A Batalha de Nix!
25 O Lendário Cosmo de Sagitário!
Notas iniciais
Santuário de Atena
Os novos cavaleiros de bronze logo juntam-se à Jabu e aos outros na parte mais externa no templo de Atena, olhando o fenômeno no céu.
Ítalo — vocês estão vendo aquilo?
Todos correm para acompanhar o céu sendo coberto pela escuridão. O cão Hayate começa a rosnar, olhando para o alto.
Ichi — será que Seiya e os outros...
Jabu—não diga isso! Precisamos confiar neles e proteger Tália! Aliás, ela ainda está dormindo?
Nos aposentos do Santuário, Tália dormia profundamente, sendo vigiada de perto por Geki e Nachi.
Nachi— há algo errado acontecendo lá fora!
Geki— também percebi! Mas, justamente por isso não podemos deixar Tália longe dos nossos olhos. Sem o cosmo de Atena, o Santuário está vulnerável.
Ambos contêm a curiosidade, focando na proteção da jovem Tália.
Escadarias da Casa de Áries
Na entrada das doze casas, os cavaleiros de prata observam tudo com assombro.
Quênia — não, não! Isso não é um bom sinal!
Helgos — parece que em breve teremos companhia novamente! — sentindo alguns cosmos ressurgindo das fendas mais afastadas.
Mestor — essa não! Eles não podem ter falhado!
Cinco Picos Antigos de Rozan
Shunrei— hã?!
Shunrei, que havia caído no sono no meio de suas preces, acorda assustada e levanta cuidadosamente para não acordar as crianças, e vai até a janela da cabana, vendo a escuridão se aproximando e cobrindo os primeiros raios de sol que já estavam prestes a surgir.
Orfanato Filhos das Estrelas, Japão
Acompanhada pela pequena Natasha, que ainda dormia deitada em uma cama confortável, Eiri olhava através da vidraça da janela para o céu, que ia ficando enegrecido, aumentando ainda mais preocupada com Hyoga.
Eiri - essa não, Hyoga! Ainda precisamos cuidar de nossa filha, e das crianças que Minu deixou no orfanato! — com os olhos marejados, enquanto surge a imagem de Minu sorrindo entre as estrelas que apareciam no céu.
Vilarejo de Rodorio, Grécia
Ban de Leão Menor, que se recuperava dos ferimentos resultantes da emboscada de Kasa de Lymnades, sente o cosmo sombrio avançando pelos céus, e faz um esforço para chegar até a janela, vendo os aldeões já preocupados lá fora.
Ban — mas, o que está acontecendo?! — observando a escuridão artificial que cobria os céus.
Templo de Nix
A imponente Amphitrite de Leviatã, agora dominada por Nix, emanava um cosmo divino sombrio.
Nix— hahahah! Que ironia! Um corpo tão antigo, e ao mesmo tempo tão jovem graças à ambrosia dos deuses! Parece que essa moça tinha sede de vingança, por causa dos seus companheiros mortos pelas minhas mãos na última batalha no Templo submarino! Mas, infelizmente nasceu sob uma constelação sombria, e os ingênuos deuses não levaram isso em consideração.
Atena— Nix, o que você fez?!
Perséfone— parece que a redoma se expandiu! Ela deve ter englobado o planeta!
Nisso, Sorento e Ulisses adentravam pelo templo, e se surpreendem com a mudança de Amphitrite.
Ulisses— essa não, o pior aconteceu! Amphitrite!
Sorento— como assim o pior? Por acaso me esconderam alguma coisa?
Ulisses— ela sempre quis a sua vingança! Não pude evitar!
Sorento— não pôde evitar o quê?!
Ker— ora, se não é o meu querido Sorento de Sirene! Sua devoção a Julian Solo foi fundamental para mantê-lo distraído!
Sorento— como é?! De onde me conhece?
Ker— saibam que a minha intenção era apenas usar Amphitrite por uma única vez, para levar a escama de Caríbdis para a superfície. Então, criei distrações por todo esse tempo e lapidei o cosmo sombrio de Amphitrite para se conectar ao cosmo de Nix, somente para ser usada por um breve instante...
