A Bela e a Fera - BDSM
7 Capítulo 7
Notas iniciais

Ele puxava meu cabelo com força, fazendo-me praticamente beijá-lo de lado. Sua outra mão forçava a coleira, levando-me em direção a sua boca, fundindo nossas línguas em uma pressão rude e deliciosa. Nesse frenesi selvagem do beijo pude sentir algo enrijecer embaixo da minha coxa, e eu sabia bem o que era. Oh, Deus! E como eu sabia!
Eu tive apenas dois homens em minha vida, no entanto, não era mais virgem, obviamente. O problema é que fazia tanto tempo desde a última vez em que estive com Gaston — um safado bonitão que morava em meu vilarejo e meu segundo homem, no caso, sexualmente falando — Que estava de fato temerosa se conseguiria estar à altura daquele homem tão quente!
Oh, Adam!
Eu sabia muito bem o que era o sexo, porém não tinha vasta experiência e com um homem completamente bruto como este, seria a primeira vez.
E senti-lo dessa forma, duro embaixo de mim, ao invés de deixar-me com mais medo pela falta de experiência, fez com que eu sentisse uma fisgada em minha intimidade tão forte, que praticamente sanou todos os meus temores.
— És deliciosa – ele ronronou — Agora ajoelhe-se, aqui na minha frente.
Eu obedeci. Desci do seu colo e ajoelhei-me. Ele sentou-se mais na beirada da poltrona, puxou a coleira para que eu levasse o rosto em direção ao seu, e lentamente passou a língua quente em minha boca. Seus olhos vidrados nos meus. Meu pulso acelerou em expectativa.
Sua mão livre acariciou-me o rosto, uma, duas, três vezes, para em seguida dar-me um tapa forte e seguro. Senti minhas bochechas arderem, e o susto desceu como um jato de adrenalina que deu-me uma espécie de raiva imediata por tal abuso. Abri meus lábios para protestar. Entretanto sua boca calou-me com um beijo selvagem.
Droga! Ele era bom demais!
Adam abandonou meus lábios sem desencostar sua língua, foi levando-a até o local onde havia me batido. E lambeu-me ali, em cima da leve ardência que restava. Passou a língua por todo o local. Puxou a coleira, fazendo-me virar o rosto na direção oposta e antes que eu pudesse raciocinar, deu-me outro tapa, dessa vez, do lado onde ainda estava intacto. Levou sua língua para esta e lambeu-me novamente.
Seguiu-se assim por algum tempo, alternando entre um lado do rosto e outro. Um tapa, e lambidas. Eu sentia meu rosto arder, queimar. Não era uma queimação ruim, para minha total surpresa.
Toda vez que eu cogitava pensar que aquilo era humilhante, sua língua dançava em minha bochecha e eu me arrepiava inteira. E depois de vários e vários e vários tapas, aquela mistura de ardência afogueada, com sua língua macia e molhada, começou a fazer-me gemer. Para a minha máxima incredulidade, eu estava realmente úmida com todo esse ritual. Ou melhor, não apenas úmida, eu praticamente babava pelas pernas.
Deus! Aquilo era incrível!
Sentir aquele homem me fazendo queimar era muito mais do que eu poderia imaginar em qualquer situação da minha vida!
Ele ficou de pé. Suas mãos foram para o cinto que estava em sua calça e começou a desabotoá-la. Segui com os olhos o caminho percorrido pela calça até o chão e quando levantei o olhar novamente, deparei-me com seu membro exposto, apontando em minha direção. Era enorme! A cabeça avermelhada parecia mirar minha boca. Ele chutou a calça para o lado e pegou em meus cabelos com força fazendo-me olhar em seus olhos faiscantes em chamas azuis.
— Abra a boca – disse-me sem desviar seus olhos dos meus.
Demorei dois segundos perdida naquela imensidão. Foi o tempo suficiente para que desse-me mais um tapa pela demora. Sem questionar, apenas abri.
— Agora você vai sentir o meu gosto, vai chupar meu pau até que eu me dê por satisfeito.
E sem qualquer cerimônia, ele bateu com seu membro em meu rosto algumas vezes e o introduziu em minha boca na sequencia.
Comecei a chupá-lo sem qualquer pudor. Minhas mãos que antes pareciam coladas ao meu corpo, reagiram sozinhas e antes que eu pudesse perceber coloquei-as na base de seu membro e as trazia para frente e para trás, masturbando-o, enquanto minha língua dançava por sua cabeça larga e saborosa. Oh, Deus! Que gosto bom!
