A Aposta

18 Capítulo 18


Notas iniciais
Demorei, mas voltei =D Musica do Capitulo: http://www.youtube.com/watch?v=n1IDx4ZuExw Desculpem qualquer erro. Enjoy

Depois da escola Brittany foi direto para casa recusando o convite de Sam para ir à lanchonete que ficava no centro e que a maioria das vezes ia para matar o tempo e tomar — segundo eles — o melhor Milk shake da cidade. Seguiu direto para o quarto já que a casa estava vazia e trocou de roupa colocando um biquíni branco com detalhes pretos para ir à piscina.Fazer esses exercícios três vezes na semana era extremamente chato e cansativo para Brittany, mas seus pais a obrigavam. Pelo menos agora não tinha mais uma instrutora todos os dias insistindo que deveria se esforçar mais e mais tirando todas as suas energias.

Uma hora e meia depois sua mãe apareceu interrompendo seus pensamentos que constantemente iam até Santana mesmo que tentasse pensar em algo mais a latina insistia em voltar com aquele belo sorriso e covinhas charmosas.

– Boa tarde filha – Susan se sentou em uma espreguiçadeira que estava próxima a borda da piscina.

– Boa tarde bonita – Brittany se aproximou da mãe sorrindo, mas sem sair da água apoiando seus braços na borda.

– Como foi na escola? – Perguntou interessada.

– O mesmo de sempre – Respondeu apoiando a cabeça nos braços e fechando os olhos aproveitando o sol – Entediante.

– Me surpreendo cada dia mais com o interesse dos jovens pelos estudos – Comentou Susan balançando a cabeça indignada.

– Vai dizer que a senhora gostava? – Perguntou encarando a mãe com cara de deboche.

– Melhores anos da minha vida – Sorriu com os pensamentos distante – Beijei, apronte e curti muito nessa época.

Brittany gargalhou enquanto a mãe ria balançando a cabeça. Saiu da piscina caminhando em direção a Susan apenas para pegar a toalha que estava no encosto da espreguiçadeira e bebericar o suco de morango que jazia na mesa de vidro.

– O papo esta ótimo, mas eu vou dormir um pouco – Brittany disse depositando o copo na mesa para em seguida caminhar para dentro de casa se enxugando no processo já que sua mãe detestava que molhassem seu carpete.

– Dormir a essa hora? – Susan se manifestou preocupada – Você esta bem? Esta com alguma dor?

– Não mãe – Brittany negou com a cabeça se virando para olhar a mulher que tinha se levantando – Não se preocupe. É que os exercícios me deixa cansada.

– Certeza? – Recebeu um aceno positivo da filha e vou a se sentar aliviada – Quero que avise caso algo esteja errado.

– Pode deixar – Sorriu e antes de sair se voltou novamente – A propósito às meninas chegam às oito.

_____X_____

O resto da tarde havia sido tranqüilo para Santana. Apenas livros e biscoitos foram seus companheiros durante a tarde e no Maximo um suco para amenizar o calor. Diferente do que geralmente fazia, Santana apenas aproveitou sua tarde com uma leitura leve que não era relacionada de forma alguma com a disciplina escolar.

Seus pais estavam fora da cidade e essa seria apenas mais uma noite em que passaria na casa de Rachel para uma festa do pijama onde envolvia colchões na sala, muito sorvete, filmes infinitos e conversas até tarde mesmo que houvesse escola no outro dia. Quinn geralmente aparecia para essas noites de diversão, mas agora com a faculdade era difícil para a menina conciliar pelo menos no começo.

Essas em geral eram as noites das meninas quando passavam juntas, mas hoje seria diferente. Elas iriam jantar na casa dos Pierce e mais uma vez era uma ocasião diferente. Dessa vez Santana não iria porque é amiga de Quinn e sim porque era amiga de Brittany e possivelmente algo a mais.

