A Aposta.
25 Capítulo 24 - O fim?
Notas iniciais
– Clary? Clary, meu amor, você está aí? — Perguntou uma voz sóbria, porém afetuosa. A menina abriu os olhos, piscando um pouco para acostumar-se com a claridade. Lembrou-se de seu pai explicando-lhe seu nome.
" — ...E então uma luz muito brilhante apareceu ao redor de sua mãe, sendo absorvida pela sua pele. Os olhos ficaram mais luminosos e expressão mais feliz floresceu. Era você, criança, aquele brilho tão fugaz. Era tão claro para mim e tão brilhante, que você teve de se chamar Claridade também...
– Mas meu nome é Clarissa, papai. Não é Claridade.
– Porque sua mãe queria que você chamasse-se Melissa. Particularmente, nunca aceitei essa mania da família de sua mãe de pôr o nome dos filhos com M. Maia, Mandy, Mace... Não havia necessidade de outro M. E eu queria Claridade, então chegamos ao meio termo quando sua avó, minha mãe, sugeriu Claritylissa. Sua mãe detestou, como sempre que minha mãe sugeria algum nome. Mas Claritylissa nos deu uma base. Tiramos um 'it' e um 'li' e então seu nome estava perfeito.
– Então é por isso que mamãe prefere não chamar-me por Clary? — Perguntou, ajeitando-se no colo de seu pai, que sentara-se no trono. — Porque ele reflete mais seu nome do que o dela, é isso?
– Shhhhh! Se sua mãe ouvir isso da sua boca, é capaz dela me matar! — E riu, assanhando os cabelos da filha. — Agora vá estudar, sua governanta deve estar lhe esperando..."
– Clary, meu bem? Eu estou aqui, vou cuidar de você agora.
Ela esbugalhou mais os olhos, respirando firme. Olhou para o garoto alto, de cabelos loiros e compridos que tinha uma expressão preocupada. Outra lembrança permeou sua cabeça, uma menos sólida.
" — Venha, Clary, eu estou aqui.
Ela proferiu o nome dele na lembrança, mas estava longe demais para que ela pudesse ouvir ou lembrar-se daquela pessoa. Ele era lindo, dourado como o ouro puro e fino, com a pele queimada pelo sol que representava todo o seu ardor. Os cabelos eram sedosos e brilhantes e ela sentia em seu coração que amava àquela figura. Mas o seu rosto estava em branco, irreconhecível, e sua voz só deixava um rastro de memórias vazias por sua mente. Ela repetiu seu nome mais uma vez, como em uma prece, mas tudo que chegou em sua mente foi o ronronar suave do vento, impossibilitando o reconhecimento..."
– Clary, pelo anjo!, fale comigo! Por favor, meu amor, fale comigo!
Ela suspirou, admirando os traços firmes e longos de seu rosto angular. Queria ter papel e grafite, ou até mesmo carvão, para trabalhar a arte de chiaroscuro que seu rosto moldava. A pele marcada pelas tatuagens que escapava pelo pescoço como cordas negras, que permeavam os pulsos e braços semi-desnudos pela camisa social dobrada na manga. Ele era bem alto e firme, forte — ela pensou. Era o garoto da lembrança, dourado e quente, mas agora também tinha rosto. E o rosto era muito mais impressionante.
Sua voz ardia pelos ouvidos, suave e quente, provocando sensações estranhas por todo seu corpo. O coração disparava, a pele queimava, o rosto ardia. Ele só estava ficando cada vez mais ansioso.
– Quem... — Ela começou, com a voz grave. Pigarreou para torná-la mais suave e então continuou. — ... é você?
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– Está tudo pronto, Paul? — Perguntou Jocelyn, caminhando apressadamente pelo corredor.
– Estamos com ela, Senhora, já está pronta para sua visita.
– Fizeram como pedi? — Sussurrou, fitando um Sebastian ansioso posto perante a porta. Uma linda moça estava ao seu lado.
– Sim senhora... — O mordomo então torceu a gravata. — ... Exatamente como a senhora pediu.
– Ótimo, Paul, está dispensado. — Murmurou, para então sorrir. — Sebastian, querido!
Ele tomou um susto, virando-se devagar para fitá-la. Segurava na mão da moça ao seu lado, acalentando-na.
– Majestade... Bom dia. Esta é Hellen, minha namorada. — Apresentou, envergonhado.
– Oh, querido, ela é tão linda! — Elogiou. E era mesmo. Tinha longos cabelos loiros e uma postura meio Hippie, meio chique. O sorriso era tão brilhante e verdadeiro, simplório.
