Notas iniciais
Desculpem a demora *u* aqui está u-u Beijokas!

Algum tempo se passou. As folhas de outono caira e na maior parte do tempo, Bela costumava ler na biblioteca do castelo ou observar o jardim da fera. Durante a noite, jantava com o dono castelo diante do fogo de uma lareira agradável, os dois não conversavam muito apenas trocavam palavras gentis. Eles progrediram. Aos poucos a opinião de Bela ia se modificando e a Fera, bem, ela não o enxergava mais como uma criatura assustadora.

Já passava do meio-dia, algo lhe dizia que naquela tarde seria diferente, a garota de cabelos ruivos fazia uma leitura durante um de seus passeios à biblioteca, seus olhos castanhos rapidamente se encontram com os da enorme besta que lhe observava.

— Perdão — absorveu a criatura. — Incomodo?

— Não — os olhos de Bela se estreitaram. — Imagine! Você é o dono deste lugar... É também o meu senhor.

— O que você está lendo? — interrogou a fera.

— São contos. — Disse-lhe. — mamãe costumava ler esse livro para mim quando era pequena... Minha mãe era uma pessoa tão bondosa... honesta, papai vive dizendo que eu lhe herdei talentos.

— Como ela se chamava? — a voz da criatura saiu rouca.

— Ela já morreu. Seu nome era Anabela — respondeu a plebeia. — Uma das melhores pessoas do mundo, sempre atenciosa, foi um choque tão grande quando ela morreu, papai ficou realmente abalado.

— E como é? — os olhos negros da criatura se cravaram com os de Bela.

— Como é o que?

— Ser criado com amor? — indagou ele.

— É um presente com grandes valores sentimentais — murmurou Bela. — Minhas irmãs são bem diferente de mim, são mais arrogantes, mas... Eu sinto muito amor por elas! Não guardo magoas, raiva não faz bem para a alma. Aliás, não torna ninguém melhor.

A besta nada declarou.

A garota voltou a atenção para o livro.

— Bela — chamou com a voz baixa.

— Sim? — ela o fitou.

— Leia para mim, por favor — pediu ele.

A ruiva sorriu de leve. Aquilo lhe parecia uma pedido bastante interessante. — Havia uma garotinha de nome Rose, ela morava em uma cabana no meio da floresta [...]

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Bela observava a fera devorar uma enorme coxa de frango, ele joga no prato a parte do osso e exprimi um arroto.

— perdão — disse ele. — Bem... Adorei ouvir você ler!

Os olhos castanhos da garota exibiram uma áurea de felicidade.

— Fico feliz em saber! — a mesma sorria com afeição.

— O que acha de ler para mim todos os dias? — interrogou a criatura.

— Eu adoraria! — Bela contraiu uma leve risadinha.