A Batalha do Caos
2 Punho de Zeus não é de Zeus?!
Notas iniciais
–Meninos, eu tenho ver o que ele quer.-respondi acariciando o focinho do Granola.- Vocês podem pegar um pegasus e nos seguir.
Terminando de dizer isso, montei no Granola que saiu voando para o meio da floresta. Olhei para trás e pude ver o Nicolas pegando um pegasus totalmente preto e o Luccas um cinza com bolinhas brancas.
O Granola me levou até um local bem conhecido mas que ninguém ia mais: O Punho de Zeus. E ouçam (ou leiam), o Punho de Zeus não era um punho era só uma montanha que de um certo ângulo parecia um punho (ou um cocô de alce se você olhasse de outro ângulo). Ele e os outros pegasus nos deixaram na base da montanha.
– Granola, por que você nos trouxe aqui?- sussurrei para ele enquanto tentava me lembrar do porquê ninguém mais ir ali. E como resposta ele voou novamente, mas desta vez para a pilha de cocô de alce. Quero dizer, o Punho.
– Sofia, esse seu cavalo quer nos matar? — Luccas perguntou enquanto franzia a testa. — Ele quer que nós escalemos essa montanha sem nenhum equipamento?
–Deixa de ser medroso, Luccas — respondeu o filho de Hades enquanto empurrava de leve o Luccas. E depois disso, escalamos uma montanha com 90° e alto risco de queda. Vocês devem estar se perguntando: "Sofia, como você é burra! Vocês tinham pegasus para poder chegar ali em cima!". Gente, o problema é que era muito estreito e muito difícil para os pegasus chegarem.
E depois de muita escalada finalmente conseguimos chegar ao topo do Punho. Deuses, como a vista lá de cima é linda! Dava para ver grande parte do acampamento, com todos os campistas chegando depois de ficar tanto tempo nas aulas, a floresta, com os monstros furiosos rugindo.
– Alguém por favor, pode me responder o porquê dele nos trazer aqui? -Nesse momento eu tive vontade de dizer: Sério, Luccas? A vista daqui é maravilhosa! Você não pode ficar um segundo sem reclamar?. Mas infelizmente não foi isso o que eu disse.
– Luccas, ele nos trouxe aqui talvez por causa disto.- eu apontei para a "palma" do punho onde estava um pouco embaçado.
–Err... Sofia, não tem nada aí, só uma pedra — como o Nicolas não estava vendo? É nessas horas que eu me preocupo, sabendo que enxergo através da Névoa melhor que um filho de Hades.
– Ninguém está vendo que esse lugar está meio embaçado? — perguntei parcialmente indignada.
– Sofi, ele está certo, não tem nada aí. O que eu acho é que você está precisando de um óculos.
– Luccas, você vai ficar do lado dele? — decidi ignorar o que eles achavam e encostei na "palma", bem no lugar onde estava embaçado. O punho começou a se abrir e eu, Nicolas e Luccas começamos a cair da montanha. Eu só me lembro de, no meio do caminho, ter desmaiado.
– Sonho On-
Eu estava em uma sala circular sem iluminação. Só conseguia ver por que os meus olhos eram muito bons para enxergar no escuro. Vasculhei a sala com o olhar procurando alguma saída ou alguma coisa, mas naquela sala não tinha simplesmente nada. Era só uma estúpida sala totalmente cinza e circular.
Depois me lembrei que eu e meus amigos estávamos caindo e então entrei em pânico pensando que ali pudesse ser uma punição eterna ou coisa parecida. Não vou mentir, eu comecei a chorar pensando nos meus amigos e o que teria acontecido.
– Se é isso que as parcas escolheram para me derrotar, então o mundo já está acabado — ecoou uma voz pela sala, que soou com o timbre de uma cobra, se ela pudesse falar, profunda, antiga, falando após séculos calada.
Eu me levantei, esfregando os olhos, procurando de onde vinha essa voz.
–A...Apareça. — eu ordenei mesmo sabendo que não iria funcionar.
– Se eu aparecesse agora, sua mente seria destruída, evaporada ou do jeito que preferir chamar.
–Que deus é você? — tentei de novo esperando poder reconhecer.
– Agora eu fui rebaixado? — Ele falou agora com um tom que parecia chateado, mas eu sabia que ele só estava se divertindo. — Vamos dizer que eu sou apenas o "nada", o "vazio" ou o "criador". Pequena semideusa, provavelmente você não irá me reconhecer, mas eu conheço muito bem você. Por exemplo agora você está prestes a acordar com o seu amigo batendo no seu rosto. — Ele estalou os dedos e eu comecei a recuperar a consciência.
–Sonho off-
De fato eu acordei com o Nicolas batendo na minha cara.
–Ufa, Sofi! Eu achei que iríamos precisar levar você de volta para o acampamento. — Eu olhei por cima do ombro dele e vi que agora não era mais Punho de Zeus, era Palma de Zeus.
– O...o quê é aquilo? E como chegamos no chão sem nenhum ferimento? -perguntei com a minha cabeça girando.
– Ainda não voltamos lá. E nem eu, nem o Luccas, sabemos o porquê de ninguém ter se machucado.
–Então, vamos logo subir no ex-Punho de Zeus. — e depois disso pegamos os pegasus e subimos para a mão.
Lá estava! Simplesmente uma mão aberta sem nada, só pedras e mais pedras. Mas, de novo, usando a minha visão embaçada, achamos uma caverna que descia no final da palma. E lá dentro tinha tanta coisa que eu nem me lembro direito. No chão havia desenhos da evolução dos deuses, no teto estavam representados os elementos de vários deuses importantes para a história. Estranhamente, havia uma mesa com papéis jogados em um canto, outra mesa com poções e um altar em mármore branco. De costas para nós, estava uma mulher com uma roupa que deveria ser um lindo vestido branco em estilo grego, mas agora ele estava cheio de terra, sujeira e rasgado. A dona desse vestido olhou para trás e eu quase gritei quando vi o seu rosto.
Ele era mais pálido do que o Nicolas, era muito magro, tinha muitos ferimentos horríveis. Os cabelos que antes deveriam ter sidos bonitos cabelos ruivos, estavam secos, desbotados e até parecia feito de fogo. Então, eu resolvi me concentrar em suas mãos esqueléticas também cheias de machucados. Para piorar, essa moça tinha o pé esquerdo de burro (que estava sem pelo e mal cuidado) e o pé direito de bronze (esse estava todo enferrujado).
Ela se levantou lentamente, olhando para nós com os olhos totalmente brancos. Agora sim eu gritei, o que não foi um gesto, muito legal. Ela, com uma incrível rapidez, criou uma corda do nada e amarrou os meus amigos que tentaram, freneticamente, sair das cordas. A mulher sorriu para mim e com a voz mas horrível que eu já ouvi, disse.
–Agora podemos lutar, maninha — e dito isso ela mudou a roupa para uma armadura grega nova*, como se nunca estivesse estado em uma batalha.
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