Notas iniciais
Esse capítulo tiveram ideias puxadas do pensamento do verdadeiro Vitor, assim como minhas próprias ideias. Essa é uma continuação da história Pokémon XY= A Aventura dos Gêmeos, onde os gêmeos irão conhecer seus parceiros que irão ajudá-los por toda vida...

– Rápido demais! — reclamou Vitor — Faz parar! Faz parar!
– Isso é demais! — argumentei — Não para não, não para!
– O que disseram crianças? — gritou Sycamore em resposta — Eu não enten...
Mas as últimas palavras da frase do professor foram abafadas pelo som das enormes asas de Talonflame batendo loucamente as asas para que o mesmo conse-
guisse aterrizar em segurança. E foi o que aconteceu. Ao contrário da descida, o pouso foi extremamente suave e delicado, fazendo com que nem sentissemos que
haviamos chegado em terra firme.
– Bem-vindas a Kalos, crianças — disse o professor, cheio de si — Sejam felizes!
– Felizes? — reclamou Vitor — Você quase me matou do coração nessa descida!
– Ah, mas que pena... — disse Sycamore, expressando um olhar de culpa.
– Por que? — perguntei.
– Porque a descida quase matou o garoto... Se eu tivesse ido um pouco mais rápido... — debochou Sycamore.
Todos rimos, exceto por Vitor, que estava tremendo de medo embaixo das asas do Talonflame do professor.
– Não tem graça — disse Vitor — Eu morri de medo.
– Pelo menos morreu, né professor — dessa vez fui eu quem debochou.
Dessa vez até Vitor riu, mas bem baixinho.
– Certo, crianças — disse Sycamore — Essa é a cidadezinha de Vaniville, minha cidade natal. É aqui que vivo junto a minha mulher, Eliza, a maior corre-
dora de Ryhorn de todas as eras. Ela é demais... Mas, voltando ao assunto, eu não fico muito por aqui, pois costumo ter muito serviço em meu laboratório na
metrópole Lumiose, e não tenho muito tempo para ficar com a minha esposa. Minha filha, Vitória, é líder de um ginásio na ciidade de Santalune, portanto ela
praticamente vive por lá mesmo. Mas enfim, vamos entrar?

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Depois de muito papo jogado fora conosco e com Eliza, o professor foi até seu quarto e trouxe de lá uma maleta de ferro, que eu deduzi que poderiam ser
– Seus primeiros Pokémon! — disse Sycamore enquanto abria a maleta — Aqui estão!
Dentro da maleta haviam três PokéBolas, sendo uma delas verde, uma roxa e outra azul.
– Tomei a liberdade de enfeitar as PokéBolas para que ficasse mais fácil a identificação — explicou o professor — Por exemplo, essa PokéBola é verde,
pois ela contêm Chespin, o Pokémon do tipo Grama.
E apontou a PokéBola ao chão, fazendo com que um pequeno raio de luz verde saísse da "ponta aberta" da PokéBola, materializando ali mesmo o Pokémon.
– Como prometido, esse é Chespin — orgulhou-se o professor — Ele é um Pokémon bastante animado e que não gosta muito de ficar em uma PokéBola, portanto
seria melhor se ele andasse livremente com seus treinadores. Possui esses pequenos chifres que podem ficar mais afiados de acordo com a vontade dele.
– É um Pokémon bastante interessante — argumentei — Porém desejo dar uma olhadinha nos outros para tomar minha decisão.
– Mas, professor — disse Vitor — Ele usa afia os chifres em batalhas Pokémon?
– Não, não Vitor — respondeu irônicamente o professor — Ele só afia para fazer bolo.
Todos riram, inclusive Eliza, que estava na cozinha, tratando de seu Pachirisu de estimação.
– Ele é bem interessante, mas prefiro ver os outros primeiro — disse Vitor.
] — Ok — disse Sycamore — Chespin, volte!
– Nananinanão (Ches, ches, chespin) — Chespin disse, negando com a cabeça.
– Ok Chespin, se você não quer, então vá para o canto da sala — e foi o que o Pokémon fez — E o próximo Pokémon é... Fennekin!
Ele pegou a PokéBola roxa e apontou para o chão, formando assim outro raio de luz, dessa vez em um tom avermelhado, mas o estranho é que, quando encos-
tou no solo, a luz se tornou roxa, e dessa luz materializou-se um Fennekin.

