A Bela E A Fera- Brutinha
23 Poeira... Poeira. Levantou poeira!
Notas iniciais
– QUE PALHAÇADA É ESSA AQUI? Repetiu Fatinha com uma raiva que consumia as emoções de seu rosto.
– Calma Fatinha? Não é nada disso que você está pensando! Por favor me escuta! Implorou Bruno olhando fixamente nos olhos da loira que faiscava de raiva e Ana só sorria do seu feito.
– Não me venha com suas frases de botequim de esquina, pois você e essa lacraia de cabelo de milho estão mortos, pois eu estou com sangue nos olhos. Eu quero guerra. Dito isso Fatinha voou no pescoço de Ana. Ela queria matar aquela mulher nesse exato momento e com suas próprias mãos.
– Fatinha você está louca. Eu e o Bruno nos amamos. Você foi só um passatempo. Ver se entende isso. Eu... Ana estava falando quando foi interrompida por Bruno.
– Para de inventar as coisas Ana. Eu lhe disso que não quero nada com você, pois eu amo a Fatinha. Isso já está humilhante. Ana continuava com sua cara dissimulada fingindo que falava as maiores verdades do mundo.
– Chegaa. É agora que eu mato essa vaca. Você vai aprender a não mexer no namorado dos outros. Aliás, que dizer Ex namorado, pois a partir de hoje eu estou solteira. Fatinha falava e continuava batendo em Ana e Bruno tentando separar aquela briga.
– Pode vim Fatinha. Nada disso vai mudar o que eu e Bruno sentimos. Nessa hora Fatinha meteu a mão pela cara de Ana e voou no pescoço sufocando-a. feito isso Bruno se colocou na frente e carregou Fatinha de cima de Ana.
– E você ainda defende sua amante Bruno na minha cara? É isso mesmo produção eu sou traída na cara e ainda tenho que ficar vendo essa cena de amor? Eu devo ter colado chiclete na Santa Cruz mesmo! Aliás, como diria Clarice Lispector: “Quem tem com que me paga não me deve nada!” Na hora que Fatinha disse isso Bruno não agüentou e teve que dar risada.
– Fatinha! Para que Clarice Lispector não disse isso. E por favor, para com essa cena e me escuta. Eu não mereço está passando por isso, eu não fiz nada. Estava aqui te esperando quando a Ana apareceu e fez a ceninha dela. Bruno falava tentando controlar a loira que tentava a todo tempo para se soltar e partir para cima de Ana de novo.
– Bruno meu amor. Deixa ela. Vamos terminar de curtir nossa noite. Falava Ana jogando todo seu veneno.
– É agora que eu mato esse filhote de Cruz credo. Não é possível que você não me solte Bruno. Fatinha já estava vermelha de raiva.
– Agora já chega! Bruno deu um grito e na mesma hora Ana e Fatinha viraram assustadíssimas olhando-o. E ele continuou.
– Chega! Ana para com seu cinismo você sabe que não aconteceu nada. Eu não vou ficar repetindo tudo de novo. Que eu não gosto de você e que nosso lance não existe mais. E você Fatinha sei que o que você viu. É difícil de acreditar que não aconteceu nada, mas se eu realmente tivesse te traindo você acha que te chamaria aqui? Para você ver essa cena? Já que você pensa que eu sou um canalha é obvio que escolheria um horário que você não estivesse por aqui, mas não. Bruno já estava ficando irritando com a situação. Pelo contrário estava aqui preparando um momento diferente para a gente. Para aproveitarmos.
– Ai Bruno depois a gente conversa, mas tira a Ana daqui antes, que eu mate essa mulher. Fatinha pedia com os olhos suplicantes.
– Eu vou Facinha, mas não vai ficar assim. Saiba que voltarei e que essa batalha só está no começo, pois um soldado sabe a hora de se retirar de uma batalha para ganhar uma guerra. E esse homem será meu. Dito isso Ana já ia saindo quando virou e disse:
– Você vai ser meu Bruno! E virou as costas e saiu.
Fatinha estava explodindo de raiva e precisa conversar com Bruno, mas ela sabia que aquele não era o melhor momento, pois estava com muita raiva e precisa ver essa situação de um novo ângulo e com o moreno ali não daria.
– Bruno eu sei que precisamos conversar, mas este não é o melhor momento e eu preciso pensar. Por isso, espero que me entenda e me dei um tempo para digerir tudo isso que está acontecendo. Fatinha falava com os olhos já marejados.
– Eu esperava que nós fossemos conversar agora Fatinha, mas se acha que não está preparada para isso, agora eu entendo. Mas, espero que pense nessa situação com carinho e que não estrague o que estamos construindo por algo sem valor. Com isso, Bruno foi até a loira e deu um beijo em sua testa e foi abrir a porta para a mesma.
– Até mais Bruno!
– Até mais Fatinha. Dito isso, o moreno fechou a porta e caiu no chão muito triste e decepcionado com aquela noite que ele pretendia que fosse muito agradável.
Quando a loira chegou a seu apartamento sua mãe estava tomando banho. E a loira bateu na porta do banheiro e falou:
– Mãe, eu posso entrar? Falou Fat com uma voz de choro.
– Minha filha o que aconteceu? Pergunta D. Vilma super preocupada.
– Ai mãe eu não quero falar sobre isso agora não! Eu só quero chorar. Só preciso disso. Dito isso Fatinha sentou no vaso sanitário e chorou copiosamente. E D. Vilma só observava preocupada.
A loira passou uns dez minutos assim. Quando ela se acalmou D. Vilma saiu com ela do banheiro trocou de roupa e foi fazer um chá de camomila para a filha. Para ver se a mesma se acalmava.
– Minha filha está melhor?
– Agora estou me acalmando mãe.
– Você pode me contar agora o que acontecer Maria de Fátima para você chegar assim nessas condições. D. Vilma olhava ansiosa para a filha.
– Mãe depois nós conversamos. Agora eu só quero dormir. Estou precisando de uma boa noite de sono para poder pensar direito. A loira disse isso e já foi indo em direção ao seu quarto.
– Amanhã nós conversamos e você não irá fugir dessa conversa. Boa noite minha filha dorme com Deus. Fat apenas, fez sinal com a cabeça e virou e foi para seu quarto.
Quando chegou ao seu quarto seu celular vibrou e ela viu que era uma mensagem.
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De: Bruno
Para: Fatinha
Sei que agora parece complicado, mas tudo
Se resolve e nosso amor é maior que isso.
Estou aqui te esperando.
Te amo! Não esquece.
P.S Eu te amo!
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A loira leu a mensagem e deitou na cama chorando. Aquela seria uma noite longa para os dois.
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