A Bella e a Fera

19 Capítulo 20 - O Maior Amor De Todos - Parte II


Narrado por Esme Cullen

Os olhos de Bella me fitavam com curiosidade, mas ao mesmo tempo com receio. Receio com o que eu estava para pedir, e receio pelo o que eu tinha para contar.

Não podia culpá-la. Não diante de tudo que estávamos fazendo-a passar, era muito mais do que qualquer ser vivo conseguiria perdoar. Mas, creio, que a palavra qualquer não se aplicava em Isabella.

E era por isso que estava fazendo exatamente o que Carlisle pediu para não fazer, e estava sentada em sua frente, preparada para lhe entregar mais um fardo maior do que suas capacidades. Mas eu confiava nela.

E no momento estava confiando mais que minha vida à ela. Estava confiando a vida da minha família.

13 de Setembro de 1831.

Noyon, Departamento de Oise. Norte da França.

Colina Maudit, Casa dos Russeau, Terceiro Quarto.

Não há como explicar na dor que estava sentindo. Sentia-me rasgada, acabada. Meu corpo inteiro rugia em protesto. Mas, não havia como negar. Embora, estivesse toda dolorida, não tinha como estar mais feliz.

Pois, tinha acabado de dar a luz ao meu primeiro filho. E não há... Não há... Dor que possa extinguir felicidade como essa. A felicidade de poder segurar seu filho nos braços, e pegar em seus pequenos dedinhos, enquanto ele dorme em um sono leve e tranquilo. Não havia NADA como isso. No meu caso era ela. Minha menininha. Minha princesinha.

-- Mamãe, ela não é linda, mamãe? – eu repetia eufórica, enquanto não conseguia deixar de encará-la. Era perfeita.

-- Sim, Esme. Ela é linda. – respondia minha mãe, com os olhos tristes.

Eu não conseguia entender porque tanta tristeza. Quer dizer, como poderiam estar tristes quando eu estava segurando a criatura mais maravilhosa do mundo?

-- Por que a senhora está triste, mamãe? – perguntei a encarando rapidamente, antes de voltar meus olhos para minha filha.

Minha mãe ficou em silencio, e olhou pela janela.

Chovia forte, e o vento estava violento. Era o pior temporal que já havia visto. Mas no momento não me importava com o temporal. Não me importava com nada. Pois, como poderia me importar?

Como poderia me importar, quando estava segurando a coisa mais importante do mundo?

-- Oh, Esme! – mamãe lamentou, enquanto me lançava um olhar agoniado.

Era comum nos últimos meses ver esse olhar nos olhos de minha mãe. E eu sabia muito bem por que.

Bella me encarava com olhos confusos, e a primeira pergunta que ela me fez, com toda a certeza me surpreendeu.

-- Mas o seu filho mais velho, não é o Emmett? – perguntou. – Então, como poderia ter sido uma menina?

Claro, que eu deveria ter suposto que Bella era completamente observadora.

Eu ri levemente e a encarei.

-- Por favor, Bella. Deixe-me contar tudo, e então você compreenderá.

Bella, ficou quieta, me olhando curiosamente.

Suspirei e olhei para o chão, me recordando da próxima lembrança.

-- O que vou lhe contar agora, Bella. Aconteceu um pouco antes do que acabei de relatar.

-- Antes do dia do nascimento do seu primeiro filho?

-- Filha! – corrigi automaticamente. – E, sim, o dia em que cometi o maior erro da minha vida, e ao mesmo tempo a maior benção.

31 de Dezembro de 1830.

Marselha, Provença, França.

Mansão dos Russeau, Salão de Festas

Era véspera de ano novo.

E estávamos todos, com alguma coisa na cor branca. Seja o vestido, ou apenas o chapéu. Mas todos estavam com algum detalhe em branco. A cidade inteira, ou pelo menos, A alta sociedade.

Toda minha família estava presente, mamãe, papai, minha irmã mais velha, Sara, e seu marido, Marc Brüne.

E meu noivo.

O futuro capitão da honra real Francesa, Jacques Neveu.

Ele era lindo, não havia como negar, seus olhos acinzentados, e seus cabelos curtos, de um tom claro. Com um ar sério, e os gestos educados. Eu tinha certeza, que ele seria o marido perfeito.

Mas, então, porque eu não conseguia ficar feliz com o nosso casamento? Que já estava marcado, aliás.

Amanhã. No primeiro dia do ano. Logo depois do nascer do sol.

Sorri para ele, que estava sentado a minha frente, na enorme mesa. Com toda a certeza, ele era um bom partido, como dizia mamãe.

Rico, e de boa família, nascido e criado em Paris. Filho do ex-capitão do exercito, Capitão Neveu. E com toda a certeza, o futuro Capitão Neveu.

