A Aventura de Synder
5 Capítulo 5 – Em busca de Hikory e Nikyo.
Notas iniciais
- Synder?
- Que Thomas?
- Você tem alguma ideia de onde o filho do senhor Konay pode estar?
- O senhor Konay disse que esse tal amigo do filho dele mora na Ilha do Dragão, á 100 metros á norte.
- 100 metros?! Ahhh...
- Thomas!
- Que?
- Faremos qualquer coisa para encontrar o filho do senhor Konay, pois ele nos ajudou muito com aquela confusão toda que nos aconteceu!
- Tá, tudo bem! Calma... – disse Thomas rindo. Mas com certeza o filho do senhor Konay deve estar mais longe que isso.
- Porque acha isso? – perguntou Synder.
- Porque, se ele tivesse encontrado o amigo dele, já teria retornado para casa, não acha?
- Tem razão... Mas temos que procurar... Encontrar pistas.
- É. Puxa... Vai ser uma grande viajem – disse em tom de voz cansado.
- Sim. Mas é o nosso dever, estou certa?
- Siiiiim capitã – disse Tomas tirando sarro.
- Ai seu palhaço – disse Synder rindo.
- Alguém tem que ser né? Hahaha.
Enquanto navegavam para chegar até a Ilha do Dragão, o que ia demorar um muito, Zuko resolveu ensinar Synder alguns golpes de espada, para poder se defender de outros piratas que vagam no vasto oceano.
- Certo Synder, a primeira coisa que deve saber ao dominar uma espada é sempre saber o ponto fraco de seu adversário, assim, poderá dar seu golpe sem sair ferida. Entendeu?
- Acho que sim – riso envergonhado.
- Veja, seu ponto fraco é o seu joelho. Então, o inimigo irá lhe dar uma rasteira e acertar o golpe em você.
- Ah essa não, que cruel! Meu joelho pode quebrar Zuko!
- Nessa época, certos piratas, não tem piedade. Mas é por isso que vou ensiná-la a dominar a arte da espada para que lute sem prejudicar seu joelho. E com essa joelheira que você trouxe em sua mochila, não sofrerá danos.
- Ah certo, tudo bem – disse sorrindo.
- Meu ponto fraco é meu punho. O direito é meio fraco por uma lesão que tive quando criança. Então se você agarrar meu pulso quando eu partir para dar meu golpe em você poderá me bloquear e me atacar sem se ferir.
- Mas não vou machucar você? – disse Synder meio assustada.
- Se você não me rasgar com a espada, não. Hehehe.
- Tá.
Zuko avança para atacar Synder, nesse momento, ela agarra seu pulso e o segura e coloca a espada em seu pescoço. O deixando sem saída. Totalmente bloqueado.
- Puxa Synder. Você tem sangue pirata correndo em suas veias. Você domina a espada sem mesmo fazer treinamento! – disse Zuko impressionado.
- Ah, que isso – disse ela muito envergonhada. Você é um excelente professor.
- Obrigado – ficou vermelho.
- Tudo bem galera chega de paquera – disse Thomas rindo. Vamos nos preparar para dormir, pois temos que acordar cedo para ficar atentos á ilha. É uma ilha bem difícil de enxergar, falou.
- Ah, não estamos de paquera Thomas! – disseram Zuko e Synder bem vermelhos.
- Não, eu estou – disse Thomas com um tom de sarcasmo.
- Thomas! – gritou Synder.
- Tá, tá. Tudo bem. Vamos dormir maninha. Vamos, vamos. Boa noite Zuko.
- Boa noite Thomas, Hehehe. Boa noite Synder – disse carinhoso.
- Boa noite Zuko – completamente vermelha.
De manhã...
- Synder! – gritou Thomas. Acorde! Já chegamos!
Synder se levanta, se veste e corre para o convés. Ao chegar, se depara com uma ilha, meio que deserta, muito bonita, mas, parece que foi ficando muito descuidada com o tempo.
- Nossa... Essa ilha sempre foi assim? – disse Synder surpresa.
- Pois é... Essa ilha sempre foi alegre e tão bela, mas foi agredida pelo tempo e maus cuidados de certos piratas desertores – disse Ganon.
- Bom, vamos Synder vou com você – disse Thomas. Você vem Zuko?
- Sim, tudo bem – disse Zuko.
Os três desceram do barco e foram perguntar para os moradores da ilha se sabiam alguma coisa sobre Hikory, o amigo do filho do senhor Konay.
- Com licença senhor, mas estamos procurando por Hikory, o senhor o conhece? – perguntou Thomas.
- Oh, Hikory. Lembro-me desse rapaz... Era tão prestativo e tão alegre. Mas, infelizmente não o vejo a mais de dois anos.
- O senhor tem alguma ideia de onde ele possa estar? – pergunto Synder.
- Vocês poderiam falar com o pai dele, Lin-sei. Já é um ancião então, tenham paciência com aquele velho mal humorado – risos.
- Ah, tudo bem – disseram todos indo para a casa logo em frente á um lago.
- Senhor Lin-sei! – gritou Thomas.
- Thomas! – disse Synder. Não grite, vamos bater na porta!
- Ah, tudo bem...
Synder bate na porta...
- Com licença? Você é o senhor Lin-sei? – perguntou Synder.
- E quem quer saber? – disse o velho rabugento.
- Meu nome é Synder, sou uma pirata, e estou á procura de Nikyo e seu filho.
- Não me interessa, sumam daqui! – disse o velho batendo a porta.
- Ah que droga, que velho mais rabugento, isso me irrita! Vou dá uma lição nesse vovô! – exclamou Thomas.