Se ela estava nervosa? Claro que sim, mas era mais fácil quando já conhecia aquelas pessoas desde muito nova. Não era como se estivesse indo para um campo minado e precisasse tomar cuidado com tudo que diria para passar uma boa impressão. Com esse pensamento em mente ela passou o resto da tarde em seu mundo reservado antes de ir para a casa de Rachel. Elas haviam combinado que a baixinha passaria por lá, mas depois de conversarem Santana achou melhor que seu motorista as levassem, pois seus pais insistiram muito antes de irem viajar.

– Vamos logo Rachel – Santana batia na porta do banheiro apressando à amiga.

– Calma Santana – Reclamou Rachel terminando de passar o batom – Eu preciso ficar bonita.

– Não temos todo esse tempo – Respondeu irritadiça.

– Vou ignorar esse infeliz comentário – Rachel saiu do banheiro mexendo no cabelo – Como estou?

– Linda – Santana disse dando as costas para a amiga que fechou a cara, mas a acompanhou – Agora vamos.

Saíram de casa e encontraram o motorista de Santana as esperando com a porta já aberta. O caminho até a residência dos Pierce levava cerca de vinte minutos que foram gastos em conversas banais pelas duas meninas.

Ao chegarem Santana apenas avisou o motorista que ligaria assim que estivessem prontas para irem embora. Caminharam até a porta e Rachel tocou a campainha ansiosa e agitada para ver sua namorada e não se desapontou por ser atendida pela mesma.

– Meu amor – A baixinha pulou abraçando Quinn que apenas ria da namorada.

– Oi Rach – Lhe deu um selinho e abraçou sua cintura de lado para cumprimentar Santana – Oi San.

– Oi Quinnie – Santana lhe deu um beijo no rosto e entrou pelo espaço em que as duas não ocupavam.

– Minha mãe esta na cozinha – Santana lançou um olhar interrogativo e apenas recebeu em troca movimento de ombros – Ela quis cozinhar hoje.

Caminharam para o local encontrando Susan com uma colher de pau olhando para um livro que Santana identificou como sendo de culinária antes de caminhar em direção da mulher lhe dando um abraço apertado.

– Meu deus como você cresceu – Susan a apertava cada vez mais forte, mas logo a soltou lhe dando um beijo na testa – E você não muda Rach – Caminhou em direção a Rachel e lhe abraçou da mesma forma como havia feito com Santana.

– Eu cresci um pouquinho dona coisa – Rachel riu ao se afastar da mulher com uma diferença notável de altura. Esse apelido tinha sido usado pela primeira vez quando foi visitar Quinn junto a Santana. Quinn estava doente então decidiram que assim que as aulas do dia terminassem iriam diretamente até a casa da loira. Depois de um tempo na casa, Rachel alegava estar com cede então foi até a cozinha onde encontrou Susan sentada mexendo em seu notebook. Ela tentou cumprimentar a senhora pelo nome, mas ela não lembrava no momento então a única coisa que veio a sua mente foi “Dona Coisa”. Era mais fácil ela ter dito Sra. Pierce? Certamente que sim, mas na hora ela não lembrava o sobrenome da família da que futuramente seria sua namorada.

– Vejo que sim – Se afastou voltando a mexer a panela preta que jazia na primeira boca do fogão – Meninas eu me atrasei porque ainda tive que ir ao mercado e Brittany não acordava para me acompanhar. Foi uma luta para tirá-la da cama.

– Precisa de alguma ajuda? – Perguntou Santana já que Rachel e Quinn conversavam entre si.

– Não se preocupe com isso querida – Susan experimento o molho e se virou sorridente para Santana – Brittany esta na sala de vidro. Vá até lá.

– Acho que vou esperar até que ela desça – Santana apertava uma mão na outra levemente envergonhada, o que fez Susan balançar a cabeça e sorrir.

– Hora San – Susan escorou-se no balcão e inclinou o corpo para perto de Santana – De qualquer forma eu teria que chamá-la então encare isso como um pedido e não como se fosse uma vontade sua subir aquelas escadas correndo para poder vê-la.

– Tudo bem – Se possível Santana estava vermelha tanto quanto Rachel ficava quando Quinn sussurrava frases de amor em seu ouviu no meio da aula. Seu tom de pele não demonstrava com exatidão o tom avermelhado, mas pela forma como Susan ria e pelo quanto sua face estava quente ela tinha certeza que dessa vez era visível suas bochechas no tom vermelho.