Mas para mim, ele não passava de um homem de face bonita, que era estragada pelo seu rosto sério e seu jeito presunçoso. Mas, que opção eu tinha? Ele era o homem que meu pai havia escolhido.

Meu pai, o governador da cidade.

Por isso ele escolheu o filho do capitão do exército. Afinal, eram apenas negócios. E imaginem só, como traria riquezas para a cidade se o maior capitão do exército Frances, fizesse sua nova base, aqui? Seria um feito e tanto, não? Pois, bem, era esse feito que meu pai estava tentando fazer, e pelo visto, eu era parte do acordo.

Foi quanto eu notei que a musica tinha voltado a tocar.

-- Srta. Russeau – ouvi a voz de Jacques se levantando, como todos os outros no ambiente. – Gostaria de uma dança?

-- Claro – respondi, sorrindo fraco.

Ele pegou minha mãe, e me levou para o centro do enorme salão.

Sua postura era dura e ereta, e ele se mexia como se houvesse decorado cada passo.

Eu gostava de dançar. Gostava de dançar porque era alegre, divertido. Mas, aquilo não era alegre. Aquilo era cansativo. Como se ele quisesse impressionar a todos com sua técnica, e menos com o quanto de sua alma ele colocava na dança.

-- Com licença – pedi educadamente – Acho que me sentarei novamente.

-- Quer que eu lhe faça companhia?

-- Não! – respondi rapidamente, depois sorri, tentando concertar – Vou me sentar com Sara.

Ele concordou com a cabeça e se afastou em direção ao seus amigos do exército.

Afastei-me rapidamente, antes que ele viesse atrás de mim, como um cavalheiro, para me fazer companhia.

-- Mais um pouco e você estaria correndo, Esme. Comporte-se!– disse Sara, em um tom sério quando eu me aproximei, para logo depois cair na risada.

-- Você o viu dançando? – perguntei a ignorando.

-- Sim, bela postura. – respondeu ainda rindo. – Combina com você, já que você não tem nenhuma.

-- Ora, pare de rir Sra. Brüne, ou farei com que seu espartilho esprema seus pulmões até sumirem!

-- Que modos são esses Srta. Russeau? Ou deveria chamá-la de Sra. Neveu? – perguntou, voltando a rir.

Sara era a recém esposa do recém provido comandante da marinha, Comandante Brüne. E também era minha irmã, e minha melhor amiga. Embora, fosse, sem dúvida, risonha demais.

Para ela, tudo havia graça. E acho que era por isso que gostava tanto dela.

-- Você não iria rir tanto se aquele fosse o SEU noivo. – retruquei emburrada.

-- Com toda a certeza não. Ainda bem que já sou casada.

Acompanhei seus olhos e encarei seu marido.

Comandante Brüne, era jovem, e não era muito abençoado de beleza, mas seu jeito animado e entusiasmado o faziam ser encantador. Ele realmente combinava com Sara.

Mas, enquanto pensava sobre isso, que meus olhos caíram sobre o homem que conversava com Comandante Brüne.

Ele era alto e parecia músculoso, seus cabelos eram curtos e pretos e seus olhos de um castanho escuro, um castanho no qual eu me perderia.

Diferente do Comandante Brüne, ele não usava o uniforme da marinha, e sim um belo traje em preto e branco, que destacava com maestria sua pele bronzeada que chegava a ser, quase, dourada.

Ele era sem dúvida o homem mais bonito no salão. Mas o que mais me instigou, não foram seus olhos, ou suas roupas. E sim, seu sorriso, seu sorriso misterioso. Seu jeito misterioso, como se escondesse algo.

-- Lindo, né? – Sara comentou, sabendo exatamente quem eu encarava. — Aquele é Robert Burton.

-- Eu nunca o vi!

-- Claro que não! Ele não é daqui. É um viajante. Um importante homem de algum canto por ai, senão, não teria sido convidado para estar aqui. Mas, creio que ele é de algum lugar da América.

Continuei encarando o Sr. Burton, e para a minha surpresa, ele também me encarou, me lançando um olhar misterioso.

Desviei os olhos, envergonhada e voltei minha atenção para Sara. Ficamos conversando por algum tempo, quando tentei uma nova olhada em sua direção. E ele não estava mais lá.

Senti-me levemente triste, e não entendi por que.

-- Acho que vou tomar um ar, Sara. Depois nos falamos.

-- Mas, Esme, faltam cinco minutos para meia-noite!

-- Estarei aqui à tempo! – e sai, antes que ela falasse algo mais.

Quando cheguei à parte isolada, que mais gostava do jardim, sentindo o vento de inverno e os pequenos flocos de neve cobrir minha pele, reparei em uma figura alta e esguia encostada em uma das enormes árvores. A figura se mexeu quando me aproximei.

