A Bella e a Fera

18 Capítulo 19 - O Maior Amor De Todos - Parte I


Notas iniciais
Gente, meu orkut foi rackeado e tive q fazer outro, me add: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=605666620342595793 OBG.

O Maior Amor de Todos

"O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho."
(Agatha Christie)

Quando subi novamente para meu quarto, estava com medo de dormir. E embora, Edward tenha me prometido que ficaria todo o tempo ao lado de Lily vigiando meus sonhos pelos dela, eu ainda estava com medo.

Sem contar que a idéia de Edward vigiando meus sonhos não me agradava muito, especialmente porque ele quase sempre é citado, e com cada vez mais frequência.

Por isso que estava decidida a não dormir.

Não saberia responder quanto tempo aguentaria sem o descanso do sono, mas estava disposta a ficar acordada o máximo que meu organismo permitisse.

E quando me sentei na cama e peguei meu livro de orgulho e preconceito, Edward voltou em minha mente.

Sua mão sobre a minha. Os seus olhos quase dourados, olhando nos meus. Como se quisesse transmitir que não deixaria nada de ruim acontecer.

Mas como poderia? Como ele poderia impedir algo de ruim acontecer? Quando na maioria das vezes ele mesmo é o perigo. Pelo menos para mim.

Porque, mesmo que às vezes ele esteja sendo quase amável, e mesmo depois de ficar sabendo de sua história, ele ainda é, o Maníaco Mascarado. Cruel, mal e sedento por meu sangue.

O Bom, é que pelo menos de Lily ele parece gostar.

Tentei novamente ler o que estava escrito na contra-capa do livro, mas não tive êxito. Desisti da tentativa antes que me irritasse ainda mais e procurei a página em que havia parado, já que fui burra o suficiente para não marcar. Bom, em meu favor, mesmo que tivesse marcado, provavelmente o Maníaco Mascarado teria desmarcado, depois daquele ataque de ira.

Depois que achei a página, claro que não consegui ler. A impressão que eu tinha era que meus olhos passavam pelas letras, mas naquele instante elas não faziam sentido nenhum, pois, minha cabeça estava em todos os lugares, menos no livro.

Mas foi só quando reparei que estava lendo a mesma linha a meia hora, que desisti.

Me joguei de costas na cama e fiquei o olhando pro teto, com a cabeça bem longe dali... longe... cada vez mais longe... minha cabeça começou a ficar leve, e minhas pálpebras pesadas, e a cada minuto eu parecia estar com a mente mais longe.

Flores. O ambiente era revestido de flores. O lugar mais lindo que eu já havia visto. O lugar que me lembrava alguém, mas seria impossível porque eu nunca estive nesse lugar antes.

Andei calmamente entre as roseiras perfeitas e as árvores enormes, sentindo meu sorriso crescer.

Esse lugar era tão familiar. Tão acolhedor. Me senti segura ali. Como se nada pudesse me atingir; me machucar.

E enquanto fechava os olhos para poder memorizar cada traço daquele lugar, escutei um choro leve.

Abri os olhos e olhei ao redor, mas não vi ninguém.

Andei por entre as árvores e me vi em uma clareira. Cheia de flores, com um balanço revestido de rosas, girassóis, e margaridas, e nesse balanço havia um menininha, com o rosto abaixado e soluçando baixinho.

Me aproximei dela, e percebi que a menininha tinha um pequeno arranhão no joelho, e creio, que era por isso que chorava.

-- Oie – falei sem jeito – Não precisa chorar... sabe, isso passa...

E então a menininha levantou a cabeça, e eu reconheci aqueles olhos castanhos. Porque eram os meus olhos castanhos. Mas não podia ser. Não poderia ser eu, quer dizer, eu estava ali, de frente para ela. Mas quando pensei em falar algo, percebi que a menininha não olhava para mim. Olhava para além de mim, e antes que eu pudesse acompanhar seu olhar, senti uma presença passando ao meu lado e indo em direção a criança.

A mulher tinha os cabelos compridos e castanhos, levemente ondulados, e os olhos de um chocolate derretido, e o sorriso mais doce que já havia visto. O sorriso que muitas vezes me consolou, me animou, e me deu amor. O sorriso de minha mãe.

Porque ali, em seu vestido azul claro com flores estampada, estava Renée. Minha mãe.

E ela passou por mim, como se flutuasse, sem me notar.

-- Mamãe – murmurei baixinho, com lágrimas nos olhos.

Só Deus sabe o quanto eu havia sentido sua falta. Pensei em correr e abraçá-la e nunca mais soltá-la, mas não conseguia me mexer.

-- Ei, meu amor. Não chore. Vai ficar tudo bem – disse minha mãe se abaixando na frente da menininha, que parecia muito comigo.

A menininha abaixou novamente a cabeça e voltou a chorar baixinho.

-- Oh Bella! – disse minha mãe, enquanto levantava com muita delicadeza o queixo da menininha. O meu queixo, pois só então notei, que ali era eu. Quando tinha seis anos.

-- Não há motivos para chorar, meu anjo. – disse minha mãe, enquanto limpava às lágrimas da menininha.

-- Mas ta doendo – a menininha respondeu, de um jeito teimoso. Um jeito que eu conhecia bem.

-- Eu sei, meu amor. Mas vai passar. – Renée respondeu, com sua voz suave. Sua voz tranquilizadora.

-- Como você sabe? – a menininha respondeu, com olhos duvidosos. Os mesmos olhos da mulher em sua frente.

-- Porque eu te amo. E farei qualquer coisa para que passe. Farei qualquer coisa para te proteger – respondeu minha mãe com o seu sorriso doce, seu sorriso simples, seu sorriso protetor.

E naquele instante meu coração disparou e meus olhos embaçaram com as lágrimas que caiam.

