A Arte do Caos
5 Capítulo 5 - Cap 5: Ela é minha parceira...
Notas iniciais
Povs Acnologia on:
Acordei um pouco antes que Lucy. Tinha dormido estupidamente bem com o rosto enterrado em seus cabelos sentindo seu cheiro enquanto sua cabeça repousava em meu peito. Era bom senti-la em meus braços. Ela conseguia me acalmar de uma forma inumana, mesmo que ela não saiba disso.
Ontem eu tinha cometido um erro, algo que não iria fazer novamente. Mas uma coisa me intrigava: o que aconteceu com ela? Meu estomago revirava incessantemente me dizendo que eu tinha que descobrir o que é, mas não iria magoa-la para isso. Iria ganhar sua confiança e esperar até que ela me contasse. Algo me dizia que eu não ia gostar nenhum pouco em saber.
Fechei os olhos para sentir melhor o seu cheiro enquanto alisava seus cabelos. A cada dia que se passava eu estava mais convicto de que ela era minha parceira. Seu cheiro se tornava cada vez mais viciante, de forma que eu conseguia distingui-lo a quilômetros, conseguia encontrar essa essência por mais fraca e misturada a outros cheiros que tivesse sem a menor dificuldade. Todos os dias meu desejo de te-la e marca-la também aumentava drasticamente. Me perguntava ate quando iria conseguir me segurar. O desejo de zelar pelo seu bem estar também era crescente. Só queria vê-la sorrindo feliz e alegre e destroçar qualquer um que ousasse tentar tirar aquele sorriso dela.
Era o que eu teria feito a aqueles homens, mas sabia que ela não iria gostar se eu os matasse e nem queria fazer isso na frente dela.
Suspirei. O problema é que não eram só meus instintos e meus desejos que aumentavam. Eu gostava de tudo que ela fazia. Suas bochechas infladas e coradas de vergonha e raiva quando eu fazia algum comentário pervertido ou irritante. O sorriso dela quando fazia alguma coisa que a deixava feliz, seja escrevendo ou cozinhando, não importava. Ela sempre procurava deixar as pessoas ao seu redor confortáveis e felizes, mesmo que por dentro ela estivesse morta.
Eu me sentia vivo e completo ao seu lado. A alguns dias venho percebendo isso e a alguns dias já desisti de lutar contra mim mesmo sobre gostar de sua companhia. E a pergunta que veio a minha cabeça no dia que a encontrei no lago retornou: Você se apaixonaria por mim, Lucy?
Eu sabia o que teria que fazer e não gostava nenhum pouco disso. Teria que falar com Shinuky.
Senti os músculos De Lucy contrair e expandir relaxadamente, seu coração agora batia um pouco mais rápido assim como sua respiração se tornou mais rápida. Ela estava acordando. Continuei imóvel de olhos fechados.
Ela se remexeu um pouco se ajeitando e se livrando da rigidez nos músculos. Senti o peso de sua cabeça sumir. Ela se virou um pouco e apoiou um dos braços no meu peito. Senti uma de suas mãos em meu rosto acariciando. Sua mão subiu ate meus cabelos fazendo um cafuné. Contive o suspiro de prazer.
–Macios...- ouvi ela dizer em um sussurro.
Dei um pequeno sorriso com isso. Depois de algum tempo ela parou e tentou sair delicadamente de meus braços... mas eu não ia deixar. Apertei os braços em sua cintura e a puxei para mim. Ela tentou sair novamente. Nada. Dessa vez tentou com um pouco mais de força. Meus braços enrijeceram a sua volta, os músculos se contraindo com força, mais apenas o suficiente para mante-la ali sem machucar.
Ela bufou irritada.
–Por que infernos os homens tinham que ser mais fortes!- Falou baixinho com certa raiva.
Não consegui me conter. Gargalhei alto e abri os olhos. Ela me olhava surpresa e com raiva.
–Você estava acordado?- seu rosto começou a ficar rubro de vergonha.- D-des de quando?
–Depende...- falei a observando corar mais ainda.- quer dizer que acha o meu cabelo macio?- falei inocente.
Seu rosto ganhou uma coloração de vermelho vivo. Ela ficava ainda mais fofa quando estava envergonhada. Tinha uma vontade enorme de encher seu rosto de beijos.
–N-não. Q-quer dizer, é s-só incomum. V-você tem cabelo espetado e a-ainda assim é macio!- disse corando ainda mais enquanto abaixava a cabeça tentando esconder o rosto com o cabelo.
Comecei a rir ainda mais da sua vergonha ao fazer um elogio. Deveria ter tentado segurar o riso, por que quando fechei os olhos ela jogou um travesseiro no meu rosto.