– Obrigada, Majestade. — Reverenciou, confusa, apertando mais ainda a mão de Sebastian. — A senhora também é muito bonita...
– Oh, tenho certeza disso, querida. A prova disso foi que meu Valentim apaixonou-se por mim no primeiro instante. — E então sorriu. — Venham comigo, precisamos tratar de assuntos.
Caminharam para a sala do chá das cinco, sentando-se envolta da mesinha de chá enquanto Jocelyn fitava ambos. Sebastian estava completamente nervoso, sua noiva confusa e a Majestade estava pensativa.
– Bem, como vocês devem saber, minha filha foi atacada há alguns dias. Seu estado é estável, porém perdeu o bebê que carregava. Seu noivo, Jace, está cuidando dela, mas acho que ela é nova demais para aguentar todo esse peso. Recentemente, encontrei uma carta do meu amado Valentim — que ele tenha a paz! — a qual ele confessava a existência de Sebastian e seu desejo mais íntimo de vê-lo tornar-se rei...
– Sebby! Isso é certo? Por que você não contou-me nada antes? — Hellen murmurou, embasbacada. Estava profundamente envergonhada e enraivecida. Ele não confiava nela?
– Creio que... — Jocelyn que respondeu, entretanto. -... ele não te contou por pedido meu, querida. Era esse assunto que queria abordar agora e, talvez, ele sinta-se nervoso por isso.
– Oh, desculpe-me por ser tão rude, Majestade. — Hellen disse, cabisbaixa.
– Não desculpe-se, querida. Não há problema nenhum em ser jovem e inconsequente. — E então sorriu. — Eu costumava ser assim, sabe... Creio que foi isso que encantou meu Valentim. Ele chamava-me de chama, porque eu queimava tudo ao meu redor...
– Ou então pela cor do cabelo, Majestade. — Sebastian riu um pouco, pondo a mão sobre a boca.
– Oh, claro, o cabelo ajuda também, contudo. — E suspirou, nostálgica. — A questão é, Hellen, que Sebastian é o mais apto para assumir o trono, pois Clary encontra-se em uma má fase da vida. E é crucial para o parlamento e até mesmo para o Sebastian que ele tenha uma esposa à altura, capaz e firme o suficiente para assumir o trono junto. Ela tem que ter classe, porte, família, elegância, inteligência, tato, conhecimento de mundo e carisma para com o povo.
– Oh... então... isso quer dizer que... — Seus olhos estavam marejados, sombrios. Ela então entendeu. Tinha que separar-se de Sebastian. — Bem... Oh, desculpem-me, eu não queria chorar. É que... Tudo bem, tudo bem, eu entendo. É o melhor para você, Sebby, hum... Sinceramente, se vocês esperam minha bênção...
– Do que está falando, besta? — Sebastian riu, vendo a namorada fungar desesperada.
– Pare de me chamar de besta, seu pateta! — Resmungou, estapeando-lhe o braço. — Eu falei, se o que você quer minha aprovação, vá em frente e... encontre sua esposa. Não é como se fôssemos noivos ou algo do tipo. Você não precisa...
– Por deus, mulher! Quer ficar quieta, por favor? Está falando uma besteira atrás da outra. Não vamos nos separar!
– Não? Mas a Majestade acabou de dizer que...
– Que ele precisa de uma mulher à altura. — Respondeu Jocelyn, sorridente. — Entenda-me bem, querida. Você é linda, pelo que Sebastian me contou é também inteligente, culta, comportada, classuda e elegante. Pelo sorriso que vi agora há pouco, é carismática. E, bem, você é americana, o que significa que pode estabelecer melhores relações entre a Inglaterra e os Estados Unidos — o que seria muito benéfico para nós. Se é você quem ele ama e se você é mesmo tudo isso, não entendo o porque de não estar à altura, querida. Você é perfeita, para ele e para o trono. Além de serem bem fotogênicos juntos.
– Você está querendo dizer que...
– O que ela está querendo dizer... — Interrompeu Sebastian, erguendo-se com um sorriso e ajoelhando-se em uma perna só. — é que, se você sentir-se bem com isso, é claro, daria-me a honra de ser minha esposa?
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– Quem sou eu? Clary, pare de brincar comigo! Eu sou Jace, seu noivo, seu grande amor, seu loiro de farmácia, seu americano, seu tudo. — E então apertou sua mão.
