A Aposta

6 Capítulo 6


Notas iniciais
agora eu vou demorar a postar porque os outros capítulos estão num caderno e, infelizmente, eu sofro de preguicite aguda.
Então... se algum milagre acontecer, eu posto hoje ou domingo. Se não acontecer, só no próximo fim de semana.
=**

Saíram do hospital, Sarah aparentava ter chorado e Gerard permanecia sério. Chegaram ao estacionamento.

— Eu disse que não queria vir.

— Okay, você teve que tomar alguns pontos, descobri que você também tem pavor de agulhas, mas está tudo bem. — Aproximaram-se do carro.

— Eu quero ir pra casa. — Entraram no carro.

— Que pena! Eu ia te levar na sorveteria e...

— Vamos à sorveteria. — Sarah disse, olhando para algum ponto distante. Gerard assustou-se com a rapidez da garota. — Eu sou louca por sorvete. Nesse momento é a única coisa que eu quero.

— Você é louca! — Gerard riu. — Então vamos.

— Não acha que eles estão demorando? — Bob apareceu na sala com algumas latas de refrigerante.

— Fica tranqüilo, eles não estão se pegando. — Frank acariciava o gato deitado ao seu lado.

— Como sabe?

— Conheço o Gee. Ele foi apaixonado pela Sarah e tal, mas eles nem se conhecem! Ele faz questão de manter uma distância considerada “segura”, pelo simples medo de voltar a sofrer por causa dela. Hoje ele só quebrou essa “linha de segurança” por causa da briga dela com o pai, e todos nós sabemos que a relação entre ele e os pais está cortada. Gerard fez isso por suas lembranças.

— Mas tem algo a mais por trás disso. — Todos olharam para Mikey. — Gerard, quando quer, é frio e insensível ao ponto de assistir a morte lenta e dolorosa de alguém próximo sem se mover ou derramar uma lágrima sequer. Ele ainda gosta da Sarah, eu conheço meu irmão. Posso ser o mais novo, mas entendo muito mais do que vocês. Gerard é uma caixinha de surpresas. Hoje ele pode estar sensível e falar de amor como se fosse a substância vital dele, porém amanhã ele pode simplesmente ignorar esse sentimento e agir como um assassino. Ele quer se afastar, porém ela age como um imã, atraindo-o cada vez mais. Ela é a única que consegue desarmá-lo, somente ela consegue mudá-lo. É impossível ele fugir dos encantos dela.

— Oi gente. — Gerard abriu a porta.

— Por onde andaram? E o que você fez com a minha irmã?!

— Bob, se não tem nada inteligente pra falar é melhor ficar quieto. — Sarah entrou na casa e fechou a porta. Tinha um pacote em mãos, Gerard trazia uma sacola.

— O que é isso? — Frank aproximou-se, curioso.

— Já vamos mostrar. Agora todos sentados no sofá!

— Meu deus, Gerard e Sarah vão nos matar! — Ray gritou desesperado, fazendo com que todos o olhassem assustados. — Tudo bem, já estou melhor. Eu só pensei nisso e...

— Alugamos alguns filmes e trouxemos sorvete! — Sarah sorriu como uma criança, sendo acompanhada por Mikey e Frank, que começaram a pular, felizes.

Arrumaram a sala, Sarah pegou algumas colheres, dois potes de calda de sorvete e algumas latas de refrigerante. Sentaram-se todos no chão, sobre um grande tapete felpudo, com uma mesa no centro. Bob ligou o filme e começaram a bagunça.

De repente, a porta abriu-se e por ela entrou uma garota um tanto quanto... Estranha. Sua pele pálida contrastava com o vestido preto e os coturnos. Tinha cabelos roxos, olhos azuis e unhas vermelhas. Carregava uma mala nas costas, deixou-a no chão, fechou a porta e, sorrindo, deu um berro meio agudo.

— Oi prima! Adivinha? Vim passar uns tempos com vocês!