A Arte do Caos

2 Capitulo 2: Quero te conhecer...


Notas iniciais
OIIIIIIIIIIII Quis colocar mais um p vcs XD Bjs Boa leitura!

Lucy povs on:

Acordei em um estado deplorável. Meu cabelo parecia ter levado um choque, meus olhos estavam vermelhos e levemente inchados. Minha roupa e, de certa forma, meu rosto estavam amassados. Tomei um banho para me livrar de parte dos efeitos colaterais do meu sofrimento. Coloquei uma roupa leve e mais flexível para treinar, uma calça leggin (N/A: é assim mesmo?) e uma blusa azul colada.Passei pela cozinha, mas não queria comer nada, nem poderia afinal tinha me esquecido de comprar comida.Meu estomago protestou mais eu o ignorei. Peguei minhas chaves e fui para fora em direção ao lago para treinar.

Soltei um suspiro. Até quando eu sofreria em?...

Quando me aproximei reparei em uma coisa que não tinha notado: Uma montanha de pedras pretas e azuis... estranho. Não me lembro de ter visto ela ontem. Se bem que eu estava tão cansada que nem devo ter notado...

Comecei a subir a pequena montanha.Ela era bonita com o contraste de cores.Nunca pensei que azul e preto combinariam. Com certeza teria uma ótima vista de lá. Eu tinha razão. A vista era incrível. Quando olhei melhor para a montanha vi uma coisa estranha. Algo que parecia uma cabeça. Desci de lá e dei a volta para ver melhor.

Quando cheguei em baixo e constatei o que vi meu corpo gelou. Eu tinha razão. Não tinha montanha nenhuma aqui. A coisa que eu tinha escalado era o rei dos Dragões: Acnologia.

Ele estava dormindo serenamente. Desse jeito ele poderia ser considerado fofo e bonitinho... O QUEEE?? Vamos Lucy contenha-se. Ele quase te matou. Vamos lá sem movimentos bruscos. Um passo de cada vez . Dei uns três passos para traz devagar e silenciosamente, quando de repente...

CREK*

Eu pisei em um galho o partindo ao meio. Ele abriu os olhos. Ai já era... Entrei em pânico e comecei a correr desesperadamente pela floresta berrando aos sete ventos.

–SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!- Cadê uma Erza destrutiva quando precisa?

Garras apareceram a minha volta e depois se fecharam agarrando o meu corpo. Não me esmagou, apenas usou a força necessária para me pegar. Ele me ergueu e me puxou ate eu ficar de frente com o seu rosto.

–SOCORRO!-Gritei mais uma vez.

–PARE DE GRITAR!- Brandiu ele.- Já não basta ter me acordado você tem que me deixar surdo garota? Sabia que dragões tem uma audição sensível?Acho que não NE? Loirinha peituda...

Loirinha peituda? Três veias apareceram na minha testa.

–Não me chame de loirinha peituda seu mau humorado. Me nome é L-U-C-Y. E sim eu sei que dragões tem audição sensível. Agora da para me colocar no chão?

Ele me colocou no chão. Eu poderia sair correndo pela floresta outra vez, mas acabaria tendo o mesmo resultado. Se ele quiser me matar então que seja. Pelo menos dará fim ao meu sofrimento.

–Você é irritante sabia?- ele me olhou enquanto eu sentava e depois completou.- Não vai tentar fugir ?

–De que vai adiantar? Você me encontraria e me pegaria de todo jeito!

–Garota esperta. Assim me poupa trabalho!

–Pelo menos me chame pelo meu nome.- bufei.- Quando quiser me matar me avise. Eu vou treinar enquanto isso!

Me levantei de maneira brusca e quando fui andar uma forte tontura misturada com vertigem me fez cair... Droga. A quanto tempo não como mesmo?

Depois disso tudo ficou escuro.

Povs Acnologia on.

Quando Lucy se levantou bruscamente eu percebi que algo estava errado. Ela parecia estar mais pálida que uma pessoa em seu estado normal. Eu estava certo. Ela desmaiou, e antes que seu corpo caísse eu a apoiei com a pata. Que droga, o que diabos essa menina tem?

Me transformei ficando em minha forma humana para analisa-la melhor. Coloquei a mão em sua testa. Ela estava gelada, e extremamente pálida. Seu corpo está mais magro do que realmente deveria e seus lábios estavam meio rachados.

–Que coisa. A quanto tempo você não come em?-Perguntei para mim mesmo.

