Notas iniciais
Muito obrigado por comentarem *u* Beijokas ^-^

Bela já estava cansada de tanto ficar deitada. Reunindo forças ela se levanta e percorre em direção ao espelho da penteadeira. Ao se deparar com a imagem refletida na penteadeira, se assusta. Uma grande cicatriz na bochecha esquerda.

Ela então decide sair para conhecer as localidades do Castelo. O palácio era um lugar bem grande e cheio de coisas novas para descobrir. A garota começa à rumar pelos corredores desertos. Sobe escadas extensas e caminha em direção à um saguão imenso e escuro. Haviam várias portas naquela localidade, mas particularmente uma chamou lhe bastante atenção. Ela era alta e feita completamente de ébano. Bela tenta conter sua curiosidade, porém adentra no cômodo logo em seguida.

O aposento era repleto de móveis coloniais, tinha uma cama grande, vários quadros na paredes, em particular um lhe chamou bastante atenção.

Era um homem. Ele exibia os dentes brancos e alinhados. Seus olhos eram azuis, azuis da cor do mar, o mar que banha o oceano. Seus traços eram fortes, sua boca era carnuda e fofa, tinha fios castanho avelã.

Inexperadamente, a jovem é surpreendida por um urro de fúria. Olha para trás e se depara com a grande besta do Castelo. Seus olhos azuis estava cheios de ódio. Oh, os mesmos olhos azuis do retrato!

— Por que você me desobedeceu? — indagou ele, com a voz rouca. — Eu lhe avisei para não vir a essa ala. Ela é proibida!

Logo veio uma sensação de enjoou. O estômago de Bela se embrulhou e um grande nó se formou na gaveta.

— Perdão — vacilou — Eu não sabia.

— Essa ala é completamente proibida — berrou. — Não quero ninguém aqui! Estamos de acordo?

Os olhos de Bela se encheram de lágrimas.

Fera a olhou com remorsos. — Por que está chorando?

— Não gosto que gritem comigo! — soluçou a moça.

— Ora — os olhos da criatura se estreitaram. — Eu... Lamento! Lamento por ter gritado com você!

Bela enxugou as lágrimas. — Nunca desejei o mal para ninguém!

— Mil perdões! Me desculpe por ser tão...

— Arrogante? — ela levanta as sobrancelhas.

— Bem... Talvez eu tenha sido... ignorante. Mesmo que parcialmente! Existem outros lugares que você poderia conhecer — articulou a besta. — Temos biblioteca, cozinha, sala de jantar, jardim, lareira...

— Você disse biblioteca? — os olhos da garota brilharam. — Eu amo livros!

A fera olhou para o retrato na parede tristonho.

— Quem foi ele? — indagou Bela. — Os olhos... Eles se parecem com os seus...

— Outra regra — falou entre dentes. — Sem perguntas!

Bela exprimiu uma risadinha. Era a primeira vez que sorria depois que renunciou sua antiga casa. E aquilo de certo modo, fez com que se acendesse uma chama em seu peito. Mesmo que uma pequena faísca.