A Aposta
20 Capítulo 20
Notas iniciais
e como presentinho de Natal e Ano Novo pra vocês, o primeiro cap do ano! lol
beijos e espero que gostem!
=*
─ Dormindo, ué. O que mais eu faria AQUI??
─ Eu posso pensar em algumas coisas... ─ Lolli disse num tom malicioso.
─ Cala a boca, Lolli! ─ Gerard e eu gritamos ao mesmo tempo.
─ Vocês podem parar de gritar, por favor? – Mel vociferou. ─ Vão discutir lá fora!
─ Tá legal, tá legal... ─ Levantei-me e segui para o banheiro.
Tomei um banho, troquei de roupa e depois desci. Lolli e Frank estavam jogados no sofá assistindo desenhos, Bob tentava jogar paciência – ele sempre perdia porque nunca conseguia chegar ao final ─ e Gerard estava na cozinha preparando o café da manhã do pessoal. Mel, Mikey e Ray ainda dormiam.
Fui para a cozinha e fiquei de frente para as costas do Gerard, que estava ocupado fazendo panquecas. Quando terminou, ele colocou-as num prato e virou-se para levá-las até a mesa.
─ Sarah! Que susto! Quase que eu derrubo o café do pessoal.
─ Desculpe. ─ Levantei-me e sentei numa cadeira. ─ Ainda não entendi porque você estava na minha cama.
─ Eu dormi na sua cama. Só isso.
Ergui uma sobrancelha.
─ Bob e Frank estavam roncando muito alto, e eu não queria dormir no sofá ou na rede da varanda. Perguntei se tinha algum problema e você respondeu que não. ─ Ele pegou a jarra de suco na geladeira e pôs sobre a mesa. ─ Não tive a intenção de fazer parecer outra coisa. Desculpe.
─ Não foi nada. Só fiquei... assustada. Só isso. ─ Sorri.
Gerard sorriu docemente e fez algo inesperado; sentou-se no meu colo.
─ Você é pesadinho, hein?
─ Tudo bem, vamos trocar. ─ Ele sorriu e eu comecei a rir. Gerard levantou-se e me colocou em seu colo. ─ Melhor?
─ Muito. ─ Só depois me toquei da ambigüidade da resposta e corei violentamente. ─ Não no sentido...
─ Tudo bem, tudo bem. ─ Ele começou a rir. ─ Eu também faço isso às vezes. E é mesmo muito melhor você sentada no meu colo. ─ Ele sorriu e corou.
─ Então... vamos chamar o pessoal?
─ Só um minuto. ─ Ele passou uma das mãos na minha nuca e puxou-me para um beijo carinhoso. ─ Não ganhei meu beijo de bom dia. Agora nós podemos chamar os outros.
Sorrimos.
─ O café tá pronto, povão! ─ Gerard virou a cabeça para a porta e gritou.
No mesmo instante Lolli e Frank adentraram a cozinha, sorrindo como crianças. Bob veio logo atrás e Ray apareceu mais descabelado que o de costume. Levei um susto; como ele conseguia ter tanto cabelo?!?
─ Que bonitinho o casal juntinho logo de manhã! ─ Frank sorriu.
─ Se esse doce continuar eu vou morrer de diabetes hoje mesmo. ─ Lolli rolou os olhos.
─ Você é muito chata, garota. Nunca teve namorado não? ─ Frank olhou-a com escárnio.
─ Nunca com esse grude todo. ─ Ela desviou o olhar e pegou uma panqueca.
─ Ela nunca namorou. ─ Bob cortou a resposta do Ray. ─ Lolli não suporta ficar muito tempo com o mesmo cara. Ela se cansa, perde a paciência e acaba humilhando o coitado com uma lista quilométrica de defeitos.
Rimos.
─ Você precisa de um namorado. Um homem de verdade.
─ Como você? Não, obrigada. ─ Ela zombou.
Gerard e eu nos olhamos por alguns segundos; Lolli e Ray ficariam juntos, estava meio óbvio.
