A Aposta.
10 Capítulo 10.
Notas iniciais
POV Maia.
Ainda me lembro de quando éramos crianças e a Clary se comportava como um menino. Vivia rasgando seus vestidos e andando descalça. Odiava sapatilhas ou saltos.
Eu também os odiava, mas não tinha sua coragem para desafiar minha mãe e não as usar. Eu era submissa à minha família. Coisa que minha Prima nunca foi: Submissa. Sempre lutou por seus ideais e quando cismava com alguma coisa, a conseguia.
Lembro-me também o dia em que ela passou a me odiar.
FlashBack on:
– Vamos, Clary! — Exclamei. — Pule na piscina, Não há ninguém aqui em minha casa! Podemos nos banhar à vontade.
Mas a pequena menina ruiva apenas se encolheu ainda mais onde estava.
– E-Eu não acho uma boa idéia! — Murmurou. — Tenho M-Medo de água!
– Ah, Pare de bobeira! — Falei, lhe sorrindo de um jeito maléfico e a pegando no colo. A pequena princesa se contorcia, tentando sair de meu domínio. Porém, eu não lhe permiti. E assim eu a joguei na piscina.
Ela estava demorando muito para subir. Esperei, mas nada dela imergir.
A sorte foi que o filho da empregada, ele tinha 14 anos na época, viu a situação e pulou na piscina.
Quando ele tirou a Pequena Fray da mesma, ela estava semi-consciente. Praticou nela os primeiros socorros, mas nada dela acordar.
Acabou que tivemos que lhe levar para o hospital. Ela ficou internada por alguns dias por água nos pulmões ou algo do tipo.
Minha mãe me deixou de castigo por tanto tempo...
FlashBack Off.
Sei que a Princesa era traumatizada até os dias atuais
.
Segurei as saias do meu vestido e segui em direção ao Jardim — Ali sempre fora o refúgio da princesa.
E minhas dúvidas foram confirmadas quando achei-a desmaiada ao chão. Corri até seu lado, vendo sua pulsação: Batia, Porém fracamente.
– socoooorro! — Gritei para qualquer ser que estivesse por perto. — Princesa! — A chamava, mas ela não respondia. — Alguém me ajude! — Berrei, até que um empregado veio nos socorrer.
Levou-a para dentro de casa, mas não consiguiram acordá-la. Nem mesmo com o cheiro de álcool.
– Chame uma ambulância! — Berrou o empregado para mim e o atendi prontamente. — O que está acon... Minha menina! — Berrou a Rainha, correndo para perto da princesa. — O que houve?
– E-Eu não sei! — Respondi. — A Tia Jocelyn pediu-me para procurá-la e quando cheguei ao jardim, a Clary já estava desmaiada.
– Oh, Minha Criança! — Lamentou a rainha, ordenando para que Dimitri preparasse o carro, ela iria para o hospital com a princesa. Mas não foi preciso, pois a ambulância chegou em menos de dois minutos.
Os enfermeiros colocaram-na numa maca e puseram a mascara de oxigênio em seu nariz e boca.
Levaram-na as pressas, a Rainha foi em um carro logo atrás e pediu-me para contatar a tia Jocelyn.
Ela havia ido falar cpm aphril, então liguei para lá.
–Residência de Herlington, Pois não? -Atendeu uma voz galante do outro lado.
– P-Preciso falar com Jocelyn Fray Mongestern! Urgentemente!
– Sim, Senhora! — Respondeu e depois de 13 segundos, ouço a voz de minha tia.
– Pois bem?
– Tia! Vá para o Hospital! Houve um problema com a Clary! E dessa vez é sério! — A informei.
– Ok! — Respondeu minha tia, assustada, e desligou.
Pedi para algum motorista levar-me para o hospital também. Era de muita raridade alguém de importância na família Real ir para um hospital, mas era uma emergência.
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1:30hrs depois...
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POV Autora.
Estavam todos na sala de espera daquele tão prestigiado hospital.
Haviam sete cadeiras, mas havia mais pessoas em pé.
Nesse time estavam: Jocelyn, a mãe da princesa que punha-se a chorar; Nathaniel, Seu futuro noivo que estava realmente preocupado; Maia, que ainda estava atordoada e alguns membros do parlamento. A rainha estava sentada, aos prantos também. Lamentando-se de que não podia fazer nada.
Enfim, o Doutor saiu do quarto da tão amada princesa com uma prancheta na mão e uma cara não muito boa.
– O que há com a minha filha, Doutor? — Apressou-se Jocelyn.
– Paciência, Senhora. — Respondeu. — Peço uma conversa privada dentro do quarto da enferma. Mas somente três acompanhantes podem entrar por turno. Quem irá entrar para saber das notícias?
–Hmm... Eu, V.Sa Majestade e Maia. — Respondeu Jocelyn e todos assentiram. Então, as mesmas três adentraram o quarto.
– Bom, as notícias que tenho não são nada boas! — Começou o Dr. — A princesa não anda se alimentando, por isso o desmaio. Ela tem que se alimentar muito bem se não quiser voltar para cá.
Jocelyn suspirou aliviada.
– Se é apenas um caso de anemia...
– Mas não é apenas um caso de anemia! — Exasperou-se o Dr. — Sua filha está em um nível grave de depressão!
Todas engoliram em seco.
– M-Mas Dr! Ela...
