Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo. Se voces quiserem me dar dicas sobre a fic, eustou aberta a sugestoes.

Depois do banho, Edward falou que tinha mais uma surpresa pra mim.

_ E o que é?_ perguntei curiosa. Sempre fui extremamente curiosa, por isso meu pai passava horas pra entregar presentes, ele adorava ver-me naquela ansiedade, o que eu achava horrível.

_ Se eu disser, não vai ser mais surpresa._ ele me levou até outro corredor que era próximo do quarto dele e fez-me parar em frente a uma porta._ Agora feche os olhos. E não espie!

Fechei os olhos, remoendo-me de curiosidade. Ouvi o clique da porta se abrindo, então o sentir me guiando até a frente. Ele se separou e pude ver pelas pálpebras a luminosidade invadindo a sala.

_ Agora abra._ ele falou no meu ouvido. Abri os olhos e fiquei pasma. Era a maior biblioteca que eu já havia visto na minha vida. Ela era enorme, tinha mais de sete andares, com enormes escadas de madeira. No meio da sala, um sofá de couro jazia em frente a uma lareira de mármore branco.

_ Oh. Meu. Deus!_ falei boquiaberta._ É linda! Parece que estou no paraíso.

_ Sabia que ia gostar. Alice disse que você passava horas lendo os livros do seu quarto.Achei que você ia apreciar mais estando aqui._ ele falou sorrindo. Sua cicatriz se distorceu um pouco e ele passou a mão nela. Corri e o beijei com fervor. Ele levantou-me e rodopiou-me pela sala._ Acho que isso com certeza tira qualquer dúvida._ ele respondeu.

_ Quantos livros têm?_ perguntei. A maior biblioteca que já vi foi a livraria do seu Joseph que me disse orgulhoso que tinha cerca de mil e duzentos livros.

_ Eu não sei exatamente._ ele coçou a cabeça_ Depois dos vinte e cinco mil, eu perdi a conta.

Era impressionante.

_ E você já leu todos?

_ Mesmo com a eternidade à frente eu ainda não li tudo. Mas falta pouco._ ele sorriu_ E aí? Sei que está doida pra sair correndo por essas escadas e pegar os livros.

_ Estou mesmo..._ falei ansiosa pulando. Se tem uma coisa que eu adoro é ler.

_ Vou deixar você lendo a manha inteira._ ele passou a mão pelo meu cabelo.

_ Mas e você?_ eu não queria passar a imagem de desfrutável, mas as imagens de ontem ainda estavam borbulhando na minha mente.

_ Tenho que sair com Alice pra fazer algo, mas volto logo e então podemos aproveitar o resto do dia. A biblioteca é sua agora. Pode pegar o livro que quiser!_ ele deu um beijo na minha testa e suspirou. Ele falou, embora um tanto sutilmente pra não me assustar muito, que iria sair pra se alimentar. Eu ainda não me acostumei muito com o fato dele beber sangue, mas ele não tinha outra escolha, então tentei entender aquilo como uma opção de alimentação diferente, como os vegetarianos. Ele me deu um beijo singelo nos meus lábios e saiu. Aproveitei sua ausência pra me fartar de explorar essa biblioteca gigantesca.

Tinha livros mais antigos que meus tataratataravós. Desde livros de romance, científicos, peças de teatro até livros da idade Média, que pertenciam a Igreja. Como será que ele conseguiu aquilo? Então uma prateleira chamou minha atenção. Ela estava no último andar da sala. Peguei um livro e quando devolvi o livro, a parte de madeira atrás se soltou. Tirei o livro e tirei o pedaço de madeira. Era um fundo falso. E lá dentro tinha uma caixa prateada.

Não contive minha curiosidade e abri. Eram cartas de amor. Bom, não exatamente de amor. Eu ficava corada só de ver o conteúdo daquelas cartas. E o que me deixou mais nervosa, foi ver o remetente: Edward Cullen.



Condado de Brighton, 22 de julho de 1525.


Minha bela Rosálie,

Não sabes o quanto estou ansioso para ver-te novamente. Minha boca ainda saliva só de pensar na textura dos seus seios em minhas mãos e do sabor dos seus lábios nos meus. O que fizemos ontem deu-me esperança de que estivesse de acordo com as loucuras que ainda pretendo fazer no seu corpo. E embora não possa ausentar-se de perto de seu marido na ocasião do baile de hoje, sei que fará o possível para aproveitar as horas que nos restam antes do mesmo.

Sonhei contigo esta noite. Não gosto de valer-me de sonhos e não sou muito aberto a esses tipos de devaneio sem sentido, mas teu corpo não me deu alternativa. Pretendo fazer com o seu corpo exatamente o que fiz no meu sonho, que me fez molhar os lençóis com meu prazer. E espero fazê-la gritar de prazer quando estiver dentro de ti, como fiz em meu devaneio.

Encontre-me no lugar de sempre três horas antes do baile. Se por acaso, o paspalho de seu marido perguntar-lhe aonde irá, diga-lhe que irás tomar uma fresca com suas amigas da igreja. Tenho certeza que ele não irá duvidar-te.


De seu insaciável,

Edward Cullen

PS: Agradar-me-ia muito se fosses ao encontro e ao baile com as jóias que eu te dei. Quero que fiques com elas quando encontrar-me. Apenas as jóias e nada mais em seu corpo. Anseio-te. Não demores.


Quando terminei de ler aquilo fiquei sem ar. Sentei-me em uma poltrona que havia por perto. Todas as outras cartas tinham o conteúdo parecido. Expressavam o prazer que havia entre os dois e aquilo deixava-me com um sentimento ambíguo. É claro que eu sabia que Edward se encontrava com diversas mulheres, mas as cartas eram todas para e de uma única pessoa: Rosálie. Se fosse apenas uma de suas conquistas diárias, ele com certeza não iria enviar-lhe cartas, inclusive a ponto de dizer-lhe que sonhou com ela coisas inapropriadas. E ela era casada!

Mas as cartas em si não traziam algo impressionantemente romântico, parecia-me que eram apenas cartas de amantes da carne e não do coração. Em nenhum momento ele havia dito a ela que a amava. E isso era, pelo menos pra mim, algo que comprovava a falta de sentimento mais forte que o prazer da carne entre os dois. De qualquer forma, sentia-me suja quando lia aquelas cartas e as enfiei na caixa e guardei-a. Saí apressada da biblioteca. Queria esquecer aquilo. Afinal, aquilo aconteceu a trezentos anos atrás e com certeza aquela mulher não estaria mais viva.

Resolvi gastar meu tempo em algo mais útil. Fui ao quarto de Alice e peguei o espelho. Forcei-me a não perguntar ao espelho sobre a tal mulher. Ela deve estar sob uma lápide, pelo amor de Deus! Assim espero.

Olhei para o espelho e chamei por aquele que iria ser o primeiro a quem eu ajudaria.

_ Jasper._ chamei. O espelho brilhou e por um segundo perguntei-me se era inútil, se ele estaria, como disse Alice, em um tumulo. Mas quando a imagem do espelho tornou-se nítida pude ver. Um homem com cabelos cor de mel e quando ele virou de frente pude vê-lo melhor. Então entendi. A maldição não atingiu só a família de Edward, mas quem estivesse por perto do castelo também. Alice precisava saber daquilo.

Então lembrei-me de algo. Se Jasper estava vivo, a família de Edward também estaria. Agora preciso pensar em um plano pra juntar todos, quer eles queiram ou não!

Notas finais
E aí? Como vai ser agora? Comentem muito!!!