A Aposta.
8 Capítulo 8.
Notas iniciais
Capítulo 8 — The Goodbye of my Princess!
Toda despedida é dor...
tão doce todavia,
que eu te diria boa noite
até que amanhecesse o dia.
– William Shakespeare.
[Trilha sonora On:]
– Please, Don't leave me — P!nk.
Please Don't Leave Me
Da da da da, da da da da
Da da da da-da da
I don't know if I can yell any louder
How many times have I kicked you outta here
Or said something insulting?
Da da da da-da
I can be so mean when I wanna be
I am capable of really anything
I can cut you into pieces
When my heart is... Broken
Da da da-da da
Please, don't leave me
Please, don't leave me
I always say how I don't need you
But it's always gonna come right back to this
Please, don't leave me
How did I become so obnoxious?
What is it with you that makes me act like this?
I've never been this nasty
Can't you tell that this is all just a contest?
The one that wins will be the one that hits the hardest
But, baby, I don't mean it
I mean it, I promise
Da da da-da da
Please, don't leave me
Da da da-da da
Please, don't leave me
Da da da-da da
I always say how I don't need you
But it's always gonna come right back to this
Please, don't leave me
I forgot to say out loud how beautiful you really are to me
I can't be without you, you're my perfect little punching bag
And I need you, I'm sorry
Da da da da, da da da da
Da da da da-da da
Please, please, don't leave me
Baby, please, don't leave me
No, don't leave me
Please, don't leave me
I always say how I don't need you
But it's always gonna come right back to this
Please, don't leave me
Please, don't leave me
I always say how I don't need you
But it's always gonna come right back to this
Please, don't leave me
Baby, please, please, don't leave me
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– Você irá voltar para Londres hoje.
3...2...1
Boom!
* Você deve estar se perguntando o que foi esse barulho misterioso. Foi, simplesmente, o barulho de uma pessoa caindo no chão.
E quem foi que caiu?
– A Princesa!
Ela tentou até se apoiar em Jace, mas esse estava abalado com a Notícia. Então, ela caiu desmaiada.*
POV Jace
– Princesa! Princesa, você pode me ouvir? — Digo, ajoelhado a seu lado, com sua cabeça sobre meu colo.
Ela estava semiconsciente, murmurava coisas sem sentido. Sua mãe se ajoelhou ao meu lado e a Rainha Marrie nos olhava preocupada.
– Oh, Deus! Acho que ela se empolgou muito com a ideia de voltar para Londres! — Disse a Sra. Mongestern.
A Princesa enfim abriu os olhos, e eles estavam atordoados.
– Você está bem, Clary? Como está se sentindo? — Perguntou Jocelyn. Clary se sentou no chão, coçando os olhinhos verdes.
– E-Eu estou bem, mamãe! — Exclamou. — Só... aturdida. Eu tenho opção quanto à voltar para Londres?
– Infelizmente não, minha menina! — Respondeu a Rainha Marrie. — Já estão à sua espera no Palácio de Buckingham. Por que pergunta? Achei que almejava ser Rainha, Docinho.
– E eu almejo, vovó! — Respondeu minha Princesa, com um semblante triste. — É que eu gostei daqui. Porém, se não há outra opção... — Então ela se levantou e ajeitou a saia do vestido. — Estou indo me trocar e arrumar uma necessaire com itens básicos para o Voo. Também tenho que despedir-me de meus amigos.
– Bom, isso vai ser difícil. A imprensa está aqui, todos já sabem da sua verdadeira identidade! — Disse uma voz familiar vinda da porta. Me virei e vi Isabelle com os olhos marejados. Clary Correu para abraçá-la e ela pois — se a chorar.
– Shh! Não chore, Izzy! Ficará tudo bem! Eu mandarei meu jato vir te buscar sempre para você ir me visitar, prometo! — Dizia a Princesa. — Mandarei o Jato vir buscar você, Tessa e Aline para passar os finais de semana em Buckingham!
– E quando a mim, Princesinha? — Disse, caminhando em sua direção. — Vai simplesmente esquecer-me?
– Eu nunca poderia te esquecer, seu idiota!
– Rabugenta! — retruquei, com um sorriso sofrido.
– Ignorante! — Ela disse e eu vi o quanto ela lutava para não chorar.
– Desesperada!
– Gay! — Ela disse.
– Clarissa! — Sua mãe à repreendeu.
– Mãe! — Clary devolveu.
– Jocelyn! — Exclamou a Rainha Marrie.
– Jace! — Eu entrei na brincadeira, fazendo todos rirem.