Mal cabia em minha boca e eu me esforçava para colocar o máximo que eu conseguia, chupando-o sem parar. Impus um bom ritmo, e segui nessa velocidade até que pude ouvir um gemido alto escapar-lhe dos lábios. Subi meu olhar, e o vi levantar sua cabeça para o teto, com olhos fechados, maxilar tenso, expressão completa de prazer. Molhei-me ainda mais com essa imagem. A ideia de vê-lo sentir prazer com a minha boca, excitava-me muito mais do que eu podia imaginar!
Com as duas mãos ele me segurou por meus cabelos e começou a foder minha boca com vontade, praticamente introduzindo tudo. Eu engasguei e automaticamente levei minhas mãos foram para seus quadris, na tentativa de impedir que ele introduzisse mais. Isso o deixou irritado.
— Não tente parar-me, puta! – esbravejou — Pensando bem, suas mãos não estão do meu agrado dessa forma. Irei mudar isso imediatamente!
Assim dito, ele levantou-me pelos cabelos, bruscamente, deixando-me de pé e começou a tirar o meu sutiã e minha calcinha de qualquer jeito. Eu resmunguei alguma coisa e levei mais um tapa ardido em meu rosto. Lembrando-me para ficar quieta. Depois que finalmente tirou tudo, dei-me conta de que agora estava com minha intimidade e meus seios expostos, usando apenas a cinta liga nas meias e os sapatos.
Adam se afastou um pouco, terminando de tirar suas próprias roupas e quando retornou, trouxe consigo duas cordas.
Ele passou as cordas por minhas mãos, atando-as atrás das minhas costas e em seguida, voltou-as para frente e trançou em meu abdômen. Depois deu algumas voltas com ela em minha cintura, passando por meus ombros, abaixo dos meus seios e acima deles. Deixando-me praticamente sem qualquer tipo de movimentação. Após tudo feito, ele afastou-se um pouco, olhando admirado seu próprio trabalho.
Com um sorriso de canto de lábios, deu um assobio.
— Agora sim está perfeito. Vou foder sua boca carnuda e gostosa o quanto eu quiser – ele parou de falar e deixou seus olhos percorrerem por todo o meu corpo nu – És linda demais para sua própria segurança, Cadela. Meu pau está latejando para enfiar-se em sua fenda, mas isso eu deixarei para mais tarde. Agora quero provar seus seios fartos e essas suas auréolas rosadas... Humm... São apetitosas! – ele mordeu os lábios, olhando-me com fome.
Eu senti meu rosto queimar, porém dessa vez, não pelos tapas senão por pura timidez. Nunca um homem havia me olhado com tanta vontade, com tanto desejo. Minha intimidade fisgou novamente, implorando para que ganhasse alguma atenção. O problema era que eu estava atada, nem se eu quisesse conseguiria me tocar. Não que eu quisesse minhas próprias mãos me tocando. Eu sabia o que queria, e o que eu desejava estava em riste, duro e brilhando em minha direção.
Santo inferno! Como eu o queria!
Eu não podia acreditar que no meio de toda essa humilhação eu pudesse estar sentindo tanta vontade de tocá-lo! Como eu podia estar tão excitada dessa forma? Eu encontrava-me amarrada, nua e com o rosto ardido. E só o que eu pensava era em sentir o corpo dele? Em como aquilo era bom? Como eu podia olhar naquele rosto deformado e sentir tanta vontade de beijá-lo novamente? Tantos questionamentos, que naquele momento ficariam sem uma reflexão digna. Acredito que por dentro eu sabia o que significava. Só não estava pronta para admitir.
— Agora vá, deite-se naquela cama. Fique com as costas no colchão. Quero seu peito virado para cima, esperando por mim.
— Sim, Senhor – era só o que eu podia dizer.
E foi o que fiz. Deitei por cima das mãos amarradas nas costas e fiquei esperando que viesse. Ele não demorou, veio logo em seguida. Puxou-me para a beirada da cama fazendo com que eu ficasse no colchão apenas do quadril para cima. Meus sapatos tocando o chão frio de mármore. Adam trouxe consigo um tecido e o passou em minha boca, amarrando-o na minha nuca, como uma mordaça.
— Agora não vai mais falar, apenas sentir, minha cadelinha suja e gostosa.
Minha nossa, que sorriso malicioso era aquele? O que estaria por vir?
Meu peito rimbombou em expectativa.