– Jace? — A voz dela experimentou sua voz. Parecia certo saindo de sua boca, mas desconhecido. — Meu grande amor? Eu-Eu não lembro de você... O que aconteceu? Por que eu estou aqui? É que... Minha cabeça está doendo tanto!
– Enfermeiras! Enfermeiras! — Jace saiu corredor afora gritando, rumando de volta para o quando junto de uma enfermeira rechonchuda e morena. — Ela está com dor de cabeça e... e não está me reconhecendo. Não está se lembrando de nada.
A enfermeira medicou Clary, apertando uma seringa no soro que estava ligado ao seu braço. Ela relaxou no mesmo momento, apertando os olhos com força e depois abrindo-os novamente. A enfermeira explicou que se ela sentisse dor novamente, era só apertar o botão ao lado da cama e que iria chamar o doutor o mais rapidamente.
– O que... Houve... Comigo... Ja-ce? — Resmungou, sonolenta.
– Não se lembra mesmo? De mim? De nós? — Murmurou, triste, lágrimas molhavam suas bochechas.
– Eu não estou te entendendo. Por... Por favor, chame minha mãe. Eu... Eu não te conheço. Eu não sei o que esperar de você.
– Clary! Por favor! Não faça isso! Você me ama, você escolheu passar o resto da vida comigo!
– Por favor, afaste-se de mim. Você está me confundindo. Eu nunca escolheria passar o resto da minha vida ao lado de um... Americano.
– Mas você escolheu e eu estou aqui! — Pegou a mão dela, mostrando-lhe o anel que tinha no dedo, o anel Herondale. — Esse é o anel da minha família, o qual você escolheu usar. E o filho que você tinha na barriga, fui eu quem pôs aí dentro.
– Filhos? Filhos? — E fitou-o, assustada. — Jace, não é? Entenda, Jace, acontece que eu sou virgem. Então, se você diz que eu tenho filhos na minha barriga, só pode ser a divina obra do espirito santo.
– Bem, eu sei que eu sou bom de cama, mas daí divino... Agora, se você chama de espirito santo o meu...
– Por Deus! Cale a boca! — berrou, apertando o lado da cabeça logo em seguida. — Você está falando besteiras! Besteiras! Eu sou prometida para o comedor de mele- Nathaniel. E nossa união irá promover o reino para melhor.
– Você não tem mais o reino, sua baixinha irritante! Lembre-se de mim logo, sua estúpida!
– Pare de me atazanar, seu americano inútil. Vá. Chamar. Minha. Mãe.
– Me obrigue!
– Estou mandando. Eu serei a futura rainha da Inglaterra!
– Como você mesma disse, eu sou americano, o que significa que você não. é. minha. rainha. — Reclamou. — Agora, você vai ouvir tudo o que eu tenho pra dizer e ai se lembrará de mim!
– Como você é insistente! Por Deus! Eu já falei que...
– Cale a boca! — Brigou, em tal tom que ela chegou a ficar quieta na hora. Era ameaçador. — Vamos lá então! Tudo começou com a festa de Isabelle...
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– Sim, sim, sim, mil vezes sim! — Hellen sussurrou, emocionada, agarrando no pescoço de seu agora noivo. Eles beijaram-se, apaixonados, e Jocelyn sentiu-se subitamente entrometida ali.
–Bem... Tenho assuntos a tratar agora, então... Até. — E murmurou, saindo dali. Nenhum dos dois interrompeu o beijo para despedir-se.
Foi até onde Haul esperava, com uma expressão solitária. — Majestade, está na hora.
– Ok, estou indo. — E seguiu o chefe da segurança. Seguiram por vários corredores, longos salões, até que Jocelyn deparou-se com a sala secreta. Sem pensar duas vezes, adentrou a mesma.
Maia estava ali, amarrada em uma cadeira, depois de um dos seguranças surrá-la. Um sorriso vergonhoso saía de seus lábios presunçosos. Jocelyn quis matá-la ali.
– Titia Jo...
– Não ouse chamar-me por tia, sua vagabunda! — Respondeu.
– Mas é o que você é, minha tia. — Retorquiu Maia, vitoriosa. — Sangue do meu sangue.
– Eu nunca, nunca seria tia de algo como você. — Disse, vendo-na perder o sorriso. — Você é cruel, invejosa, má, burra... Eu nunca seria tia de algo como você.
– Não ouse falar assim de mim! — A voz dela tremeu.