─ Okay, vamos parar de discutir e comer, pelo amor de Deus. ─ Ray interrompeu a provável discussão e pegou uma panqueca.
─ Vou guardar algumas pra Mel e pro Mikey. ─ Bob pegou algumas panquecas e colocou em um outro prato, deixando-o sobre o balcão.
─ Aqueles dois ficaram acordados até o sol começar a nascer. Ficaram contando piadas e batendo papo. ─ Ray resmungou. ─ Eu tive que mandá-los para a cama e tive que me certificar de que cada um estava num quarto. Crianças..
Gargalhamos; como se Ray fosse mais adulto que eles! Mel era extremamente madura e às vezes realmente me surpreendia com sua voz calma e sua visão prática das coisas. Era hilário ver como ela parecia entediada ao lado das conversas de Lolli, Frank e Ray. Esses sim eram as crianças da casa. Já Mikey era reservado e introvertido, mas melhorava qualquer ambiente. Era mesmo um adolescente – ora agia como um adulto, ora estava alegre e saltitante como um garoto de 10 anos.
Tomamos nosso café, os outros acordaram, e cada um foi para um canto – Lolli, Frank, Mikey e Mel foram jogar vôlei, Bob e Ray sentaram-se no chão da sala para jogar baralho e Gerard cismou de andar a cavalo.
─ Posso ao menos colocar uma calça? ─ Resmunguei.
─ Rápido, senão...
─ Senão...?
─ Senão você vai andar a cavalo do jeito que eu te encontrar no quarto. ─ Gerard riu quando viu que eu gelei.
─ Não mesmo. ─ Subi as escadas correndo enquanto ele gargalhava.
─ Bom dia, vocês devem ser os amigos do Raymond. ─ Um homem alto, moreno e de olhos castanhos aproximou-se de nós, sorridente.
─ Sou Gerard, e esta é minha namorada Sarah. ─ Gerard apertou a mão dele.
─ Sou Paul. ─ Ele sorriu pra mim e apertou minha mão delicadamente. ─ Vão andar de cavalo?
─ Pretendemos. ─ Gerard sorriu.
─ Podemos?
─ Claro que sim! ─ Paul abriu um largo sorriso. ─ Vocês sabem andar?
─ Bem pouco. ─ Gerard coçou a nuca e sorriu timidamente.
─ Eu sei. ─ Sorri. ─ Mas já tem um bom tempo que não ando. Tem algum cavalo calmo?
─ Ray morre de medo de andar a cavalo, mas a mãe dele sempre deixa uns bem calminhos por aqui. Venham, vou pegar as selas e colocá-los para fora.
Andamos até alguns cavalos, todos grandes e imponentes. Paramos perto de uma égua grande, creme, linda, de crina castanha. Seu olhar me prendeu e não consegui parar de olhá-la. Gerard começou a me chamar, mas eu não me movi. Estava apaixonada pela égua.
─ Essa é a Lady. É bem arisca, apesar do olhar calmo. ─ Paul sorriu. ─ Ela não deixa nenhum peão montá-la.
─ Quero tentar. ─ As palavras saíram inconscientemente da minha boca, e eu não consegui gerar outras para negá-las.
─ Sarah, não acho uma boa...
─ Quero tentar. ─ Consegui desviar meu olhar de Lady e lancei-o para Gerard. ─ Fique tranqüilo. Não vai acontecer nada.
─ Paul, tente convencê-la...
─ Não escolhemos os cavalos. Eles nos escolhem. ─ Paul sorriu. ─ Lady parece gostar de você. Ela não tira os olhos da sua namorada! ─ Ele riu. ─ Vamos ver o cavalo do Gerard e depois voltamos para pegá-la.
─ Okay. ─ Sorri e passei a mão levemente na cabeça de Lady. ─ Já volto.
Seguimos pelo estábulo até Gerard parar de repente e fixar o olhar em um cavalo. Tamanho médio, preto, olhos escuros e porte fino. Era realmente um cavalo lindo.
