Notas iniciais
Oláaa, demorei mais voltei, eu tenho estado um pouco ocupada, eu vou fazer o ENEM. E confesso que estou muito nervosa, mas espero que dê tudo certo.

Corri para dentro da biblioteca, tranquei a porta, olhei ao redor, a procura de alguma coisa para me defender, olhei para o canto onde algumas peças antigas, encontravam-se na parede, avistei uma pequena adaga, a tirei do suporte que a segurava, desencapei-a vendo uma lâmina brilhante, a guardei em minha roupa, já ouvindo a porta sendo chutada, corri para a janela, mas desisti de minha ideia de sair dali, eu via uma verdadeira guerra no jardim, os homens de Olliver, com os de Liam, em uma árdua batalha.

Ouvi outro grande baque na porta, tremi e comecei a chorar, os fechos da porta já estavam a quebrar-se. Logo comecei a me acalmar "vamos Bella, pense, você melhor que isso" eu dizia a mim mesma.

Mas era tarde demais, a porta foi arrombada, e o homem sujo de sangue entrou, ele era alto, e forte, nada comparado a minha aparência, em seu rosto ele carregava um sorriso loucamente intimidador, encostei-me na parede, já sem ar.

— Olha só a menininha da casa, anda como se já fosse dona de tudo não é mesmo?

— Por favor, não me mate.

— É menina, você não entende, mas você tem que morrer antes dele, assim ele vai sofrer mais. — Ele respondeu-me, chegando há alguns centímetros do meu rosto, me encolhi contra a parede, sentindo a adaga presa na parte de trás da minha calça, eu só precisava distrai-lo, para conseguir pega-la. Tive uma ideia, faria com que ele pensasse que quero pegar a arma que estava em sua cintura, assim teria tempo de pegar a adaga com a outra mão, respirei fundo, era minha única chance.

Movi minha mão esquerda até arma, e rapidamente com a direita peguei a adaga, e a segurei rente ao meu pulso para ele não vê-la. O homem segurou minha mão esquerda com força.

— Você achou que iria pegar minha arma e atirar contra mim? Você é mais tola do que pensei garota.

— Eu nunca disse que queria sua arma. — Respondi já sendo tomada por um ódio que nunca senti em minha vida, involuntariamente abri um sorriso, o deixando confuso por alguns segundos, mas para ele era tarde demais, a adaga já estava enfiada em seu estomago, vi em seus olhos a dor, apertei as minha mãos ao redor da adaga, e movimente pelo abdome por alguns centímetros, aumentando o tamanho do corte, vi em seus olhos sua vida fugindo, o empurrei para trás, vendo seu cor cair desfalecido no chão. Só então eu percebi que ele estava morto.

Aterrorizada soltei a arma afiada, que estava suja de sangue, olhei para minhas mãos, anestesiada aos tiros que vinham do lado de fora, vi minhas roupas encharcadas de sangue, minhas mãos pintadas de um vermelho vivo. Entrei em desespero, sai correndo pelo corredor, a procura de Olliver. O encontrei desesperado descendo a escada, correu até mim e me abraçou.

— Pensei que você estava lá em cima, nós combinamos, fui ver se você estava segura, e não te encontrei lá. — Sua voz soava desesperada em meus ouvido, então comecei a soluçar, Olliver cortou o abraço e espantado olhou para o sangue em minha mãos, e em minha roupas. Vi seus olhos queimarem em um ódio.

— Olliver, me ajuda.

— Me diz que esse sangue não é seu, por favor.

— Não, mas eu matei uma pessoa. — Ele me olhou preocupado.

— Senhor conseguimos conter o primeiro ataque, mas há um comboio de seis carros há caminho. — Um homem entrou, tentando desviar os olhos de mim, mas sem sucesso.

— Está bem, chamaremos apoio, organize os homens, e peguem o máximo de armas que puderem. — Olliver o respondeu, pegando-me no colo.

— Olliver.

—Nós vamos limpar essa sujeira. — Ele subiu as escadas, comigo em seus braços, já começava a ficar tranquila

A ultima coisa que precisávamos era que eu ficasse chorando o tempo todo.

Entramos no banheiro, ele limpou minhas mãos, tirou minha camiseta e pegou uma camiseta azul claro, limpou minha pele, meu rosto.

— Eu não acredito que matei ele.

— Foi legitima defesa, está na nossa natureza. — Ele responde envergonhado.

— Eu sei, mas eu fui dominada por um ódio tão grande. — Falei sentindo lágrimas teimosas escaparem de meus olhos, Olli limpou todas.

— Você precisa ficar segura, o que aconteceu só prova o como eu posso ser falho pra te defender.

— Eu não vou embora Olliver.

— Eu não quero que vá. — Ele respondeu deixando-me confusa, mas minha confusão passou logo que ele colocou uma pistola em minhas mãos.

— Olliver, eu não posso. — Respondi desesperada tentando devolver a arma, ele pegou de minhas mãos fazendo uma demonstração.

— Aqui recarrega, esse botão destrava, segure com as duas mãos. — Ele falou devolvendo-me logo em seguida.

— Não faz isso comigo, Olliver eu não posso.

— O que você não pode é morrer, Eu te amo. — Ele falou olhando em meus olhos.

— Eu também.

— Então por favor, use essa arma se for preciso. — Segurei a arma com firmeza, colando meu lábios no dele, iniciando um beijo profundo, cheio de incertezas, cheio de medo mas ainda sim, cheio de amor. Com ele, eu me sentia segura, se a minha antiga eu de alguns anos atrás me visse, ela não acreditaria que eu estava preste a ficar em um fogo cruzado com o rival do meu namorado que é traficante de armas.

— Só prometa que fará de tudo para sobre viver.

— Eu prometo que farei de tudo, para que nós fiquemos vivos minha Bella.

Saímos do banheiro, e estávamos caminhando para meu quarto quando, sentimos a estrutura da mansão balançar, corri para a sacada interna e vi um carro quase destruído dentro da parede.

— Olliver, eles lançaram um carro contra a casa. — Falei e ouvi um barulho de metal batendo nas escadas, olhei vendo uma pequena latinha.

Senti Olliver me puxar.

— Bella temos que correr porque isso vai explodir.