-- Oh, me perdoe, não queria lhe incomodar. Achei que não tivesse ninguém. Com licença – e já ia me virando, quando fui impedida por uma voz calma e intrigante.

-- Por que a pressa? Acho que seria boa uma companhia em uma noite como essa.

Quando me virei, a figura estava levemente visível pela luz da lua. E eu o reconheci.

Era o homem do sorriso misterioso. O Sr. Burton.

-- Acho que não fomos devidamente apresentados. Sou Robert Burton – disse pegando minha mão.

-- Esme Russeau. – respondi, reparando que seu Frances era quase perfeito.

-- É um prazer conhecê-la Senhorita Russeau – falou antes de encostar seus lábios calmamente na parte superior de minha mão.

Com toda a certeza não teria como explicar o que senti com esse simples toque. Mas com toda a certeza era muito mais do que sentia quando Jacques me tocava.

-- E então, o que traz uma Senhorita tão bela quando você, aqui para esse jardim, com um tempo desses, e uma festa acontecendo lá dentro? – perguntou me encarando com aqueles olhos, que eu não conseguia desviar.

-- Eu... Eu... Precisava respirar um pouco – respondi, sentindo que estava ficando vermelha.

-- Entendo! Realmente aquele monte de gente, tira todo o ar do espaço – respondeu rindo.

Abaixei novamente a cabeça, sentindo minhas bochechas corarem ainda mais.

Ao longe eu conseguia ouvir a contagem regressiva para meia noite, mas não me importei.

-- Não quer ir se juntar a eles? — perguntou

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-- Não, acho que não! – respondi ainda vermelha. Não conseguia explicar porque não conseguia sair dali.

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-- Que bom, porque eu também não!

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O tom baixo dele me fez erguer a cabeça e encará-lo, especialmente porque me pareceu que ele estava muito perto.

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E ele estava! Muito, muito perto!

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-- Eu tenho que lhe avisar!

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-- O que? – sussurrei.

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-- Eu não sou um homem honrado.

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-- Eu... eu... não me importo. – respondi, surpreendendo a mim mesma. Ele riu baixinho e aproximou mais ainda seu rosto do meu.

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--Ótimo. Porque eu também não.

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E não havia mais espaço entre nossos corpos. E Quando seus lábios tocaram nos meus, tão quentes, tão macios. Senti como se nada mais importasse. E nem mesmo o frio da noite, fez o calor que crescia dentro de mim se apagar. O calor que ele emanava.

O sol nascia fraco por entre as árvores. O sol de inverno sempre era fraco, mas esse parecia um pouco mais forte.

Eu estava deitada entre árvores congeladas, sob um chão frio como gelo. E sentia meu corpo inteiro tremendo.

Eu estava morrendo de frio, mas havia um casaco pesado sobre mim, um casaco quente, muito quente. E com um odor inesquecível.

Foi então que me lembrei. E meu mundo pareceu despencar.

O que eu havia feito?

Olhei para meu corpo, sob o casaco preto, me vendo completamente nua por baixo dele. Meu coração disparou, e eu olhei para o lado.

Não havia nada ali, além de minhas roupas.

Nada que provasse que outra pessoa estiverá deitada ali, além do casado que agora estava comigo.

Fechei os olhos, relembrando aqueles momentos. Foram os melhores da minha vida, e nem o frio conseguiu estragar.

Mas ele não estava ali. Ele havia sumido.

Ele havia me deixado.

Eu tinha me entregado de corpo e alma a um homem que eu pouco conhecia, porque me senti completamente apaixonada, e ele havia ido embora.

Olhei novamente para o sol, e ele pareceu me lembrar de algo.

Algo muito importante.

Meu casamento.

Levantei-me com um pulo, e vesti rapidamente minhas roupas. Tendo grandes problemas com meu espartilho.

Peguei o casaco preto e o joguei atrás de uma grande árvore, para logo depois sair correndo em direção à minha casa.

Quando abri a porta não encontrei ninguém. Corri para meu quarto, para me deparar com uma cena que com toda a certeza não esperava.

Sara, sentada em minha cama, com os olhos perdidos.

-- Sara!– exclamei baixinho.

Ela me encarou sem expressão.

-- Oh, Sara. Você nem sabe o que me aconteceu.

-- Oh, eu sei. – ela respondeu com a voz baixa.

Olhei para ela interrogativamente.

-- Vi vocês dois quando fui atrás de você na virada do ano.

Fechei os olhos, e os abri novamente, sentindo eles se encherem de lágrimas.

-- Oh, Sara, eu fiz uma besteira tão grande.

Sara suspirou pesadamente.

-- Eu sei!

-- E agora, Sara. O que eu faço?

Ela me olhou tristemente e encarou o chão.