Saiu do local caminhando lentamente até as escadas que levavam ao andar de cima. Conforme andava pelo corredor era possível ouviu os sons das teclas de um piano sendo tocadas. Ela sabia que na casa possuía um exatamente na sala em que Susan tinha indicado, mas não sabia que alguém da casa realmente o tocava. Achava que era apenas um enfeite já que no mesmo local haviam prateleiras cheias de livros de diversos temas, cores e formatos.

Quando entrou pela primeira vez na sala de vidro, Santana ficou encantada. O local era extremamente iluminado pela luz solar que entrava pela gigantesca janela totalmente de vidro, as prateleiras de marfim eram estrategicamente uma ao lado da outra cobrindo a parede do lado esquerdo enquanto o direto havia uma lareira e quadros da família pendurados por toda parte. Em frente à lareira havia um sofá grande e de cada lado uma poltrona e um criado mudo onde um abajur florido se encontrava. Um tapete felpudo e cinza era posto em frente a esses moveis dando um ar aconchegante ao lugar. Mas o que havia chamado sua atenção era o piano branco que ficava em frente às enormes janelas. Por vezes tentou se aproximar do instrumento, mas sempre foi impedida por Quinn que alegava que ninguém podia encostar-se ao objeto. Nunca entendeu o porquê, mas preferia não insistir.

Quando adentrou o local a musica soou mais alta e surpreendeu Santana quando percebeu que quem tocava o instrumento era ninguém menos que Brittany. A loira mantinha os olhos fechado e deslizava a mão com facilidade apertando as teclas com carinho e perfeição.

Uma vontade de chorar abateu Santana, mas isso não era ruim. O choro que estava preso em sua garganta era apenas de admiração. A musica lhe dava aqueles arrepios gostosos, fazia seu estomago revirar e os suspiros ficarem mais longos. Estava ciente que mesmo depois de tanto esforço uma lagrima desligou pelo seu rosto parando entre os lábios. O sorriso se formou em seus lábios enquanto se aproximava em passos lentos para que Brittany não percebesse sua presença e parasse de tocar.

Era uma cena bonita e gostosa de apreciar. Brittany movimentado levemente o tronco enquanto apertava as teclas, forçando mais o corpo quando a nota era em um tom mais grave e descansando a mão na coxa quando não precisava usar a mão em questão. Observou Brittany finalizar a musica com um suspiro e com os olhos ainda fechados.

– Não sabia que tocava – Santana se pronunciou assuntando Brittany.

– O que esta fazendo aqui? – A pergunta saiu com um tom rude, mas ela ainda estava assustada com a aparição da latina.

– Sua mãe disse que eu podia subir – Santana deu um sorriso sem graça.

– Me desculpe. Eu apenas me assustei San – Brittany disse ainda sentada.

– Você toca muito bem – Santana se aproximou de Brittany sentando ao seu lado – Desde quando isso acontece?

– Desde os dez mais ou menos – Informou segurando a mão esquerda da latina entre a sua – Eu gosto do destaque que sua pele tem sobre a minha — Observava as mãos unidas com admiração – A minha muito branca e a sua jambo. Eu gosto disso.

– Eu também – Deixou escapar enquanto encarava o rosto de Brittany que agora a olhava com um leve sorriso – Poderia tocar alguma coisa pra mim? – Limpou a garganta mudando o assunto.

– Sim – Brittany fez leves movimentos com a cabeça encarando os lábios grossos – Mas agora eu gostaria de te beijar – Moveu seu olhar para os de Santana que tinha um brilho de expectativa beirando os olhos castanhos.

Santana umedeceu os lábios e fechou os olhos esperando a aproximação de Brittany que não demorou a colar os lábios. Não era a primeira vez que se beijavam, mas nunca um beijo era igual ao outro. Não sabiam se era o sentimento que aumentava, mas parecia que a cada beijo o gosto dos lábios juntos era diferente. Brittany passou os braços na cintura de Santana e a trouxe para mais perto conseqüentemente fazendo com que a mesma colocasse seus braços envoltos a seu pescoço. A musica que Brittany tocava a alguns minutos ainda soava na mente de Santana quase como uma trilha sonora para o momento.