Ele andou até a mesa grande que ficava no centro do quarto e trouxe de lá um chicote de montaria. Eu já o havia visto usando o chicote para suas cavalgadas. Mas qual a finalidade daquilo naquele momento?
Vi-o deixando o chicote ao lado do meu corpo. Feito isso, ele deitou-se ao meu lado na cama, virando-se de lado, ficando de frente para mim. Uma de suas mãos apoiava sua cabeça, para que ficasse alta e a outra ele segurou meu seio esquerdo com força. Ele era todo grande e suas mãos eram ásperas e másculas, além de enormes e quentes. Meus mamilos estavam duros quando ele os apalpou rudemente.
Apertava-os e massageava-os com a ponta dos dedos alternando entre o direito e o esquerdo, deixando-os sensíveis e doloridos. Cada apertão no mamilo era uma dor latente que me fazia sentir fisgar diretamente em minha intimidade. Minha nossa! Era muito bom!
Eu gemi entre as amarras em minha boca.
— Adoro esse som – o ouvi sussurrar em meu ouvido.
Depois de apalpar por algum tempo, ele levou sua boca.
Quando senti sua língua mamando-me, um gemido ainda mais alto escapou. E eu pude o ouvir sorrir enquanto tomava tudo de mim naquele momento.
Depois de fartar-se com meus seios, percebi sua boca descendo devagar e pelo caminho ele me mordia sem qualquer cuidado, deixando-me com marcas. Como se quisesse registrar o que era seu.
— Quero provar sua boceta, saberei agora o gosto que tens. Estava louco por isso há dias! Escravinha mimada, relutou tanto não é mesmo? – ele balançou a cabeça em negativa — Mas não hoje. Hoje implorará para saber quem é que manda.
E afundou sua língua em mim.
Eu queria gritar! Santo inferno, como eu queria! No entanto, apenas resmungos abafados escapavam-me por entre o pano amarrado.
Sua boca movia-se rápido e sua língua adentrava minha carne com muita intensidade, fazendo-me gemer cada vez mais alto. Sem me importar em nada, se o som abafado seria ouvido, ou não.
— Hummm... Como estás molhada, Cadela. Parece que gostas de ser castigada, afinal, acredito que não escolhi tão mal assim a minha escrava oficial não é mesmo? – disse enquanto levantava o rosto brevemente entre uma chupada e outra.
Eu sentia cada vez mais prazer, minha intimidade se apertava e se contorcia querendo saciar-se, eu queria gozar, queria muito gozar. No entanto o safado não permitia, toda vez que eu chegava perto ele parava e desferia-me um tapa. E eu resmungava toda vez que ele parava. E tomava mais um. Era um circulo vicioso. Eu precisava gozar. Senhor, como eu precisava!
E o filho da mãe prendia-me pelos quadris usando de seus braços fortes, minhas pernas abertas ao redor de sua cabeça, de forma que eu não conseguia mover-me direito. Totalmente a mercê do que ele permitia me dar.
— Só vais gozar com meu pau – eu resmunguei mais uma vez. Simplesmente sem conseguir me controlar. Ele olhou-me feroz — E agora, por sua insistência insolente em reclamar, serás castigada!
Eu tentei gritar, implorando que me deixa-se dar apenas uma breve saciada, todavia a mordaça em minha boca impedia que saísse algum som compreensível. Tudo o que eu consegui emitir foi grunhidos e gemidos.
Adam sentou-se na cama calmamente e puxou-me fortemente pela coleira fazendo com que meu corpo levantasse e se posicionasse onde ele queria, atravessada por cima de suas coxas, deixando minhas nádegas expostas para cima.
— Visão perfeita! Agora vais apanhar um pouco no traseiro, sua safada, para aprenderes a gozar apenas quando seu Dono mandar. E não quando sua boceta pedir!
Sua mão estalou em minha bunda sem cerimônia, forte e ágil.
Senti lágrimas arderem em meus olhos. Mas não reclamei. Apenas grunhi. Ele alternava os tapas entre uma nádega e outra, depois parava, acariciando-as, apertando-as, apenas para depois tonar a bater. Ardia, mas não era uma ardência ruim, a dor do tapa ia passando e a quentura em minha pele fazia correr forte o meu sangue e bombeava diretamente em minha intimidade, fazendo-a piscar, molhada e desejosa. Eu só podia estar ficando louca por estar tão excitada enquanto apanhava.
