A Assistente - CIP
1 Truques
Notas iniciais
Henley amassou os cabelos ruivos contra a toalha marrom e felpuda, que já estava quase encharcada, pois havia secado o corpo nela antes, após mais um truque do tanque bem sucedido. Aquela vez tinha sido excepcionalmente boa, visto que seus expectadores tinham ficado tão chocados ao ver que ela não tinha sido devorada por piranhas em um aquário no centro da sala que choraram de felicidade.
Um riso bobo escapou por seus lábios lembrando de uma senhorinha que segurava sua mão com as lágrimas correndo de seus olhos miúdos e dizendo “Que bom que está bem, minha filha” enquanto se afastava, deixando o espetáculo. Sempre se divertia com as reações.
— No que você está pensando? – Daniel indagou arrancando Henley de seus pensamentos. Ele também estava se secando, mesmo estando visivelmente menos molhado que ela, pois, quando os peixes caíram no tanque, apenas uma quantia de água foi jogada para fora, respingando nas pernas do mágico.
— Nas pessoas e como elas ficam tocadas quando descobrem que eu não fui dilacerada por piranhas dentudas.
— Está se referindo a menina que gritou quando te viu ou a velhinha que chorou? – Levantou do banco nos bastidores do teatro, já fechado, e jogou largou sua toalha na cabeça da garota – Seca com essa, tá mais seca.
— À velhinha – Largou sua toalha, que molhou todo o chão e apalpou os fios com a que Daniel dera – E obrigada.
— Onde estão os outros? – Buscou com os olhos pelo local, procurando os outros “cavaleiros”, seus colegas que também faziam truques e mexiam com a realidade.
— Saíram para uma balada ou algo assim – Contente com os cabelos, aproveitou que o homem estava de costas para ela e retirou o colete que estava colado em sua pele, enrolando o corpo coberto pelo sutiã e pela saia justa na toalha de Daniel – Disseram que não aguentavam mais ver esse número.
— Justo, eu também não aguento mais – Brincou virando para encarar a colega – Mas é sua marca registrada, vamos fazer o que se o público ama?
Daniel escorou o corpo na parede, observando Henley levantar não mais pingando.
— Temos que dar o que eles querem – Comentou com um sorriso, vendo que ele a olhava. Fez menção de sair do local, sendo parada por Daniel que colocou seu corpo na porta, impedindo que ela passasse.
— Tire essa toalha – Sua voz era baixa e de tom imperativo.
— Daniel, eu não sou mais sua assistente. Não tenho que te obedecer – Provocou, os corpos próximos demais para ser apenas uma conversa inocente.
— Mas você quer. Você sempre faz o que eu digo.
Sua mão tocou os cabelos ruivos e molhados, deslizando pelas madeixas até tocar o ombro branco e exposto.
Henley deixou a toalha cair no chão com um som seco, mas não se moveu, a respiração começando a ficar mais forte enquanto via que Daniel analisava seu corpo arrepiado com os olhos azuis.
— Mais alguma coisa? – Indagou quando ele desceu a mão até a cintura dela, parando ali.
Henley deu mais um passo, colando os corpos, o peito ofegante da garota tocando a camisa úmida dele. Daniel aproximou o rosto do dela, migrando para seu ouvido antes de tocar sua face.
— Tire essa saia – Sussurrou. Henley abaixou a peça, retornando ao lugar onde estava lentamente, sem retirar os olhos dos do mágico, que sorriu maliciosamente – E depois diz que não me obedece mais.
Enlaçou os dedos nos cabelos ruivos, puxando-os suavemente e levando a cabeça da garota para perto, onde tomou sua boca com volúpia, mordiscando seu lábio inferior. A mão que antes residia na cintura abraçou mais ainda a pele exposta, impedindo que Henley se afastasse.
— Daniel – Suspirou – Tire suas roupas também.
— Você não faz exigências – Rosnou mordendo seu pescoço – Mas, como pediu com muita educação...
Se afastou um pouco, puxando a camisa rapidamente sobre a cabeça e jogando-a no outro lado da sala, tornando a puxar a ex assistente para um beijo luxurioso. Sua mão livre, que não segurava o pescoço da garota, desceu para sua bunda, a qual apertou arrancando um gemido baixo de Henley.
Puxou a garota, caminhando de costas até encontrar a parede em que antes se encostava e girou os corpos, de forma que prensou Henley nos tijolos cinzentos.
Migrou os beijos, distribuindo-os pelo pescoço alvo e ombro, alternando a delicadeza com mordidas pouco gentis, do jeito que sabia que deixava a ilusionista maluca. Tateando o corpo dela, foi até seu sexo, que estimulou, ouvindo gemidos abafados da boca que estava colada na sua.
— Abra suas pernas – Mesmo no tom autoritário a exigência ainda soou delicada e Henley obedeceu prontamente, sentindo Daniel deslizar um dedo para seu interior, movendo-se lentamente. Mais um dedo se juntou ao primeiro, e então ele começou a se movimentar de forma satisfatória, arrancando gemidos dos lábios da garota.
Henley abraçava o pescoço de Daniel com os braços enquanto mordiscava o lóbulo de sua orelha, levantando uma de suas pernas para enlaçar o corpo do outro.
— Vem aqui – Daniel delicadamente tirou os dedos dela, levou a garota consigo para uma mesa que ficava na sala, onde eles retocavam suas maquiagens e roupas antes de entrar em cena e, com um movimento só, jogou as peças, perucas e pincéis de maquiagem no chão, empurrando suavemente Henley e a sentando lá, tornando a beijar sua boca enquanto, com as mãos livres e ágeis, puxava sua calcinha para fora de suas pernas. Ao mesmo tempo, a mulher lutava contra o sutiã, livrando-se dele e deixando-o no chão junto do resto de suas roupas.
Daniel beijou seus lábios, descendo a trilha até seu sexo, no qual se concentrou enquanto Henley alcançava sua bolsa intocada na mesa, pescando uma camisinha lá de dentro. Entre suspiros, puxou o homem para cima, recebendo mais um beijo indecente ao mesmo tempo em que o mágico tirava o cinto e abria a calça, puxando-a com a cueca, expondo seu membro enrijecido.
Rapidamente, abriu o pequeno pacote metálico, cobrindo seu pênis com o preservativo para finalmente penetrar Henley, dando estocadas profundas e rápidas, que acabaram em menos de três minutos.
— Foi isso? – Henley estreitou os olhos vendo que Daniel já tinha atingido o orgasmo.
— Não foi bom?
— Três minutos, Daniel – Reclamou vendo-o retirar a camisinha e joga-la no lixo embaixo da mesa.
— Ora essa – Abriu um sorriso malicioso, se aproximando da mulher mais uma vez – E quem disse que acabamos por aqui?
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