A Ascensão Dos Titãs

2 Minha operação de sobrevivência começa


Fui salvo pela sorte. Minhas noites estavam suaves e pacificas, nada de pesadelos ou sonhos desse tipo. Chegamos ao limite da imaginação, eu pensava, tentando transmitir algo para a minha mente. Eu estava prestes a perguntar para mim mesmo o que diabos eu iria fazer. Procurar uma clínica para me ajudar com esses sonhos simplesmente de outro mundo? Contar a minha mãe? Nenhuma dessas opções eram válidas, eu não gostava de me abrir muito para as pessoas. Eu sou muito para...somente para mim. Eu guardava todos meus pensamentos, até mesmo da minha mãe. Depois desse pesadelo, eu pensava se a minha mãe é a minha mãe de verdade. Quando eu estava na escola, meus olhos sempre encontravam os de Hank e Chuck, eu tentava ler a mente dos dois e se eu descobrisse se eles queriam me fazer de saco de porrada, seu corria pela escola.

Sonhos que não são realizados, eu gostaria de ter um livro aonde poderia escrever o mundo novamente, sem aqueles patéticos e idiotas valentões. Eu realmente queria aquilo. Nos dias seguintes eu continuei a ir para a escola, mesmo com os pensamentos do pesadelo. Então, eu passei pelos irmãos Langdon. Hank e Chuck Langdon sempre estavam de olho em mim, me seguiam e me perseguiam. Quando subi as escadas pela nona vez, eles pularam na minha frente.

- Oh, Jackson! — disse Chuck.

Minhas mãos agarram o corrimão e então retrocedi alguns passos na escada, correndo os olhos pela região do colégio. Todos olhavam para mim, todos esperavam eu reagi foi quando eu contornei ele e bati de frente com Hack. Cai de costas para Chuck, com as mãos na cabeça. Quando tudo se clareou, Chuck estava me prendendo pelos braços. Os olhos de Hank estavam firmes aos meus, e então comecei a gritar:

- Soltem-me, eu não devo nada a vocês!

Dois socos foram lançados direto na minha barriga e então houve um surto de socos na região. Hank estava me espancando inúmeras vezes e Chuck apertava os meus braços, pronto para me decepar. Meus ouvidos começaram a abafar o som dos socos e as palavras deles. Meu rosto tocou o chão das escadarias e então um zuni passou pelos meus ouvidos, tudo voltou ao normal ao não ser pelo sangue.

- Digam-me, seus grande tolos. — uma voz ecoou pela região das escadarias.

Meus olhos correram até a ponta da escada e então eu vi a pessoa que os ofendeu. Ele era um garoto de, no máximo, 14 anos. Seus cabelos eram negros e ele vestia uma jaqueta de couro, como se fosse pele de animal ou de leão, os olhos dele eram profundos como um abismo e eles usava um all star e uma jeans comum. Eu pressenti que aquele garoto iria ter muitas feridas brevemente e então, os gêmeos desceram as escadas lentamente.

- Como é?

- Digam-me, seus grandes tolos. Por que não pegam alguém do seu tamanho? — respondeu ele. — Meu nome é Nicolas, e eu estou perguntando.

Nicolas tocou em um relógio. Um escudo ganhou vida numa espiral em seu braço, mas os gêmeos nem piscaram. Seus olhos verdes cravaram-se no menino. Já os meus se arregalaram que pensei que eles iam ser do lugar e pedir por socorro. Então, os gêmeos ergueram as duas mãos e começaram a investir no escudo do menino, que absorvia os golpes sem receber nenhum dos danos. E então começou a ter arranhões no escudo. Os alunos começaram a se reunir e então puxei o corrimão, levantando o meu corpo. Meus olhos corriam pelo conflito e eu abria a boca a cada golpe, incrédulo.

- Recuem — disse Nicolas.

Foi o que começamos a fazer, mas os alunos recuaram mais ainda. Já eu, retrocedi somente um degrau na escada e eu continua com a boca aberta. Meus olhos acompanhavam os movimentos do garoto que agora corria pela rua, ele pulou um dos carros que passava e os irmãos simplesmente driblaram os carros. Os alunos começaram a pegar os seus celulares e gravaram com zoom, corri pelas escadas e segui o conflito mesmo um pouco ferido. Eles entraram em um beco e então os perdi de vista. O beco parecia ser simplesmente infinito, como um labirinto. Corri pelos becos, movendo a cabeça por todos os lados até que me deparei com um dos gêmeos, era Hank.

- Use isso!

Brandindo o escudo na frente de um mostrengo de cinco metros, estava o garoto que começou o conflito com os gêmeos. Foi quando percebi que aquele monstro era Chuck. Meus olhos correram ao redor e foi quando vi uma caneta pelos ares, eu a agarrei e destampei no mesmo momento. Ela se transformou, uma espada pulou nas minhas mãos no mesmo instante que toquei a tampa e então me virei para o gêmeo que me encontrou. Ele estava aumentando o seu tamanho e alcançou cinco metros, seus pés se tornaram cinco vezes maiores e então rachou o chão do beco. Seu corpo se revelou com tatuagens e caninos começaram a sair para fora de sua boca, seus cabelos cairam e sua mão voou contra meu rosto, eu me abaixei e dei uma cambalhota para as costas de Hank, passando pelas suas pernas. Ele havia quebrado a parede do beco e eu ouvia gritos de Nicolas.

Eu não estava acreditando muito no que aconteceu, mas, eu sabia que deveria me defender. Hank virou para mim e tentou me golpear com dois socos, eu me abaixei e então comecei a retroceder alguns passos. Risquei o ar algumas vezes, olhando o corpo do novo Hank.

- Hahahaha! — ele gargalhou e então avançou.

Meu corpo não me obedeceu quando eu quis retroceder passos, me virar e sair correndo. Eu risquei o tórax do monstrengo com a espada e abri um corte com uma profundidade anormal. Ele rosnou para mim e me golpeou, mas ele acertou a espada então explodiu em pó dourado como uma fada-monstro-que-tentou-me-matar, caindo no chão do beco. Permaneci no mesmo lugar, tentando absorver todas as informações na minha cabeça. E então Nicolas apareceu na minha frente, coberto do mesmo pó dourado.

- Siga-me!

Foi o que comecei a fazer — mas nesse momento ouvi um barulho de galhos. Dois outros monstrengos apareceram no caminho a frente e corremos pelo beco ao lado. Eu o segui sem hesitar, eu não sei se me defendia, se parava. Eu perdi o garoto de vista duas vezes, mas o encontrei as outras vezes. Encontramos a saída do beco-labirinto e encontramos a rua. Ele desapareceu e depois eu o vi dentro de um carro, eu pulei para dentro do carro por uma janela e deitei no banco de trás. O carro disparou nas ruas de Nova Iorque, sem rumo. Ou, pelo menos eu não sabia mais o meu destino!