A Bela do Vestido Vermelho

1 A Bela do Vestido Vermelho


Notas iniciais
Se você não gosta de coisas como necrofilia, muito sangue e guerras, não leia.

Uma mulher com longos cabelos pretos. Uma pele branca como a neve. Magra como uma modelo. Usando um vestido vermelho...
A história que vou contar não é uma lenda urbana nem um mito, mas também não é real. Ou será que é...?
Foi em uma época de guerra. Havia uma cidade, cujo nome não lembro, que estava sendo atacada. Tiros, mortes, pessoas gritando com medo e o cheiro de sangue... Entre essas pessoas que corriam em desespero, estava a bela Caroline DeBlass. Ela tentava correr com o longo vestido branco e o salto-alto na mão. Sim, caro leitor, ela ia se casar naquele dia.
A nossa protagonista corria sem se importar com os outros; Ela apenas queria se salvar. Seu noivo já estava no chão. Seus pais já não estavam mais com ela. Seus amigos já saíram da cidade. Ela estava sozinha.
Para tentar correr mais rápido, cortou o vestido, que ficou na altura do joelho. Por onde passava, pessoas morriam na sua frente. Sangue era espirrado para todos os lados. Ela não queria morrer daquele jeito.
Olhando para os lados, Caroline achou uma pequena e velha casa. Achando que ninguém iria lá, rapidamente entrou. Quando fechou a porta, deu um suspiro. Não poderia ficar ali por muito tempo, mas daria conseguiria descansar um pouco. Olhou-se no espelho e ficou horrorizada com a própria visão. O cabelo, que estava todo arrumado quando entrou na igreja, agora estava embaraçado. O caro vestido estava todo manchado de sangue. Sua pele branca estava toda suja.
Enquanto ela se limpava e arrumava os cabelos, ouviu um barulho. Assustada, pegou o salto-alto — já que era única coisa que tinha para se defender — e começou a andar pela casa. Quando pensou que não era nada, algo tapou sua boca e segurou seus braços violentamente. Ela não estava sozinha. Olhou para trás e notou que era um dos soldados que estavam atacando a cidade. A estampa que este usava em seu braço deixava isso claro.
— Ora, ora... Que belezinha temos aqui? — falou o soldado, com um sorriso malicioso — Você é muito linda... Acho que vamos nos divertir bastante...
Caroline tremeu. Sabia o que aconteceria com ela se não reagisse.
— Me solta! — gritou, tentando se livrar do homem — Me solta! Eu não tenho nada!
— Não diga isso... Você só me fará querer mais ainda... — respondeu ele, segurando e cheirando os longos cabelos de Caroline — Gosto de mulheres como você...
— Seu... Seu atrevido! — disse, chutando "aquele" lugar do homem.
O soldado a soltou por causa da dor e Caroline tentou correr até a porta. Quando tocou na maçaneta, notou que a porta não abria. Pensando em sair pela janela, se virou. O homem estava ali, bem na sua frente.
— Como ousa... — disse o soldado, ainda com as mãos sobre a calça — Se eu te deixar viva, você tentará fugir... — sorriu maliciosamente — Acho que está na hora de "dormir"...
Caroline congelou. O homem apontou uma faca para ela.
— Tenha bons sonhos, tenha bons sonhos... — repetia ele, chegando cada vez mais perto.
A garota não se mexia. Não conseguia pensar no que fazer, porém,quando ele a tocou, resolveu dar um soco; sem sucesso, pois o homem segurou sua mão e a puxou para perto, para que a faca penetrasse no estômago dela. Ela olhou o local onde a lâmina havia atravessado e notou que o sangue começou a se espalhar pelo vestido. Aos poucos, ela perdia a consciência. O soldado levantou o vestido e logo ficou excitado. Ele colocou sua ereção dentro dela e ficou mexendo-o violentamente.
— Tenha bons sonhos, tenha bons sonhos... — continuava ele.
Caroline já não reagia mais. Ela estava "dormindo".
Quando o homem já estava satisfeito, jogou o corpo para fora da cama. Sentia-se cansado e, nem se importando com o que estava ocorrendo naquela cidade, foi dormir um pouco. Tomado pelo sono, começou a sonhar. De repente, pôde ouvir alguém cantar:
— Dorme, dorme ,passarinho. A doce senhora é muito má. Dorme, dorme ,passarinho. O amanhã não chegará.
O homem, que estava cercado pelo escuro, tentava procurar a pessoa que cantava a música, quando reparou em uma mulher. Branca como a neve. Cabelos longos e pretos. Vestido vermelho.
— Tenha bons sonhos... Tenha bons sonhos... — dizia a mulher do vestido vermelho.
O soldado começou a suar frio. Sentiu um calafrio.
— Você... Você é... — disse o homem, tremendo.
A moça se virou para ele e sorriu. O homem ficou aterrorizado. Aquela boca estava cheia de sangue. Dentes pontudos estavam expostos. Olhos totalmente vermelhos, como os de um predador. A mulher começou a andar na direção dele. O soldado deu uns passos para trás. Ele podia sentir que algo ruim iria acontecer. Correu.

Correu sem rumo, pois não havia lugar para se esconder. Quando olhou para trás, não viu ninguém. Parou e tentou respirar. Ao olhar para frente, ele deparou-se com Caroline, sorrindo de um jeito doce para ele. O homem tremeu.
— M-Mas... — gaguejou ele — Era... Era você...?
Caroline sorria. Abriu os olhos. Ele pensava que veria aqueles mesmos lindos olhos, porém, viu apenas olhos vermelhos. A terrível criatura surgiu. O soldado gritou. Essa foi a última coisa que ele pôde fazer.
Outros soldados entraram na casa, procurando o colega. Ao entrarem no quarto, viram uma cena horrível. Um corpo na cama, com o peito aberto e sem olhos. Marcas de dentes estavam presentes, como se um predador tivesse comido sua carne. No chão, não havia nada; Apenas um vestido que ficou vermelho de tanto sangue. O pior, era o que estava em cima da cama. Uma mensagem na parede, feita com sangue: " TENHA BONS SONHOS"

Notas finais
Bem, essa é a primeira história que posto nesta página... A primeira entre várias... O que acharam da história?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!