A Aposta.
9 Capítulo 9.
Notas iniciais
POV Jace.
– Bom dia, Jace! — Disse Will, ironicamente.
– Vá pro Inferno! — Respondi, mal-humorado.
– Vish, Jace! — Protestou Tessa. — Pra que tanto mal-humor? Você tá assim desde de que a...
– Tessa! — Exclamou Izzy, a cortando.
– O Que Foi? — Perguntou a mesma, indignada. — Não estou falando nada demais. Apenas a verdade! O Jace deveria crescer e seguir em frente, a Clary deve estar fazendo isso.
– Tess! — Sussurrou Will, com autoridade. — Chega.
– Tá Bom! Tá Bom! — Tessa Jogou as mãos para o alto em sinal de rendição e se levantou. Antes de sair ela disse: — Mas você deveria crescer, Jace. Esse papo de perdi minha princesa já tá ficando velho!
Fiquei encarando o nada. Tessa — A Sonhadora — me disse para crescer? Okay, né...
– Não liga pra ela! — Disse Jem. — Ela só está irritada com a história. Sabe, ela gostava da Clary.
– E quem não gostava? — Disse Sebastian, se aproximando da mesa e sentando ao lado de Izzy. — Tudo bem que ela ficava maluca quando bebia, mas quem não fica? Nessa última vez, ela sentou no meu colo achando que eu era o papai noel.
Izzy e Will riram e eu só engoli em seco, lembrando da minha princesa.
– E o que ela pediu? — Perguntou Isabelle.
– Sebastian! — Exclamei, o advertindo.
– Que foi Jace? — Perguntou sarcasticamente e se virou para Izzy. — Ela pediu um homem de verdade porque Jace se recusava à dormir com ela. Ainda chamou ele de frouxo e de Gay.
E pronto! Todos caíram na gargalhada. Nem mesmo Jem se conteve.
Me levantei, irritado, e caminhei até a sala de aula.
Me sentei no lugar habitual, que era ao lado da princesinha, e fiquei esperando o sinal bater para a aula começar. Fechei meus olhos e coloquei os fones do Ipod. Deixei no "Reprodução Automática". A primeira música foi:
Carry on my wayward son — Kansas.
Troquei, até a música me mandava seguir em frente.
Sweet Child O'Mine — Guns'n'Roses.
Troquei, nada de música que me lembrava da minha Princesa. Mas o que não me lembrava da minha Princesa?
(I Can't get no) Satisfaction — Rolling Stones.
Droga! Ela cantou essa música no dia em que...
– Jace?! — Senti uma mão gelada segurar meu pulso e outra puxar os fones. Abri os olhos e vi a "VaCamille" — Era o jeito que a minha princesa chamava ela.
– O Que Foi Camille? — Perguntei, estarrecido.
– Ui! Acho que sua educação foi embora e ainda não voltou! — Respondeu com um sorriso que eu não retribui.
– Fala logo o que você quer, Camille!
– Hmm... Você! — Respondeu, com um sorriso malicioso.
– Desculpe, não temos isso no cardápio! — Falei, com um sorriso amarelo e ela bufou.
– Escute, Jace! Ela não vale tudo isso. Eu posso fazer você se esquecer da "Princesinha" em meia hora se você vier comigo até meu quarto.
Pensei por um instante. A Fray iria noivar e eu tinha que seguir em frente.
Segurei a mão estendida de Camille e deixei-a me guiar.
***************************************s2********************************
POV Clary.
Essa era a minha rotina naquela semana infernal:
Acordar, Participar do desejum ( Coisa que eu raramente fazia), Ler, Praticar exercícios de Etiqueta, ir à modista para preparar o vestido de baile, Almoçar (Eu não almoçava), Mais exercícios, Ler novamente, Chá da tarde (Eu apenas sentava-me junto das outras damas), Passear pelo Jardim Italiano, Desenhar, Praticar Ballet, Jantar (Que eu não comia) e Dormir.
Tudo isso na companhia de minha Nojenta Prima Maia. Ela era falsa e fofoqueira. Adorava um mexerico!
Minha mãe vivia reclamando de meus hábitos alimentares. Dizia " Tem de se alimentar, minha filha!" ou até tentava obrigar-me à comer. Mas não dava! Sem Jace ali eu não tinha vontade de comer. Eu não tinha vontade de levantar-me de meus aposentos, e nem de sorrir, respirar ou até mesmo praticar meu tão amado Ballet. Eu só tinha vontade de chorar e chorar até cansar e render-me ao sono. E era isso o que eu fazia, toda noite, antes de dormir.
Acordei, pedi ajuda à Doroteia — Minha Governanta- para vestir-me e desci para a sala de desejum. Ter que "me vestir de princesa" todo dia era irritante. Aqueles vestidos longos de saia rodada com cores leves e sapatos de salto.
