Notas iniciais
Stiles está beeem safadinho hoje hahaha' Espero que gostem!

Natalie Imbruglia — Torn

Você quer que te devore como lobo no cio, que te cubra com meu corpo, como um manto sagrado, e como homem... Te possua.”

Marco Antonio Alvarenga

Tudo bem? — Derek perguntou ao humano aninhado em seu peito.

– Se ficar melhor que isso é sinal de que eu morri e o inferno não é tão ruim quanto eu pensava. — o menino debochou e o maior riu.

– Como consegue ser tão idiota? — o maior debochou e se levantou trazendo o menino consigo.

– Ai Derek, não me deixou nem descansar um pouquinho. — era um falso lamurio.

– Vamos nadar, tem terra em todo seu corpo. — o mais velho esfregou as costas do menor tirando um pouco do excesso.

– Isso que dá copular com um animal. — o menino caminhou para a beira do rio, mas foi puxado pelo lobo com violência.

– Animal que você adorou ter dentro de você, bem fundo e rápido. — isso deixou Stiles mole e suas pernas falharam, seus músculos relaxaram, ele sentiu o torpor da lembrança passar por suas células e sentiu o prazer de Derek vazar de si por suas pernas.

– Derek, como você consegue? — o menino abraçou o pescoço do maior e sentiu as mãos do lobo em sua cintura.

– Te deixar sem graça? É fácil. — ambos riram.

– Não, me deixar com tesão. Nesse ritmo vou morrer do coração bem antes dos trinta. — o humano riu e Derek o beijou.

A água estava gelada, o sol estava se pondo e Derek poderia morrer feliz com a visão de Stiles nadando nu com ele no rio, mas o menino não parecia satisfeito.

– Está esfriando. — o humano reclamou grudando seu corpo no do maior.

– Vamos sair, eu monto a barraca e a gente come alguma coisa. — o lobo podia sentir de longe a inquietação do menino.

– Eu tenho uma coisa martelando na minha cabeça. — Derek encarou o menor receoso.

– Coloque para fora Stiles. — o maior incentivou enquanto saía do rio e era seguido pelo menor tremendo de frio.

– Você nunca quis me morder? Digo, não para me transformar e sim do mesmo jeito que eu fiz com você. Porque eu sei que o cio acabou e tenho certeza que não sou um cachorro para entrar no cio também e por favor, não se ofenda, eu não quis te chamar de cachorro, mas eu continuo querendo te marcar toda vez que a gente fica junto e isso me deixa tão confuso. Isso não é normal, mas nada é normal na vida de Stiles Stilinski, porque transar com seu namorado gostoso e completamente controlado, pelo menos eu não vi nenhuma garra nessa última vez e nem fiquei cheio de hematomas, enfim por quê? — Stiles não parou de falar e apesar de Derek entender tudo ele não tinha certeza que poderia explicar.

– Eu não posso dizer que não sinto vontade de te morder, eu só não faço. Você me mandou ficar bem longe de você com minhas presas e eu não estou disposto a abrir mão da nossa paz por uma mordida. — Stiles se encolheu, lembrou da reação exagerada que teve ao ter a pele perfurada há dias atrás. — Você querer me morder é estranho. Devo admitir que é, mas não fica pensando nisso. Quer me morder, morde. Eu não sou do tipo que vai sair correndo por causa de dentes humanos. — ambos riram e Stiles enrolado na toalha abraçou Derek.

– Queria não ter tanto medo de me transformar. — aquela conversa deixara Derek desconfortável.

– Você não precisa ter medo de nada Stiles. Ninguém vai te morder, arranhar, matar. Só curta os momentos bons e mantenha-se são. — o lobo beijou o topo da cabeça do menino e se vestiu.

Com a barraca arrumada e um grande edredom esticado no chão, Stiles e Derek comiam alguns sanduíches que o menor preparou para levar e se esquentaram com a fogueira que o lobo acendeu.

– Você tem me feito comer um monte de coisas, ainda bem que meu metabolismo é de lobo. Senão eu nem imagino o que aconteceria com o meu corpo. — Derek comentou continuando a morder seu sanduíche cheio de guloseimas dentro.