Recuperando as forças e se impondo novamente, Ker revela a todos o curioso caso sobre Amphitrite e a escama de Caríbdis, onde Nix estava selada.
Ker — a curiosidade é um sentimento humano interessante...
Passado...
Ruínas do Templo Submarino
Evitando o tédio, Amphitrite empilhava alguns concretos e tentava reerguer os pilares destruídos durante a última batalha, aperfeiçoando seu cosmo para se tornar mais forte a cada dia, caso Nix voltasse a ser uma ameaça.
De repente, algo ao longe chama a sua atenção. Ela corre até até o local, e lá estava a escama de Caríbdis, que aprisionava Nix, emanando um leve cosmo sombrio.
Amphitrite — então, chegou o momento! Caso esteja tramando algo, saiba que vingarei meus companheiros e todos aqueles que morreram com as minhas próprias mãos! Não é a toa que sou a guardiã dessa escama! Não via a hora de mostrar o meu poder! — elevando o cosmo.
De repente, um cosmo sombrio se eleva e entra em conexão com o seu, e seus olhos começam a brilhar.
Amphitrite — hã?! Não, não vou deixar isso acontecer! Venha, Leviatã!
Ela invoca a escama de Leviatã, que rapidamente cobre seu corpo. Mas, o seu comportamento começa a se alterar, e ela leva as mãos ao rosto, em sofrimento.
Voz de Nix — ingênua...após séculos aqui sendo usada pelos deuses, acha que vai resistir ao meu cosmo!?
Agora, Amphitrite põe a palma das mãos na escama de Carídbis, que começa a ressoar. Seus olhos estavam opacos.
Do seu cosmo, emerge uma imensa serpente marinha, que envolve a escama de Caríbdis, enquanto se eleva ao topo, perfurando a camada das águas.
Com o luar brilhando sobre o mar, emerge leviatã, vindo a cruzar o oceano rapidamente, e chocando-se contra algumas rochas em um praia.
Nessa hora, Mii de Golfinho que passava pelo no local, vê as ondas chocando-se contra as rochas e a praia, e sente o estranho cosmo.
Mii— mas, o que está acontecendo?
Ao chegar aos rochedos, ela vê Amphitrite sobre uma rocha, emanando um cosmo sombrio, ao lado da escama de caríbdis.
Mii — hã? Que cosmo cheios de rancor!
Nisso, a sombra de Ker aparece ao fundo.
Voz de Ker - querida mãe, finalmente chegou a hora!
Amphitrite/Nix— Ker, eu consegui usar esse corpo mortal, mas não tenho domínio sobre ele estando nessa dimensão negra. A última coisa que desejo é ficar limitada a um pedaço de carne novamente quando sair daqui!
Ker— não se preocupe! Mesmo estando longe e perdida nessa dimensão, está tudo sob o meu controle. Dessa vez, já sei quem usarei para se infiltrar no Santuário de Atena. Lá é o lugar ideal para se fortalecer com todo o rancor e ódio acumulado por tantas gerações! Logo depois, os deuses pagarão pelo que fizeram!
Mii— essa não! preciso avisar Atena!
Voz de Ker— parece que não estamos sozinhas...- olhando para o local onde estava Mii, e lançando uma rajada de cosmo.
Mii— droga, fui descoberta! O jeito é atacar!
Saltando e escapando da explosão, ela avança entre as rochas em direção às duas!
Nisso, uma rajada de bolhas envoltas em cosmo surge do mar, formando um turbilhão devastador de bolhas e cosmo.
Mii— TURBILHÃO CELESTIAL!
Mas, surpreendentemente, Amphitrite eleva um cosmo sombrio detendo o ataque sem mover um músculo, e refletindo-o para Mii!
Mii — como ela fez isso? Argh!!! — sendo atingida e lançada contra as rochas cortantes, deixando um rastro de sangue.
Ker— ora ora, Mii de Golfinho! Vocês Saintias, não estavam mais nos meus planos! Que estupidez!
Mii— como me conhece?!
Ker— mais uma que perderá a vida por causa de Atena! — elevando o cosmo sombrio.
Nisso, um breve cosmo sombrio brilha em meio à escuridão, enquanto o grito de Mii ecoa pela praia.