– Eu ouso sim, porque você é tudo isso. Você é pobre de espirito, Maia. É por isso que nunca se deu e nunca dará bem na vida. Quer moleza, facilidade. Mas não sabe que sem trabalho, não há algo que dure. Você pode ter seus grandes momentos, mas eles duraram tanto quanto um grito: Causa um abalo momentâneo, ecos por todos os lugares, mas quando a boca fecha, tem seu fim. Você é só um grito, Maia, um grito vazio e sem esforço, um grito preguiçoso...
– Você não entende de nada! Você não sabe o por que de eu fazer o que fiz!
– É claro que eu sei! É claro que eu sempre soube! Você sempre foi invejosa, sempre quis ser, quis ter o que sua prima era ou tinha. Não culpo você, na verdade tenho pena. Pena de você ser tão medíocre a esse ponto. Pena por você ser mundana a ponto de fazer o que fez.
– Não tenha pena de mim!
– Não há mais algo a ter sem ser pena e, talvez — apenas talvez, nojo. — A voz de Jocelyn era fria, cortante. Demonstrava seu ódio por Maia, seu desprezo. — Eu tenho nojo do seu ser, Maia, nojo de você. Tenho nojo do que você se tornou, do espelho de sua mãe mal-amada. Tenho nojo de tudo o que você faz e de tudo o que você pensa. E, além disso, tenho nojo de mim mesma por se quer ter deixado um ser desprezível como você tocar, falar e até mesmo respirar o mesmo ar que minha filha.
– Não ligo para o seu nojo! Eu continuo sendo a mulher que Nathaniel ama, que Nathaniel quer e que-
– Oh, não, não, querida! Você não é uma mulher. — Murmurou Jocelyn, ameaçadora. Aquela fora a primeira vez que sua voz saiu tão cortante, tão tensa. A primeira vez que Maia realmente temeu sua tia. — Mulheres têm honra, mulheres têm dignidade. Você nem se quer criança é, porque crianças tem inocência. Você, Maia, é um caso à parte: algo perdido, sujo e desgastado. Você. Não. Tem. Nada.
– Eu tenho o amor de Nathaniel! Eu tenho o amor dele! — Maia gritou, louca, desesperada, furiosa. — E se você acha que eu vou parar depois de uma surra, está muito enganada. Clary não estará segura enquanto tiver ar nos meus pulmões!
Jocelyn riu. Aquele foi o som mais assombroso de toda sua vida, algo destinado aos filmes de psicopatas ou serial killers.
– Oh, querida, querida, não seja boba! — E então caminhou até a figura amarrada e petrificada de Maia, ajoelhando-se ao seu lado para sussurrar-lhe no pé do ouvido. — Já lhe falei, Maia, você é só um grito, um grito vazio e sem esforço, um grito preguiçoso... — E riu mais uma vez, pondo o cabelo escuro de Maia atrás de sua orelha, murmurando com a voz destinada aos pesadelos das criancinhas. — E sou eu quem vai fechar essa boca.
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– ... E então eu entrei no hospital, briguei com a enfermeira demoníaca, pronto para socá-la se fosse necessário, e adentrei a emergência. E foi então que eu perdi meu chão, quando o doutor disse que você estava bem, mas que os bebês não haviam sobrevivido. E, bem, eu escolhi ficar contigo enquanto sua mãe resolvia as coisas com seu novo-velho-irmão-Sebastian. Esperei você acordar e, então, aqui estamos. Fim.
Os olhos da menina estavam arregalados. Não acreditava naquilo, por mais que soubesse que era verdade. Sentiu-se corar.
– E-Então isso quer dizer que eu não sou mais...?
– Virgem? Não. E, se bem posso dizer — eu posso -, você está bem longe disso. Porque, se a prática leva à perfeição, nós somos perfeitos um para o outro.
Se pudesse ficar mais vermelha, Clary teria ficado. Mas, naquele momento e naquele estado, era impossível.
– E que eu também...?
– Disse que eu era Gay? Sim, você disse com todas a letras.
– E que...?
– Que você terminou o noivado com Nathaniel para ficar comigo? Sim, pergunte para qualquer um.
– E que a Maia...?
– Tentou te matar algumas várias vezes? Sim.
– E que eu estava...?
– Grávida? Uhum. Gravidadíssima. Nem se a Sasha Grey esquecesse de usar proteção nos seus vídeos adultos ela estaria mais grávida que você.
– E que...?
– Não vai assumir mais o trono? Certo, isso quem me disse foi sua mãe. Falou-me sobre uma tal carta que seu pai deixou pedindo para que o bastardo assumisse o trono. Mas não fique assim, nós dois sabemos que você não estaria em condições de assumir nada agora. Que, já que não precisa mais cumprir o que prometeu ao seu pai, pode ser feliz. E de preferência ao meu lado.