A peguei em estilo noiva e a carreguei para debaixo de uma arvore e me sentei ao seu lado. Agora tudo que eu poderia fazer era espera-la acordar e força-la a comer alguma coisa quando acordasse. Suspirei. Por que me importo com ela?

Comecei a observa-la. Ela tinha um corpo formidável devo admitir. Todas as curvas em seus devidos lugares. Apesar dela ter me xingado por eu ter chamado ela de peituda, isso não era uma mentira. Eles estavam entre os maiores peitos que eu já vi. Seu rosto era angelical, e se encaixava muito bem com os cabelos cor de ouro. Seus olhos achocolatados eram hipnotizantes. Pareciam repletos de alegria, amor e compreensão. Mas se você olhasse no fundo deles, você veria apenas tristeza.

Essa tristeza transbordava por seus olhos, era perceptível.Eles ainda estavam levemente inchados e avermelhados. Por causa da minha visão aguçada, eu conseguia ver algumas marcas leves causadas pelas lagrimas. Meu olfato também denunciava o cheiro fraco das lagrimas, levemente mesclado ao seu cheiro. Era possível ver também algumas escoriações leves e arroxeados por algumas partes descobertas de seu corpo.

Franzi o cenho. Pela marca em sua mão ela era uma maga, provavelmente as ganhou em alguma missão difícil ou, como era desastrada, deve ter caído. Algo em meu intimo me dizia que não era isso.

Eu não deveria estar assim. Eu não deveria me sentir incomodado pelo estado atual de uma humana qualquer. De alguma forma ela me atraia. Eu não estou com paciência para decidir o certo ou o errado agora.

Uma brisa passou por nós, trazendo o doce cheiro que ela exalava. Recostei a cabeça na arvore fechando os olhos me deixando ser massacrado pelo vicio do seu cheiro...Sim era viciante. Devia ser ainda melhor e mais viciante se ela estivesse “normal”, sem aquele repugnante cheiro salgado de suas lagrimas...

Lucy povs on:

Acordei ainda me sentindo um pouco fraca. Eu realmente precisava comer. Quando abri meus olhos me deparei com um garoto com aparência de dezessete ou dezoito anos, seus cabelos eram espetados como os de Natsu, porem eram negros com as pontas azuis. Seu corpo era de dar inveja a qualquer um dos “Trimens”. Ele tinha os músculos e traços em seus devidos lugares. Ele usava uma calça de algodão preta com algumas rajadas também azuis e um colete completamente negro, que deixava a barriga definida a mostra. Ele olhava para mim com os olhos levemente mais escuros que o azul em seus cabelos, e sua pupila era parecida com a de um felino.

Os olhos me fizeram assimilar quem era. Mas ainda não tinha certeza.

–Acnologia?!- perguntei receosa.

–Não. O papai Noel. Não está vendo a barba?- falou ele com ironia.

–Não precisa ser grosso.Eu nunca te vi em forma humana!- falei indignada.

–Que seja.-Falou irritado e depois me olhou sério.- A quanto tempo você não come?

Essa pergunta me caiu com um beque de memórias. Não exatamente pelo tempo que fiquei sem comer mas pela causa. Segurei as lagrimas.

–Eu não sei!- respondi fria e curta, me levantando e indo em direção a uma macieira perto do lago.

Peguei uma maça que estava ao meu alcance, e me sentei recostada no tronco começando a come-la. Quando comecei a mastigar a fruta doce, meu estomago queimou, em forma de protesto do meu corpo, que aguardava o tão esperado alimento. Teria que adiar o inicio do treino por algumas horas. Tinha que comprar comida, e se continuasse assim nem conseguiria ficar em pé.

Quando reparei Acnologia me fitava analisando cada ação minha.

–Você não vai me deixar em paz não é?

Ele deu de ombros.

–Não to afim!

Suspirei pela bilionésima vez na semana.Peguei mais uma maça e fui para a casa.

–Onde você vai?

–Pegar dinheiro. Os armários da cozinha não vão se encher sozinhos!

Povs Acnologia on:

Estávamos indo em direção a cidade. Bom, correção, eu estava seguindo ela em direção a cidade. Ela andava na minha frente em silêncio e as vezes olhava para traz para ver se eu ainda permanecia em seu encalço.

–Até quando, e porque, vai me seguir?

–Ate quando depende de ate onde você quer ir. E quanto ao por que, é simples: Não tenho nada para fazer!- Falei sem expressões.