Logo em seguida, pela manhã, Amphitrite se encontrava desacordada sobre as rochas, ao lado do corpo de Mii. A escama de Caríbdis já não estava mais ali.
Mas, logo Ulisses surge e olha para o corpo de Mii, erguendo-o nos braços.
Amphitrite vai recobrando os sentidos e vê Ulisses com o corpo de Mii.
Amphitrite— hã? Quem é você?! — meio cambaleante, vendo Mii em seus braços.
Ulisses— sou Ulisses de Tartaruga, General de Poseidon!
Presente...
Templo de Nix
Atena — então, por isso o cosmo de Mii havia desaparecido...(com os olhos marejados) Ocultou seu cosmo e evitou se expor às batalhas, pois caso fosse descoberta, todos os planos maléficos do futuro iriam por água abaixo!
Perséfone — sua covarde! Você sempre foi a real ameaça!
Ker— hahahah, não foi incrível desviar a atenção de todos para Hades, Éris, Apolo, Odin, Poseidon, e até mesmo Saga?
Sorento— está explicado! Foi por isso que aquela maldita escama de Caríbdis chegou até a superfície! — olhando para Ulisses, que desvia o olhar.
Atena— quantas vidas foram ceifadas! Quanta culpa, quantas batalhas desnecessárias! — derramando lágrimas de tanta raiva.
Perséfone— vai pagar por isso!
Mas, Nix caminha entre os pilares despretensiosamente, com um olhar frio.
Nix— que delícia todo esse ódio!
Perséfone— como é?!
Nix— sabe, tanto tempo vagando pela escuridão me fez aumentar ainda mais o meu desejo de vingança! Ser aprisionada por uma técnica de um mortal...foi humilhante! Ainda lembro daquele semblante maligno que me cativou. O general marina de Caríbdis, Apolion! — mudando o semblante por alguns segundos, e trazendo a memória a silhueta do maligno general do exército de Poseidon.
Ulisses — o lendário Apolion de Caríbdis!
Sorento — ouvi dizer que ele era o mais cruel general do exército de Poseidon, e também o mais perigoso de sua geração! Tanto que conseguiu aprisionar Nix!
Nix— mas...ele não passava de um mortal, fez isso e perdeu a própria vida, em vão! Aliás, onde está o cavaleiro que também aprendeu a manipular a Dimensão Negra e me libertou? — passando a mão pelo cabelo.
Atena— sua vingança é contra os deuses! Deixe ele fora disso!
Nix— aliás, Atena! Você já experimentou o poder do cosmo sombrio quando estava vulnerável! Não quer realmente juntar-se a mim? Graças a você e aos seus cavaleiros, eu estou de volta com meus poderes plenos! Que tal uma proposta? Eu pouparei a vida de todos vocês, se me deixarem despertar novamente seus cosmos sombrios! Vocês ainda têm um grande potencial!
O semblante de Atena agora revela certa perplexidade. Todo esse tempo, sendo manipulada para batalhas e sacrifícios em vão, acumulando um cosmo sombrio que seria utilizado para a volta de Nix. Todos os esforços, inclusive o de Íris em criar uma ânfora com o seu cosmo para deter Nix havia sido em vão.
Atena— ainda tenho cosmo suficiente para derrotar você!
Porém, um novo cosmo toma conta do lugar. Planetas e galáxias contornam o espaço e avançam em direção à Nix.
Nix— ahn?
Voz— EXPLOSÃO GALÁTICA!!!
Com o impacto fulminante, uma grande explosão envolve Nix.
Ker— Gêmeos!
Atena— hã? Chastor! — vendo o cavaleio saltando à sua frente.
Logo em seguida, surge uma chuva de pétalas vermelhas e um brilho dourado entre elas.
Psiquê— senhorita! Não se envolva nessa batalha! Aliás, continuo a protegê-la de perto!
Surgindo ao lado de Atena, com uma rosa vermelha entre os lábios, ainda meio pálidos devido à hemorragia.
Atena— Psiquê! Quem bom que estão bem!
Vendo os dois com seus ferimentos, e com as armaduras de ouro bem danificadas, Atena valoriza ainda mais os esforços de ambos.
