A Aposta - Naxi
3 Capítulo 3
Notas iniciais
POV Maxi
Maxi: Larga ela.
Tirei o cara que a beijava de perto dela e dei um soco no mesmo o fazendo cair no chão, o outro logo a soltou e foi ajudar o amigo, que agora estava com o nariz sangrando, no chão. Puxei a Naty e ela me abraçou, ela chorava bastante, podia sentir minha camisa sendo molhada aos poucos, pelas lágrimas que ela derramava. Os caras acabaram fugindo, que vontade de acabar com eles.
Maxi: Você está bem? — perguntei tocando em seu rosto e olhando nos seus olhos, que agoram estavam inchados de tanto chorar
Naty: Obrigada! — falou entre soluços -, só estou sentindo tudo girar.
Após ela falar isso, ela caiu em meus braços, havia desmaiado. A peguei no colo e fui até meu carro, abri a porta com dificuldade, pois ela estava no meu colo e à coloquei sentada, desmaiada no banco da frente, peguei minha jaqueta e a coloquei nela, pois fazia um pouco de frio, coloquei o cinto nela e fechei a porta. Saí daquela rua, não sabia onde era sua casa, decidi levá-la ao hospital.
[...]
Faltava pouco pra chegar nos hospital. Paro em um sinal e à olho, ela ainda dormia, tão linda, parecia um anjo, que isso Maxi, se concentra. Vi ela se mexendo e aos poucos seus olhos se abriram, ela havia acordado.
Naty: Onde estou? — falou me olhando surpresa -, Maxi?
Maxi: Você está no meu carro.
Naty: Me lembro que eu estava indo pra casa, quando dois caras tentaram me usar — ela falava querendo chorar novamente
Maxi: Esquece isso pequena, eles nunca mais farão nada com você, se depender de mim.
Naty: Obrigada — ela abriu um sorriso. Seu sorriso era lindo, iluminado e encantador
Maxi: Que isso, qualquer um que estivesse passando faria o mesmo que eu.
Naty: Mesmo assim. Muito Obrigada. Agora eu sei que é verdade.
Maxi: O que?
Naty: Que você não quer me usar, que não quer me magoar, você provou isso. — engoli seco duas vezes, pois era isso que eu estava fazendo, digo estou fazendo.
Maxi: Que bom que você percebeu — agora sim ganho a aposta
Naty: Onde está me levando?
Maxi: Pro hospital.
Naty: Não precisa, só foi uma queda de pressão pelo o que eu passei.
Maxi: Tem certeza?
Naty: Tenho. — abriu novamente seu sorriso, me hipnotizando — Maxi?
Maxi: Oi?
Naty: O sinal abriu.
Maxi: É verdade, me desculpe — falei pisando no acelerador.
Pedi o endereço de onde ela morava e ela me passou todas as coordenadas, íamos calados, às vezes ela falava por onde eu seguir e nada mais, não se passava de informações. Pude notar uma sorveteria, por que não? Preciso ganhar a aposta.
Maxi: Antes de chegarmos em sua casa — parei o carro — Que tal um sorvete?
Naty: Não sei. Meus pais irão ficar preocupados.
Maxi: Por favor.
Naty: Estou devendo uma pra você, né? — assenti — Ok, eu topo — novamente abriu seu lindo sorriso.
Estacionei o carro e saí, corri e dei a volta no carro, antes que ela pudesse abri a porta do carro, eu abri pra ela. Ela desceu e agradeceu. Nenhuma das meninas que eu fazia isso tinha agradecido, me impressionei. Entramos na sorveteria e sentamos em uma mesinha no canto, a garçonete chegou, muuuuito gostosa e linda, mas eu tenho que me controlar, afinal, tenho uma aposta e uma honra pra ganhar.
Garçonete: O que vão querer? — ela deu um sorriso pra mim tentador, mas fingi que não me importei, a Naty tem que acreditar que só quero ela, só ela
Maxi: Ann, eu quero um sorvete de chocolate e você pequena?
Maxi: Vou querer de chocolate também, ah eu também queria uma calda de morango, com bolinhas de chocolate por cima.
Garçonete: Ok.
Ela saiu, olhei pra Naty impressionado.
Naty: Que foi? — falou com um meio sorriso
Maxi: Não se importa se engordar?
Naty: Não. Não ligo pra isso.
Maxi: A maioria das garotas se preocupam em não engordar.