– Você seria um lobo gordinho e gostoso de apertar de qualquer forma. — o menino zombou e bebeu uma das cervejas que eles trouxeram. — Meu pai ia adorar saber que você está tentando me embebedar. — o menino mostrou a long neck para o maior que riu.

– Quer seu namorado preso? É algum tipo de fetiche? — Derek arqueou as sobrancelhas grossas que Stiles achava tão sexies e o menor o beijou. Era um beijo quente e afoito, com gosto de pasta de amendoim e cerveja. — Hey! O que deu em você? — Stiles estava sem fôlego.

– Eu só não quero perder você nunca. Demorei tanto para me sentir feliz que estou morrendo de medo. — Derek entendia aquela sensação e largou seu sanduíche para abraçar o humano.

– Eu sei, mas eu não vou a lugar nenhum. Não entra em pânico sem motivo. Eu realmente odeio quando você entra em pânico, é desesperador. — o menino sorriu e apoiou a cabeça no ombro do maior lhe oferecendo cerveja.

– Quem sabe um diz, eu não roube um par de algemas da sala do meu pai e te prenda na sala de contensão? — o menino tinha um ar sensual e brincalhão na voz. — Um Hale preso ao meu dispor não seria má ideia. — Derek encarou o menino lhe observando corado e quis beijá-lo.

– Só se, — ele empurrou os objetos do piquenique noturno para fora do edredom e se colocou por cima de um Stiles agora deitado e com a respiração pesada – eu puder quebrar as algemas e te jogar na parede mais próxima e então lamber todo o seu corpo. — o menino estremeceu, o calor que passava do lobo para ele o excitava, havia muitas promessas naquela voz.

– Eu posso gostar disso, principalmente se sobrar algum hematoma para me lembrar de como você abusou do meu corpinho no dia seguinte. — Derek ouviu com atenção a pequena confissão do menino ruborizado e pode jurar que seu lobo vibrou feliz por Stiles gostar de um pouco de violência.

– Você está tentando me deixar com tesão Stilinski? — Derek respirou fundo de olhos fechados não querendo deixar seu lobo tomar o controle.

– Estou tentando dizer como é gostoso acordar todo dolorido de manhã, agarrado no seu corpo e lembrar que toda a dor, todas as marcas foram feitas com muito prazer. — o menino lambeu o pescoço de Derek e deu pequenas mordidas ali o fazendo sentir as garras crescendo em suas mãos.

– Você me faz perder o controle Stilinski, de um jeito que eu sinto até medo. — Derek confessou, deixando o azul de seus olhos encontrarem as duas bolas de gude amendoadas de Stiles.

– Eu não tenho nenhum medo, nem se você quiser me morder dessa vez. Seus dentes não precisam mais ficar de fora da festa. — o menino puxou os quadris do lobo pelo cós da calça fazendo suas ereções se tocarem.

– Stiles! — Derek o repreendeu com um gemido que não convenceria a ninguém.

– Vamos Der, deixa um pouco de lado seu lado responsável. Eu só quero te sentir, sentir seu lobo. — Stiles sentia um enorme prazer em provocar, mas ele realmente queria aproveitar Derek por inteiro.

Dentro dele, tudo o que ele sentia por Derek era aumentado e por mais que Derek se entregasse na cama, ele sempre reprimia seu lobo, de um jeito que ele queria que o maior não fizesse. Então insistiu, tentou passar segurança, pressionou até Derek gostar e aceitar a ideia de ter seu lobo no comando e pode sentir a atmosfera mudar quando os olhos de Derek não mudavam mais de cor a cada dez segundos e se mantiveram no azul pálido e assustador que Stiles aprendeu a amar.

– Só não me deixe te machucar Stiles, nem eu ou meu lobo sobreviveríamos a isso. — o menino concordou, também não acreditava que sobreviveria, mas não sentia o mesmo medo que Derek.

– Eu te amo. — o menino repetia enquanto o lobo lambia cada pedaço de pele sensível no pescoço do menor e arranhava a pele com as presas pontiagudas dele.