–Pare de rir dos outros!- falou irritada enquanto pressionava o travesseiro contra o meu rosto.
Segurei sua cintura com força a empurrando e tirando de cima de mim. Ela pegou o travesseiro e começou a joga-lo em mim, me dando varias travesseiradas. Em alguns minutos estávamos em uma animada guerra de travesseiros. Em algum momento ela pulou em cima de mim com o travesseiro me fazendo deitar novamente. Tirei o travesseiro de suas mãos e a virei ficando por cima e segurando seus pulsos.
Era extasiante a sensação de te-la tão próxima dessa maneira. Meus instintos gritaram outra vez implorando para marca-la e beija-la vorazmente.
–Me solta!- mandou autoritária e irritada, com um leve rubor nas bochechas.
–Não quero!- falei apertando um pouco mais os seus pulsos, mas tomando cuidado de não machuca-la.
– Já não basta ter rido não é? Me solta!- falou tentando se soltar.
–Eu não iria rir de um elogio.- disse dando um beijo em sua testa.- Bom dia!- falei a soltando.
Ela se virou para mim e disse ainda vermelha.
–B-bom dia!
–Eu estou com fome – falei mudando de assunto.- O que tem pra comer?
Ela abriu aquele lindo sorriso novamente antes de se levantar.
Povs autora on:
Na guilda:
Tudo estava normal, e até silencioso demais. A razão? O time mais barulhento de todos juntamente com alguns outros membros foram fazer uma missão classe S dessa vez autorizada pelo mestre já que estavam acompanhadas de uma maga classe S: a Titânia. A paz e os inexistentes danos sobre os moveis da guilda nunca foi tão grande. A missão durou alguns meses e isso para o mestre era como uma linda canção.... mas não ia durar muito.
–CHEGAMOS!- Gritou um rosado chutando a porta.
–Oe fogueira, qual parte do não chute a porta você não entendeu?
–O que quer dizer com isso frízer?
–Que você é um idiota Cupcake!
E os dois começara a brigar destruindo cadeiras envolvendo mais pessoas, e acabando com a paz do Mestre. Alguns minutos depois Erza os nocauteou parando a briga para alivio do mestre.
–NATSU-KUNNNNN!- Disse uma albina irritante.
Natsu fechou a cara. Tinha terminado com a albina pouco antes de sair em missão. Ela queria controlar a vida dele incluindo suas amizades. Queria que ele expulsasse Lucy do time e a excluísse da guilda. Tentou fazer isso de varias formas, incluindo embriagá-lo com poções mágicas. Dês de então não aceita nada do que a albina lhe oferece e mantém o Maximo de distancia possível dela.
– O que quer Lissana?- falou irritado.
–Ora Natsu-kun, eu estava com saudades!- disse se aproximando dele.
–Pois eu não estava. Passar bem!- respondeu saindo de perto dela enquanto ela bufava de raiva.
Alguns minutos depois Gray se pronuncia:
–Me sinto culpado por não termos levado a Lucy!
–Rival do amor!- disse Juvia de um canto enquanto observava Gray obsessivamente.
–A missão era contra indicada para magos com o poder dela. Se a levássemos ela poderia se machucar!- disse Erza, embora também se sentisse culpada.
–Falando na Lucy eu vou ir vê-la. Ate mais!- disse o rosado se levantando e aumentando o ódio da albina.
–Você não vai encontra -la Natsu!- Falou o Mestre enquanto bebia sua cerveja.
–O que quer dizer Velhote?- perguntou apressadamente.
–A Lucy saiu para treinar um dia antes de vocês saírem de missão!
–O que? Mais por que?- perguntou o rosado confuso.
–É isso que você ouviu. Ela saiu para treinar, sem previsão de volta. Ela me envia cartas todos os meses. Ela está bem, mas não não sei onde ela esta. Quanto ao por que eu não tenho ideia!
Todos ficaram um pouco surpresos e preocupados. Não sabiam como a loira mais bem humorada e dona do mais lindo sorriso da cidade estava.
–O que aconteceu com ela?- perguntou Erza baixinho.
Ela sabia assim como a baixinha de cabelos azuis que não era do feitio de Lucy sair sem dizer nada a ninguém e ainda mais para ir treinar. Sabiam que tinha algo errado. Notaram o comportamento dela antes dela ir. Ela estava muito, MUITO triste.
–Agora vamos ter que espera-la voltar!- completou o velho bebendo mais um gole de cerveja.
Povs Shinuky on:
Graças ao museu chegamos de tarde na casa da Lucy. Quanta preguiça tem em uma pessoa só? Se bem que... eu não posso falar nada.