- Cale a boca Thomas! Não é assim que se resolve! – disse Synder.
- Então como é? – perguntou Zuko.
- É assim! – disse Synder arrombando a porta.
- O que pensam que estão fazendo moleques! Caiam fora! – gritou o velho rabugento.
- Fique quieto e me escute, seu velho rabugento! – exclamou Synder. Não estamos aqui para querer seu bom humor, falou? Estamos aqui á procura de Nikyo e de seu filho, que estão desaparecidos á mais de três anos, então ou o senhor colabora ou te dou um chute no traseiro! Entendido?
- Oh, o que? Você disse meu filho? – balbuciou o velho Lin-sei.
- Disse por quê?! – disse Synder meio irritada.
- Ah, me desculpe mocinha. Eu não ouvi da primeira vez, e me desculpe meu mau humor, mas fico triste a cada minuto, quando penso em meu filho – disse o senhor Lin-sei chorando.
- Ah senhor Lin-sei, desculpe-me, eu não queria falar daquele jeito com o senhor. Perdoe-me – disse Synder sentida, quase chorando. Eu não tinha intenção de fazer o senhor chorar.
- Ah Synder o que você fez, que feio – disse Thomas tirando sarro.
- Quieto Thomas! Cale a boca! – gritou Synder.
- Cara, acho melhor você ficar de bico fechado – disse Zuko meio assustado.
- Amm... Tá bom – disse Thomas com um tom bem baixinho.
Synder senta ao lado do senhor Lin-sei e o tenta animá-lo.
- Senhor Lin-sei, sinto muito. Eu...
- Tudo bem mocinha, a culpa não é sua. Tenho que ser mais gentil ás pessoas – disse Lin-sei sorrindo para ela e limpando as lágrimas. Agora pare de chorar, mocinhas lindas não devem chorar tudo bem?
- Ah senhor Lin-sei obrigada – disse Synder limpando o rosto e sorrindo. Bem senhor, o que pode nos dizer sobre Hikory, que possa nos ajudar á encontra-lo?
- Bem, como faz muito tempo que não o vejo, nem ele nem seu amigo Nikyo, não sei o que pode ter acontecido – disse Lin-sei triste.
- Tinham algum lugar que gostavam de ir juntos? – perguntou Zuko.
- Bem, os dois adoravam ir á Ilha dos Golfinhos. Lá passavam dias ás vezes, adoravam dar comida para os golfinhos e treiná-los. Mas certo dia a ilha foi atacada por terríveis piratas malfeitores e então não retornaram mais para lá.
- E o senhor sabe onde fica essa ilha? – perguntou Synder.
- Fica á 160 metros oeste da Ilha das Palmeiras – disse Lin-sei. Mas antes de partirem, levem isto com vocês.
- O que é isso senhor? – perguntou Synder.
- É um quite, dentro desta caixa contém um telescópio, um mapa com coordenadas e um objeto criado por seres místicos. Uma pedra comunicadora, se a quebrarem em alguns pedaços poderão se comunicar aonde quer que estejam. Bastam dizer o nome da pessoa que desejam falar. E quanto ao mapa, saberão o que fazer com ele quando a hora certa chegar. Boa sorte á vocês, e muito obrigado pela ajuda que estão me dando, á mim e á Konay – disse Lin-sei sorrindo. Até mais!
- Até mais senhor Lin-sei! Obrigado por tudo! – disseram todos, seguindo para o barco.
No barco...
- Bem, devemos ir para a Ilha dos Golfinhos Synder? – perguntou Zuko.
- Ainda não. Tenho uma coisa que sinto que tenho que resolver antes, não sei por que.
- Mas o que é? – perguntou Thomas.
- Não sei – disse ela. Mas parece ser uma coisa que está se aproximando de nós.
- Puxa mana o que pode ser?
- Não... Tenho... Certeza... O QUE É ISSO?!
De repente outro navio pirata chega perto do RS Sária e vários piratas pulam para o barco de Synder, cercam todos...
- Quem são vocês? – gritou Synder.
E de trás da multidão de piratas surge uma garota. De cabelos louros e estavam presos, olhos azuis e pele morena. Muito semelhante á Synder.
- Não me reconhece? – disse a garota.
- Não! – exclamou Synder.
- Sou eu, Tetra! Sua prima! Esqueceu-se de mim? – disse sorrindo.
- Tetra?... Tetra! – corre e a abraça. Lembrei-me de você, ando meio avoada, então não preste atenção, hehehe.
- Tudo bem Synder! – disse sorrindo. E... Desculpe pela invasão, mas meus navegantes não sabem ser discretos! Não é rapazes?
- Ah, desculpe-nos capitã – disseram os piratas envergonhados.
- Mas então, o que estão fazendo nessa área? – perguntou Tetra.
- Amm, bem, estamos á procura de Hikory filho de Lin-sei, e Nikyo filho de Konay.
- Ah! Konay o pintor. Mas estão desaparecidos á mais de três anos não é?
- Sim, mas não perco a esperança de ainda estarem vivos – disse Synder esperançosa.
- Visitei o senhor Konay ontem. Ele me contou sobre o que aconteceu com você e seu irmão. Que você viveu em duas épocas, certo?
- É. Mas ainda não fizemos nada na história para podermos voltar – disse Synder cabisbaixa.
- Não se preocupe moça! Eu e meus companheiros teremos a honra de ajudar nossa vizinha de bordo á voltar para sua época original! – disse Tetra subindo em uma caixa. Certo rapazes? – gritou.
- Certo! – gritaram todos.
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