A Aposta.
11 Capítulo 11.
Notas iniciais
– Eu sou Jace!
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POV Clary.
– Ai, Fodeu! — Exclamou Izzy, assim que adentrou o recinto em que dois garotos se encaravam.
Nathaniel encarava Jace com um olhar de ciume mortal, enquanto Jace dava um de seus famosos sorrisos Presunçosos.
O silêncio abasteceu o local e eu olhava para os dois sem entender nada.
Jace estava com olheiras profundas e parecia estar mais magro. Estava vestido com Jeans escuros e uma camisa de manga comprida negra. Os três primeiros botões estavam abertos, mostrando um pouco do corpo definido dele. As lembranças de quando eu sentia aquele corpo colado ao meu corromperam minha mente e foi demais para eu aguentar.
A tristesa me abateu. Não a tristesa/arrependimento de ter sentido aquele corpo esquentando o meu, me preenchendo e fazendo-me dele. Porém, a tristesa de saber que não teria mais daquilo.
Meu pai certa vez me disse que quando os Anjos caem, caem angustiados por saberem que não iriam mais poder ver o paraíso e nem a face de Deus. Eu me sentia exatamente assim, caída do paraíso. Pois aquela sensação de estar no fundo do poço me assolava.
– Jace... — Foi tudo o que eu consegui dizer antes da escuridão me envolver e levar-me para longe.
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POV Jace.
Ódio, Dor. Ódio e Dor.
Eram os sentimentos que me preenchiam enquanto eu olhava para o tal do futuro pretendente da Minha princesa.
Sem dúvidas, eu era muito melhor do que aquele duquezinho de merda!
Minha vontade de socar a cara do retardado até ele chorar sangue era imensurávelmente grande. Mas eu não podia fazer o que queria! A princesa estava mal, precisava de Paz.
– Jace... — Um fio de voz vindo da boca da MINHA princesa despertou me de meus devaneios. Parei de encarar o Duquezinho e fui ao encontro da Princesinha, que agora estava de olhos fechados e respiração mais controlada.
– Princesinha? — Chamei, tocando sua mão e a segurando Contra meu rosto. Sentindo o cheiro doce que vinha de sua pele, que estava um tanto quente.
Sua pulsação acelerou com o contato e eu a vi abrindo um pouco os olhos.
– J-Jace..? -Falou, suavemente. — O que você está fazendo aqui? — Sua voz ainda estava fraca, então saiu em um sussurro.
– Eu vim ver minha princesa! — Falei alto o suficiente para que aquele Duque idiota ouvisse e emitisse um chiado de irritação.
– Ela é a MINHA princesa! — Exclamou o imbecil.
– Cale a boca, seu filhote de cruz-credo! — Falou Clary, fechando os olhos novamente. Lancei um olhar vitorioso sobre o Duque.
– Me obrigue, Água de salsicha! — Falou para a princesa que riu.
– Jace, faça as honras por favor! — Pediu e eu ri, vendo a reação do Duque. Ele recuou alguns passos.
– Saia do quarto, Jace! — Ordenou. — Não quero você perto da minha futura noiva.
– E quem te dá o direito de mandar nela? — Perguntei, ironicamente.
– Ela é minha noiva! Eu vou ser o MARIDO dela! — Exclamou.
– Mas não vai ser o DONO! — Rebati, me exasperando. A princesa abriu os olhos novamente.
– Cale a boca, Ianque!
– Idiota! — Revidei. — Pare de chiar feito panela de pressão e vá arrumar a sua princesa, porque essa aqui já é minha!
Clary riu e eu a acompanhei.
– Pessoas, deixem-me a sós com Jace por um momento! — Pediu a princesa e todos atenderam — Até o duque, que saiu chiando.
Sorri vitorioso quando a porta se fechou e vi a Princesa me encarar com algo profundo no olhar.
– O que pensa que está fazendo, Jace? — Perguntou, um pouco ressentida. — Você sabe que não podemos ficar juntos!
– Sei? — Perguntei.
– Sabe! — Falou, agora mais firme. — Sabe, mas quer brincar comigo!
– Eu não...
Não pude terminar de falar porque meu telefone começou a tocar. Pedi um minuto e o peguei para atender. Vai ver que era meus tios, eles poderiam estar preocupados com minha ausência na escola.
O atendi tão distraído que nem vi o identificador no visor.
– Sim?
– Jacii... — Era a voz manhosa e arrastada de Camille. Revirei os olhos. — O que aconteceu? Você sumiu, nós não íamos sair ontem a noite?
– Teve um imprevisto, Camille! — Respondi e vi os olhos da princesa arderem em raiva. — Não vou poder sair com você! Tchau! — Murmurei antes de por um fim na chamada. Pude ver lágrimas contidas insuficientemente escorrerem pelo rosto da princesa. — Clary, não é o que...
– Cale a boca, Jace! — Ela falou, baixa e raivosamente. — Pelo Anjo, só cale essa sua boca!
– Pode deixar! — Ironizei. — Eu vou me calar, mas antes eu vou ir chamar o seu tão amado Duque. Porque você prefere ele, não é?
– Você sabe que não é assim! — Se exasperou. — Você disse que entendia!
– Não! Eu disse que te amava! — A corrigi. — Só que você foi medrosa demais para conseguir ouvir!
– Não ponha a culpa em mim! — Ela exclamou. — Se alguém é culpado aqui, esse alguém é Você!
– Eu? — Disse, descrente. — Eu sou culpado por te amar?
– Não! Você é culpado por me fazer te amar! — Ela declarou. — Você sabia que eu estava prometida, mas mesmo assim quis provar que pode ter qualquer uma aos seus pés e quis me conquistar! A culpa é sim sua por ter feito aquela aposta ridícula e ter deixado o que sentimos acontecer!
Ai! Essa foi como um tapa na cara, Hadouken, facada, Penta Kill, head shot...
– Você se arrepende de me amar? — Perguntei, ferido.
– Eu nunca -Nunca!- vou me arrepender de te amar, Jace! — Falou, agora mais suavemente. — Os dias em que passei ao seu lado foram os melhores da minha vida. Eu não tive que fingir um sorriso, não precisei me esconder do mundo. Com você eu posso ser eu mesma, não a princesa Clarissa e sim a Clary — a Sua Princesa Clarissa. Mas isso não inverte a situação.
– Então é isso? Você me ama, mas ainda vai se casar com aquele... Idiota?! Vai dar preferência a Negócios invés de Amor? Vai bancar a idiota?
– É, basicamente isso! — Falou, agora ferida. — Bom, se já acabou de expressar a sua opinião sobre o fato de me achar uma idiota, pode se retirar. Quero repousar agora. — Seu tom estava naquele em que minha tia falava com meu tio quando ele estava fodido. Bufei, já irritado com sua teimosia, e agarrei seus braços — A puxando para um beijo.
Como sempre, ela se derreteu em meus braços e agarrou meus cabelos. Era inebriante beijá-la e eu nunca achava que era o suficiente. Precisava de mais, muito mais. Mas não podia. E aquele sentimento de querer o que não se pode ter cortou meu coração. Quando o ar se fez necessário, me afastei e soltei ela, que gemeu em protesto.
– Isso nunca vai mudar, Fray! — Falei. — Nós dois sabemos que você vai estar com ele pensando em mim. Mas se é assim que deseja... — Me curvei. — Adeus, Princesa!
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