– E quem me garante que você não esteja mentido? Que esse é outro plano da Maia para me matar?
– Porque você sabe tão bem quanto eu como o seu corpo responde a mim. Sua mente me rejeita, mas seu corpo me acolhe. — E, como se fosse para provar, aproximou perigosamente dela. Os lábios quase se tocando, a respiração ofegante dela — que fitava seus lábios com um olhar perdido. — Você sabe que não pode resistir, tanto quanto eu... Você me a- Mas ela já havia tomado seus lábios em um aperto desesperado, necessitado. Naquela hora, soube que não era mentira, que ele era totalmente sincero. Todas as células de seu corpo sabiam que ela amava ele, perdida e incondicionalmente.
O médico chegou durante o ósculo interrupto, meio encabulado. Pigarreou algumas centenas de vezes até atrair a atenção daqueles dois. Clary fitava-o com assombro enquanto Jace estava mais para alguém que era despertado com um tapa: Espanto, raiva, lenta compreensão.
– Então... — Começou o doutor. — Fui informado de que a paciente estava com sintomas de amnésia... Mas não estou tão certo assim se entrei no quarto certo.
– Hunrum — Jace murmurou, constrangido. — Sim, senhor, você está na sala certa.
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Após uma semana com aquela pseudo-amnésia, Clary foi liberada. Lembrava-se de tudo que ocorrera antes do aniversário de Isabelle e os médicos disseram que, no instinto de pensar em como Jace ficaria quando soubesse de sua possível morte iminente, ela bloqueou todas as lembranças dele. Jocelyn sentiu-se surpresa, mas nem tanto. Porque, ao que parecia, Clary odiava Jace — mas eles viviam se pegando quando ninguém estava olhando, por mais que a menina insistisse em negar. Ao contrário do que todos pensavam, Clary não ficou triste ao perder o reino para o irmão. Ficou feliz, até, quando soube que — já que não estava mais grávida — poderia voltar para a escola com Isabelle e Jace. Os doutores disseram que realmente seria um milagre que ela se lembrasse das memórias perdidas, por mais que ela lembrasse-se do resto. Aquela parte fora apagada de seu sistema, por assim dizer.
" — Marie! Ela admitiu, Marie! Ela confessou que fora minha irmã Lilith a matar Valentim! — Jocelyn jogou, aos prantos. A rainha desequilibrou-se, assombrada.
– Meu filho?! Aquele monstro matou meu filho! Eu vou MATAR ela! Eu vou ACABAR com as duas! Aquelas miseráveis. — A Rainha chorou, gritando enquanto socava a mesa com seus punhos já idosos.
– Acho que não será mais possível, Marie... — Jocelyn murmurou, limpando as lágrimas. — Elas já tiveram o fim que mereciam.
– O que você fez, Jocelyn? Conte-me todos os detalhes sórdidos.
– Digamos que... — A voz de Jocelyn era penosa enquanto ela sorria de um jeito endiabrado perante as lágrimas. — Eu fechei a boca delas. — E então, em uma paz silenciosa, ambas abraçaram-se. Porém, para um bom perceptor, era possível enxergar o sangue debaixo das unhas bem-feitas da viúva de Valentim..."
Quanto à Maia, vou deixar por conta da imaginação de vocês. Afinal, quem é que pode saber do que Jocelyn é capaz?
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Agradecimentos...
Bem, eu sei que não é um bom final e nem o final que muitas de vocês esperavam... Mas foi um prazer poder escrever e terminar essa fic para vocês. Uma relíquia para mim, meu caderno de confissões e relaxamento.
Quero agradecer a cada recomendação que recebi, a cada comentário dessas leitoras perfeitas. Quero desculpar-me por todos os erros de grafia, todas as postagens demoradas ou a falta delas, pelos capítulos serem tão curtos e pelo começo da história ser tão fútil e mal escrito ( não que o resto não seja). Parte meu coração estar finalizando essa fic, pelas horas que passei escrevendo de madrugada e pelos incontáveis comentários perfeitos e engraçados que não consegui responder. Pretendo responder eles durante esse tempo, afinal, vocês merecem.
Muito obrigada por acompanharem essa história que não passou de uma noite de inspiração vendo O diário da princesa 2. Espero poder sempre estar com vocês.
Esperem o Epílogo, porque ele vai vir logo logo.
Beijinhos e, pela penúltima vez aqui...
Psicoticamente sua, A.
E então, mereço reviews?
:')
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