Que tipo de pessoa eu era? Eu comecei a me questionar enquanto essa enxurrada de informações deixava-me duvidosa quanto ao que eu realmente considerava certo, ou errado. Não existia mais a concepção de certo ou errado em minha cabeça, era tudo um embaralhado de sensações. E por mais que eu quisesse sentir-me menosprezada por essa situação infame, tudo o que eu conseguia sentir, era um tesão absurdo! E no interior mais obscuro da minha mente, uma só palavra rondava, perturbando-me... “Mais” era o que pedia.
— Agora deite-se novamente e dessa vez, de barriga para o colchão. Quero-a de costas para mim, com esse rabo empinado na minha direção!
Levantou-se.
Obedeci prontamente, minhas pernas para fora do colchão deixavam-me exposta com a bunda empinada, do jeito que ele queria.
Eu o vi pegar o chicote, e me veio a mente um vislumbre do que poderia estar por vir. Deu apenas tempo de fechar os olhos para então sentir a primeira chibatada em minha bunda já ardida. Arqueei de dor, e grunhi alto.
Aquela área obscura do meu ser pareceu resplandecer perante o tão desejado “Mais”. Apesar das lágrimas que começaram a escorrer pelo rosto, a dor alfinetava e fisgava minha entrada. E eu arfava, como se estivesse em uma corrida árdua.
Suas chicotadas eram fortes e certeiras e eu arquejava, meus olhos lacrimejavam sem parar e lágrimas escorriam por meu rosto sem que eu pudesse impedir. Entretanto, eu não queria parar, inconscientemente e de uma forma perturbadora, era como se eu quisesse tudo isso. Eu queria ser tomada de verdade, possuída e pertencida a ele. Queria ser boa o suficiente. Queria senti-lo orgulhoso e satisfeito. E toda essa maluquice, ao mesmo tempo em que me excitava de forma absurda, me deixava alucinada com perguntas que eu tentava responder a mim mesma entre uma chibatada e outra. Perguntas que eu não conseguiria responder.
Depois da minha surra de chicote. Adam virou-me novamente de frente. Puxou uma das algemas que estava presa ao dossel da cama e levantou a minha perna direita quase na altura de seus ombros, e o mesmo fez com a outra. Agora eu estava amordaçada, com as mãos atadas às costas e as penas abertas, firmemente presas ao dossel da cama. Entregue completamente para aquele homem sádico e gostoso como o inferno!
Ele sorriu maliciosamente.
Pegou uma das velas que estava na cabeceira da cama e sem esperar um segundo sequer, derramou aquele líquido quente em mim. Eu não estava esperando por isso e meu corpo tentou pular na cama. Em vão.
Ele continuou derramando, fazendo caminhos com a cera por todo o meu corpo. Meu abdômen, meus seios e até alguns pingos em minha intimidade aberta e úmida. Quando se deu por satisfeito, tornou a chicotear-me nas pernas e nos seios deixando-os vermelhos em brasa. Eu era pura lava de vulcão. Ardida, quente, vermelha. Mais uma vez era algo bom e desconhecido para mim. E eu só pensava em saciar-me, queria mais, sempre mais...
Adamcolocou a vela de lado e voltou-se para mim. Eu arfava muito quando nossos olhos se encontraram.
— Quer que eu pare? – questionou-me.
Oh, Deus! Não!
Sacodi a cabeça negativamente.
E então algo novo aconteceu. Adam olhou-me de forma estranha... Tão doce, demonstrava tanto carinho. Como se aquela forma de sexo, além do máximo de prazer que ele sentia praticando-o, estivesse sendo ainda melhor, por ser comigo. Ou foi a forma como interpretei aquilo... Ele não podia me amar, certo?
Ou podia?
Quando meu coração torceu para que fosse a segunda opção, dei-me conta de que realmente o queria. E não, não era por estar tão excitada naquele momento. Eu simplesmente entendi que toda a necessidade que eu tinha de saber se ele estava bem e toda a falta que eu senti, era realmente por estar apaixonada. Deus seria isso mesmo? Oh, sim... Senhor, eu estava realmente apaixonada!
Ele aproximou-se devagar e com cuidado, tirou minha mordaça. Passou o polegar em minha bochecha e aproximou seus lábios aos meus. Beijando-me.
Beijou-me enquanto deitava-se por cima de mim e posicionava-se entre minhas pernas abertas. Quando o beijo ganhou intensidade ele afundou seu pau em mim.
Eu gemi alto. Muito alto. O mais alto que consegui emitir enquanto meu gemido estava abafado deliciosamente em sua boca aveludada.
Oh, Deus! Fui ao céu sentindo aquele pau grosso enterrando-se em mim. Bom demais, gostoso demais! E preenchia-me tão perfeitamente, saciando o que minha intimidade tanto havia implorado!
