A Arte do Amor e da Dor

4 Capítulo 4: Coincidência Agradável


Notas iniciais
Olá pessoal! Mais de um mês sem postar... Eu sei que fui negligente, mas esse mês eu tive que fazer um trabalho que fez transbordar meu copo de paciência. Pelo menos esse foi o último grande trabalho na universidade desse semestre então vou poder escrever em paz até as férias. Prometo não demorar tanto daqui para a frente a não ser por um motivo muito sério. Este capítulo está curto porque é um prelúdio para o próximo que será um pouco maior. Mas cumprindo o que prometi e esperando que isso amenize a demora aí estão minhas três fanfics atualizadas de uma vez só. Boa leitura!

Um mês de trabalho havia se passado e, naquela semana, era o dia de folga do desenhista. Os dias de folga dele eram alternados, ou seja, caíam em dias diferentes da semana e naquela semana caiu em uma quinta-feira. Gaara estava em casa e não tinha nada para fazer. Todos que o conheciam sabiam que ele não tinha muitos itens de diversão em casa, sua vida foi apenas estudar e desenhar. Voltando da cozinha com uma lata de refrigerante na mão, ele ligou a televisão no jornal local.

A notícia em destaque era a da tensão que o país estava em tensão com seu único vizinho e que um conflito armado era esperado para os próximos meses. Ele se preocupou com tal notícia, pois ele era reservista do exército e não queria participar de algo assim, mas assistiu a notícia até o fim e depois saiu de casa. Iria procurar algo interessante lá fora.

XXXXX

Aquele mês para Ino foi muito especial. Sua carreira estava crescendo de uma forma incrível e a sessão de fotos (a que foi comentada capítulo passado) fora a melhor que ela já fez e isso incluiu um convite para uma mini-série. Ela estava muito feliz e, seguindo pelo corredor já tão conhecido da empresa do pai, adentrou a sala dele.

– Oi pai!!

– Oi filha. Está feliz hoje.

– Muito! Olha só! – mostrou o convite feito pela produtora da série.

– Meus parabéns minha princesa. – Naruto estava realmente feliz. – Sei que é o seu sonho.

– E é mesmo. Vou contar pro Gaara!

Ino havia se tornado uma grande amiga do desenhista após descobrir que ele a havia retratado. A loira gostava de conversar com ele porque ele não a via como uma patricinha rica metida a atriz como tantos que ela conhecia, mas via como ela realmente era. Também a encantava o fato dele conversar sobre praticamente qualquer assunto seja de política, economia, religião, arte, jogos de cartas e virtuais, livros e outras coisas em geral. Ela também viu que ninguém o conheceu tanto quanto ela e isso a deixava contente por ser a primeira a explorar esse seu lado. Ela já saía correndo da sala até ser parada por seu pai.

– Espera Ino!

– O que foi? – ela virou-se para ele.

– Ele não veio trabalhar hoje. É o dia de folga dele.

Ela soltou um suspiro.

– Que pena... Queria tanto contar logo a ele...

Naruto viu algo na filha que sempre quis ver. Resolveu ajudá-la.

– Eu tenho o endereço dele Ino. Se quiser eu posso te passar...

– Huumm... Meu pai me dando o endereço de um homem que mora sozinho? Confia tanto assim nele? – ironizou a loira.

– Tenho plena confiança nele. – decretou Naruto surpreendendo a loira – Sei que ele não vai fazer nada errado com você.

– Posso saber o motivo de tanta confiança?

– Você vai saber Ino... Só que não serei eu a contar...

Aquele olhar misterioso do pai a estava deixando confusa.

– Então? Quer o endereço?

Ela pensou e decidiu:

– Quero!

XXXXX

Gaara estava andando pela praça. Ele havia passado em uma loja e comprado um bom relógio que agora estava em seu pulso esquerdo e tinha um saco de pipoca em mãos. Sim, ele gostava de comer bugigangas vendidas na rua, afinal ele sempre foi pobre e muitas vezes recorreu aos velhos amigos vendedores de comida para enganar o estômago em sua época de estudante. Ele era amigo de todos eles agora e conversaram animadamente sobre aquela época. Quando ele foi embora viu uma pessoa vindo em direção contrária e esbarrar nele. Metade das pipocas foram ao chão e quando ele levantou o olhar viu dois olhos azuis o mirando.

– Ino?

– Oi Gaara.

– O que faz aqui?

– Eu ia para a sua casa e... te encontrei aqui.

– Ia para a minha casa? Algum problema lá na empresa? Se for preciso eu posso voltar lá agora e...

– Não, não. – interrompeu a loira – Não foi nada lá. É que eu queria conversar e meu pai me disse que você estava de folga, mas me passou seu endereço. Então eu estava indo para lá.

– Ah sim. Agora entendi.

– Estou incomodando?

– De forma alguma.

– Ah... Desculpe pelas pipocas.

– Não se preocupe, eu compro mais, e ainda compro um saquinho para você também.

Ela sorriu e o acompanhou. Quando compraram as pipocas Gaara teve uma idéia.

– Escuta Ino.

– O que foi? – ela respondeu ainda mastigando.

Ele tirou um pedacinho de pipoca do canto da boca da garota o que a deixou com as bochechas rosadas, mas sorrindo.

– Já que estamos aqui comendo pipoca e na minha folga, quer me fazer companhia hoje?

– Está me chamando para sair ruivo? – ela sorriu travessa.

– Com certeza. – devolveu o sorriso – Aí você aproveita e me conta o que queria me dizer.

Ela fingiu pensar um pouco e respondeu:

– Eu aceito, mas tem que me levar no cinema. Eu adoro cinema.

– Tudo bem loira maluca. Vamos lá.

Ela enlaçou seu braço no dele e saíram da praça. Aquele seria o primeiro encontro deles e a chance que eles tinham de ficarem juntos fora da empresa. A verdade era que ela sempre ia até a sala dele para conversar e matar o tempo e com isso acabaram por se conhecer muito bem. Se aquela amizade evoluiria ou não ninguém sabia, mas quem estava ao redor via que havia algo diferente entre os dois. Só restava saber se os dois também viam isso.