A Ansiedade Por Seus Desejos Me Devora
20 Eu quero confiar em você
Notas iniciais

Radioactive — Imagine Dragons
“Solte-se ao vento como o pássaro, voe em pensamentos inimagináveis, encontre em minha vida suas verdades, alimente-se dos meus beijos....”
– Marco Antonio Alvarenga
Eles terminaram de comer e Derek foi tomar banho. O cheiro doce que Stiles conhecia bem estava por todos os lados de novo. Ele não pode perceber até começar a arrumar a cama em que dormiriam. Naquela tarde o clima ruim se dissipou por completo. Derek parecia calma com o contato constante de Stiles que o acariciava, beijava e aninhava em seu peito enquanto eles assistiam a qualquer coisa na televisão da sala.
– Eu estive pensando. — Derek rolou os olhos pelos lábios do menor enquanto ele falava. — Sua licantropia não pode ser passada para mim pelo esperma, não? — Derek riu. — O quê? Eu sou curioso. — o menino emburrou o semblante e cruzou os braços em desgosto.
– Tudo bem, desculpe. — o lobo ainda ria. — De onde você tirou isso? Lógico que não. Só mordidas e arranhões severos. — Stiles concordou com a cabeça.
– Então quando for a sua vez de ficar por cima, eu não preciso me preocupar com preservativo?
– Não Stiles. — o mais velho respondeu sem prestar muita atenção no que o adolescente dizia. — Espera, você disse que me quer, dentro de você? — um sorriso malicioso brotou nos lábios de Derek, ele não pensava muito no sexo deles, era mais sensitivo nesse quesito, mas a ideia chamou sua atenção.
– Er... — Stiles estava vermelho, soltava o ar com dificuldade, mas se obrigou a responder. — Eu penso nisso. Muito por sinal. — o menino desviou o olhar. — Não que do jeito que estamos fazendo seja ruim. Nunca! — era divertido ver o Stiles se enrolar. — Mas, eu queria experimentar. — sua voz foi sumindo. — Quem sabe depois do cio? — a insegurança na voz do menino inundou o coração de Derek.
– Eu acho que seria ótimo. — o lobo ponderou, não queria falar sobre o futuro, isso sempre o magoava, a falta de fé de Stiles em seus sentimentos o magoava.
– Só isso? — Stiles queria mais de Derek, queria saber que ele não ficava imaginando coisas sozinho, que existia alguma perspectiva ali.
– Stiles se eu pudesse já teria usado seu corpo todo a bem mais tempo do que você possa imaginar. — Derek admitiu deixando o humano feliz.
O dia estava terminando e o silêncio não era mais tão confortável. Stiles queria saber o que aconteceria na lua cheia, queria saber se Derek ia deixar ele cuidar dele, ou se seria pior do que foi mais cedo.
– Sua mente está gritando Stiles, fale de uma vez. — o menino encarou o lobo com vergonha e sentou no colo dele de forma provocativa.
– Eu quero confiar em você. Confiar que estamos seguros essa noite, mas é difícil. Eu não tenho medo de me machucar, você pode sentir que estou dizendo a verdade. — o menino fez uma pausa. — Eu não quero ver você se humilhando, como se eu não quisesse também. Eu quero, talvez não seja tão simples para você, mas eu quero muito, com calma. Sem mordidas, sem garras, sem sangue e o mais importante Der, sem dor. Não quero sentir a sua dor e eu sinto. Sinto com aquele exagero que você também sente minhas emoções. — o lobo assentiu, não sabia se prometer aquilo o faria cumprir, mas entendia.
– Eu não gosto de sentir dor também. — foi o que conseguiu dizer, não era o que tinha pensado, mas sentiu verdade nas próprias palavras. — Meu lobo conhece a dor desde sempre, desde Paige... — falar dela não era boa ideia. — eu não quero que doa Stiles, mas eu não posso esperar, quer dizer, eu posso, mas... — Stiles não o deixou terminar.
Não entendia como, mas também não podia mais esperar. Não queria esperar. Se livrou da camisa do lobo e desceu seus lábios pela barba que arrepiava sua pele, pelo pescoço deixando marcas vermelhas de chupão por onde passava, chegou ao peito e brincou com seus dedos em um dos mamilos do mais velho enquanto chupava o outro. Gemeu junto ao lobo ao deixar sua língua correr pela pele do abdômen do mais velho, sentiu Derek estremecer enquanto distribuía mordidas pela pele da barriga dele, abriu a calça liberando o membro, revelando a falta de roupa íntima e fazendo Stiles gostar cada vez mais daquilo.
Jogou longe a roupa do lobo, desceu os beijos pelos poucos pelos no ventre de Derek, chegou a base do pênis do maior e lambeu, mordiscou, chupou, abocanhou todo o volume, sentiu sua garganta ser tomada, reprimiu a vontade de vomitar por ter algo tão fundo dentro de sua boca, continuou os movimentos, olhava para Derek. Provocava apenas com seu jeito descarado de olhar o delírio de Derek. Isso, aquele era Derek, não o lobo. O lobo não incomodava Stiles, ele amava ambos, desejava ambos, mas gostava quando Derek estava no controle.
