A Aventura de Jeanne D'Arc a 10ª
17 Capitulo 16
Ao finalmente sair daquela floresta amaldiçoada de uma vez por todas, finalmente conseguiu um suspiro de alivio, e sua mente finalmente se acalmou ao sentir o poder divino da deusa que permeava a terra por todos os lados. Com um instinto virou a cabeça para a frente, encontrando uma bela mulher de cabelos roxos, olhos azuis de toga branca com um báculo dourado que a olhava gentilmente, enquanto ela se ajoelhava.
— Athena. – disse Jeanne ao ajoelhar-se baixando a cabeça.
— Levante-se querida. – disse Athena enquanto observava a jovem que um ano atrás, era pura e inocente e agora fora transformada a força numa guerreira brutal e habilidosa.
Ao levantar viu que no olhar de Athena, sua expressão gentil tinha um toque de pena e podia adivinhar o porquê.
— Querida, eu sei que você sofreu muito nesses tempos. E eu queria muito ajuda-la mais, mas o que pude fazer foi convencer os deuses a criar essa barreira em sua defesa, e depois fui proibida por Zeus de interferir mais. – disse Athena com um olhar divino cheio de piedade.
— Quando ouvi você falar da barreira, eu já imaginado isso Athena. Eu agradeço a você por ter me orientado e guardado minha vida por todo esse tempo. – disse Jeanne ficando de pé e dando uma reverencia que trouxe um sorriso a face divina.
— Fico feliz com isso. Agora é a hora de transformá-la numa verdadeira amazona e pegar sua armadura de prata. O mestre do santuário a espera no salão das armaduras. Vamos. – disse Athena ao envolver Jeanne com seu poderoso cosmo dourado, fazendo-a reaparecer no salão das armaduras onde o mestre do santuário, os 12 cavaleiros de ouro, os cavaleiros de prata, e as servas de Athena esperavam.
O mestre Shion já havia recebido um aviso de Athena que levaria a garota, e quando chegou no salão das armaduras junto dos cavaleiros de ouro, prata e as servas do templo de Athena, um poderoso cosmo dourado divino da deusa desceu no centro do salão, onde quando o brilho apagou a deusa Athena de cabelos roxos, trazia uma bela jovem de cabelos dourados, corpo de uma deusa, que vestia uma máscara prateada que escondia-lhe a face. O mestre poderia sentir o cosmo concentrado e refinado de um cavaleiro de prata emanando de seu corpo.
— Jeanne D’Arc, é você a escolhida desse mundo como sua heroína, e a protegida de Athena que foi escolhida por você? – perguntou o papa a Jeanne que levantou a cabeça e respondeu respeitosamente enquanto se ajoelhava para o papa.
— Sim, mestre. Sou eu. – disse Jeanne.
— Por ordens de Athena, eu Shion o mestre do santuário concedo a você o título de amazona de prata. Agora eleve seu cosmo ao máximo que você consegue, e conecte sua mente as estrelas e ache sua constelação guardiã, e a armadura virá até você. – disse o Mestre Shion enquanto o cosmo do santuário envolvia Jeanne.
Jeanne sentiu o poderoso cosmo de Athena sendo absorvido por seu corpo, e finalmente o cosmo em seu interior finalmente se conectou com o universo em seu corpo, e sua mente foi enviada até as estrelas numa forma incorpórea. Deixou seu cosmo guiar seu corpo espiritual a uma estranha constelação em forma de lira que piscava animadamente para ela, e quando as estrelas de lira passaram por seu corpo astral, perfuraram sua mente e universo interior. Ao mesmo tempo no chão, o corpo de Jeanne começou a subir no ar, enquanto um enorme cosmo prateado ao redor do seu corpo chamava uma estrela prateada que voava do alto do salão para a frente da garota. Uma armadura em forma de lira, considerada uma das mais poderosas armaduras de prata. A lira desmontou e cada parte da armadura de prata encaixou no corpo de Jeanne, e quando o elmo em forma de tiara, e a lira de prata azulada entrou em suas mãos, os olhos de Jeanne se abriram, quando a constelação de Lira no céu lá fora começou a brilhar, e um raio estelar desceu do céu e foi diretamente ao corpo de Jeanne que recebeu o conhecimento das técnicas de luta musicais da constelação de lira e a experiência de seus cavaleiros anteriores.
— Nasce agora, a nova amazona de prata da constelação de lira, a nova guerreira de Athena. Como celebração, Jeanne de Lira, toque uma música para nós. – disse o mestre Shion, enquanto ordenava a parada dos aplausos dos outros cavaleiros de prata.
Jeanne acenou para o mestre, e com a lira em suas mãos, fechou os olhos, e elevou seu cosmo prateado que foi infundido na lira, e seus dedos delicados começaram a tocar uma melodia maravilhosa que acalmava os corações de todos. Era uma música com sentimento de superação depois de inúmeras lutas, com um final esperançoso com um sentido de objetivo cumprido. Dessa vez, mesmo os cavaleiros de ouro sorriram ao ouvir a melodia bela e comovente.
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