A Aposta Virgem
2 o primeiro olhar
É o primeiro dia de aulas do 2º período e depois daquele incidente na rádio da escola, Laura já não foi a mesma.
– Mãe onde está o meu telemóvel?
– Está aqui na sala – Disse a mãe de Laura.
– Fogo! Não queria nada ir para as aulas – pensou Laura.
Pegou no telemóvel e olhou fixamente para ele – Porquê? Por causa daquele incidente, fiquei sem amigas – Disse quando olhou para o relógio – Será que se podia chamar aquilo de “amigas” – Disse desiludida.
Naquela escola era como se fosse um a fábrica de pessoas superficiais, ele só queriam saber da imagem.
Se a reputação de alguém estava “manchada”, “manchada” ficava até sair de lá.
No caso de Laura, por ela ser virgem. Muitos alunos achavam que conseguiam ter a certeza se o boato era verdadeiro.
Logo depois do incidente, Laura tentou convencer os seus pais para que ela mudasse de escola mas foi tudo em vão, pois para eles aquela escola é a melhor.
Tudo era a imagem e mais nada importava.
– Laura! Vais chegar tarde se não te despachares.
– Vontade não me faltava – pensou – Eu já estou a ir – Disse Laura.
Laura saiu do quarto atravessou a sala de estar e saiu de casa, entrou no seu carro.
O seu carro não era dos melhores mas quando ligava a chave para começar a andar era como se voasse.
Andar de carro até à escola eram só uns curtos 10 minutos.
– Dava tudo para não estar aqui – Disse quando entrou no parque de estacionamento da escola.
Depois de estacionar, trancou o carro e foi em direcção à entrada, como era costume, havia muitos alunos À porta.
Alguns de certeza que iam começar a chatear Laura, foi o que ela pensou logo.
– Olá, tudo bem Laura? – Disse um dos estudantes que estavam ao pé da entrada.
– Eu devo ser bruxa – Disse em tom baixo para não ser ouvida – Desanda!
– Porque és tão má? Perguntou o estudante que estava ao lado do outro que já tinha lhe dirigido a palavra.
Laura apenas olhou para aqueles dois estudantes.
Um era moreno com olhos castanhos e nem era feio mas também hão se podia dizer que era um príncipe encantado.
O outro era o contrário, era do tipo de rapaz que qualquer uma sonha. Era loiro de olhos azuis, elegante e a beleza nele não era pouca.
Enfim, aquilo acontecia lhe todos os dias desde o dia depois do incidente.
– Deixem-me em paz!
Laura passou entre eles e entrou na escola.
Enquanto passava pelo corredor as suas ex amigas olhavam para ela.
Laura ao olhar para elas não via por onde ia e sem reparar foi contra um estudante.
– Oh, desculpa – disse Laura enquanto pegava no seu dossiê e numas folhas que eram o estudante.
– Não faz mal – Disse v Sabes onde é a sala 20?
– Sim! É ao fundo daquele corredor – Disse apontando para a esquerda – Depois viras à esquerda, é a primeira sala da direita – Disse Laura.
– Obrigado.
– De nada.
Laura foi na direcção contrária que aquele estudante queria ir.
***
– Olha! Deixas-te cair um telemóvel – Disse uma estudante que estava passar no corredor.
– Não é m… – Disse – Obrigado.
Bernardo pegou no telemóvel que estava no chão.
– Só pode ser daquela rapariga.
– Olá Bernardo! Disse Filipe.
– Olá amigo.
– Afinal conseguiste entrar.
Filipe reparou que bernardo ficou espantado com qualquer coisa que viu no telemóvel que estava a mexer.
Alguma coisa tinha aquele telemóvel para a cara de bernardo ficar cada vez mais estranha.
– Esse telemóvel é teu? Perguntou Filipe.
– Não, mas é estranho. Não tem…
– Não tem o quê?
– Contactos! Este telemóvel não tem contactos telefónicos, nem um.
– De quem é esse telemóvel?
– Aqui diz que é de uma Laura.
– Laura? Será que é… Não pode ser.
– Não pode ser o quê? Perguntou bernardo.
– Lembras-te daquela história que te contei?
– Sim, lembro me, o que tem Filipe?
– Pode ser ela – Disse – Como era ela?
– Ela tinha cabelo castanho claro encaracolado que chegava a fazer caracóis mas só nas pontas do cabelo, chegava até aos ombros – Espera! Se não estou enganado chegava um pouco depois dos ombros. Olhos verdes e era fisicamente normal – Disse enquanto mexia no telemóvel – Espera! Está aqui uma foto dela.
– É ela! É a Laura, de quem te contei a história que aconteceu cá. E tu tens o telemóvel dela – Disse – Isso é bom! Muito bom!
– No que estás a pensar Filipe?
– Já vais saber meu caro amigo, relaxa.
– Apenas vais fazer uma coisa por agora – Disse Filipe – Não vamos deixar que este telemóvel fique sem contactos. Não é verdade meu caro amigo?
– Primeiro vou por o teu contacto aqui – Disse quando tirou o telemóvel da mão de Bernardo – E depois já digo te o que vamos fazer.
– Estás assustar-me Filipe. E não é pouco.
– Relaxa! Não vamos fazer mal a ela – A sério. Relaxa!
– Mesmo assim não confio em ti.
– Já está! Agora fazer um uma reunião do nosso grupo, e já vais saber o que vai acontecer.
– Já há muito tempo que não nos juntamos – O que tens em mente?
– Algo que te vai mudar.
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