A Aprendiz
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Heey, cupcakes! Eu disse que achava que saía no fim de semana ^^
- E então, Jenny, como vão as coisas? — perguntou Horace, tomando um gole de sua xícara de café.
- Ah, vão bem — a moça respondeu. Eles estavam sentados na varanda da casa de Halt; Jenny tinha ouvido falar que estavam na cidade e resolvera levar alguma coisa do restaurante para eles. — As mesmas coisas de sempre. Você sabe, a vida de uma cozinheira não é nem de longe tão excitante quanto a de um guerreiro ou de um arqueiro... — ela sorriu. — Nem tão perigosa, creio eu.
- Não estou certo quanto a isso — brincou Gilan. — Homens bêbados podem ser mais perigosos que bandidos. Principalmente para jovens moças indefesas como...
Mas ela o interrompeu com uma risada alta.
- Quanto a isso, não se preocupe. É para isso que tenho uma colher de pau.
- Se você tiver aprendido os métodos do mestre Chubb — comentou Will, sorrindo. -, tenho pena de quem mexer com você.
Todos riram, menos Jack, que não estava prestando lá muita atenção e, além disso, não tinha ideia de quem poderia ser mestre Chubb. O garoto estava pensando nos sonhos que tivera na noite anterior — quase todos pesadelos sobre Christine, piorados pela febre.
Ninguém parecia estar notando sua distração, mas Will estava apenas fingindo não notar, pois concluíra que não adiantaria de nada tentar animá-lo. Além disso, caso o deixassem se concentrar completamente no problema, talvez o aprendiz tivesse uma ideia que jogasse alguma luz sobre o problema.
E ele tinha certeza de que, mais cedo ou mais tarde isso ocorreria. Até lá, porém, poderia ser tarde demais.
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- Então Christine e Alyss foram sequestradas também? — perguntou Jenny, perplexa. Tinha acabado de comentar sobre os desaparecimentos, fazendo com que o assunto surgisse.
- Foram. — respondeu Will, entrelaçando as mãos. — Estamos tentando pensar em um jeito de resgatá-las, mas não sabemos onde estão...
- Não sabemos nem se ainda estão vivas — emendou Gilan, sombrio. Todos o olharam, um pouco horrorizados com o comentário. Ele deu de ombros. — Bem, não sabemos, não é? Não sabemos o que fazem com as garotas lá. Gosto disso tanto quanto vocês, mas temos que considerar essa possibilidade.
- Elas estão vivas. — disse Jack baixinho. — Têm que estar.
- Eu também quero acreditar que estão — replicou seu mentor. — E é por isso que temos que pensar logo em um plano.
- Que, de preferência, não envolva ficar sentado esperado — acrescentou Horace. — Não sou bom nisso.
- Não se preocupe, Horace. Acho que nosso plano vai ter bastante ação.
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Dois dias depois de Christine ser descoberta, uma garota foi levada. Eles apareceram pela manhã e a arrastaram, aos berros, para fora do confinamento.
Peter observou, horrorizado, enquanto a levavam, e perguntou-se se teria sido assim que acontecera com Amanda. Pensou que, provavelmente, sua namorada não tinha gritado e esperneado como aquela garota. E perguntou-se se ela estava morta.
Então outra coisa lhe ocorreu.
- Ei, Alyss — chamou. — Há quanto tempo você está aqui?
- Hum... — a mensageira inclinou a cabeça e fez as contas mentalmente. — Cerca de uma semana. Por quê?
- Aquela garota... Já estava aqui quando você chegou?
- Já...
- Você sabe quanto tempo ela passou aqui?
- Não. — Alyss franziu as sobrancelhas. — No que você está pensando?
- Bem... E se eles nos deixam aqui por um determinado e depois nos levam?
Alyss finalmente compreendeu.
- Talvez você esteja certo.
Notas finais
Boa noite, cupcakes!
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