─ Por incrível que pareça, esse é o Lord. Ele e Lady não se entendem muito, então se for andar nele, tome cuidado ao aproximá-lo da égua. ─ Paul advertiu, porém Gerard pareceu não ouvir.
─ Aham. ─ Ele disse algum tempo depois.
─ Façam um favor para mim; chamem um rapaz, o Joe. Ele deve estar por perto, é só seguir para aquela arena ali ─ ele apontou ─ e gritar o nome dele.
Joe apareceu um tempo depois e ajudou Paul a selar os cavalos. Lady ficou agitada quando o mais novo tentou montá-la, e Gerard pareceu ficar com medo.
─ Tome cuidado com a égua.
─ E você com o cavalo. ─ Sussurrei, sorri e beijei-o delicadamente. ─ Lady, você é linda... Maravilhosa... Por favor, não me deixe cair... ─ Acariciei a égua enquanto sussurrava para ela.
─ Então, Paul, o que eu faço? ─ Gerard já estava sentado no cavalo e sorria como uma criança enquanto ouvia atentamente ao que Paul e Joe diziam.
Subi delicadamente sobre Lady e sentei-me. Ela parecia calma. Sorri e acariciei seu pêlo com a ponta dos dedos.
─ Obrigada, Lady. ─ Ela fez um barulho engraçado e deu um passo à frente. ─ Então vamos, não é? Vamos lá, Lady!
O vento começou a soprar no meu rosto – estava fresco e desarrumava meu cabelo. Eu estava correndo com Lady. Eu era a única que conseguiu montá-la; ela era a única que permitia isso. Gargalhei alto enquanto passávamos por uma área de árvores e Lady diminuiu a cavalgada, passando a caminhar calmamente. Senti as sombras em minha pele, como se algo frio encostasse levemente em mim.
Fizemos o caminho de volta. Gerard ainda prestava atenção ao que os rapazes diziam, mas depois o cavalo começou a andar na minha direção.
─ Aprendi! ─ Gerard tinha um sorriso enorme e infantil.
─ Que bom! ─ Sorri. ─ Gostou do Lord?
─ Ele me prendeu. E é perfeito.
─ Bem a sua cara. Preto. ─ Sorri. ─ Forte, sério, calmo... Combina com você.
─ A Lady também combina com você. Aliás, você se apaixonou por ela.
─ Completamente. ─ Passei meus dedos pelo pescoço dela. ─ Espero que ela não seja tão valiosa ou cara. Mas não tem problema, posso pedir como um presente de todo mundo. ─ Sorri. ─ Vai valer a pena.
─ Você quer a Lady de aniversário?
─ E Natal, e até Dia das Crianças se for possível. Eu não ligo de ficar sem presentes por algum tempo, desde que ela esteja comigo. Vai valer a pena.
─ Vou competir com uma égua... ─ Gerard murmurou enquanto balançava a cabeça, rindo.
─ Eu amo os dois. Nunca vai haver competição. ─ Sorri. ─ E agora, vamos correr?
─ Correr? ─ Ele arregalou os olhos. ─ Não é meio perigoso?
Gargalhei.
─ Muito engraçado, senhorita Bryar, só que eu acabei de aprender a montar num cavalo. Como você quer que eu saia galopando por aí? E se eu cair?
─ Você não vai cair, confie em mim. Basta segurar as rédeas e se ajustar na sela. Depois é tudo questão de equilíbrio e conexão com o cavalo. ─ Aproximei-me dele. ─ Relaxe. Se algo der errado pode me culpar depois, mas eu acho bem difícil alguma coisa acontecer. Vamos!
Lady começou a galopar delicadamente, ganhando velocidade aos poucos. Quando vi estávamos no pasto, o sol aquecendo meu rosto, o vento refrescando e o meu cabelo bagunçado. Olhei para trás, Gerard estava longe de me alcançar. Ele parou com Lord e, de repente, arrancou numa cavalgada forte e rápida.