Entramos na casa nos fuzilando pelos olhos até encontrarmos uma cena mais interessante. Lucy estava fazendo alguma coisa, uma torta pelo cheiro que estava no ar, e ela e Acnologia discutiam. Mas não era como antes. Discutiam como se estivessem em uma brincadeira. Aparentemente ele queria provar a torta e ela não deixava e o mais impressionante é que ELE OBEDECIA. Ele obedecia a menina de cabelos dourados. Embora ainda discutisse com ela.
Mais o fato era que ele poderia tira-la da frente e provar a torta. Logo depois da discussão ela lhe deu instruções para que ele a ajudasse a cozinhar e ele as seguiu voltando a conversar sobre alguma coisa banal da vida.
–Sou só eu ou você também esta com a sensação de que perdemos algo muito importante que aconteceu ontem?- perguntei sussurrando para Zeref.
–Não, não é só você!
–Então minha próxima pergunta é: O que aconteceu ontem?
–Quando descobrir fique a vontade para me dizer!
–Ok!
Povs Autora on:
As semanas se passaram e Lucy avançava cada dia mais em seu treinamento. Já tinha se acostumado com a presença dos novos amigos. As vezes ria com sigo mesma por um deles ser Zeref. Nada relacionado a sentimentos alem do de amizade, mais era extremamente esquisito e inimaginável o fato dele ter se tornado seu amigo. Afinal se você fosse pensar no “Grande Mago Negro” iria imaginar alguém velho assustador, com um sorriso maligno e que torturava pessoas sem nenhuma razão aparente.
Mais o que realmente vinha a sua cabeça, era Acnologia. Depois do seu pequeno incidente os dois ficaram mais próximos, e ele menos arrogante embora ainda a irritasse, mas de certa forma era divertido. Shinuky e Zeref insistiam em saber o que aconteceu mais nenhum deles se pronunciava.
Do mesmo jeito que ocorreu no dia seguinte aos acontecimentos, ela pedia que ele ficasse com ela durante a noite. Não negava, era uma mulher e ter vivenciado um quase estupro a deixou fragilizada por alguns dias. Mas depois de se recuperar o Dragão dormia em sua cama com a mesma desculpa que Natsu dava antigamente:” Sua cama é melhor Lucy!” ou a mais recente: “Eu não durmo em uma cama boa a décadas e não vejo nenhum problema nisso!” Ela simplesmente já tinha desistido de tentar expulsa-lo a algumas semanas.
Em seu âmago, aquilo nunca a incomodou. Dormir ao seu lado a fazia se sentir segura, segura como se sentia quando estava em sua guilda antigamente, com seus amigos. O comportamento mudado do Dragão também não ajudava. Em sua mente Lucy duvidava que tinha realmente mudado, mais sim lhe mostrado uma parte de si mesmo que sempre ocultou: Um garoto brincalhão e um homem que se preocupava com ela.
O garoto sempre a fazia rir e a apoiava mesmo nos dias que sonhava com os seus acontecimentos passados, ou melhor tinha pesadelos com eles. Ele a fazia feliz e brincava com ela sem a arrogância do ego. Já o homem também a impressionava. As vezes quando acordava a noite chorando pelos pesadelos o acordando junto, ou quando se feria minimamente no treino ele aparecia na forma preocupada. Cuidava dela com o que era necessário e a ajudava de uma forma as vezes exagerada tamanha a preocupação.
Ela também já tinha visto outro lado sem ser quando estava preocupado, embora tenha sido apenas uma vez...
Por infelicidade do destino um belo dia quando foi tomar banho esquecera das roupas no quarto, e como de costume entrara no mesmo, mas como sempre Acnologia estava lá. Ela tinha pedido que se virasse mais como que por instinto, antes que completasse a frase, os olhos do dragão pousaram em si coberta apenas por uma toalha.
Os obres azuis a analisaram completamente e logo em seguida se encontraram com os seus achocolatados. No mesmo instante os olhos azuis tomaram a mesma cor que no dia do incidentes: Um azul marinho maravilhoso que a lembrava dos dias que sua mãe estava viva, mas ao contrario daquele dia ela encontrou outras coisas que ate hoje pensa estar enganada: Desejo, muito desejo, amor, compaixão, carinho e voracidade.
A maga estava tão imersa em admirar a cor tão fascinante que não percebera os atos inconsciente do Dragão. Seus músculos estavam trêmulos e tensos, os punhos cerrados em nos esbranquiçados nos dedos, o maxilar travado com tamanha força que poderia partir aço facilmente. Tudo em uma tentativa quase frustrada de controlar seu desejo e mergulhar nos olhos chocolates e marca-la de vez.
Ele se levantou e sem dizer uma palavra saiu do quarto só retornando meia hora depois.