Naty: Mas eu não, eu acho isso muito louco — rimos
Ela era diferente das outras meninas com quem eu saía, era educada, simpática, não se importava em comer muito ou se isso engorda, fiquei pensando nisso. O pedido chegou e tomamos o sorvete. Terminamos e fomos de volta pro carro. Liguei o mesmo e parti pra sua casa. Não demorou muito e tínhamos chegado.
Maxi: Pronto. Está entregue — falei olhando em seus lindos olhos negros
Naty: Obrigada — ela ía saindo, mas peguei em seu braço, fazendo ela olhar pra mim
Maxi: Adorei passar a tarde com você.
Naty: Eu também.
Maxi: Garota, você ta me deixando louco — ela sorriu tímida, confesso que ficou ainda mais linda
Naty: Para, Maxi
Maxi: É verdade... eu acho que estou gostando de você.
Falei tocando em seu queixo e sentindo sua respiração pesada, eu estava conseguindo. Fui me aproximando aos poucos, relei meus lábios no dela e iniciamos um beijo. Seu beijo era diferente, era lento, calmo... era bom. Parei com um selinho ela me olhou e abriu um sorriso.
Maxi: Sai comigo amanhã? — hoje era sexta, amanhã final de semanda então estava perfeito — Saí amanhã à noite comigo?
Naty: Ok
Foi mais fácil do que imaginei. Ela saiu do carro e eu dei partida, saindo daquela casa, hoje teria uma festa numa das boates mais famosa da cidade, não posso perder.
POV Naty
Eu beijei o Maxi. Nem da pra acreditar. Ele me salvou daqueles caras, uma prova de que ela não quer me usar. Amanhã sairei com ele. Estou tão feliz, acho que vou me apaixonar por ele, vê que louco, o cara que pensei que nunca fosse me olhar está gostando de mim.
POV Maxi
Estava na balada com meus amigos. Não sei o que deu em mim, mas aquele beijo da Naty não saía de minha cabeça, era um beijo diferente de todos os outros que já dei.
León: Então Maxi? Como está indo?
Maxi: Moleza, ela já está comendo na minha mão.
Diego: Contamos da aposta pra Cami.
Maxi: Por que?
Federico: Porque ela ficou insistindo pra falarmos.
Broduey: Olha que gata — aprontou pra uma menina que dançava, espera era a garçonete.
Me aproximei dela e junto com ela começamos a dançar, ela me provocava a cada passo de dava com aquele vestido curto.
Maxi: Sabia que você é muito gata? — sussurrei em seu ouvido
Garçonete: Então, por que não ligou pra mim quando estava na sorveteria?
Maxi: Estava com uma mala.
Garçonete: Aquela garota?
Maxi: Ela mesma.
Garçonete: Mas agora ela não está aqui.
Maxi: Você tem razão.
A puxei e colei meu corpo no dela, iniciamos um beijo desesperado, quente, eu passava minhas mãos em seu delicioso corpo. E quando estava beijando ela, me veio à mente o beijo que dei na Naty. Não sei o que deu em mim, mas a empurrei parando o beijo.
Garçonete: Que foi?
Maxi: Desculpa. Preciso ir pra casa — falei confuso.
Me despedi dos meninos e saí daquela boate. Por que me lembrei do beijo da Naty? Por que? Chegando em casa, caí em minha cama ainda pensando no beijo que dei nela. Ele não saía de minha cabeça, eu desejava seu beijo novamente, eu queria o seu beijo novamente. Dormi pensando em seu beijo.
POV Naty
Já estava quase na hora do meu encontro com o Maxi. Passei o dia pensando em que cena vamos encenar do filme que a professora mandou e achei uma perfeita. O beijo do Maxi não saía de minha cabeça, ele não saía da minha cabeça. Estou me apaixonando, agora tenho certeza. Resolvi vestir uma roupa diferente das que eu uso, resolvi melhorar meu visual. Coloquei um vestido e soltei meus cabelos que sempre viviam presos. Não me reconheci. Escutei a buzina de seu carro e imediatamente desci ao seu encontro.
POV Maxi
A manhã toda e a tarde foi tediante. Não via a hora da noite chegar para ir na casa da Naty. Falei que iria buscá-la às 20:00 horas, saí de casa e parti pra sua casa. Chegando, buzinei e saí me encostando em meu carro e à esperando. A porta de sua casa se abre e vejo uma princesa saindo. Ela estava linda. Seus cabelos soltos, seus olhos chamavam mais a atenção. O que via à minha frente era uma princesa, acabo sorrindo como um bobo, só depois que percebo. Ela realmente estava linda.
CONTINUA...
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