─ Vamos, Lady! ─ Aceleramos. ─ É uma corrida, senhor Way? ─ Gritei.
─ Depende do seu ponto de vista!
─ Se eu ganhar..
─ Não será uma corrida.
─ E se eu perder?
─ Aí é uma corrida! ─ Ele riu.
─ Vamos ganhar, Lady. Vamos mostrar pra eles que somos melhores. ─ Sorri triunfante enquanto Lady acelerava, parecendo me entender.
Gargalhei de felicidade. Aquela sensação de liberdade ao correr era maravilhosa. Eu havia até me esquecido dos problemas. Lady continuou cavalgando e parecia combinar comigo; nós nos encaixamos e o movimento de corrida era perfeito. A crina dela batia no meu rosto e fazia cócegas, o que me fez gargalhar como uma criança.
─ Cacete! ─ Ouvi Gerard gritar.
Olhei para trás e o vi caído no chão. Parei instantaneamente, desci da égua e corri até ele.
─ Gerard! O que aconteceu?! Está tudo bem? Você se machucou?
─ Minha...bunda! Caramba, que dor! ─ Ele se contorceu e fez uma careta.
─ O quê?
─ Eu caí de bunda. Cara, que dor!! Minhas nádegas!! ─ Ele tentou se levantar e começou a rir.
─ Céus, o que eu vou fazer com você? ─ Coloquei as mãos ma cintura e suspirei. ─ Foi só isso? Tem certeza que não machucou mais nada?
─ Tenho... Foi só a minha bunda mesmo.
Olhei para ele, era cômico vê-lo caído no chão com as mãos na bunda e se contorcendo de dor. Comecei e rir e, quando vi, estava numa crise de risos. Tive que me sentar e tentar parar para respirar.
─ Você não existe, Gee! ─ Disse no meio das gargalhadas.
─ Você está vermelha de tanto rir! HUASHUASHUAHUASHUSUSHS! ─ Depois ele parou, sentou-se e se aproximou de mim. ─ Mas fica linda do mesmo jeito.
Parei de rir e sorri timidamente.
─ Você é linda... ─ Ele passeou as pontas dos dedos no meu rosto e no contorno dos meus lábios. ─ Eu te amo, sabia?
─ Também te amo... ─ Sussurrei.
E ele se aproximou e me beijou delicadamente. Ficamos ali, no pasto, tomando banho de sol e curtindo a brisa fresca enquanto Lady e Lord andavam livres perto de nós. Gerard deitou-se ao meu lado e ficou acariciando meu cabelo enquanto cantarolava algo e soprava no meu rosto às vezes.
─ Já está quase na hora do almoço... O pessoal vai nos matar.
─ Esqueci que eles não sabem cozinhar... ─ Gerard resmungou.
─ Vamos, Gee. ─ Sorri e sentei-me. ─ Temos um almoço para preparar e eu ainda preciso de um banho.
─ Você está linda.
─ Mas estou suja... ─ Gemi. ─ E suada, fedendo e... estamos deitados no pasto. ─ Resmunguei. ─ Não quero pegar nenhum carrapato. Urgh!
Ele riu, abraçou-me e me beijou.
─ Continua linda!
─ Bobo.. ─ Sorri.
Levantei-me, pus as mãos na cintura e olhei para Gerard.
─ Já melhorou do tombo?
─ Sim. Minhas nádegas vão ficar doloridas, mas tudo bem. ─ Ele zombou.
Ri. ─ Vamos então. Levante-se.
─ Ah, cara...
─ Vamos apostar uma corrida?
─ Oque eu ganho?
─ Se você ganhar, pode escolher o seu prêmio. Se eu ganhar... ─ Sorri maliciosamente. ─ Ganho o que eu quiser.
─ Tudo bem, eu aceito. ─ Ele se levantou e sorriu abertamente. ─ Melhor você se cuidar, eu adoro apostas.