Um pequeno gemido saiu dos lábios de Brittany assim que Santana passou as unhas de leve em sua nuca aprofundando o beijo. O som novo aos ouvidos de Santana foi bem aceito que repetiu o gesto sem importar com mais nada. Sem timidez aparente Santana sugou a língua de Brittany sem pudor encerrando o beijo.

– Porra isso é muito bom – Brittany murmurou assim que se afastaram e recebeu um beliscão na barriga.

– Sem palavrões – Santana advertiu ainda ofegante.

– Desculpa – Pediu sorrindo e recebeu um selinho que tentou transformar em algo mais profundo, mas Santana se afastou.

– Temos que descer – Informou Santana.

– Nos poderíamos ficar aqui ou ir para o meu quarto – Brittany propôs beijando o pescoço de Santana que se levantou em um pulo – O que foi?

– Nada – Passou a mão nos cabelos soltos e olhou para qualquer ponto que não fosse Brittany – Podemos descer agora?

– Claro – Brittany suspirou derrotada e se levantou.

Foi até Santana e enlaçou as mãos para que pudessem caminha juntas até a sala de jantar onde provavelmente todos estariam as esperando.

– Você esta me devendo uma musica – Santana avisou enquanto desciam as escadas.

– Sim senhora – Brittany respondeu sorrindo. Sorrir era o que mais fazia enquanto estava com Santana.

Chegaram à sala de jantar onde realmente todos já estavam acomodados as esperando. Brittany percebeu o sorrisinho de lado que a mãe e o pai a enviavam, mas resolveu deixar prá lá já que Quinn tinha a cara emburrada sentada ao lado de Rachel.

O jantar transcorria normalmente entre conversas casuais. Susan fazia perguntas constantes a Santana e Rachel sobre a escola, o dia a dia e sobre seus pais enquanto Brittany, Quinn e James comiam como se não houvesse o amanha. Depois de terminarem Susan pediu para que fosse até a sala para que servisse a sobremesa e pudessem continuar a conversa.

– Então meninas – Susan começou entrando na sala de estar – Quando começaram a namorar?

– Tem quase dois anos mãe – Quinn respondeu confusa. Ela olhou para Rachel que se sentava ao seu lado e a menina tinha o olhar confuso – a senhora sabe disso.

– Não me refiro a vocês – Susan balançou a mão em direção as meninas e sentou-se ao lado do marido – Me refiro a Brittany e Santana.

Brittany se engasgou com o sorvete que tomava ao ouvir as palavras da mãe. Já Santana que sentava ao seu lado arregalou os olhos e corou furiosamente nada tão visível assim, mas a garota só queria um buraco em que pudesse se esconder.

– Não estamos namorado – Santana informou enquanto ajudava Brittany a se recuperar do susto.

– Mas deviam – Dessa vez o pai das meninas comentou – Formam um belo casal.

Os pais sabiam que as meninas estavam apenas se conhecendo, mas não perderiam a oportunidade de brincar e provocar um pouco. Isso de certa forma daria impulso para que Brittany fizesse algo já que pelo que Susan havia conversado com Rachel, Santana ainda tinha um pé atrás em relação a elas.

– Eu já disse isso pra Santana, mas parece que ela não me ouve – Rachel entrou na conversa deixando as meninas mais envergonhadas se possível – E digo outra coisa, Brittany esta enrolando demais minha amiga.

– Rachel não faz nem quatro dias direito – Brittany murmurou com a cabeça baixa se referindo a primeira vez que ela e Santana se beijaram.

– E o que tem isso? – Perguntou Rachel como se não fosse nada – Você não gosta da San?

– Sim – Brittany sussurrou arrancando um leve sorrido de Santana. Mesmo a situação sendo embaraçosa para as duas a latina não podia evitar a felicidade que lhe abateu.