— Oh, como está molhada! Seus sucos estão escorrendo! És tão deliciosa, minha puta! Irei comê-la todos os dias. – beijou-me novamente antes de continuar — Você é minha, eu senti que seria minha no momento que a vi naquela sala lutando por seu pai, algo em mim há muito adormecido acendeu. Bela, há anos eu vivo sozinho e não achei que um dia ia querer uma companheira regular. No entanto, só o que consigo desejar é tê-la em minha vida.
— Adam... – eu suspirei entre um gemido e outro — Desejo-o também, eu também o quero.
— Você quer? Queres-me em sua vida? – seu tom era de certa forma surpreso.
— Oh, Deus! Sim, o quero!
Bombeou-me com um ritmo mais intenso. Eu gemi alto.
— Tirei-lhe a mordaça porque quero ouvi-la dizer que sou seu Dono. Quero ouvir que você pertence a mim, enquanto sente o meu pau entrando nessa sua boceta que é minha!
— Ahhh... – eu mal conseguia balbuciar algumas palavras nesse momento, minha boceta se contorcia – V-você é meu Dono, meu Senhor, eu sou sua. Desejo enormemente ser tomada, submetida, subjugada... – eu gemi novamente, sentia ele se movimentando mais rápido, mais forte e mais duro — ... pelo, oh! Deus! Pelo, Senhor...
— Gosta de sentir meu pau na sua fenda apertada, não é Cadela? Está gostando da sua tortura, ou quer apanhar mais? – perguntou-me, socando mais forte.
_Quero mais, Senhor... haaaa... Quero ser torturada dessa forma todos os dias... – eu me contorcia e arfava sem fôlego.
— Vais querer ir embora do meu castelo e viver a vida medíocre de camponesa que levava? – ele lambeu minha orelha.
Eu demorei a responder. Santo, cristo! Eu precisava gozar, sentia que ia explodir a qualquer minuto!
— Reponde, puta! – levei um tapa pela demora.
Adam sem parar de meter forte e duro, levantou-se, ficando de pé e puxando meu quadril com as mãos enquanto socava cada vez mais rápido. Com as mãos ele torcia meus mamilos, fazendo-me sentir uma dor tão prazerosa que eu não conseguiria segurar nem mais um minuto.
— AHHHH! Por favor, meu Dono, deixe-me gozar, por favor! – eu implorava aos gritos.
— Responda-me primeiro! Ou pararei de fodê-la agora mesmo!
— Não Senhor, eu não quero ir embora, quero ficar aqui e pertencer ao senhor da forma que desejares... Ahhh... SIMMM...sempre...humm.
Eu o ouvi grunhir, tão alto quanto o real rugido de uma fera.
—Agora goze, Bela.
E eu gozei.
Um gemido alto, muito alto saiu de minha garganta, enquanto eu me contorcia e meu corpo convulsionava, deliciando-me de forma única. Surreal. Incrível. Indescritível!
Eu arquejava e gemia, até finalmente começar a sessar. Ele me observava com olhos atentos, suor escorria por seu corpo inteiro, assim como o meu. E foi olhando em meus olhos com toda aquela ardência azul que eu o ouvi rugir, enquanto me apertava pelo quadril e jorrava sua semente dentro de mim.
Depois disso, ele soltou seu aperto em volta do meu corpo. Veio em minha direção e beijou meus lábios. Em seguida, desamarrou-me com cuidado. Primeiro desceu minhas pernas, depois desamarrou as cordas que estavam envolta do meu dorso. Deixando-me livre. Por último tirou meus sapatos, as meias e as cintas-ligas. E eu ali, mole, mal dando-me conta do que estava acontecendo direito.
Senti-o levantar-me em seus braços.
Apoiei minha cabeça — que pesava muito — em seu ombro, sentindo seu cheiro aveludado, delicioso, aquele aroma próprio dele. Percebi que ele andava comigo no colo e decidi abrir meus olhos para ver o que acontecia. Foi então que pude vislumbrar uma banheira.
A água quente emanava uma leve fumaça perfumada. Era um banheiro muito bem iluminado e tudo ali era convidativo. Com cuidado ele entrou comigo na banheira. Em seus braços, pude sentir a água quente e cheirosa banhar-me o corpo. Aos poucos o relaxamento foi ficando total. Era apenas, eu e ele, envoltos em fumaça cheirosa.