─ E eu nunca perdi uma. ─ Sorri, mas depois senti algo apertando sob meu peito.
Nunca perdi uma aposta... E provavelmente não perderia. Mas acabaria com a minha felicidade e com a felicidade de outra pessoa. Se não tivesse outra pessoa envolvida, eu até estaria bem, tranqüila. Porém eu estava apaixonada por quem mais sofreria naquela história toda. Eu me corroeria de culpa e arrependimento, mas o resultado deveria ser pior com ele.
─ Sarah? Você ainda está aí? ─ Gerard estava rindo de mim.
─ Ah, perdão. Acho que me desliguei. ─ Sorri. ─ Vamos?
─ Tá.
Assoviei chamando Lady e ela correu até mim. Montei nela e, vendo que Gerard já fazia o mesmo, bati levemente na lateral da barriga dela, que começou a correr.
─ Vamos, Lady! Mais rápido! ─ Sorri enquanto Lady acelerava ainda mais, quase alcançando sua velocidade máxima. ─ Vamos para a casa, está bem?
─ Tá! ─ Gerard e Lord estavam próximos de nós.
─ Vamos, Lady! Eles vão nos alcançar!
De repente, Lady acelerou ainda mais, assustando-me. Conseguimos uma boa distância de Gerard, mas ela não parava de correr. Desviei de algumas árvores, passando rapidamente pelas sombras e depois pelos estábulos. Lady corria como o vento, e nem ao menos parecia estar cansada. Avistei a casa e senti a égua acelerar mais. Céus, ela ficaria exausta depois!
─ Lady, Lady, acalme-se. Não precisa se esforçar tanto!
Mas mesmo assim ela continuou acelerada e chegou nas escadas da casa como se nada tivesse acontecido.
─ Uau, vocês se entenderam mesmo, hein. ─ Paul apareceu na varanda sorrindo. ─ Lady gostou muito de você.
─ E eu me apaixonei por ela. ─ Desci e acariciei a cabeça dela. ─ Lady é... perfeita. E ela é rápida! Cruzes, que medo! Nunca pensei que um cavalo ou uma égua pudesse correr tanto!
─ Ela foi criada para correr, mas nunca deixou ninguém montá-la.
Avistei Gerard chegando com Lord.
─ Ela deve ser cara... ─ Murmurei.
─ Não foi tanto assim... O preço de um cavalo normal.
─ Sabe se a srª Toro venderia ela?
─ Hm.. Acho que não...
─ Ah... ─ Meu sorriso sumiu.
─ Mas ela já é sua. ─ Ele sorriu ao ver minha expressão surpresa.
─ C-Como??
─ Lady não é da srª Toro. Ela é minha. Nem eu consegui montar nela. Considerei isso um milagre. ─ Ele deu outro sorriso.
─ Vou ligar para a minha avó e... E ela vai te ligar. ─ Eu estava meio tonta. ─ Obrigada, eu acho.
─ Parabéns pela égua.
Abracei-o e sorri.
─ Você é meio louco, sabia?
─ Por quê?
─ Está me presenteando com a Lady, uma égua excepcional, e sem nem ao menos dizer que vai vender pra mim. Mas não vou fazer isso. Vou conversar com a minha avó e...ela vai comprar. Você vai receber o preço de uma égua como ela.
─ Depois conversamos, Sarah.
─ Okay, você ganhou. Não só a aposta, mas uma égua linda. Que sorte, hein? ─ Gerard apareceu puxando a rédea de Lord.
─ Sorte só no presente. Eu ganhei na corrida porque sou melhor. ─ Sorri triunfante.
De repente, a porta da sala se abriu e um garoto desconhecido saiu dela. Desconhecido, não. Moreno, de olhos castanhos e cabelo preto com um pequeno topete. Usava uma calça jeans, uma camisa branca e um boné de lado. Tinha um curativo no lábio inferior e outro no nariz.
─ Você?!
Notas finais
mas pelo menos eu dei parabéns, neah
=P
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