A Besta & a Plebeia.
4 Nos sacrifícamos por aqueles amamos.
Notas iniciais
O velho comerciante adentrou na casa de campo com um olhar assustado. Bela correu desesperada ao encontro do pai.
— Meu Deus! — seus olhos castanhos se encheram de lágrimas. — Seus semblante está tão pálido! O que aconteceu, papai?
— Foi aquela criatura horrenta — disse-lhe, com a voz embargada.
— Que criatura? — indagou a garota, arregalando os olhos.
O velhote contou tudo o que havia lhe acontecido naquele mesmo dia e a filha mais moça começou a chorar extremamente aflita.
— O senhor não pode ir — ela soluçou. — Está muito velho e cansado!
— O que eu posso fazer, minha menina? — perguntou o senhor, olhando abatido para Bela. — Tenho que partir amanhã!
— Não se preocupe — Bela fechou os olhos lentamente. — Eu vou no seu lugar.
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O galo ainda não tinha cantado, quando Bela partiu à galope. O seu peito doía, suas pernas tremiam, o terror tomava conta da garota. A estrada era fria e torduosa. A neve caía gelada, deixando um sentimento de frustração sob a cabeça da garota. Bela sentia frio, mesmo usando uma capa que cobria o seu rosto. Seus cabelos ruivos eram como chamas, que consomiam todos que pudesem vê-los. Os seus olhos castanhos tão puros e inocentes se concentravam na estrada sombria.
Bela ouviu um uivo canino, o que chegou a assusta-la. Lobos enormes e ferrozes saem dos cantos sinistros das árvores. Quando o animal se aproximou, Bela sentiu o medo tomar conta do seu peito. O cavalo foge a galope assustado, deixando Bela caída no chão frio. A garota fecha os olhos lentamente esperando pela morte, mas ela não acontece.
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