Lucy também possuía seus desejos escondidos. Ele era extremamente bonito, e tudo que fazia com a sua personalidade oculta ela adorava inegavelmente. Se sentia cada vez mais atraída pelo Dragão, mas se continha com uma ancora em seu caminho. Possuía medo, muito medo de se apaixonar outra vez e acabar como antes: Sozinha e estraçalhada por dentro.
Quem sabe um dia se apaixonasse de novo, dessa vez para sempre...
Povs Acnologia on:
Minha mente estava o mais puro caus. Eu não conseguia pensar em mais nada a não ser Lucy. O pior é que isso era sempre voltado para um aspecto em especial. Minha mente sempre acabava me lembrando de 3 senas: A do lago, a do pijama e a pior de todas a da toalha.
Não sei como não tinha perdido os dedos por falta de circulação de tanto que cerrava os punhos para me conter perto dela. Meus instintos se remoíam cada dia mais dentro de mim, quase chegando a infringir dor física quando não estou perto dela. Assumi para mim mesmo algo que nunca pensei que assumiria em toda minha vida:
Eu Acnologia, o Rei dos Dragões, estou incondicionalmente apaixonado por Lucy Heartphilia.
Apaixonado pelo fato de ela ser uma desastrada, apaixonado pelo modo como ela age, pelo seu temperamento explosivo, por suas bochechas coradas de vergonha, em fim: por absolutamente tudo nela.
Para minha surpresa essas palavras tem um gosto maravilhoso em minha boca, ao contrario do que pensei que seria. Eu tinha encontrado minha parceira. E esse era o problema.
Eu a amava e queria que ela me amasse também. Eu sabia que algo tinha acontecido com ela e queria saber o que é. Algo me dizia que saber o que tinha acontecido era chave para compreende-la e conquista-la.
Meu rosto se retorceu em uma careta ao me lembrar o que teria que fazer para saber disso... Eu teria que falar com Shinuky.
Um arrepio subiu na minha espinha. Eu odiava isso mas se quisesse ter Lucy teria de faze-lo.
Com um suspiro me dirigi a clareira da floresta onde ela estava deitada dormindo. A cutuquei com o pe a fazendo acordar e me sentei ao seu lado esperando a tempestade...
–SEU MALUCO O QUE VOCÊ ESTA PENSANDO AO ME ACORDAR EM?- Perguntou furiosa.
–Preciso da sua ajuda!- falei sem expressões.
–ISSO NÃO QUER DIZER QUE VOCÊ POSSA ME ACORD... Pera ai, o que?
–O que você ouviu: Preciso de ajuda!- falei outra vez a contra gosto.
–E o que o famoso rei dos Dragões quer com uma humilde pessoa como eu?- falou em um tom irônico.
–Pare de zoar ta legal?!- falei irritado. Aquilo não era nenhum pouco fácil para mim.- Preciso que me diga o que aconteceu com a Lucy antes de ela vir para cá!
Ela me olhou desconfiada.
–Por que faria isso?
Essa era a parte que eu menos gostava. Óbvio que ela não iria me dizer sem saber o por que de eu lhe pedir isso. Não iria ser nada fácil falar que eu a amo incondicionalmente, quero conquista-la e que tenho um desejo quase incontrolável de...
Uma enorme quantidade de sangue subiu para minhas bochechas.
–Por que ela é minha parceira!- resumi virando o rosto e falando rapidamente.
Shinuky piscou algumas vezes absorvendo a informação antes de cair na gargalhada.
–Finalmente.- falou limpando as lagrimas de tanto rir.- Como descobriu isso? Pelo fato de adorar tudo que ela faz? Por ela te dobrar facilmente? Ou será que foi pelo desejo incontrolável de marca-la?
Meu rosto só faltava entrar em chamas.
–CALE A BOCA!
–Tudo bem, tudo bem. Foi mal. Mas eu não posso te contar o que aconteceu com ela!
Eu a olhei comum pouco de raiva e sem entender.
–Entenda, -falou ela.- o que aconteceu com ela não é algo que eu possa lhe contar abertamente. É algo um pouco mais complicado.- falou para logo depois abrir um sorriso e bagunçar meu cabelo.- No dia que ela te contar o que aconteceu vai demonstrar que ela confia inteiramente em você, e quando isso acontecer vai ficar mais fácil para você conquista-la. Não é isso que você queria?
Balancei a cabeça positivamente olhando para o outro lado. Odiava quando aquela maldita descobria o que queríamos.
–Lucy esta indo para o mercado na cidade agora. Acho que ela vai precisar de ajuda!- falou enquanto voltava a dormir.
Abri um pequeno sorriso saindo da clareira.
“Fale o que quiser de mim, mas tenha a decência de olhar nos meus olhos enquanto fala e tenha a coragem para ouvir minha resposta!”
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