A Aposta.
15 Capítulo 15.
Notas iniciais
10 dias após o Baile.
POV Clary.
Talvez, a verdade fosse menos dolorosa se não nos privassemos tanto da mesma.
Talvez, se eu tivesse admitido à mim mesma, não doeria saber que amo Aquele ser. O ser que faz minhas pernas bambearem, que faz meu coração acelerar, que faz meus olhos brilharem e minha boca sorrir. O mesmo que faz meu rosto corar e meu íntimo se agitar, que faz a voz que comanda a minha consciência se perder e minha insanidade reinar.
Aquele ser Idiota!
O meu ser idiota! O meu ser idiota que não é mais meu. Agora pertence à Camille Belcourt.
Tentei os evitar ao máximo nesses 10 dias — Já que todos se hospedaram no Castelo. Porém, era impossível.
No dia seguinte ao baile, quando Nathaniel "Comedor de Melecas" foi me apanhar para um passeio nos Jardins do Castelo, Jace e Camille caminharam pelo mesmo local. No dia seguinte, nos acompanharam no chá da tarde e Jace e Nathaniel discutiram pelo sabor do pãozinho. Um dia após esse, Jace nos acompanhou na montaria Real, fazendo piadas infames ao meu respeito -nada inocentes- sobre o quesito "Montar".
FlashBack on :
– Eu adoro montar a cavalo! — Exclamou Izzy, sorrindo para Sebastian — Que a acompanhava. Estávamos eu, Isabelle, Sebastian, Tessa, Jace, Nathaniel e Camille.
– Eu também. — Completou Camille.
– Ninguém te perguntou, Camille! — Disse Tessa.
– Ai, que grossa! — Respondeu a mesma, com a Voz de Cadela no cio. — Jacinho, me deixe ir de carona com você, meus braços estão cansados de segurar as rédeas do cavalo.
– Humpf! Jace parece nem saber montar, parece estar bancando o "Cavalinho". — Disse Nathaniel, em tom de escárnio.
– Nathaniel! — Repreendeu Izzy.
– Oh, deixe Is! Ele tem razão, eu não sirvo para montar. Mas sei bancar muito bem o Cavalo. — Respondeu Jace, com malícia. — Se não acredita, pergunte à Princesa. Ela gostou muito de brincar de Cavalinho comigo! Até pediu para ir mais rápido.
Eu corei com aquele comentário absurdo. Camille chiou, Izzy riu, Tessa revirou os olhos -mas rendeu-se ao riso- Sebastian engasgou e Nathaniel se conteu para não pular em Jace.
Mesmo assim, Jace não parou.
– Mas você, Nathaniel, me parece ser muito experiente em Montaria. Há quanto tempo você brinca de cavalinho? — Perguntou Jace. – No duplo sentido, é claro.
E com isso, Nathaniel pulou do cavalo, derrubou Jace do dele e provocou uma bringa onde saiu surrado.
Onde já se vou um Almofadinha Inglês enfrentar um Americano Sarado?
FlashBack Off.
Nos dias seguintes, nada melhorou. Eu apenas sentia sensações estranhas e fraqueza. Porém, não me permitia chorar à noite. Jace não merecia minhas lágrimas.
*&*&*
Estava andando pelo castelo, sozinha, à noite. Não conseguia dormir direito havia m dias e estava entediada. Peguei as Sapatilhas de Ponta e as Calcei, coloquei roupas tradicionais de Ballet e fui para o Salão praticar. Fiz exercícios mais avançados e suaves, permitindo minha graça aflorar e a aflição ir embora — temporariamente.
Quase caí quanto as grandes portas de madeira se abriram e um emaranhado de Dourado e Branco adentrou o Salão.
Era Jace e Camille se beijando. Beijando-se de maneira tosca e forçada. Eles pareciam não ter me notado, fingimento apenas, pois pude perceber que Jave me fitava de rabo de olho.
Se era jogar que ele queria, esse jogo era para dois.
Varri minha irritação para longe e virei-me de costas para o Casal — Voltando à praticar.
Ignorei a pontada que me incomodava no coração, o embrulho no meu estômago, a dor de cabeça e a vontade de chorar feito uma criancinha.
Conforme eu os Ignorava, Camille foi emitindo sons mais altos. Gemidinhos irritantes e risadinhas pavorosas. (CADELA NO CIO!)
– Que merda é essa aqui, posso saber? — Pude ouvir a voz exasperada de Isabelle vinda da entrada. Virei-me e a vi, parada na porta.
Jace abriu a boca para protestar, porém, eu não o deixei.
– Oh, Não é nada, Izzy! — Respondi. — Eles só estão aproveitando o namoro, deixe-os serem felizes. Bom, eu vou deixar-nos à sós. — Dei um sorriso forçado para os dois e saí do Salão — Podendo ver antes o olhar confuso de Jace.
Fui até meu quarto, estava prestes à desabar na cama e pela primeira vez em 10 dias me pernitir chorar. Mas me surpreendi com minha mãe sentada em minha cama.
– Meu Deus! — Exclamei, assustada.
– Não, sou só eu — Jocelyn. Mas dizem que eu tenho os olhos dele. — Respondeu, irônica. — Filha, nós precisamos conversar.
– Precisamos? — Perguntei, me sentando a sua frente. — Sobre o que?
– Sobre esse tal garoto, o Jace.
– Eu não quero falar de Jace, mãe!
– E por que não? — Perguntou.
– Pprque eu...
– Você se entregou a ele, filha?
Engoli em seco. Nunca mentiria para minha mãe uma coisa tão grave.
– Sim, mamãe.
– Você o ama?
– Eu... Sim, eu o amo. — Respondi Cabisbaixa. — Pode ficar decepcionada comigo.
– Eu estou sim decepcionada convosco, Clarissa, porém não por esse motivo. — Declarou. — Eu acho ridículo você não eatar com ele agora. Acho ridículo você se enganar. Se o ama, lute por ele.
– Mas, e Nathaniel? E o reino?
– Nathaniel e suas melecas que se exploda. E eu sei como te livrar do peso de cuidar do reino. Fique com Jace, minha filha.
– Você sabe que eu não posso, mamãe. Eu... o Jace não é para mim, ele e Camille se merecem.
Mamãe se levantou e depositou um beijo em minha testa.
– Você está colocando o Orgulho a frente do Coração. Não seja tola, minha filha. Vença essa teimosia.
Dito isso, ela saiu.
PEQUENO POV DA Autora.
Jocelyn foi do quarto de sua filha tola para o escritório, onde Hermy lhe esperava com Cha verde e bolinhos de mel.
– Ai, Hermy!
– Conseguiu resolver as pendências Sra. Mongestern?
– Não, Clarissa é mais teimosa do que eu pensava! — Respondeu, amarga.
– E o que a senhora quer que eu faça agora? — Perguntou Hermy.
– Chame Jace, precisamos ter uma conversa.
Fale com o autor