A Banda Que Nos Uniu
4 Capítulo 3 - Entre Risadas E Músicas
(Músicas: Pelados em Santos; Vira-Vira; Robocop Gay – Mamonas Assassinas)
Na mesma noite – Jaraguá do Sul/SC
Ele subiu no palco com um sorriso genuíno formado nos lábios. Lindo.
Ele me olhou, sem desmanchar o sorriso.
Então eles começam a cantar Pelados em Santos, dos Mamonas Assassinas.
Aproveito a música. Canto alto, pulo, danço e tento não prestar muita atenção nele, mas sinto seu olhar queimando em mim.
Meu coração acelera não só pela agitação, mas também por saber que ele olhou pra mim, me notou. E ele é o vocalista de uma banda.
Ele canta olhando nos meus olhos, como se cada palavra fosse direcionada a mim. Como se estivesse se declarando. Mas desvia o olhar de vez em quando.
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A próxima música começa: Vira-Vira. Nessa, eu pulo mesmo com dor no pé.
No refrão, eu pulo igual louca, cantando a plenos pulmões, aproveitando a noite incrível que eu estava tendo.
Um amigo dele, o vesguinho, que agora usava a roupa de coelho dos Mamonas, desceu do palco e dançou em frente às pessoas que assistiam à apresentação.
Teve um momento em que o garoto lindo deu um empurrãozinho no amigo, que tinha descido do palco, com o pé e eu dei risada antes de voltar a dançar.
Até um bêbado apareceu e dançou na frente do palco. Ele até abriu um espacate em frente a todo mundo.
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Outra música: Robocop Gay.
O backing vocal do Pedra no Rim saiu do palco por um minuto e voltou usando um vestidinho e uma peruca loira.
Meus pés doíam, mas eu continuei pulando. Não pra me mostrar pro garoto, mas pelos Mamonas.
Canto a plenos pulmões, mesmo quase sem ar. Danço, pulo, faço mímicas e dou risada.
Sem dúvidas, essa é uma das noites mais incríveis da minha vida, pensei.
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O momento dos Mamonas Assassinas acabou. Os meninos desceram do palco e foram para o banheiro, e o Pedra no Rim voltou a tocar outras músicas, como rocks clássicos.
Começaram a cantar novamente algumas músicas típicas da festa cultural da minha cidade, e minha mãe até se juntou a mim para dançarmos.
Eu não deixava de jogar olhares para o garoto, que havia voltado pra mesa com os amigos. Eles olhavam de volta, apontavam discretamente e sorriam pra ele.
A apresentação começa a chegar ao fim e eu vou cansando. Chega o momento da foto da banda com as pessoas que estavam assistindo. Poucas pessoas se juntaram para a foto.
Fiquei logo atrás do baterista e disse:
— Eba! Vou ficar atrás do baterista!
Então ele deu uma risadinha e olhou pra trás.
— Olha! A menina dos Mamonas!
Demos risada, e a foto foi tirada.
Meu Deus, ele me notou, pensei.
Após a foto, eu fui embora, mas com a esperança de ver aquele garoto lindo mais uma vez.
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