Mas, uma explosão de cosmo dissipa a nuvem de poeira e rosas ao redor de Nix, revelando a deusa intacta em meio à destruição formada pelo ataque, enquanto alguns pilares ainda ruíam a sua volta.
Ulisses — Amphitrite!
Nix— Atena, parece que não se cansa de ver humanos morrendo para tentar deter o seu destino inevitável!
Quando começa a elevar o cosmo, ao seu redor, outros cosmos começam a queimar tirando sua atenção.
Eram os cavaleiros de Makoto, Erda, Tunai, Arjal, Xiaoling, Sargas, e D'Artagnan, que haviam se reerguido, e já estavam prontos para o combate novamente.
Makoto— acha mesmo que morreremos em vão?!
Xiaoling— não vai encostar em Atena!
Sargas— nossa luz acabará com esse cosmo das sombras!
Arjal— galera, ela é uma deusa! Será que isso vai dar certo?!
D'Artagnan— as gerações anteriores deixaram um legado para nós! Precisamos honrá-los!
Ker - ora seus...
Nix— Ker, deixe que extravasem sua raiva! — com um sorriso maligno.
Sorento— Ulisses, precisamos tomar uma atitude! Aquela não é mais Amphitrite! — elevando o cosmo também.
Ulisses— Sorento?!
Nix olha para todos com desprezo, enquanto Ker ansiava ver sua mãe em ação.
Atena— ela se alimenta do ódio de vocês! Não ataquem!
Mas, todos já estavam focados em atacar Nix, e ignoram as ordens de Atena.
Ker— ainda acha que pode controlar a situação, Atena?!
Ao longe, o confronto dos cosmos e todo o cenário de caos no templo de Nix chamam a atenção de Safira, dos juízes e Ikki, que estavam praticamente derrotados.
Safira— então, esse é o verdadeiro cosmo de Nix!
Ikki— mesmo com esse terrível cosmo sombrio, ainda consigo sentir o cosmo de Makoto e dos outros! — arrumando forças para se reerguer.
Minos— os cosmos estão confrontando com um imenso cosmo sombrio.
Safira— sem a minha barreira de chamas lamuriais, eles devem ter chegado até o templo de Nix! Então, realmente as outras foram derrotadas!
Ikki — hahah! Esse será o destino de todos vocês! — apontando para Safira.
Safira — já entendi. Parece que enquanto o cosmo de Atena e de seus amigos continuarem ardendo, você ainda terá alguma esperança. Então, extinguirei os cosmos deles e usarei o cosmo divino de Atena para fortalecer ainda mais o meu cosmo!
Ikki - então, você quer se fortalecer às custas dos nossos cosmos, e do cosmo de uma deusa? Esse é o seu objetivo?
Safira — posso ser nova, mas não sou tão boba! Acertei?! A união dos cosmos de vocês acabará hoje!
Nisso, Safira eleva o cosmo, e parte rapidamente para o templo de Nix, deixando um rastro de chamas esverdeadas.
Ikki — se ela quer tanto o cosmo de Atena, o que a impede de ambicionar o cosmo de ... — olhando para a palma das mãos.
Mambara - o cosmo de Nix!?
Aiacos— mas, como vamos reagir sem os nossos cosmos?
Katya— argh! Acho que fraturei minha perna! — ainda caída, levando a mão à perna esquerda.
Nisso, Mambara se concentrava em sua revolta, alheia a tudo ao redor.
Mambara— não posso ser humilhada desse jeito! Não posso aceitar ser ignorada no campo de batalha!
Mesmo caída, Mambara começa a emanar um cosmo diferente. Agora, a aura que era arroxeada vai ficando com rápidos lampejos dourados.
Ikki — o cosmo de Mambara...- voltando-se para a amazona.
Já o cosmo vindo do templo de Nix também chama a atenção de Seiya e Radamanthys, assim como de Shina e Marin, que estavam agora prontas para o confronto com Seika de Mantícore.
Radamanthys— parece que vários cosmos estão confrontando com um imenso cosmo sombrio!
Shina— Seiya, você não precisa perder tempo aqui! Deixe sua irmã conosco! Vá ajudar Atena!