As meninas que viram "O diário da princesa" acham que podemos nos vestir como queremos em locais privados. Mas estão erradas! Minha avó é rústica, mulheres se vestem com vestidos longos e rodados — Nada mais, nada menos. Os sapatos então... Minha sorte foi a de trazer um All Star branco que Jace havia comprado para mim. Como meus vestidos eram longos, ninguém percebia. Então eu podia andar livremente e meus pezinhos ficariam tranquilos. Apenas o vestido me incomodava, é claro. Porém, estou acostumada com essas desavenças desde pequena.
– Bom Dia, Mamãe. Bom dia, Maia. — resmunguei, fazendo uma breve reverência enquanto segurava a saia do vestido, e Sentei-me na cadeira em frente à minha mãe. Pelo fato de minha avó estar doente, ela não participava de nosso desejum. O pior erro de minha vida foi levantar a saia para me sentar, pois a tão perceptiva Maia reparou em meus tênis e nunca que iria deixar essa passar.
– Que sapatos são esses, Pequena Clary? Achei que só usava saltos. — Falou Maia, com um sorriso sarcástico.
– São meus tênis. — Respondi, jogando a comida de um lado para o outro no prato.
– Quando comprou tênis, minha filha? — Perguntou minha mãe, com um ligeiro sorriso travesso.
– Jace deu-me de presente. — Falei por fim, sentindo meus olhos marejarem com a menção à seu nome.
– Quem é Jace? — Perguntou Maia.
– Ninguém de seu interesse! — Respondi, estreitando meus olhos para ela.
– Nossa! Que Mal-Humor. Por que ela está assim, titia?
– Acho que tem a ver com esse tal de Jace...
– PAREM DE FALAR COMO SE EU NÃO ESTIVESSE AQUI! — Berrei, me levantando e segurando a saia para retirar-me.
– Espere, Clary! Você nem comeu nada... — Argumentou minha mãe.
– Não estou a fim. Olhar para o rosto da Maia me fez perder a fome! — Exclamei e me retirei, correndo para o jardim — onde eu me permitiria chorar.
Aquela saia enorme estava me atrapalhando a correr, então eu simplesmente a segurei e rasguei toda a parte da frente, deixando-a no meio da coxa com uma calda até o chão atrás. Munique — A modista — Iria matar-me depois que eu lhe mostrasse o resultado de meu tão adorável vestido lilás.
Saí correndo para o jardim, me joguei entre as rosas e pus-me a chorar. Pouco liguei para os espinhos, mas já podia sentir o sangue escorrendo por meus braços e meu colo, sujando o lilás de vermelho. Depois de um tempo chorando tanto, decidi levantar-me e ir para algum lugar mais afastado. Só que sentia-me muito fraca e quase nem senti quando, ao andar, a escuridão tomou conta de mim.
POV Jocelyn.
– Para onde será que minha priminha fora? — Perguntou Maia, naquele tom falso com qual já me acostumei. Ela era tão verdadeira quanto nota de R$:3,00. Exatamente como sua mãe, Lilith, minha irmã.
– Não faço a mínima ideia, Maia! Por que você não vai procurá-la para mim enquanto eu falo com a Aphril.
– Sim, senhora! — Maia deu mais um sorriso falso e partiu a procura de minha filha.
Fui andando em direção a limousine e pedi para que Thadeu levasse-me até a casa do Duque de Helington.
Chegando lá, Hermy — Minha criada particular — bateu à porta e logo fui atendida. Aphril estava na sala de desenho.
– Jocelyn querida! Como vai a Clarissa?
– Oh, na medida do possível! — Sorri para ela. — E Nathaniel?
– Ele está ansioso para noivar com sua filha! — Respondeu. — Clarissa também está empolgada?
– De forma alguma! — Fui sincera. — Sabe como ela e Nate nunca se deram bem! Lembra-se daquela vez que ele à pendurou em uma árvore?
– Sim, Sim. Eu me lembro! — Aphril respondeu, rindo. — Esse casamento não será uma boa ideia. Mas Gerald é ambicioso, quer que nosso filho se torne um grande rei.
– Creio eu que isso não será possível, cara Aphril! Clary está apaixonada por outro garoto, um americano chamado Jace.
– Oh! — Exclamou, perplexa. — A Rainha sabe disso?
– Nem a Clary sabe que está apaixonada, mas eu percebi! — Confessei. — Depois de sair da América, a Clary não come, não fica de bom-humor, chora pelos cantos e ainda fica falando o nome dele enquanto dorme. Toda vez que tocamos no nome dele ela fica perplexa, toda vez que falamos de amor ela cora e fica no mundo da lua e, quando foi despedir-se dos seus colegas, mandou que parassem o carro, desceu e deu-lhe um beijo apaixonado. Deseja mais provas?
Aphril sorriu e sibilou negativamente.
– E por que então não deixou que ela ficasse na América? — Perguntou.
– Porque A Rainha pediu que não. Ela deseja mais que tudo que a Clarissa seja rainha. Porém, eu tenho um plano para que a Clary não precise Reinar, porém necessito de sua ajuda.
Aphril pareceu pensar, mas por fim, falou:
– Estou à disposição! Conte-me!
Fale com o autor