. – Riu – Será ótimo trabalhar contigo, Sr. Maldisposto. Sim, eu sei que és um stressadinho. − Adam franziu as sobrancelhas como de nada soubesse e Kimberly voltou a rir. − Parece que é só o começo…

Oh como ele se lembrava daquela frase. A mesma frase que ele quase pensou no dia em que a viu pela primeira vez e que ela lhe sorriu, mesmo tendo a certeza que fora para um dos seus amigos que estavam à sua volta.

“No verão do ano de dois mil e seis ocorriam leves boatos de que uma garota se tinha mudado recentemente para a cidade. Mas quantas pessoas não se mudam para NY?! Por ano?

Havia sempre uma festa uma semana depois do último dia de aulas, entre alunos e professores. Era um ambiente familiar ou azedo. Aqui não havia o típico Liceu Americano, os estereótipos só começam quando pensamos neles. Neste liceu havia os amigos, os mais conhecidos, nunca os populares, os estranhos mas incluídos nos seus grupos, não eram os Nerds eram apenas os com as melhore notas, os bullies, os otários, entre outras pessoas que vemos no quotidiano escolar.

Uma festa sempre no mesmo lugar com variados temas, comida e música. Por fora igual, por dentro tão diferente.

Naquele ano foi uma festa delicada com um tema mais ao estilo “Campo”, após alguns anos decidiram que o celeiro receberia algo do seu estilo, o que foi muito bem aceite pelos alunos nesse ano.

Adam não era o popular, o foda, o capitão de equipa, tudo bem que ele jogava quase todos os anos em alguma equipa para algum torneio, mas não como nos filmes que iludem a mente Humana a pensar que tudo é daquela maneira, lembra-te, histórias são criadas pela mente do Homem e o Homem sempre teve a necessidade de se refugiar na sua mente e criar o que gostaria de ver.

Sempre foi um rapaz com um número considerável de amigos e amigas e nessa mesma festa estava no andar de cima do celeiro, junto às grades de madeira com outros três amigos. Ele só fazia companhia aos amigos que mais pareciam aves derrapinas a escolherem as suas presas.

Houve alguém que despertou a sua atenção, uma garota morena de cabelos pretos e sorridente que parecia rir bastante com algumas amigas. O seu copo de sabe-se lá que substância era aquela, quase ia caindo da sua mão.

Ele sorriu para com ele mesmo, esperava que ela se virasse para ele. De facto, rezar valeu a pena, a garota virou-se e sorriu de sorriso largo e pôde ver que as amigas a arrastaram sem se darem conta. Embora pensasse que fora para os amigos, Brody e Lacen já estavam a falar entre eles. Ele pensou “Parece que é só o começo”.”