Essa era uma desculpa tremendamente esfarrapada; mas era perfeita. Eu a seguia por que tinha receio que ela desmaiasse novamente, alem do mais queria saber os motivos de eu estar me preocupando tanto com essa garota. Passar o tempo ao lado dela seria um bom começo. Alem de ser confortável. Mesmo que não falássemos muito ela não tinha medo de mim nos olhos como as pessoas tem, alem de eu poder sentir seu cheiro embriagante...

Balancei a cabeça. Isso esta se tornando viciante e extremamente perigoso. Quando chegamos a cidade fomos para o mercado. Lucy começou a comprar um monte de coisas necessárias para ficar um bom tempo sem voltar lá. Eu estava entediado de andar de um lado para o outro atrás de dela que parava em todas as lojas para comprar alguma comida. Um cheiro muito bom de doces preencheu minhas narinas.

Me virei para a direção do cheiro e vi uma loja que vendia todos os tipos de doces e chocolates. Vendiam também algumas frutas para fazer tortas. Entrei na loja sendo seguido por Lucy.

Eu estava maravilhado com a quantidade de doces que tinha na loja. Não sabia dizer qual deles tinha o cheiro melhor. Fui ate uma parte onde tinha bombons e um deles me chamou a atenção. Peguei um das amostras grátis e mordi. Era muito bom; tinha recheio de creme.

–Oe Lucy, esse bombom é muito bom!- falei sorrindo.

Ela soltou uma risadinha pequena e sorriu.

–O que é engraçado?- perguntei com raiva.

–Você parece uma criança que comeu chocolate pela primeira vez!- disse rindo mais um pouco.

Não consegui evitar que minhas bochechas corassem levemente. Ela se dirigiu a uma atendente e disse:

–Com licença, eu gostaria de levar duas barras de chocolate ao leite, alguns daqueles bombons de licor e uma caixa daqueles bombons de creme ali.- disse olhando para mim e sorrindo. – Ah eu também quero uma caixinha de Blueberry!

A atendente entregou tudo o que ela pediu. Lucy pagou, e saímos da loja.

–Toma!- disse ela me entregando uma caixinha com a tampa prendida por um elástico.

–Por que esta me dando isso?

Ela deu de ombros.

–Você gostou deles, alem de não ter me matado nem me irritado até agora.- depois ela colocou a mão no queixo pensando.- Agora só falta ir na peixaria!

Andamos um pouco mais até chegarmos a um outro mercado voltado para frutos do mar. Eu não gostava muito do cheiro daquele lugar,mas não ia deixa-la sozinha. Ela se aproximou de uma bancada cheia de diversos tipos de peixes em cima da mesa. Ela colocou as outras sacolas no chão e foi atendida por um senhor. Ela fez os pedidos e ele foi para uma porta atrás do balcão para pegar os peixes. Enquanto isso eu devorava os chocolates. Eram muito bons.

–Não os devore todos de uma vez. Eu lhe dei uma caixa para durar e não para você fazer de almoço!

–Mais eles são muito bons!- falei arqueando a sobrancelha.

Alguns segundos depois um garoto apareceu com uma sacola marrom.

–Com licença moça, aqui estão seus pedidos. São 1000j!- o garoto colocou a sacola na mesa onde não tinha peixes e olhou para Lucy.

Seus olhos a percorreram minuciosamente. Isso me incomodou mais eu não fiz nada.

–Aqui esta!- disse entregando o dinheiro para ele.- Obrigada!

O menino se afastou mais continuou olhando ela de canto, enquanto Lucy tentava pegar todas as compras que tinha feito de uma só vez. Suspirei. Eu queria sair logo dali. Peguei as sacola que estavam no chão com facilidade, deixando Lucy apenas com os peixes. Pra mim elas não eram pesadas.

–Vamos logo. Aqui fede!- falei andando em direção a saída.

– Oe me espera.- falou ela se aproximando de mim.- Obrigada!

–-----------------------------------QUEBRA TEMPO--------------------------------------

Já tínhamos chegado na casa dela, era quase meio dia. Meu estomago protestava enquanto ela estava na cozinha fazendo alguma coisa. Ela não tinha me deixado comer mais chocolates falando que eles eram para durar e que era hora de almoçar e não se empanturrar de doces. Credo, ela parecia uma mãe.

Mas de certa forma a espera era boa. Eu estava deitado no sofá da sala, que tinha vista para cozinha, que era aberta; só tinha um pequeno balcão como divisória, observando ela fazer alguma coisa que tinha um cheiro muito bom.

Ela colocou dos pratos na pequena mesa da sala, juntamente com outros utensílios.

–Vem logo!- disse ela trazendo um suco de laranja e voltando para a cozinha.

