A Aposta - Naxi
2 Capítulo 2
Notas iniciais
POV Naty
O sinal novamente toca pra voltarmos à sala. Volto com medo de encontrá-lo junto a minha carteira, mas por minha sorte, quando entro ele está no fundo com seus amigos, seus olhos não saíam dos meus, desviei meus olhos dos deles e fui até minha carteira, onde sentei na mesma e a professora chegou.
Professora: Bom dia alunos, tenho uma ótima notícia.
Todos: Bom dia.
Professora: Bom, vou passar um trabalho e ele será em dupla.
A maioria dos alunos reclamavam, claro. Eu? Bom eu apenas fiquei calada e esperei a professora terminar de falar, o que ia custar e demorar muito, pois todos reclamavam, ela logo deu um basta nessa situação e começou a falar novamente.
Professora: As duplas serão mistas.
Naty: Por que professora? — perguntei, pois já temia na possibilidade de alguns desses meninos da sala fazer dupla comigo e todos, todos são chatos, só salva o Diego, mas o resto...
Professora: Porque é um trabalho diferente.
Naty: Como assim?
Professora: Depois eu explico, agora vamos formar as duplas.
Que eu caía com o Diego, por favor! Ele é o único garoto cavalheiro da sala, o único que é legal. Minha cabeça pedia pro Diego ser meu par.
POV Maxi
Voltei pra minha cadeira no fundo e logo não demorou muito pro sinal tocar e aquela garota voltar, meus olhos não saíam dos delas, ela tem que pensar que estou caidinha por ela. A professora chega e fala que terá um trabalho em dupla, que saco! Será mista, pelo menos isso. Ela começou a separar as duplas, queria cair com a Cami, mas ela vai ficar com o Broduey. Ótimo, só me resta a...
Professora: Maximiliano, sua dupla é a Natalia
Naty: Como professora?
Eu poderia reclamar, mas tenho mais um motivo pra me aproximar dela. Parece que o destino está constando ao meu favor.
Professora: Isso mesmo que você ouviu Natalia, o Maximiliano será seu par no trabalho... pode ser?
Maxi: Por mim tá tudo bem
Professora: E você Natalia?
Naty: Tudo bem! — perfeito, dei um sorriso vitrorioso e toquei na braço do León.
Professora: Bom... agora irei explicar o trabalho. Será sobre o Amor! — dou um suspiro de reprovação — Vocês terão que encenar uma pequena parte de um filme romântico e depois explicar um pouco sobre o que é o amor. Semana que vem eu quero que esteja pronto. Ela começou a dar o nome do filme pra cada dupla.
Professora: Maximiliano e Natalia ficaram com Um Amor Pra Recordar! Concordam.
Naxi: Sim!
O sinal tocou, era hora de sair. A Cami vinha pra perto de mim, mas a Naty estava saindo, então ignorei a Camila e corri em sua direção, a parando no corredor, ficando em sua frente, ela me olhou, nunca tinha reparado em seus olhos escuros... lindos.
Maxi: Você tem olhos lindos.
Naty: Obrigada. Agora com lincença. — ela tentou sair, mas a segurei à impedindo — O que você quer?
Maxi: Falar do trabalho.
Naty: Pode deixar. Eu faço sozinha.
Maxi: E na hora de encenar?
Naty: Amanhã passo suas falas e você ensaia na sua casa.
Maxi: Mas não vai ficar bom, temos que ensaiar juntos.
Naty: Não confio em você. — falou e começou a andar à caminho da saída da escola, fui andando com ela
Maxi: O que acha que vou fazer com você? Te magoar? — ela continuou andando e eu ao seu lado
Naty: Exato. — tínhamos chegado no saída da escola, ela parou e me olhou — Já falei. Eu posso fazer sozinha.
Maxi: Mas é que...
XX: Maxi! Gatinho, vem aqui. — uma garota encostada em meu carro me interrompeu
Naty: Viu? Você anda muito ocupado, eu faço sozinha. — falou e saiu no caminho de volta pra sua casa, acho.
Me virei e fui até a menina morrendo de raiva, por ela ter atrapalhado minha conversa com a Naty. Mandei ela sair de meu carro e entrei no mesmo e saí do colégio.
POV Naty
Saí daquele colégio rapidamente. Acredita que vou ter que encenar uma peça com oMaxi e ainda romântica do filme Um Amor Para Recordar? Pois é nem eu acredito nisso. No caminho pra casa fui escutando música até que dois caras vão passando, a rua estava esquisita, muuuito esquisita. Fingi que nem os via, mas não adiantou, assim que eles me viram, eles vieram até mim e enquanto um segurava forte em meu braço, o outro olhava meu corpo, tocava em meu rosto, comecei a chorar, não sabia o que fazer, estava com muito, muito medo.
Xx: Ta chorando lindinha? Mas por que? — falou o cara que tocava em meu rosto — Só queremos te usar um pouco.
Xx2: Só usar o seu lindo corpinho por algumas horas — o que segurava em meus braços falou sussurrando em meu ouvido
Naty: Por favor... Me deixem sair... por favor... — falava chorando, entre soluços
Xx: Só depois que você for nossa por algumas horas. Aposto que é virgem — começou a beijar meu pescoço eu sentia nojo, muito nojo, estava sem conseguir fazer nada, apenas chorava e implorava para que eles não fizessem nada comigo.
Ninguém aparecia por essa rua, ele beijava meu pescoço, sentia o toque de sua língua molhada em meu pescoço, isso me dava mais nojo ainda.
Naty: SOCORRO! — gritei, mas ninguém me ouvia, tentei me contorcer pra sair, mas eles eram muito fortes — SOCORRO!
POV Maxi
Estava no meu carro fazendo meu caminho de volta pra casa, com muita raiva, aquela garota ainda vai ser minha, quer dizer, ainda vou pegá-la, usá-la e depois jogá-la fora, só faço isso. Viro a esquina e entro em uma rua esquisita. Avistei ainda de longe dois caras segurando a força uma garota, um segurava enquanto o outro, acho que a usava. Parei meu carro um pouco longe e desci. Se tem uma coisa que eu não admito é bater em mulher. Como minha mãe sempre fala "Em uma mulher não se bate nem com uma flor" Fui me aproximando aos poucos. Espera. Era a Naty, ela chorava, seus olhos pediam por ajuda. Ela me viu e continuou me olhando. Ela sussurrou uma palavra que deu pra entender "Me ajuda" seus olhinhos estavam com o contorno vermelhos. Aquilo me subiu uma raiva, ver a Naty quase sendo usada, fui até eles, minha vontade era de matá-los.
CONTINUA...
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