– E você gosta da Brittany? – Agora a pergunta foi direcionada a Santana que apenas gostaria de enforcar Rachel naquele momento.

– Sim – Respondeu Santana depois de respirar fundo.

Brittany virou o rosto tão rápido em direção a Santana que um estralo foi ouvido pelo outros. Seu coração estava acelerado com a declaração e ela podia sentir sua respiração ficar um pouco descontrolada o que não era um bom sinal para aquele momento, mas ela conseguiu acalmar mesmo que com muito esforço. O sorriso bobo, o olhar brilhante e o leve toque de mãos que Brittany iniciou, fez com que Santana não se arrependesse de relevar que a loira de certa forma começava a mexer com os seus sentidos.

– Gosta? – Brittany perguntou em um fio de voz como se quisesse que apenas Santana escutasse a pergunta.

Santana balançou a cabeça afirmando enquanto encarava Brittany com um sorriso que para os pais e Rachel era o significado que da parte de Brittany começava a existir paixão, mas para Quinn era apenas um sorriso idiota de sua irmã idiota.

Voltaram a conversar sobre qualquer coisa que não fosse o relacionamento de Santana e Brittany já que Susan resolver deixar as meninas em paz. Era por volta das dez quando os pais das loiras resolverem se recolher e só agora Brittany e Santana sentiram falta de Quinn e Rachel na sala, mas não ligaram muito pra isso já que as duas tinham idéia onde o casal possivelmente estaria.

Brittany se levantou estendendo a mão para Santana para que seguissem para a piscina enquanto Rachel não descia para irem embora.

– Posso te fazer uma pergunta? – Santana perguntou sentada na borda da piscina.

– Alem dessa? – Brittany recebeu um leve tapa de Santana e riu da menina – Claro.

– Porque o interesse? – Santana não olhava para Brittany e sim para a água que reluzia devido à luz que vinha de dentro da própria piscina.

– Interesse em que? – Perguntou confusa.

– Em mim – Santana move o olhar para Brittany – Porque de uma hora pra outra você acho que seria legal conversar comigo?

Doía em Brittany não pode dizer a verdade que lhe assombrava. Ela queria mais que tudo contruir algo com Santana sem que uma mentira as envolvesse, mas ela não podia arriscar perder a amizade da latina. Não agora que as coisas estavam indo bem. O que sentia por Santana não era uma brincadeira ou tinha algo relacionado à aposta que fez com Puck. Agora era algo maior que toda essa besteira. Ela realmente gostava de Santana e a única coisa que pensava todos os dias era em terminar com aposta estúpida e nunca mais mencionar isso em sua vida.

Mas ela não podia fazer isso. Tinha uma reputação a zelar. O que Puck diria se ela desistisse de tudo? Brittany não queria pensar nisso agora, mas ela daria um jeito para que essa confusão se ajeitasse mesmo que isso acabasse com tudo o que “conquistou” durante esses três anos. Santana valia à pena. Sim valia. A latina foi a primeira pessoa que realmente foi sua amiga sem algum interesse maior alem da amizade entre elas.

– No começo foi por um motivo egoísta, mas eu te conheci e simplesmente não consegui me afastar mais – Brittany dizia sem desviar os olhos dos de Santana e tudo o que dizia era a mais profunda verdade e Santana podia ver isso – Você é simplesmente incrível e não digo isso da boca pra fora. Eu realmente gosto de você e arrisco a dizer que o mais provável é que esteja me apaixonado? – Era uma daquelas afirmações com tom de pergunta que geralmente as pessoas fazem quando estão em duvida sobre a reação do outro alguém e era isso que Brittany sentia. Duvida. Duvida se Santana gostava dela da mesma forma, duvida se era certo dizer aquilo, duvida de como isso afetaria seu ser.

– Brittany eu – Santana começou com um leve gaguejo, mas foi cortada por Brittany que se aproximava mais envolvendo sua cintura com seus braços.