Seika— pode ir, Seiya! Você sempre valorizou mais Atena do que sua irmã! Vá morrer pelas mãos de Nix! Vá ajudar a sua família! — potencializando ainda mais seu cosmo devido ao sentimento de rancor.
Marin— você não lutará a sério com ela, Seiya! Poupe-se de ser morto pelas mãos de sua irmã! — elevando o cosmo.
Seiya— Marin...
Logo, Shina também eleva ainda mais seu cosmo, enquanto Mantícore confronta com uma águia e uma serpente no cosmo.
Seika— Shina e Marin, estou avisando. Não quero machucar vocês!
Shina— é mesmo? GARRAS DE TROVÃO!!!
Marin— METEOROS!!!
Seiya— Seika!!!
Os ataques partem em direção à Seika, que bloqueia ambos com os movimentos das mãos, sem maiores esforços.
Shina— o quê?!
Marin— como Seika aprendeu a se defender assim?!
Radamanthys — tanto defesa como o ataque estão alinhados, não adianta!
Seika— achava que vocês fossem mais inteligentes, e se juntariam a nós agora que Nix está livre! Mas, pelo jeito, querem morrer!
Shina— você nos conhece! Jamais faremos isso!
Marin— seu coração bondoso também não pode ceder às sombras de Nix!
Seika— coração bondoso?
Em um rápido movimento, Seika se desloca e golpeia Marin do rosto, lançando-a longe!
Marin— argh!
Shina— Marin!
Seiya— essa não, Marin!
Em seguida, ela avança sobre Shina, que ainda tenta bloquear o ataque, mas Seika desvia seu punho defensivo, acertando Shina no abdome, e em seguida, com um potente chute do rosto.
Shina— urgh! — sendo lançada contra o solo, deixando um rastro com algumas gotas de sangue.
Seiya— Shina! Marin!
Radamanthys— são uns idiotas de coração mole! — se reerguendo e explodindo o cosmo, logo avançando em sua direção.
Seika— calminha aí! Que nervosinho!
Esquivando de todos os golpes, Seika se divertia com o impulsivo Juiz. Mas, de alguma forma, um golpe a acerta abaixo das costelas. Era uma lança de cosmo criada por Radamanthys, que se dissipa em várias outras menores, surpreendendo Seika.
Seika— mas como isso?!
Radamanthys— vejo Seiya em você! Por isso será um prazer te derrotar! DESTRUIÇÃO MÁXIMA!!!
O ataque explode sobre Seika, que desaparece em meio às rochas que se erguiam pelo impacto.
Radamanthys— o quê?!
Seiya— Radamanthys!
Uma brecha dimensional se abre sobre Radamanthys, e Seiika surge atacando impiedosamente.
Seika— FURACÃO DAS SOMBRAS!
Radamanthys— argh!
As rochas são lançadas por todos os lados, e uma pequena cratera surge no local, enquanto Radamanthys é lançado pelo impacto a alguns metros, com sua sobrepeliz de Wyvern bem danificada, perdendo uma de suas asas, deixando um rastro de sangue.
Voz— VENHA COBRA!!!
Tentando surpreender Seika, Shina atacava já recuperada, graças ao seu cosmo curativo.
Seika— já se recuperou!? — esquivando-se, enquanto a serpente dourada deixa um rastro de destruição pelo terreno.
Shina— Seika, não sou tão sentimental quanto eles! — explodindo o cosmo e avançando novamente.
Seika— eu não dou a mínima!
Esquivado dos ataques de Shina, ela a agarra pelo pescoço antes de qualquer reação, lançando-a contra o chão, trincando todo o terreno.
Shina — argh!
Com um sorriso sádico, Seika eleva o cosmo e gera uma explosão de cosmo sombrio concentrado em seu punho sobre Shina.
Seiya— Shina!!!
Marin— essa não! Shina!!!
Após a explosão, Shina havia desaparecido, certamente soterrada pelas rochas, enquanto Seika salta para fora do local.
Seika — agora, não podem mais receber a ajuda de Shina para recuperar os seus ferimentos!
Radamanthys — parece que sua irmã é tão insistente quanto você! — olhando para Seiya.
Marin— já chega!