– Filha, deixei suas vestes em cima da cama. Doroteia está lá para ajudá-la a se vestir. Temos que te deixar feito uma Princesa para te apresentar ao parlamento. — Disse Jocelyn. — Eu e sua avó esperaremos na limousine. Tem meia hora para vestir-se. Tenho certeza de que seus amigos estarão lá fora.
– Certamente, Senhora Mongestern. O pessoal já está lá fora.
– Obrigado, Isabelle. — Respondeu Jocelyn, com intimidade. Elas já deveriam se conhecer.
– Com licença! — Disse minha Princesinha, e saiu com Isabelle. Provavelmente em direção ao seu quarto.
Pedi licença também e fui atrás dela.
***
– Clary! Clary, nós precisamos conversar! — Exclamei, segurando seu braço. Izzy pareceu entender o recado e adentrou o quarto.
– Não, nós não precisamos!
– Então é isso? Você vai fingir que nada aconteceu? — Perguntei, incrédulo, e vi seus olhos marejarem ainda mais.
– Quem foi que disse que eu consigo fingir que nada aconteceu, Jace? — Ela lança as palavras como setas, claramente irritada pelas minhas. — Se eu pudesse fingir, não estaria tão triste por ter que ir embora.
– Então não vá!
– EU NÃO POSSO FICAR! — Se exasperou.
– Por que? — Minha voz saiu em um sussurro.
– Porque eu tenho um propósito à cumprir, Jace! — Suspirou. — Certo dia, eu estava junto de minha mãe no jardim do palácio. Papai estava na sala do trono e minha avó estava viajando junto de meu Tio Phillip. Eles sempre viajavam juntos! — Contou, em tom depreciativo. — Já estava ficando tarde e minha mãe pediu-me para ir chamar meu pai para o chá da tarde. E eu fui... Assim que cheguei no grande salão do trono, vi meu pai se contorcer e tossir sangue. Havia uma Xícara quebrada ao chão, onde espalhava-se um líquido verde — Provavelmente o chá favorito de meu pai! — Pensei. Corri até ele e perguntei o que lhe ocorria. Eu tinha doze anos na época, mas sabia que meu pai estava mal. Sua respiração estava escassa e seu coração batia muito lentamente. Em seu último suspiro ele me fez um pedido: " Pequena, Prometa para mim que irá ser a Rainha desse povo, haja o que houver! Prometa!" e então, como amava muito meu pai, não pude negar seu último pedido. Eu disse " Eu prometo, Papai!" e então, ele se foi. — Suspirou novamente e enxugou a lágrima solitária que ousou cair. — Depois de dois dias, os exames comprovaram que havia veneno em seu chá. O chá que meu tio Phillip havia lhe dado de presente após voltar de uma viagem. Ele seria o sucessor de meu pai se eu renunciasse. Só EU vi quando Phillp deu aquela garrava de chá importado ao meu pai, então não pude denunciá-lo. Mesmo assim, se eu renunciar, Phillip irá assumir o trono e tudo pelo que meu pai lutou para o bem do povo será destruído. Entendeu por que eu não posso ficar?
– S-Sim, Princesa! — Falei, cabisbaixo. — Mas, isso não significa que precise sacrificar sua felicidade! Não case-se com ele, princesa!
– Eu PRECISO Jace! — Exclamou. — Só poderei assumir o trono depois de casada.
Bufei, aceitando a derrota.
– Saiba que você vai sempre ser especial para mim, princesa! Eu vou lembrar de você a cada vez que alguém revirar os olhos ou bufar, toda vez que ouvir música clássica ou ver uma garota dançando Ballet, cada vez que eu respirar. — Admiti. — Eu te...
– Não fale! — Me repreendeu, agora chorando. — Eu tenho medo de ouvir!
– Como queira! — Falei, dando-lhe um selinho. — Você sempre será a Minha Princesinha.
– E você, o meu Jake! — Falou, entrando no quarto com um sorriso mínimo.
Eu suspirei e fui andando para fora do dormitório feminino, avistando a galera.
***
– Tessa, o Will é um babaca, não sei como você aguenta ele! — Resmunguei.
– Agora diz isso porque sua Princesinha está indo embora! Antes me achava o Galã! — Retruca Will.
– Calem-se! Vocês dois são tão... Uau! — Tessa para de falar, olhando sobre meu ombro para algo que eu provavelmente sei o que é. O que não, Quem! Minha Princesinha irritante.
Eu me viro e a cena que vejo tira meu fôlego.