– Ela chegou a um estado fatídico onde está beirando a vida e a morte. Se ela tiver mais uma recaída, poderá não voltar mais! Ela anda frágil emocional e fisicamente. Não está bem, aceitem isso! -Dito isso, o Doutor se retirou.
Jocelyn pediu para que Maia arrumassr um celular.
– O que vai fazer, Jocelyn? — Perguntou a Rainha.
– Vou ligar para Isabelle!
POV Jace.
Eu estava em um dia normal de aula. Física, para ser mais exato. Camille estava abraçada em meu corpo enquanto nós víamos o tal seminário.
Do nada, começa a tocar FU da Miley Cyrus. O celular de Izzy, com certeza.
– De quem é o aparelho? — Pergunta o professor Luke, veementemente furioso.
Isabelle levanta a mão, agora com o Iphone dourado.
– Desculpe-me prof. Mas é realmente importante! Posso antender?
– Sim, mas não demore Srt. Lightwood! — Repreendeu o professor.
– Sim Senhor! — E saiu. Deveria ser minha tia, ela vivia ligando "urgentemente" para Izzy.
Camille deitou a cabeça no meu peito. Era uma sensação desconfortável, eu sentia que tinha algo errado. Camille estava errada! Ela não era... a minha princesa.
Isabelle irrompeu na sala, catando seus materiais e pedindo licença. Pedi licença também e fui atrás dela.
– Izzy? Aconteceu alguma coisa lá em casa? — Perguntei ao ver as lágrimas escorrerem Por suas bochechas.
– Não, Jace! — Exclamou Izzy. — Por que você não volta para a sua VaCamille?
– Não fale assim dela! — Falei, mas na verdade pouco ligando. Até eu a chamava assim em pensamento.
– Esse é o seu verdadeiro Eu, Jace? Porque, vou te dizer uma coisa, ficar com a Camille só te trás status.
– Cale-Se, Izzy! — Ordenei. — Eu estou seguindo em frente!
– Então você esqueceu a princesa? — Perguntou, ironicamente mas ainda chorando.
– Você não sabe de nada, Isabelle! — Falei, com raiva. — Ela deve estar beijando seu "Príncipe encantado" agora mesmo. Ela já deve ter me esquecido!
– É você quem não sabe de nada! — Exclamou ela. — É isso que você acha da minha amiga? Bom saber! — Deu-me as costas, mas eu a segurei pelo braço.
– Fale o que aconteceu, Isabelle! Ande!
– A-A-A Cla-Clary... — Falou, em meio a lágrima, e eu fiquei preocupado.
– O que tem a Clary? — Perguntei, desesperado.
– E-Ela e-Está internada. Fo-Foi bem grave! Jocelyn pediu para que eu pedisse a papai e mamãe se eu poderia passar a semana lá. Eles deixaram e eu vou no primeiro vôo que tiver.
– Mas o que ela tem? — Perguntei, quase arrancando os meus cabelos com a força que eu os puxava.
– A Tia Jocelyn me disse que ela quase não come desde que saiu daqui e está em depressão! — Falou Izzy, agora um pouco mais calma.
– Espere 15 minutos! — Falei para ela. — Eu vou com você!
– Mas e a escola? — Perguntou.
– Foda-se a escola! — Respondi. — Eu vou ver a minha princesa!
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POV Clary.
–Minha Princesinha! — Falou a voz de Jace, atrás de mim. Eu estava cercada de Peônias brancas — Minhas flores favoritas. Virei-me e dei de cara com meu verdadeiro principe.
– J-Jace? — Perguntei, sem saber se aquilo era real. — O que faz aqui?
Ele riu.
– Vim ver minha princesa! — Respondeu. — Um príncipe não vive sem sua princesa!
– Então esse é o nosso? — Perguntei, o deixando aturdido.
– O nosso o que?
– O nosso Felizes para sempre! — Respondi, sorrindo e o beijando. — Jace, Jace, Jace, Jace, Jace...
E então eu acordei...
E estava cercada de gente. Minha mãe, Maia, Minha avó, Nathaniel e alguns ministros do Parlamento.
– M-Mamãe? — Perguntei, confusa.
– Oh, Anjo! Você está se sentindo melhor, querida? — Disse ela, segurando minha mão.
– Sim... Eu acho! — Respondi, ainda sem entender a situação. — O que aconteceu?
Então minha mãe me contou como Maia me achou e o veredito do médico. Eu havia dormido por dois dias e estava recebendo soro pelo mesmo tempo. Suspirei e fechei os olhos, abatida. Mamãe estava mexendo no celular e sorriu para mim.
– Temos uma surpresa chegando...
– Ainda não me explicaram quem é Jace e por que A Clary ficou chamando seu nome enquanto dormia! — Exclamou Nathaniel.
– Nate! — Repreendeu minha prima.
– Ora Ora Ora! — Falei. — O que o comedor de melecas faz aqui? — Perguntei, sarcasticamente.
– Não me chame assim, água de salsicha! — Zombou. Estreite os olhos e fingi o analizar.
– Isso no seu nariz é uma espinha? — Perguntei e ele foi checar no espelho na parede, desesperado. — Demente! -Murmurei, revirando os olhos.
– Como futuro noivo da Clarissa EXIJO saber quem é esse tal de Jace! — Exclamou Nathaniel novamente.
De repente, a porta foi aberta e uma figura dourada adentrou o quarto.
– Eu sou Jace!
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