Surpreendendo a todos, Marin se lança nos ares envolta em uma aura dourada, enquanto surge a imagem de uma águia dourada.
Marin— O LAMPEJO DA ÁGUIA!!!!
A águia dourada desce com suas garras sobre Seika.
Mas, com um leve desvio de Seika, o ataque atinge o solo causando uma grande destruição, revelando Marin no centro do halo frente a frente com Seika.
Marin— hã!?
Seika— sinto muito, Marin! GARRAS SOMBRIAS!!!
Saltando e atingindo Marin com cortes transversais de baixo para cima, Seika corta a sua armadura de águia e atravessando o corpo da amazona.
Seiya— Marin!!!
Seika pousava no chão logo atrás de Marin fora da cratera, com um sorriso maligno, enquanto a amazona de águia tombava, banhando o solo com seu sangue.
Seiya— não!!! Marin!!!
A cena desperta em Seiya lembranças outrora apagadas, do seu treinamento com Marin os momentos engraçados, as lutas lado a lado no Santuário e em Asgard, e o sentimento fraterno despertado pela ilusão dela ser a sua verdadeira irmã.
Seika— parece que agora vejo algo em você que vale a pena!
Os olhos de Seiya brilham em tom azulado por um breve instante, logo uma aura dourada envolve seu corpo, se expandindo com o cosmo.
Seiya— Seika...!
Radamanthys— esse é o olhar de quando lutamos! Finalmente despertou! — se recompondo, entusiasmado.
Seika— finalmente um cosmo digno do lendário cavaleiro de Pégaso! Esse é o meu irmãozinho! — elevando o cosmo.
Seiya— vai pagar pelo que fez à Marin!!!
Nos céus, a constelação de Sagitário brilhava intensamente, com um cosmo tão imenso que rompe a barreira de Nix como uma flecha descendo dos céus e iluminando Seiya.
Seiya — há quanto tempo não sentia esse cosmo! Agora me lembro!— olhando para as mãos.
Atrás de Seiya, surgem algumas silhuetas dos antigos cavaleiros de Sagitário, Aiolos, Sísifo e os outros.
Aiolos— Seiya, eu sei que você daria ouvidos à sua irmã, pois esses são os laços de família mais fortes! Saiba que ainda há esperança de salvar Seika do cosmo maligno!
Seiya — esse cosmo...Aiolos?! Mas, mas como?!
Sísifo— hoje, você finalmente voltou a despertar o genuíno cosmo de Sagitário! E, com isso, terá a chance de destruir a influência da sombra da constelação de Pégaso, livrando a sua irmã do cosmo maligno e as futuras gerações também!
A imagem de Sagitário domina o local, confrontando com a Mantícore de Seika no cosmo.
Seika — o que está acontecendo? Haha. com o poder que tenho, isso não me intimida! Não importa quantos cosmos surjam para te ajudar!
Seiya— o cosmo de Pégaso! Então, tem um jeito!
Com o cosmo elevado, enquanto as rochas trincam ao redor, Seiya retira o arco e em seguida, a flecha de Sagitário, e aponta para Seika.
Seika — muito bem, te mostrarei a maior técnica de Mantícore!
Seiya — posso sentir o lendário cosmo dos cavaleiros de Sagitário, que sempre protegeram Atena com as suas vidas! Agora, é a minha vez de voltar a queimar esse cosmo!!!
Seika — receba a maior técnica de Mantícore! ANIQUILAÇÃO BRUTAL!!!
Uma imensa Mantícore ruge no cosmo, expondo suas presas e batendo suas asas, avançando com suas garras no cosmo.
Nesse momento, todos os cavaleiros de Sagitário no cosmo de Seiya concentram seus cosmos na flecha, gerando um imenso clarão dourado, e desviam a direção da flecha para o alto.
Todos— FLECHA DA JUSTIÇA!!!
Seika — hã?! Seiya!
Enquanto o ataque aniquilador avança sobre Seiya, a flecha parte para cima, rompendo os céus e a camada da escuridão de Nix.
Qual será o desfecho dessa terrível luta? Conseguirá Seiya libertar Seika do domínio das sombras de Mantícore?
Lutem, cavaleiros da esperança!
Seja forte, Seiya!!!
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