-- Você não poderá mais se casar.

Senti-me ligeiramente confusa e logo depois entendi.

-- Claro, não sou mais pura. Ninguém irá me aceitar.

-- Não, não é por isso – Sara discordou enquanto voltava a me olhar. – Embora, com toda a certeza isso vá atrapalhar bastante no futuro.

-- Então... então o que?

-- Você perdeu o casamento, Esme. Já passa da hora do almoço.

Coloquei as mãos na boca com as palavras dela. Não podia ser.

-- Estávamos todos lá, na catedral. A manhã inteira, e você não apareceu! – Sara contou pesarosa. – Quando eu vi que você sumiu com o tal Robert, inventei uma desculpa qualquer, porque imagine se alguém visse vocês? Imagine se notassem seu sumiço e fossem atrás de você? Então, disse que você havia voltado ao seu quarto para um descanso maior para seu casamento. E juro... Juro, que esperava que você voltasse antes do amanhecer, quer dizer, nós poderíamos dar um jeito de esconder essa sua noite insana. Mas você não apareceu.

-- “Escondi seu sumiço por todo tempo que pude, nem dormi essa noite. Fiquei completamente inquieta, mas mamãe descobriu. Oh, Esme, ela ficou completamente desolada, mas também tentou te proteger. Porém, o que poderíamos ter feito? Quando já estavam todos na igreja e você não aparecia? Não podíamos dizer que você estava doente, uma vez que iam chamar um médico, mas não haveria ninguém para ele examinar. Então, não dissemos nada. E ele foi embora. Jacques foi embora. Foi para a concentração mais cedo.”

-- Mas por quê? – perguntei, sentindo minhas lágrimas caírem.

-- Ora, Esme. Você o humilhou. Você humilhou toda a família, quando não apareceu. E sem contar... – nesse momento Sara ficou quieta e olhou para o chão.

-- Sem contar o que?

-- Sem contar que um dos criados também a viu saindo com Robert. E, claro, que todos ficaram sabendo. Especialmente na igreja, quando um dos convidados, perguntou maldosamente se já haviam lhe procurado na companhia do Sr. Burton.

Senti minhas pernas tremerem, e me sentei na cama, eu estava desgraçada

-- Papai está ameaçando expulsá-la de casa se isso for verdade.

E foi nesse instante que mamãe entrou pela porta, com o vestido que ela iria usar em meu casamento e um olhar perdido.

Quando seus olhos encontraram os meus, sua expressão era fria.

-- Você esteve à noite inteira trancada dentro do quarto, rezando pelo seu casamento, quando recebeu uma mensagem no meio da noite, informando que a Vovó Clarisse ficou gravemente doente. E você se sentiu fraca com a noticia, tão fraca que desmaiou. E então, perdeu o casamento, e agora estamos indo sem fazer alarme para o Norte visitar minha mãe doente. Arrume suas coisas.

Minha mãe disse categoricamente, ainda com o olhar frio.

-- Mas mamãe...

-- Você desmaiou Esme! – minha mãe disse devagar, e ameaçadoramente. – E estamos indo para o Norte. Fim da história.

E ela virou as costas e saiu do quarto, sem lançar um único olhar para trás.

Eu encarava os olhos de Bella, e via surpresa neles. Tenho certeza que ela não me imaginava como alguém que já havia sido jovem e inconseqüente.

- Foi só algum tempo depois que percebi porque ela havia feito aquilo. Não era para me castigar, ou para tentar salvar meu casamento. Era para não me desgraçar. Era para não desgraçar mais ainda o nome da família. Para abafar os boatos de que eu havia acabado com minha honra, entregando minha virgindade a um estranho.

E, especialmente, porque eu carregava um filho dele. Um filho sem pai. Um filho de uma mãe sem honra. Um filho bastardo. Um filho indesejado. E minha mãe sabia disso. Ela soube, ou, ao menos desconfiou, no momento em que me viu. E sem meu pai ou mais ninguém – além de Sara – saber a verdade, do porque estávamos indo para o Norte, nós fomos. E passamos quase o ano inteiro lá. Eu, minha mãe e minha avó, apenas. Sem criados, sem ninguém. Apenas nós três, escondidas em uma casinha no meio do nada.

Até o dia em que comecei a sentir dores insuportáveis, e minha mãe me colocou deitada e me pediu para fazer força. Sim, foi minha mãe que fez meu parto. Foi minha mãe que ajudou minha filha a ganhar vida, e foi minha mãe, também, que estava disposta a ajudar a tirar. Por amor a mim. Mas, mal sabia ela, o quanto isso me mataria.

Notas finais
estou escrevendo uma fic nova q tá no meu blog leiam e siagm-me http://debgimenez.blogspot.com/ bjs