A Aventura de Synder
12 Capítulo 12 – Em busca do Tesouro de Yojin
Notas iniciais
Na Ilha dos Golfinhos...
- Puxa! Como este lugar ficou bonito! – exclamou Kiriô.
- Sim, depois que salvamos Hikory e Nikyo, a ilha voltou ao normal e trouxemos os moradores de volta – disse Thomas.
- Satsuke, não acha melhor voltar para seus avós? – perguntou Synder.
- Bem... Senhorita Synder eu queria lhe pedir uma coisa... Eu poderia acompanhar vocês na busca ao tesouro? Por favor? – disse ele juntando as mãos.
- Mas Satsuke é muito perigoso, e se seus avós não permitirem? – disse Synder.
- Syndi, você poderia falar com eles, não é? Deixa o garoto ir, ele parece ser um bom espadachim – disse Thomas. O garoto não é bobo.
- Bem... Ele realmente se demostrou corajoso ao entrar na Ilha da Morte sozinho... Tá certo... Eu falo com seus avós, mas me prometa uma coisa bem grande! – disse Synder.
- Prometo qualquer coisa! – exclamou Satsuke.
- Que quando a coisa ficar realmente feia, peça ajuda para um de nós! Não tente fazer tudo sozinho, pois os perigos que se escondem por aí é bem maior do que você pode imaginar. Nem mesmo eu lutei sozinha... Me promete?
- Prometo sim! – disse ele muito feliz.
- Bem então vamos falar com seus avós, Thomas você vem comigo? – perguntou Synder.
- Pra que?
- Não você que sempre diz que joga charme nas pessoas? Vamos testar isso então, hahaha.
- Finalmente reconheceu meu talento irmãzinha! Vamos nessa! – disse Thomas descendo do barco.
- Ele é sempre tão arrogante assim, hahaha – perguntou Kiriô.
- Que?! Isso não é nada! Vocês não viram nada ainda, isso foi só uma demonstração dele hahaha – disse Synder descendo do barco.
Na aldeia...
- Primeiro vamos falar com os avós de Satsuke, depois subiremos a colina, certo? – perguntou Synder.
- Certo! – disseram todos.
***
- Vovó! Vovô! – exclamou Satsuke correndo em direção á eles.
- Satsuke meu neto, você está bem?! – perguntou seu avô.
- Estou sim vovô! A senhorita Synder me salvou! Ela é extremamente corajosa!
- Mas ele foi mais – disse Synder. Ele entrou na Ilha da Morte sozinho para me avisar sobre o dragão. E lutou ao meu lado com uma coragem jamais vista num garotinho!
- É sério isso Satsuke? – perguntou sua avó.
- Sim vovó! E eu queria perguntar á vocês se...
- Não, não Satsuke. Deixe que eu cuido disso – disse Thomas.
- Ah, lá vai ele – disse Synder virando os olhos.
- Avô e avó do corajoso Satsuke... Ele demostrou ser um grande guerreiro e um ótimo espadachim... Ele gostaria de nos acompanhar na nossa busca pelo tesouro de Yojin... Ele está ciente dos perigos, mas iremos protegê-lo com nossas vidas... O senhor e a senhora permitem que ele vá com agente? – perguntou Thomas na maior elegância.
Todos ficaram perplexos diante de tanta formalidade...
- Com a coragem que a jovem Synder demonstrou todo este tempo... E com a elegância e honra que você acabou de falar, meu jovem, com certeza saberemos que nosso amado Satsuke estará em boas mãos – disse o avô de Satsuke.
- Então eu posso ir vovô? – perguntou Satsuke eufórico.
- Pode sim meu filho – disse seu avô sorrindo.
- E cuide-se, por favor, meu querido – disse sua avó.
- Pode deixar vovó, eu vou sim. E com a senhorita Synder ao meu lado, ficarei bem! – disse Satsuke.
- Podem deixar comigo, senhor e senhora. Cuidaremos muito bem dele – disse Synder.
- Sabemos que sim – disseram os avós do garoto.