A Princesa estava vestida como uma Princesa de verdade.
Talvez será porque ela é uma? — Desdenhou minha consciência.
Cale-se Jace versão pensamento!
Ela estava com um Vestido de calda Rosa-Claro, tomara que caia. Joias e uma coroa no topo de seu cabelo irritantemente preso em um coque baixo. Me cocei para não arrancar-lhe aquele coque e deixar seus cabelos caírem do jeito que eu gostava.
Vi Will, Jem, Tessa e Aline caminharem em direção à ela. Ao seu lado vinha Sophie e Isabelle.
Fiquei um pouco atrás deles, vendo a Fray dar um abraço apertado em cada um e depois caminhar em minha direção.
– Então... Isso é um Adeus? — Perguntei.
– Claro que não, Jace! Você ainda irá me acompanhar em meu baile de aniversário, ou se esqueceu? — Deu um meio sorriso e eu retribui.
– Ah, é claro! Eu havia me esquecido! — Admiti.
– Bom, espero que se lembre! Eu irei te aguardar em trajes de gala. Convidei as pessoinhas daqui também. Will vai com Tessa, Jem com Sophie, Simon com Aline e... Isabelle com Sebastian.
– Sebastian? — Perguntei, incrédulo.
– Sim, eles se... gostam. — Suspirou. — Espero que você encontre uma garota que goste tanto de você como eu gosto!
Eu não tive tempo de responder, pois Camille chegou nos surpreendendo.
– Ele não precisa encontrar uma! Ele já tem à mim! — Exclamou, sorrindo do jeito que eu odiava.
– Que legal, fera! Quer um biscoito? — Perguntou a Princesa, do jeito "Americano". Eu estava orgulhoso, ela "aprendeu" a falar do jeito "certo".
– Oh, Céus! Eu sempre soube, no fundo, que havia algo diferente em você! Você é certinha demais, mas eu sempre gostei desse seu jeito...
– Sua Interesseira! — Exclamou Clary. — Antes de descobrir minhas origens, adorava discutir. Agora que sabe o quão famosa pode ser às minhas custas, quer bancar a amiga! Espero que você vá a Londres, eu adoraria te deportar, VaCamille!
Camille bufou e saiu pisando firme, arrastando junto a si as duas cadelinhas.
– Gostei disso, Fray! Está Americanizando!
Ela riu e revirou os olhos.
– E-Eu tenho que ir! Te encontro no Baile! — Disse e eu a levei até o carro, segurando suas pequenas mãozinhas quando ela entrou na limousine e acenou. Suspirei ao ver a porta do carro fechar.
POV Clarissa Adele Fray Mongestern.
Assim que a porta se fechou, o vazio me tomou. Sabia que nunca poderia ser feliz longe de Jace. Seu nome estava escrito em minha alma e coração. Mas eu tinha um propósito maior do que um simples amor adolescente. Mesmo sabendo que não era tão simples.
Flashes me passaram pela cabeça: Sempre a mesma palavra: Jace, Jace, Jace, Jace Jace, Jace, Jace, Jace, Jace, Jace, Jace, Jace e Jace!
O Motorista havia dado partida no carro e já começaria à andar. Mas eu não podia permitir. Não se um último beijo antes. Eu não conseguiria sair dos Estados Unidos sem meu último beijo, mesmo sabendo que não seria a última vez que nos encontraríamos.
– Pare o Carro! — Ordenei e minha mãe me olhou com espanto. Minha avó tinha um sorriso de canto, como se soubesse o que eu iria fazer e aprovasse.
– Filha, está tudo...
– Eu só me esqueci de uma coisa! — Expliquei, abrindo a porta e saindo correndo do carro. Jace estava caminhando de costas, olhando para o chão. Só ouvi a voz de Izzy gritar um "Jace!" e ele se virar, antes e eu tomar seus lábios.
E foi assim, um beijo sentimental. Para dizer o que não dava para ser dito. Para me fazer sentir pela última vez seu gosto, sentir o cheiro de hortelã que me invadia, para sentir a macies de seu cabelo e a batalha de nossas línguas. Era meu último beijo de amor verdadeiro. Aquele que poderia me despertar, e foi isso que ele fez. Pois eu estava na penumbra antes de beijar Jace, antes de o conhecer verdadeiramente. Guardei toda a lembrança que pude em meu coração e só me afastei quando o ar se fez necessário. Não havia percebido a lágrima que escorreu, mas Jace a limpou mesmo assim.
E com um último sorriso, voltei para o carro.
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