A Aposta.
20 Capítulo 19.
Dois dias depois.
Jace havia me buscado no hospital, com a sua nova Harley (Aquela coisa perigosa!) e me levado para um campo de lavanda.
Não era muito conhecido na região, o que nos deu privacidade. Mas o que martelava na minha mente era: Como Jace descobriu aquele lugar?
Nós nos deitamos no espaço abaixo de uma árvore, eu com a cabeça no peito dele e ele me fazendo carinho.
No meu dedo anelar estava o anel Herondale, o anel que estava na família de Jace há gerações. Assim como o anel Mongestern, que pertencera ao meu pai e que logo pertencerá à mim. E depois para o meu filho.
O meu filho.
Na mesma hora eu fiquei tensa. Jace percebeu isso.
– O que foi? — Perguntou, parando a mão no meu cabelo.
Levantei um pouco o rosto para ver o seu.
– Jace... O que será de nós daqui para frente? Vamos nos casar, você se tornará Rei e eu a Rainha, nosso filho um príncipe...
– filha.
– Ah, que seja! — Exclamei, irritada. — Mas... Você não acha que somos jovens demais para agir como adultos? Quer dizer... Eu nem maior de idade sou ainda.
– Clary, você não quer mais..?
Deixou a pergunta no ar, com a voz decepcionada. Tratei logo de me sentar e puxar seu rosto para um beijo apaixonado. Ele estava pensando tudo errado.
– Não, meu amor, não é isso. É claro que eu quero me casar com você. É só que eu... estou com medo.
Jace me deu outro beijo, mais profundo e carregado de sentimento. Nos separamos por falta de ar.
– Escute, eu te amo e não vou deixar nada te acontecer. Você é minha e eu pretendo deixar o mundo todo sabendo disso. — Declarou, beijando meu pescoço e me fazendo arrepiar. — Eu vou cuidar de você e você de mim. E nós dois cuidaremos da nossa filha.
Sorri Ao ver seu olhar de ternura E o corrigi.
– Filho.
Jace revirou os olhos.
– Eu já te disse que não quero um minimim que me faça te dividir. Você é minha.
– E você é possessivo! — Afirmei, soltando um riso.
– É o meu ditado: O que é meu é meu e o que não é meu é meu também. — Disse, dando um beijo na minha testa antes de colar a sua na mesma.
– Eu te amo, meu Jace. — Declarei, com os olhos marejados. Meu Anjo, como eu o amava!
– Eu também te amo, minha Clary. — Respondeu, antes de me beijar.
Como sempre, minhas mãos foram instintivamente para a cabeleira loira, enquanto as mãos de Jace apertavam possessivamente minha cintura.
Sempre possessivo.
O beijo não era relutante, nem confuso. Era certo, conciso e apaixonado. Eu sabia que antes havia sido burra. Poderia passar menos tempo discutindo e mais tempo o beijando. Sim, muito mais tempo.
Nos separamos pela falta de ar e eu arfei, enquanto Jace Puxava meu lábio inferior com os dentes.
Eu soltei uma risadinha enquanto meu lábio escorregava por entre os seus dentes brancos brilhantes.
– Meu Anjo, como eu preciso te levar para um quarto! — Exclamou, fechando os olhos.
Dei um tapa em seu braço, mas não consegui parar de rir.
Jace sempre seria Jace.
E eu não mudaria nada nele.
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Aguardávamos do lado de fora do escritório da minha mãe enquanto Hermy nos anunciava. Minha mão tremia de nervoso, então Jace a segurou e enlaçou seus dedos aos meus.
Um minuto após sair, Hermy retornou.
– Ela vai ver vocês. — Disse, sorrindo. Retribuindo o sorriso, entramos juntos no escritório.
– Queria me ver, filha? — Perguntou minha mãe.
– Sim, mamãe.
– Sentem-se. — Pediu e obedecemos. — E sobre o que querem falar?
– Eu vou ser direta, mãe. Eu irei me casar com Jace e nós estamos grávidos.
Minha mãe engasgou e ficou branca feito papel, com os olhos verdes arregalados.
O silêncio reinou na sala, e eu o deixei reinar.
– Filha... Você tem certeza de que quer isso? — Perguntou, receosa.
– Sim, eu quero.
– E você acha que pode fazer minha filha feliz? — Direcionou a pergunta para Jace.
– Eu tenho certeza.
Ela sorriu e, em seus olhos, pude ver um contentamento sagaz.
– Bom, Vocês têm minha bênção para o casamento. — Suspirei de Alívio. — Ahn... E Jace?
– Sim?
Ela piscou para ele e sorriu satisfeita.
– Você fez um bom trabalho. Pensei que demoraria um século para você fazê-la aceitar o pedido.
Não pode ser!
– Vocês... Conspiraram contra mim! — Exclamei, exasperada. — Mãe, você me traiu!
Minha mãe, agora só Jocelyn, soltou uma gargalhada.
– Pare de ser dramática, menina! — Ordenou. — Agora vão, antes que eu mude de ideia.
Nós rimos e saímos da sala, Jace jogou um braço por sobre o meu ombro.
– Viu? Eu falei que ia dar tudo certo.
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