- Bem, então vamos. Até mais! – disse Synder se despedindo e indo para o barco.
- Até mais vovó! Até mais vovô! – gritou Satsuke.
- Até mais! Cuidem-se! – disseram os avós.
***
No alto da aldeia...
- Poxa vida Thomas... Jamais tinha visto você falar tão formal assim! Quase não te reconheci! – disse Synder.
- Nem nós – disseram Kiriô e Satsuke.
- Eu disse á vocês que tenho charme – disse Thomas fazendo pose.
- Aham... Teve mais é sorte – disse Synder.
Todos caíram na risada.
- Ela sempre corta a minha onda – disse Thomas com a mão na testa.
- Bem vamos até a cabana onde Hikory e Nikyo estavam – disse Synder.
- Mana, acho melhor chamar os dois, talvez saibam de alguma coisa – disse Thomas.
- Verdade. Você vai chama-los?
- Vou. Volto logo – disse saindo correndo.
***
- Voltei.
- Oi rapazes – disse Synder.
- Bem, vamos entrar?
- Vamos – disseram todos.
***
- Ah que bom que limparam tudo – disse Satsuke.
- Hikory, Nikyo, vocês lembram alguma coisa suspeita aqui dentro? – perguntou Synder.
- Lembro-me de que no porão havia uma porta trancada. Mas não podia ser aberta com chave – disse Nikyo.
- E com o que? – perguntou Thomas.
- Bem, parecia que a fechadura era feita para que uma garra a abrisse – disse Hikory.
- Uma garra?! – espantou-se Synder. Kiriô! Você pode abri-la!
- Sim! Vamos tentar – disse Kiriô voando até a porta do porão.
***
- Pessoal! Eu a abri! – gritou Kiriô enquanto todos desciam.
Quando entraram pela porta, depararam-se com uma sala vazia. Tinha apenas um cofre no chão e nada mais.
- Um cofre?! Ah que beleza – disse Thomas.
- Espera... Eu sei a senha – disse Synder.
- Sabe? Como você sabe? – perguntou Thomas.
- Eu não sei... Só sinto que sei – disse ela indo para o cofre.
-... Abri! – exclamou Synder, tirando de dentro do cofre um pergaminho.
Por incrível que pareça, a senha era a data de nascimento de Synder... Muito estranho... E o pergaminho... Era um mapa... Um mapa que explicava exatamente onde estava o tesouro de Yojin... O único problema, é que o pergaminho estava em branco no local do tesouro. Como se aquela parte, onde supostamente se encontraria a ilha onde está o tesouro, foi apagada.
- QUEEEE?! A porcaria do pergaminho tá em branco! — exclamou Thomas.
- Grita assim no meu ouvido de novo e faço você engolir esse COFRE! — gritou Synder.
- Ah, foi mal maninha... Mas e agora? O que faremos para encontrar essa ilha? Se for uma ilha né... Ah! Sei lá! Não mostra nada! Apenas as ilhas que conhecemos, da região, e esse borrão.
- Mas como sabem que é o mapa do tesouro? — perguntou Tetra.
- Está escrito em cima: Mapa de Yojin... O que não faz sentido, é essa droga de borrão onde seria a ilha do tesouro — diz Synder emburrada.
- Parece que devemos procurar num lugar, onde está mais do que na cara... — disse Kiriô.
- Onde? — perguntou Synder.
- Onde Yojin foi enterrado... No Templo do Poço Sagrado, na Ilha dos Ventos — disse Kiriô.
- E onde fica? — perguntou Thomas, já percebendo que ia ser cansativo.
- Fica á 350 metros oeste da Ilha das Palmeiras.
- Isso dá mais de um mês! — exclamou Thomas.
- Então é pra lá que vamos... Afinal, tempo de sobra ainda temos — disse Synder meio cabisbaixa.
- Não se preocupe Synder, faremos de tudo para que você volte para casa! — disse Tamara, e todos concordaram com a cabeça.
- Valeu pessoal... Bem, para a Ilha dos Ventos!
- Avante! — gritou Ganon.
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