A Aventura de Jeanne D'Arc a 10ª
22 Capitulo 21
Enquanto obsessivamente guardava sua bela mestra no sono, muitas vezes Aran voltou a forma de macaco e destruiria as criaturas que ousavam aproximar-se de seu anjo dormindo e os rasgaria em pedaços com suas garras e presas. Sempre que era coberto de sangue, iria para o rio para tirar a sujeira, e ao cair na terra balançava seu corpo peludo para se livrar da água em seu pelo, enquanto esperava que o vento o secasse e retornasse a maciez de sempre. Enquanto Aran estava esperando o vento o secar no meio da noite fria com uma enorme lua vermelha no céu, ouviu sua mestra começar a falar enquanto dormia. Os nomes de sua mãe, pai, irmão, e finalmente ouviu seu próprio nome sendo chamado, e seu coração se alegrou com isso, mesmo que ele soubesse que ainda não era confiável. Ele se aproximou dela e enquanto olhava para o seu rosto adorável e charmoso, viu as mãos dela procurarem por algo ao seu redor, e com um sorriso de macaco no rosto, Aran jogou sua cauda na direção de onde as mãos patrulhavam, e sem demora sentiu o aperto firme dela em seu rabo e foi puxado devagar para o abraço dela, que colocou o rosto em sua cabeça, enquanto o abraçava e cheirava seu pelo, que colocou um sorriso em seu rosto adormecido. Cada vez que era abraçado por ela, sentia seu corpo aquecer com um calor agradável que permeava todo o seu ser, o fazia sentir feliz.
Vários meses se passaram depois da confissão, e a cada dia Aran via sua mestra treinar e ficar cada vez mais forte, até que chegou o dia em que ela finalmente o ultrapassou, e sua energia sobrepujou a sua com uma potência imponente. Durante esse tempo, sua mestra já tinha conhecido aquele ridículo demônio de chifre dourado que se gabava de ser o filho do rei demônio, e num golpe estranho fez com que sua mestra estivesse quase hipnotizada e tocasse seu chifre formando um estranho contrato que brilhava como ouro. Depois disso, apesar de ser influenciada por algum poder, viu sua mestra salvar aquele inútil galanteador uma e outra vez correndo risco de morrer por causa dele. Quando Aran a viu beijar outro homem, uma dor profunda foi perfurada em seu peito, fazendo seu corpo tremer com uma raiva profunda e aterradora. Ele sabia que sua mestra não gostava de ser vulnerável e nem daria seu coração tão rápido a um estranho. Algum poder de maior compreensão estava a instigando a um vínculo com aquele traste. Ele tinha que se livrar desse maldito selo de uma vez, antes que ele a encontre novamente. Aran trincou os dentes, e subiu secretamente nos ombros de sua mestra quando ela elevou seu cosmo interior, e voou pelo céu como uma estrela em direção ao final da estrada. A meio caminho do final da floresta, sentiu a descida de sua mestra em direção ao chão quando ela rapidamente pousou num ramo de árvore, e com um salto acrobático pulou e pousou no chão firme. Sem dizer nada, ele a viu procurar algo no meio do mato, e finalmente descobriu que ela estava procurando uma caverna para passar a noite. Saltando rapidamente de seus ombros, Aran foi inspecionar o local em busca de residentes, e logo achou uma raposa dourada descansando silenciosamente, até que abriu os olhos dourados ao sentir sua proximidade, mas não recuou nem o atacou. Apenas o olhou com um olhar antigo e sábio.
— Aran! Volte aqui. – Aran ouviu sua mestra chamar, e com um medo rastejando em seu peito, rapidamente correu e subiu pela perna de sua mestra, até sentar em seus ombros.
— Agradeço por ter permitido que eu encontrasse sua casa anciã. – Aran ouviu sua mestra falar e respeitosamente se curvar a raposa dourada que ficou surpresa e começou a rir delicadamente.
— De fato, és a heroína que esperávamos criança. Sente-se e converse um pouco comigo. E não se preocupe que nada nem ninguém pode nos alcançar aqui. Mesmo os deuses. – disse a raposa dourada com uma voz feminina, quando numa explosão dourada, a anterior raposa foi substituída com uma mulher madura que tinha um ar materno em seu olhar, como uma mãe teria ao olhar para seu filho.
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