Stiles gemeu e se contorceu ao sentir as garras do lobo destruindo suas roupas e o deixando completamente exposto para a figura semi transformada em cima de si, figura essa que lambia e chupava todo o caminho de seu peito, barriga e membro. Ele urrou de prazer o ser chupado com força, sentir sua glande tocar a garganta do lobo e ter suas coxas apertadas pelo maior.

O humano não imaginava que pudesse aguentar mais prazer do que estava sentindo, mas se enganou e sentiu as lágrimas correrem solta quando sentiu as garras rasgando sua pele com calma, na altura das coxas agora erguidas e a língua de Derek explorando o que ele tinha de mais íntimo. O menino não sentia dor, não era isso, era um prazer primitivo, uma vontade de gritar e gozar até murchar, se sentir vazio.

Quando Derek voltou a chupá-lo e com as garras recolhidas penetrava com os dedos o canal de Stiles, ele gozou ainda soluçando de prazer e arranhando os ombros largos do lobo que estava atento a todos os movimentos do humano. Sentiu o lábios do lobo chupando seu pescoço, a pressão de seu membro que parecia bem maior que ele se lembrava entrando nele e a aquela sensação de prazer o deixando cada vez mais absorto, cada vez mais entregue.

Derek rosnava, ele não conseguia gemer ou se deixar parar, sequer se preocupava com machucar Stiles e todas as ações que ele tomava sobre o menor pareciam ter um pouco de violência envolvida. Ele sentia as transformações que o prazer e o controle lupino traziam ao seu lobo. Sentia um Stiles entregue e soluçando, gemendo por mais e arranhando qualquer pele exposta dele. Derek sentia o próprio pescoço queimar onde tinha a marca de Stiles e soube, que não seria capaz de ferir nunca aquele menino, não em sã consciência.

Entrava e saía com violência e sem pudor nenhum Stiles gemia sacanagens e agarrava a cintura do lobo querendo cada vez mais intensificar as estocadas que recebia. Derek via o pênis do menino se desfazer em sêmen entre eles os sujando. Pode tomar notas de que era uma quantidade absurda que ele não lembrava de ver Stiles expelir desde que estivera dentro dele no ápice da lua cheia. Seu corpo respondeu positivamente ao aperto do menor em volta do seu pênis e ele sentiu que com seu próprio orgasmo seu membro estava inchando e crescendo dentro do humano.

Stiles reclamou, sentia a dor se alastrar por todo seu corpo. Sentia-se partido ao meio e também sentia o orgasmo de Derek encher seu canal de forma que ele também sentia que o líquido disputava espaço com o próprio pênis. Quase chorou, dessa vez de pura dor, quando o maior começou a sair de dentro dele, ainda duro e esguichando prazer. Sentiu Derek lamber seu pescoço e cravar suas presas ali, não profundamente, o suficiente para romper a pele e deixar o sangue fluir.

A língua do lobo tentava abrandar o sangramento e o rosnado que ele soltou ao sentir a mão de Stiles sobre seu pau ainda duro o fez estremer. Stiles percebeu que o membro de Derek estava maior, mais pesado e com um inchaço incomum na base. Automaticamente a resposta veio na sua mente, mas ele não queria acreditar que isso era possível. Por que não seria? Derek é um lobo nascido, normal que aconteça. O menino divagou por suas próprias explicações e sentiu o lobo gozar em sua mão novamente e intensificar as lambidas ardidas por sua nova ferida no pescoço.

Stiles podia sentir a marca de Derek arder como se fosse nele e se sentia dentro do lobo novamente. As respostas e perguntas sobre o que estava acontecendo era passada em um diálogo silencioso entre eles, que deixava claro que o humano estava certo.

O nó era real, o inchaço na base do pênis de Derek era como um nó no pênis de um lobo e por isso ele sentiu dor quando o maior chegou ao orgasmo, porque só então, mesmo que Derek estivesse maior naturalmente por deixar o lobo tomar controle sobre si, só durante o orgasmo o nó apareceu. Stiles respirou fundo, estava exausto e Derek também. Abraços eles mantiveram o silêncio, deixando todos os pensamentos e sensações passarem de um para o outro até enfim aquela conexão se tornar mais fraca e se esvair.

Notas finais
E aí?