– Esse Fennekin não é normal — disse Sycamore, tristonho — Normalmente, faço o pedido de captura de Pokémon de uma em uma semana para cada um dos Poké-
mon. Mas esse Fennekin, por ter uma cor diferenciada dos demais, e por ser um pouco menor que os outros, acabou por ser ignorado, e estou com ele no labora-
tório há mais de seis meses, e nada de ser adotado.
– Como não? — perguntei — Ele é maravilhoso! Eu vou querer ele.
– Ah... (Chespin...) — Chespin abaixou a cabeça.
– Mas você não quer nem ver o próximo? — disseram Sycamore e Vitor em uníssono.
– Não — respondi com firmeza — Eu quero esse aqui!
– Eba! Um novo dono! (Fenn, fenn! Fennekin!) — Fennekin pulou no meu colo para que eu pudesse abraçá-lo.
– Ótimo — disse Sycamore, jogando a PokéBola do meu Pokémon para mim — Finalmente um dono para ele. É o próximo é... Froakie!
Sycamore apontou a PokéBola azul para o chão, que lançou um raio azul, que materializou Froakie, um sapinho, ali mesmo.
– Froakie é um Pokémon que não liga muito para muita coisa. Ele é calmo e não se importa de fazer nada. Ele é muito fiel ao seu dono, e o protege com
sua própria vida. É o Pokémon mais adotado por aqui, portanto acho que vocês vão gostar.
– Que Pokémon legal! — maravilhou-se Vitor — Eu quero ele pra...
Mas as últimas palavras de Vitor foram abafadas por um bater de asas parecido com os de Talonflame, mas não era ele. De repente, um enorme pássaro azul
entrou pela janela da casa e agarrou o pobre Froakie pela cabeça.
– SOCORRO! (FROAKIE!) — implorou Froakie.
– NÃO — disse Vitor, enquanto pulava para salvar Froakie das garras do pássaro azul, sem sucesso.
– Articuno! — disse Sycamore — A ave lendária do inverno! Não acredito que vi Articuno!
– Me dá meu Froakie! — Vitor continuava a pular, mas ele era baixo demais para alcançar a ave lendária.
– Caramba... — assustei-me.
– Ele levou meu Froakie! — reclamou Vitor — Meu Froakie!
– Amigo! (Chesp!) — Chespin arregalou os olhos.
– Meu Deus! — espantei-me.
– Você tem outro Froakie, né? — perguntou Vitor, desamparado.
– Upa lelê... — disse Sycamore.
– QUE DROGA! POR QUE TUDO SÓ ACONTECE COMIGO?
– Calma irmão — eu tentei ampará-lo.
– Calma, que CALMA? — resmungou Vitor, muit nervoso — UM PÁSSARO GIGANTE ACABOU DE LEVAR MEU POKÉMON! VOCÊ ACHA QUE EU DEVO TER CALMA?
– Tem eu aqui (Ches, Chespin, Chespin!) — Chespin tentou fazer com que fosse pego.
– E VOCÊ FIQUE QUIETO AÍ, SEU CASTOR IMUNDO!
O professor Sycamore ficou vermelho de raiva.
– NÃO FALE ASSIM COM MEUS POKÉMON! — retrucou o professor — VOCÊ JÁ ESTÁ GRANDINHO O SUFICIENTE PARA SABER QUE OS POKÉMON TEM SENTIMENTOS! — Sycamore
virou-se para Chespin — Venha cá queridinho.
Chespin correu para Sycamore, chorando.
– Desculpe-me professor — disse Vitor, arrependido — Eu fiquei nervoso demais e me descontrolei. Desculpe-me Chespin...
– Não foi nada (Ches, chespin) — Chespin sorriu para Vitor.
– Só que isso não pode se repetir novamente, Vitor — disse Sycamore, acariciando Chespin.
Vitor abaixou a cabeça:
– Mas como vou começar minha viagem Pokémon sem um Pokémon? — disse Vitor, abalado.
– Eu vou te dar um dos meus Pokémon — disse Sycamore — Esse eu peguei em Kanto, mas ele não gostou de mim, portanto vou dá-lo para você — Sycamore ar-
remessou a PokéBola para as mãos de Vitor.
– Pode até ser legal mas... — Vitor disse enquanto um raio vermelho saía da PokéBola que Vitor estava segurando — Nada vai superar meu... OH MEU ARCEUS!
UM CHARMANDER!
– Que foi Syc... UM NOVO DONO! (Char, charmand... CHAR!) — Charmander pulou no colo de Vitor, que o abraçou.
– Obrigado professor! — gritou Vitor, muito contente.
– Não há com que se preocupar...

Notas finais
Gostei bastante de escrever esse capítulo. Primeira aparição lendária pessoal!!