Levantei meus olhos preguiçosos e olhei em seu rosto. Ele sorria timidamente. Não o sorriso de escárnio de sempre, ou aquele sorriso safado de antes. Era um sorriso amável e novo que eu nunca havia visto. E dessa vez, seu rosto não me incomodou, pensando bem, fazia tempo que eu não o enxergava como um homem cheio de cicatrizes e lábios disformes.
As coisas haviam mudado, e agora, a meu ver, ele parecia tão... Lindo!
Oh, Deus! Ele era realmente lindo, aqueles olhos intensos e azuis, queixo quadrado, pele maravilhosa, corpo magnífico...
Ele ainda sorria, um sorriso calmo e terno. Eu sorri de volta e o beijei. Foi um beijo novo também. Não era algo tão intenso e forte como os outros que trocamos. Esse foi calmo, como um toque de carinho, como uma suave massagem feita por anjos. Meu coração palpitou rápido e pude perceber que meu estômago tinha borboletas, minhas pernas adormeceram, minhas bochechas coraram...
— Eu o amo – disse baixinho.
Seus olhos abriram-se em espanto.
— É verdade? – perguntou-me.
Apenas acenei positivamente, minha voz parecia querer falhar naquela hora. Oh, não! A garganta fechou, minha vista nublou, droga! Eu estava chorando.
— Shiii... calma. Deita aqui – ele disse, trazendo-me apertada ao seu peito — Linda, Bela... Eu também a amo, mais do que podes imaginar.
Eu solucei alto pelo choro e ele sorriu baixinho. Embalando-me em seus braços. Quando me acalmei, ele perguntou:
— Estás com medo de amar um homem como eu, por isso choras? – sorriu-me, mas pude ver um resquício de tristeza por trás de suas palavras.
— Não – respirei fundo, limpando as lágrimas — Tenho medo de não conseguir ser boa o suficiente e ter que vê-lo trocar-me por outra mais a frente – disse em voz baixa, levando meu olhar ao piso frio do banheiro. Essa era uma realidade que eu lutava para não enxergar.
Ele pareceu assustado quando segurou meu rosto com ambas as mãos, fazendo-me olhar seu rosto.
— O que raios a faz pensar dessa forma?!
— É simples na verdade – eu funguei — A forma como gosta de sexo, Adam. Não tenho experiência o suficiente para acrescentar-lhe nada. Não creio que eu vá ser uma boa escolha como parceira sexual, você acabará frustrado...
E ele riu. Alto!
Olhei-o com cara de brava e dei-lhe um tapa no braço.
— Não ria de mim! É sério!
— Ai! – disse enquanto fingia massagear o braço — Na vida fora do quarto sou eu que apanho? – ainda rindo.
Eu não respondi, estava ainda ofendida pela gargalhada. Vê se pode? Rir por algo tão sério que eu havia compartilhado!
Ele então finalmente pareceu notar que eu estava brava de verdade, percebi sua expressão mudar e ficar muito séria de repente, e quando falou sua voz saiu rouca e tensa:
— Eu nunca desejei algo tão fortemente quanto desejo você, Bela. Não quero jamais que pense nem por um segundo que não és suficiente. Eu a amo. És maravilhosa. E eu sinceramente nunca me segurei tanto para gozar nessa vida como quando estava enfiado em você! – dessa vez, até eu soltei um sorrisinho leve — Olhe para baixo, mocinha, e veja quem te deseja mais do que minhas palavras podem expressar.
Eu olhei, e uau! Continuava duro e grosso como se nunca tivesse feito sexo antes na vida.
— Está vendo? Ele não mente – ele disse em meio a mais uma risada — se não cr~es em mim, acredite nele.
Adam trouxe seus lábios aos meus e nos beijamos até sentir meu corpo esquentando novamente. Jesus, já estava ficando excitada de novo. Como eu podia ficar dessa forma, depois de ter me acabado de gozar ha tão pouco tempo?
A intensidade do desejo que eu sentia, era surreal. Tudo o que eu queria era que ele me amarrasse de novo e montasse em mim. Deus!
E foi naquele momento que senti que eu havia selado a minha vida.
Não importava mais o que fossem pensar, nem sequer o que meu próprio pai faria quando descobrisse a decisão que eu havia tomado. Eu moraria nesse castelo que outrora havia sido meu cativeiro, no entanto, agora era o meu lar. Eu amava o Príncipe Adam e ele me amava também, era apenas isso que importava. Eu era a SUA Bela e ele, a MINHA Fera. E pertencíamos um ao outro, como num conto de fadas.
FIM
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