Porque eu me lembrei dessa cena. Me lembrei desse momento.

Não havia sido em um lugar florido e perfeito, havia sido na mata atrás de casa. Eu estava correndo por entre as árvores, quando tropecei em uma raiz saliente e cai. Quando me levantei percebi que estava perdida. E comecei a chorar, não apenas de dor, mas de medo.

Não demorou muito para Renée me encontrar e eu lembro que nunca tinha sentido uma falta tão grande dela, como naquele momento. Como se não tivesse ninguém para cuidar de mim.

E quando ela me olhou nos olhos, com aquele sorriso doce, dizendo que me protegeria, eu me senti verdadeiramente segura. E foi lembrando dessa cena, que tinha certeza das próximas palavras.

-- Mas eu me perdi, mamãe. E a senhora não estava aqui. – a menininha respondeu, com uma lágrima persistente caindo de seus olhos

Renée limpou essa lágrima, e respondeu com a voz mais firme e doce que eu já havia escutado.

-- Eu estava, meu amor. Eu estou com você em todos os lugares, em cada pequeno momento, eu estou com você. Porque eu sou sua mãe, e eu te amo, mais do que qualquer coisa neste mundo, e estarei com você mesmo quando não puder mais me ver. Porque estarei sempre em seu coração. Te protegendo. Para sempre. E sabe por que, Bella? – minha mãe perguntou, olhando de maneira firme para a menininha.

A menininha balançou a cabeça negativamente e continuou a encará-la.

-- Porque esse é o Maior Amor de Todos! E ele é Eterno!

E foi nesse momento que eu me vi correndo até minha mãe e estendendo meus braços para abraçá-la, mas quando meus braços encostaram em seu corpo, ele evaporou, como areia.

E percebi o desespero crescendo dentro de mim. Eu queria abraçá-la. Queria abraçá-la e nunca mais soltá-la.

-- Você prometeu! – escutei a menininha falando, e olhei para baixo.

A criança já não estava no balanço, estava em pé com um vestidinho preto de laço, e uma rosa vermelha na mão, enquanto chorava lentamente em frente a um túmulo.

O túmulo de minha mãe. Ali, no meio daquele enorme jardim

-- Você prometeu que estaria sempre comigo – a menininha dizia, enquanto chorava levemente. – Você prometeu! Papai disse que você morreu para poder virar estrelinha, e que está lá em cima com o Papai do Céu. Mas você prometeu que estaria sempre comigo, mamãe. E eu sei que você está.

A menininha então, encaixou a rosa lentamente em cima do túmulo e murmurou às palavras que eu tanto já conhecia. Às palavras que eu repeti para mim todas as noites durante anos.

-- Por que como pode estar morta, se ainda está em meu coração?

E foi nesse momento que eu soube, que minha mãe sempre esteve comigo. Mas quando olhei novamente para a menininha ela já não estava mais ali. Não havia mais nada ali. Apenas a enorme floresta, cheia de flores. E entre as árvores, eu enxerguei um par vivo de olhos vermelhos, e o medo me atacou.

-- Uma cena realmente comovente! – disse uma voz, e eu soube que vinha do mesmo ser de olhos vermelhos. – Realmente comovente!

-- Bella! – outra voz chamou, e parecia estar mais distante. — Bella!

E eu reconheci a voz... tão doce... tão calma... tão maternal. Mas não era minha mãe.

-- Bella!

E no mesmo instante um vulto pulou em cima de mim, mas eu nunca senti a queda, porque no mesmo instante estava de olhos abertos e sentada, olhando um aposento completamente diferente daquele.

Porque era meu quarto na mansão dos Cullen´s!

Eu havia acordado!

-- Me desculpe se te assustei! – a voz doce e meiga disse ao meu lado, me fazendo realmente assustar.

Olhei rapidamente para a pessoa e para minha surpresa, constatei que era Esme.

-- Eu sei que já está tarde. Mas eu precisava falar com você, não agüentaria mais um segundo. – Esme falava de uma forma tão calma, e ao mesmo tempo de uma forma tão torturada.

-- Clar... claro, Esme. – respondi ainda surpresa com sua presença. – O que houve?

-- Não houve nada... ainda. E é por isso que estou aqui – Esme respondeu seriamente – Para lhe pedir um favor. Um enorme favor.

Creio, que não tive sucesso em esconder minha surpresa. Mas antes que pudesse responder, ela falou algo que com toda a certeza prendeu minha atenção.

-- Mas para isso, você terá que conhecer a minha estória. A estória de minha família. E então compreenderá o que estou sentido.

Notas finais
Olá, Espero que tenham gostado capítulo, o próximo capitulo é uma POV inetido da Esme, contando sua história, e como encontrou o seu primeiro filho, Edward.Falando sobre Edward, minha mais nova amiga byzinha acaba de postar sua nova estória. SEDUCTIVE ANGEL http://www.fanfiction.com.br/historia/149575/Seductive_Angel Sinopse: Isabella Swan é uma jovem de 21 anos, que vê sua vida mudada a se ver obrigada a casar-se com o Jovem, rico, viuvo e prepotente Edward Cullen. Sua vida tem autos e baixos, ela se ve obrigada a duelar com Rosalie Featherstone, uma cafetina, que a ameaça de publicar no jornal, seu romance secreto com Edward. A subta morte de sua irma, no qual ela começa a investigar, e descobre coisas muito além do que esperava. E principalmente, se descobre totalmente apaixonada por Edward Cullen, que aparentemente ainda a compara com a falecida esposa, Tanya Denaly Cullen, a quem traiu seu marido com toda a cidade. -- Então, gostaram da sinopse, leiam vocês vão adorar, é uma fanfic de época onde acontece um casamento arranjado e... rs, leiam... Beijos, Deb.