A Batalha Do Deserto

1 I - Fugindo da Esfinge!


Notas iniciais
Espero que gostem!

Sou uma pessoa diferente das outras, sou... Como posso dizer? Tutankhamon, sim, isso mesmo que você ouviu. Sou um faraó do Egito Antigo, mas... Isso em outra vida. Hoje, sou um simples morador de São Paulo, meu nome é Kevin Albuquerque. Mas não mudou muita coisa!

Os deuses do Antigo Egito existem ainda e infelizmente os monstros também! Há alguns dias, eu consegui lutar e derrotar Set o deus do caos. Foi uma aventura e tanto. Junto com meus melhores amigos, Julia, que, no passado foi, acredite se quiser Cleópatra, e Léo, que no passado, foi Ramsés II.

Bom, vou começar história do começo:

Eu estava saindo de um corredor todos de pedra, com desenhos e hieróglifos egípcios. Atrás de mim? Nada de mais, só uma esfinge de dois metros de altura, cara de humano, corpo de leão amarelado e asas azuladas.

Saí num deserto, provavelmente o Saara. Mas onde estava? O Saara abrange vários países. E que horas eram? Sei lá, o meu celular estava de acordo com o horário de Brasília!

Definitivamente eu não tinha noção de tempo em de lugar!

Após atravessar uma porta de pedra, a esfinge deu um pulo tão alto que de trás de mim, foi para a minha frente. Rosnou e seus olhos verdes estavam fixados no meu rosto.

“É melhor que você não corra! Não olhe para os olhos dela!”, disse Hórus na minha cabeça.

“É melhor que você fique quieto!”, disse com raiva.

Por sorte, ele ficou mesmo quieto.

Vagarosamente retirei minha bolsa com muito cuidado enquanto a esfinge me observava cuidadosamente. De dentro da minha bolsa, retirei minha espada. Lâmina de bronze de 60 centímetros. Segurei-a sem me movimentar muito.

Ela olhou para meu rosto e cheirou-o.

RWAARR!, rugiu ela.

Com um simples movimento, fiz um corte em sua perna. Ela caiu no chão e rugiu novamente.

Corri. Corri como se o chão estivesse caindo.

- Droga! – Exclamei. – Esse monstro não cansa?!

Voltei-me para ela e munido de minha espada, me preparei para acabar com a esfinge.

- Vem, seu monstrengo!

Ela atendeu a meu pedido e correu. Deu um salto e fiz um corte raso em seu tórax. Ao cair para o lado, o monstro rugiu e se preparou para outro ataque.

Parecia que no fundo de seus olhos havia um fogo. Um fogo verde que ardia de raiva de mim. Mas eu não sabia por quê!

Segurei a arma como se fosse um taco de beisebol.

A esfinge correu tentou me atacar pela esquerda. Desviei e fiz um corte profundo em se braço.

Com uma cabeçada ela me jogou para longe.

Cansado, eu me levantei e cortei seu peito. O monstro rugiu e explodiu literalmente em areia.

Depois que eu destruí a esfinge, continuei andando naquele deserto infernal. Estava cansado, com sede, com fome. Se tivesse grama na minha frente, eu juro que ia comer! Tá bom, exagerei um pouco!

Mais a frente, vi homem, parecia ser aqueles ladrões do deserto do filme A Múmia! Estava de preto e num cavalo branco. Estava cada vez mais perto e meu medo cada vez maior!

“Uh, um ladrão do deserto! Ele vai te pegar!”, falou Hórus.

“Vê se cala a boca pombinha irritante!”, devolvi.

“O-O quê? Pombinha? Seu moleque... Agora você vai ver quem é pombinha, seu...”, falou ele, mas não pode continuar, pois o ladrão olhou para mim de longe e desceu do cavalo. “Realmente, ele vai te pegar!”

“Pedi sua opinião pombinha?”

“P-Pombinha? Você tá pedindo uma surra... Sorte que estou na sua cabeça!”

“Hora de virar pássaro!”, pensei.

Concentrei todo minha força e meu poder dentro do meu corpo. Concentrei-me para me tornar uma ave. Depois de alguns minutos, que pareceram segundos, lá estava eu, um falcão de alguns centímetros de altura.

E para minha surpresa, o homem estava a dez metros de distância. Seu cavalo ficou lá longe. Por que o deixou lá? Por que não venho com ele? Bem, não importa.

Na forma de pássaro, passei por cima dele e olhei para o ladrão. Seus olhos brilharam num vermelho tão forte, que mesmo de dia pude vê-lo.

Voei por mais ou menos uma hora. No exato momento em que pensei em parar, eu pude ver ao longe, uma forma piramidal. Graças aos deuses, eu estava perto das pirâmides! Por quê? Simples! As Pirâmides de Gizé podem transportar qualquer pessoa para outro lugar do mundo, onde tenha um Obelisco ou uma pirâmide!

Com a voz de pássaro, gritei no céu:

- Ó Hórus, deus dos céus, transporte-me para São Paulo novamente! Por favor!

“Vou ser bom com você dessa vez!”, falou Hórus!

Uma luz ofuscante fez com que eu voltasse para minha cidade natal!

Apareci no céu de tarde e cinzento de São Paulo. Nuvens cobriam o céu que quase sempre é assim. E logo abaixo de mim, o Parque do Ibirapuera, ou melhor, o Obelisco, pelo qual pude voltar.

Voei para uma área totalmente arborizada, por sorte, no local não havia ninguém, durante alguns minutos, não faço idéia de quantos, me transformei em humano.

Lá estava eu, novamente em São Paulo, mas com uma coisa que não saia da minha cabeça, quem era aquele homem? O que ele tanto queria, que vinha em minha direção? Se eu não tivesse virado pássaro e fugido... Não sei o que aconteceria comigo!

Procurei uma saída do parque e lá fique esperando um táxi passar. Depois verifiquei meu bolso. Vinte e seis reais. Acho que vai dar para eu voltar para casa. Afinal, o Ibirapuera não é tão longe de Higienópolis.

No caminho, percebi que algo estranho acontecia. Mais algo estranho para minha coleção de “Coisas estranhas que acontecem num dia só!”. O céu ainda estava cinzento, só que, mais do que o normal! As nuvens estava mil vez mais carregadas, tão escuras, que dava medo de olhar.

- Acho que vai cair um toró! – Comentou o motorista.

- É. – Falei olhando para o céu do banco de trás. – Isso é muito estranho!

- O quê? Chover?

- Hã? Não! – Disse voltando a realidade. – As... Nuvens... Elas estão estranhas!

Olhei para o motorista e vi que parecia confuso.

- Bem, para mim... Estão normais para um dia em São Paulo!

- Nem tanto...

Notas finais
reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.