– Olha San eu sei que aprontei de mais com você, que sou uma idiota de mão cheia e que realmente não mereço você – Brittany moveu a mão direita da cintura de Santana para seu rosto retirando uma mexa de cabelo que ali jazia – Mas se você me der à chance eu juro que vou ser a melhor pessoa do mundo e prometo que vou ser uma ótima namorada.

– Você – Santana abriu a boca e mesmo que quisesse completar a frase sua voz não saiu. Ela estava feliz, assustada, insegura e emocionada. Todas as emoções ao mesmo tempo e descontroladas, mas o que prevalecia mesmo que não soubesse era a felicidade.

– Santana Lopez você aceita ser minha namorada? –

Brittany fechou os olhos com força esperando a resposta. Santana soltou uma risada em meio a lagrimas que apareceram sem sua permissão pela segunda vez na noite.

A resposta que Brittany esperava veio através de um beijo lento de Santana com direito a chupões e arrepios. A menor entreabriu os lábios quase como um pedido para que Brittany invadisse sua boca. O beijo que começou calmo e lento foi tomando proporções maiores e agora Santana estava sentada no colo de Brittany depois de a loira a ter puxado para que os corpos se encostassem e pudesse aprofundar o beijo.

As mãos da loira passeavam inquietas pelas costas de Santana que sentia um arrepio subir sua coluna toda vez que Brittany aproximava de sua bunda e todas as vezes que isso acontecia, ela tratava de subir as mãos agitadas antes que chegassem ao seu destino. Suas mãos estavam mais comportadas apenas segurando a nuca de Brittany, mas um apertão mais forte vindo da outra fez com que Santana desse um leve puxão nos fios loiros arrancando um gemido um tanto quando agudo de Brittany que deu um impulso e começou a deitar Santana no chão frio.

– É melhor a gente parar – Santana estava ofegante quando se afastou do beijo tomando consciência do que poderia acontecer caso deixasse Brittany continuar.

– Tudo bem – Brittany disse alguns segundos depois de olhar nos olhos de Santana e encontrar apenas insegurança misturada com desejo.

Brittany saiu de cima de Santana a ajudando a se sentar na mesma posição anterior. A loira estava mais ofegante do que o normal e Santana olhou-a curiosa, mas não deu tanta importância afinal ela também ofegava bastante.

– Eu acho que isso foi um sim, certo? – Brittany perguntou rindo enquanto apoiava os braços nos joelhos dobrados próximo ao peito.

– Sim – Santana inclinou em direção a Brittany apenas para lhe dar um selinho nos lábios.

– Isso é bom – Comentou sem tirar o sorriso bobo da cara.

– Sim – Foi o tempo de Santana se afastar para Rachel aparecer na porta a chamando.

Santana mandou uma mensagem para o motorista avisando que estavam prontas para ir. Ela e Brittany ainda trocaram mais alguns beijos quando sentiu seu celular vibrar no bolso traseiro da calça indicando que o motorista havia chegado e tratou de inventar uma desculpa para que Brittany não a levasse até a porta.

A hora da saída foi complicada Brittany agia de forma carinhosa pedindo para Santana ficar mais um pouco para aproveitarem o primeiro dia de namoro e até arriscou pedir para a latina ficar, mas Santana negou até o ultimo minuto e disse que deveriam ir com calma. Um passo de cada vez.

Depois da saída de Santana, Brittany foi para seu quarto e se jogou na cama encarando o teto. Seus pensamentos voavam até sua namorada. Um riso soou pelo quarto ao pensar que agora Santana era sua namorada. Quando imaginou algo assim? Mas que saber de uma coisa? Ela estava incrivelmente feliz em poder dizer que a latina desajeitada era finalmente SUA namorada.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo. Só uma coisinha. Caso alguém que leia essa historia leia tambem Eterna Paixão eu tenho um recado. Ela vai ficar parada por um tempo. Não teve muitos comentários no ultimo capitulo então pode ser que não esteja agradando então sem previsão para retorno. Ela é o meu xodó, mas não adianta eu escrever se não tenho um feedback. Em respeito a quem sempre comenta eu não demorarei tanto, mas de qualquer forma sem capítulos novos por enquanto. Até o proximo bolinhos de arroz