A Aventura de Jeanne D'Arc a 10ª
20 Capitulo 19
— Então meu macaquinho azul guardava o segredo de que era um homem fera, com orelhas fofas azuis, e uma linda cauda macia, que era unida a esse corpo belo e esculpido, com esse rosto lindo e viril que poderia fazer as mulheres se ajoelharem? – Aran a ouviu falar com um sorriso calmo que ocultava a leve irritação que sentia no ar.
Ele ficou lisonjeado que ela o achasse atraente, mas não deixou sua mente vagar, pois sentia que ela estava muito irritada e decepcionada com ele, e rapidamente tentou explicar, sem deixar que a magia do velho maldito ativasse e o impedisse.
— Mestra, peço que me perdoe primeiro por estar nesse estado impróprio na sua frente, mas como você já me viu no meu estado mais vergonhoso, estar nu agora não faz mais diferença para mim. E quanto ao fato de pertencer a raça dos homens fera, eu não conseguia dizer a você. Mesmo que eu quisesse, eu não... – Aran continuou até que o selo que estava em seu corpo ativou fazendo-o sufocar, e seu rosto começar a ficar vermelho por falta de ar. Quando pensou que iria morrer, e sua visão começava a escurecer, sentiu braços delicados e fortes o abraçar por trás, e uma poderosa energia entrou em seu corpo, e aliviou o selo de escravo que tinha ativado em seu corpo, que agora voltava a dormir. Ao recuperar suas forças, tentou sair do abraço dela, mas os braços finos que aparentavam não conseguir levantar uma pedra, o trancavam firmemente em seu abraço, enquanto uma mão branca com dedos finos marcados de cicatrizes cinzas acariciava sua cabeça suavemente, como ela fazia quando ele estava na forma de macaco azul, o fazendo relaxar e sua respiração voltar ao normal, e ficar em silencio esperando que ela dissesse algo.
— Então, eu sei que você deve ter algo como um feitiço ou um selo que o proíbe de falar. Então não precisa falar nada, apenas me escute e acene a cabeça 1 vez para sim, e 2 para não. – Aran a ouviu, e rapidamente acenou para confirmar.
— Você foi enviado para mim com o propósito de me espionar por um deus? – Aran rapidamente balançou a cabeça 2 vezes em negativa, que fez com que sua mestra desse um suspiro de alivio.
— Se não foi por um deus e sim por um homem, então eu posso lutar de volta. Foram os demônios que mandaram você? Humanos da realeza? Igreja decrépita e corrompida? – Aran negou os dois primeiros e finalmente com alegria confirmou a terceira opção com um sorriso deslumbrante que atordoou um pouco a garota que o segurava, mas ela não o deixou notar em sua expressão.
— Então, assim como eu pensei, a igreja desse mundo é podre e suja, e irão tentar me usar como arma. Quão previsível. Não consigo imaginar porque os heróis nas histórias dos livros nunca percebem a escuridão da religião do outro mundo quando ainda não é tarde demais. Todos são iludidos pela riqueza e fama, e por sua cabeça de baixo ao sonhar e lutar para ter um harém. Homens inúteis e pervertidos que mereceram morrer como idiotas sendo controlados por reles humanos gananciosos e traiçoeiros.
— Aran ouviu o desprezo e desdém de sua mestra pela geração de heróis que sempre eram aclamados como os salvadores serem rebaixados a pervertidos gananciosos e idiotas e riu.
De fato, assim como ela tinha dito, Aran também pensava que todos os heróis eram tolos e idiotas, que fingiam salvar o mundo para ter regalias que em suas vidas passadas no outro mundo não puderam ter. Todos os heróis, com apenas 4 exceções, criaram um harém durante a jornada contra o lorde demônio. Elfas, sereias, sacerdotisas, arqueiras, vampiras, dragões, fadas e princesas de vários países. Várias mulheres de raças diferentes eram atraídas pelos heróis bonitos, que faziam todos os outros machos revelarem o ódio quando viam. E todos ou eram idiotas, ou esconderiam o conhecimento de já saber dos esquemas, até na hora final os trair, e contra- atacar.
— Então, antes de continuar, qual o seu nome? Até hoje só o chamo de Monkey. – Aran a ouviu perguntar, ao mesmo tempo em que ela acariciava suas orelhas, fazendo-o fechar os olhos de prazer, e responder numa voz lenta e arrastada.
— Meu nome é Aran mestra. Ex-chefe da tribo dos macacos safiras, que foi destruída em nome da paz dos humanos que queriam nossas terras, riquezas e membros da tribo como escravos. – Aran respondeu deixando um pouco da tristeza oculta em seu coração sair.
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