Me levantei do sofá e me sentei na mesa, observando-a colocar a comida. Ela colocou uma panela com Yakisoba e um peixe assado. Me servi e comecei a devorar a comida. Lucy era uma ótima cozinheira. Estava uma delicia.

–Ore, ore... qual é o problema com vocês em?- disse ela sussurrando mais para si mesma.

–O que quer dizer?- perguntei.

– Vocês comem por um batalhão inteiro!

Parei de comer um pouco e olhei para ela.

–Vocês?

–É. Natsu, Gajeel e os outros sempre invadem meu apartamento e devoram tudo!

Ahhhhh os filhos de Igneel e Metalicana. Dei de ombros, e voltei a comer. Quando terminamos (N/A: vulgo, Acnologia comeu tudo.) eu me sentei no sofá enquanto ela lavava a louça. Passei a tarde dormindo no sofá ou a irritando enquanto ela lia alguns livros. Quando já era noite disse:

–Eu vou tomar banho. Ve se não faz igual ao Natsu e tenta não destruir tudo. Ou então vá embora!

–Você não ia tomar banho?- falei irritado.

Como ousa me comparar com Igneel? Eu não explodo tudo como ele faz...ou será que sim? AHHH Esquece.Ouvi o chuveiro ser ligado. Sem ela para irritar eu começava a ficar entediado. Bufei e me levantei do sofá e indo para o andar de cima. Entrei em seu quarto observando as coisas dela. Era bem organizada. Em cima de uma pequena mesa do quarto se encontravam algumas folhas. Fui até la e peguei elas em minhas mãos. A caligrafia impecável com certeza era dela. Então ela escrevia romances?

Me sentei na cama encostando na cabeceira e comecei a ler. Eu odiava ler mas a história era bem interessante e também muito bem escrita. Ela fugia os padrões comuns de princesinhas indefesas e príncipes encantados que nunca viram a mulher na vida e já saem beijando ela. Já ouvi histórias que a criatura beijou uma mulher em um caixão. Deve ser super normal encontrar uma pessoa no meio de uma floresta em um caixão e beija-la. Depois eu que sou maluco.

Após um tempo lendo, novamente, senti um cheiro desagradável de lagrimas. Coloquei os papeis em cima do criado e olhei para a porta do banheiro. Eu conseguia ouvir os soluços sôfregos que ela tentava segurar. Exatamente como ontem a noite. Meu coração se comprimiu de uma forma dolorosa. A pergunta que tinha me assolado na noite anterior retornou a minha mente: O que diabos aconteceu com ela? O que teria acontecido para fazer uma pessoa, ligeiramente irritante e desaforada, mas principalmente gentil e frágil chorar tanto?

Me deitei novamente na cama. Eu não tinha ideia do que fazer. De alguma forma ela me trazia paz e calmaria. Me fazia sentir bem e confortável, mas toda vez que ela chorava isso ia embora. Suspirei e adormeci novamente, pensando nas possibilidades do que teria acontecido...

Lucy Povs on:

Entrei no banho, me despi e entrei embaixo do chuveiro. Como era bom sentir a água passando por meu corpo. Me dava uma sensação de leveza. Hoje não foi um dia tão ruim. Acnologia não é uma má companhia, a não ser quando as vezes dava uma de pervertido ou, como na maioria das vezes, começava a reclamar. Tenho que admitir, ele em forma humana é lindo.

Por mais que me repreenda desses pensamentos, isso era um fato inegável. Seu sorriso também era algo admirável. Parecia uma criança. Isso me lembrava o Natsu... Por mais que minha escolha de vir para cá fosse correta, ela não era a mais fácil. Eu sofria menos sem vê-lo com Lissana é obvio, mais eu sentia falta dele e dos meus amigos. Eu queria estar com eles. Queria que eu nunca tivesse amado o Natsu, queria estar junto da minha família...

Desabei em lagrimas novamente. Coloquei para fora tudo o que eu sentia. Após alguns minutos de lamurias sai do banho. Coloquei um pijama qualquer e abri a porta. Quando olho para a cama encontro Acnologia deitado nela, e os meus romances no criado. Que coisa será que eu não vou conseguir me livrar desses folgados nem aqui?

Bufei o ignorando. A cama era bem grande, assim não correria muitos riscos. Cheguei perto dele. Ele era mais bonitinho e parecia inofensivo dormindo... mais só parecia. Me deitei ao seu lado adormecendo pesadamente.

“A questão não é se há vida após há morte. A questão e se você viveu antes de morrer!”

Notas finais
E então? XD Bjs