Notas iniciais
Heey! Demorei um pouquinho, mas aí vai!

- Muito bom. — elogiou Will, quando chegaram À clareira. — Você realmente sabe se mover sem ser vista!

- Eu pratiquei muito. — era desnecessário dar detalhes sobre o porquê Christine precisava andar sem ser notada.

- Tenho certeza que sim. Agora, preste bastante atenção. Esse é a lição principal: Como usar o arco.

Ele entregou-lhe a arma com as pontas viradas para fora.

- Você vai usar um arco recurvo, pois ainda não tem a força necessária para usar o longo.

Ela perguntou:

- Posso experimentá-lo?

Comemorando internamente, o arqueiro deu de ombros.

- Se acha que é uma boa ideia.

Dois segundos depois, a menina soltou um berro agudo de dor. A corda pesada batera ns parte interna de seu braço, e agora a aprendiz saia pulando por aí, com os cachos vermelhos curtos pulando ao seu redor e os olhos verdes apertados de dor.

Will suspirou, fingindo sofrimento e balançando a cabeça.

- Chris, Chris. Isso foi para você aprender a não ser apressada. Da próxima vez, aguarde minhas intruções, sim? — não se conteve e sorriu. — Eu sei, dói demais! Agora, coloque isto no seu braço esquerdo — ele entregou-lhe um punho comprido de couro. -, e tente de novo.

Ela escolheu outra flecha, mas o arqueiro a fez parar.

- Não. Deixe a flecha apoiada entre o primeiro e segundo dedos na corda. — ele posicionou-a. — Use os músculos das costas, não só dos braços. Tente deixar suas omoplatas juntas. Assim está melhor. Agora, sim, pode tentar.

Christine soltou a flecha, mas ainda assim não conseguiu atingir seu alvo, que era uma árvore próxima.

- Você precisa de treino. — seu mentor disse. — Agora, as facas. Esta — ele a mostrou. — é uma faca de atirar. A largura dela compensa o do cabo e a junção dos dois faz com que ela chegue no alvo. Olhe só.

Ele pegou sua própria faca e atirou-a numa árvore próxima.

- Só um conselho: Não tente usar essa ainda. — comentou, divertido. — Essa aqui é para o caso de o inimigo chegar perto demais. Se você for um arqueiro, é muito difícil, mas não é impossível. Serve para ser atirada,mas também pode bloquear o ataque de uma espada. Sugiro que pratique muito antes de usar. Vamos treinar um pouco.

Depois de horas de treino, Will finalmente deu ordem para que a aprendiz parasse.

- Venha. — e começou a seguir uma trilha pela floresta. A menina o seguiu.

- Para onde estamos indo?

- Apenas me obedeça, está certo? Ainda sou seu mentor. — ele ainda estava zangado pela noite anterior.

- Que tipo de mentor tenta matar sua aprendiz?

Não obteve resposta.

* * *

Andaram por uma hora antes de chegarem a um amontoado de casas. Seguiram para a maior de todas.

- Alô! Alguém em casa? — o arqueiro chamou. — Velho Bob!

Um velho de barba branca amdou na direção dos dois.

- Boa tarde, William!

- Quantas vezes vou ter que dizer que meu nome é Will?

- Eu sei, arqueiro, estou brincando! Quem é essa linda jovem?

- É Christine, minha nova aprendiz. Chris, esse é o Velho Bob.

- Boa tarde, senhor. — ela cumprimentou educadamente.

- Senhor! Ouviu, arqueiro, boa eduação não é exclusividade sua!

O arqueiro resmungou qualquer coisa e perguntou:

— E aí, onde estão eles?

Eles os levou até o fundo da cabana, onde havia um cercado com o portão aberto. Na outra extremidade, havia um abrigo coberto por um telhado sustentado com quatro postes. Velho Bob deu um assobio agudo e dois cavalos desgrenhados trotaram até ele, um castanho e outro branco. O castanho, um pouco maior que o outro, caminhou até Will, que deu-lhe uma maçã e afagou sua cabeça.

- Ela se chama Penélope. — apresentou Velho Bob, entregando a rédea do pônei branco à menina. — Perfeita para você!

A égua olhou com curiosidade para a nova dona, que afagou sua cabeça.

- O que achou dela? — perguntou seu mentor. Christine sorriu.

- Ela é muito fofa!

- Solte-a e veja se consegue pegá-la.

A garota obedeceu. Não mais de cinco minutos se passaram antes que ela pecebesse que nao adiantaria de nada correr atrás de Penélope. Então, ela foi até o cesto de maçãs, pegou uma e ofereceu-lhe. A égua trotou dócilmente para pegá-la.

A aprendiz virou-se para avaliar a reação dos dois homens e não pode deixar de sorrir. Velho Bob se torcia de rir. Will estava boquiaberto, com expressão de quem havia levado um soco. Esperava que a aprendiz ficasse correndo em círculos atrás do animal até desistir. Não imaginava que iria ter a mesma ideia que ele quando aprendiz. Ele fechou a boca e tornou a abri-la, como se estivesse sem palavras. Finalmente, conseguiu emitir um som.

- Bom trabalho. — balbuciou. — Muito inteligente.

- Haha, essa menina vai longe! — berrou o velho. — Viu só, Will? Educada, inteligente e bonita. Ela vai ser uma arqueira bem melhor que você!

O arqueiro olhou para o sol que estava se pondo.

- Se não se importa, vamos passar a noite aqui, Bob.

- Claro, claro! Vou gostar de companhia.

* * *

Como a cabana só tinha dois aposentos, Christine iria dormir no celeiro, mas Velho Bob se opôs.

- Que espécie de eduação é essa, arqueiro? Vai deixar uma dama dormir no chão, junto com os cavalos?

- Ela não é uma dama. — resmungou Will. — É minha aprendiz.

- Continua sendo uma menina! Seja cavalheiro, Halt não lhe ensinou bons modos?

- Pfffff. Halt. Me ensinar bons modos? Ha!

- Vamos lá, arqueiro. Tenha dó!

- Sinto muito, mas só há dois aposentos aqui. Um de nós vai ter que dormir no celeiro, e não será você, Bob.

O velho e a jovem olharam para ele sugestivamente. O arqueiro finalmente entendeu.

- QUÊ? Ah, não!

- Se fosse aquela jovem mensageira você cederia a cama...

Christine achou que sabia quem era a jovem e resistiu ao impulso de dizer que não, ele não cederia. Mas isso não significava que a mensageira iria dormir no celeiro.

Will olhou de um para outro, furioso.

- Está certo! — exclamou,atirando as mãos para cima num gesto de frustração. — Eu vou dormir no maldito celeiro!

Ao sair, eles o ouviram resmungar algo sobre como aprendizes só traziam aborrecimentos e problemas.

Notas finais
Eu sei que malicio um pouco demais com o Will e a Alyss,mas a CHristine é assim mesmo, ué!