Suas mãos apalpavam as coxas, arranhavam a virilha e massageavam as bolas de Hale enquanto ele gemia e agarrava o tecido do sofá com violência excessiva. Desceu sua língua por ali, sentiu a pele enrugar-se, contrair e os testículos do lobisomem incharem em sua boca. Chupou um e depois outro, esfregou a língua, arranhou com os dentes e via em Derek um prazer inimaginável estampado nos olhos, na boca entreaberta, nos gemidos descompassados pela respiração falha.
Teve a brilhante ideia de continuar aquela tortura com um pouco do que tinha planejado para a noite. Sentia seu próprio membro se contorcer no aperto das roupas, nem a camisa tinha tirado ainda, mas não era importante. Ele queria Derek entregue, queria seu lobo feliz. Sua língua abandonou a pele de Derek e ele rosnou em protesto. Ali estava o lobo, Stiles riu e começou a masturbar o mais velho com as mãos, enquanto escorregava a própria língua pelo períneo inchado.
Isso alertou Derek, trouxe uma sensação tão grande de prazer, que ele não pode conter seu lobo de rosnar alto o suficiente para quase assustar o humano entre suas pernas. Hale não estava mais pensando, mas tinha certeza de que seu lobo, até que a lua estivesse no alto do céu, não conseguiria machucar Stiles ou tirar dele o prazer de viver cada segundo daquela nova sensação.
Stiles ainda tinha o coração palpitando dentro de si, sentia quase o mesmo sair garganta a fora enquanto ele continuava a passear a língua pelo pedaço de pele sensível do lobisomem. Mais calmo, ele desceu chegando a entrada do lobo e não hesitando em esfregar sua língua ali. O único gosto que Stiles conseguia sentir em qualquer parte do corpo de Derek, ela o doce do cio. Era um gosto melado e doce, uma mistura enjoativa e enebriante.
Derek quase chorou com o prazer que sentiu. Era um toque íntimo demais e mesmo assim ele não tinha nenhum adjetivo que explicasse quanto de prazer estava sentindo. Suas presas começaram a expandir sua gengiva enquanto ele ainda lutava para manter seu lobo dentro de si. Suas garras cravadas no estofado do sofá o deixavam imóvel e tenso. Ele só queria um pouco mais do que Stiles tinha para ele. Muito mais.
Stiles gostava da forma que Derek se abria para ele, se deixava envolver e aproveitar o momento. Tateou a mesinha de centro ao seu lado, sem deixar de provocar o lobo com sua língua e despejou um pouco do líquido nas mãos. O cheiro logo começou a aparecer, menta, refrescante. O menino hesitou um pouco, olhou o rosto de Derek entretido com seu próprio prazer e agora semi transformado. Olhou as janelas da sala e viu a noite começar a cair, seu peito se apertou, ele respirou fundo e voltou a atenção para sua calça apertada e pedinte.
Derek fingiu que não percebeu a tensão de Stiles o invadir, fingiu que não percebeu a noite cair e fingiu que ele não queria interromper aquilo. Ele precisava parar, estava com medo de machucar Stiles, sabia que o faria. Não tinha escolha senão fazer. E isso o maltratou.
– Relaxe, era para isso ser gostoso. — Stiles comentou enquanto estimulava a entrada de Derek com lubrificante e esfregava sua língua no períneo do lobo.
– Isso arde um pouco, é bom. — Hale só conseguiu gemer a resposta e sentir suas preocupações se dissipando, conforme o menino intensificava a tortura.
Um dedo dentro de Derek, aquela ardência que incomodava um pouco e ao mesmo tempo o fazia gemer por mais. Stiles lambendo suas bolas, masturbando seu membro e o lobo rugindo dentro de si. Dois dedos e uma sensação pavorosa de prazer. Stiles tocou a próstata do lobisomem como havia lido uma vez que era uma zona erógena. Estimulou com força, queria o lobo mole em suas mãos e conseguiu. Três dedos se retorcendo dentro de si, o cheiro da menta nublando seus sentidos e o pré gozo vazando cada vez mais sobre si. Derek poderia gozar com o menor estímulo.
Stiles mesclou seus dentes arranhando o períneo do lobo, com sua mão massageando as bolas e seus dedos acariciando a próstata do maior, vendo Hale se retorcer e rosnar, sentindo o orgasmo do outro invadir seus sentidos e então aquele líquido branco, viscoso e quente ser expulso no abdômen do maior com violência.
Não esperou, sabia que tinha que agir rápido, não queria um lobo faminto sobre ele. Stiles quase gozou com a cena de Hale se perdendo em seu próprio prazer e tomou notas de que adoraria sentir isso numa próxima vez. Tirou as roupas rápido demais, desajeitado demais, aproveitando que o lobo ainda estava completamente extasiado com a situação. Lubrificou o próprio membro, achando que ia arder, mas se surpreendendo como a sensação não era incômoda. Seu membro estava quente, pulsando, sedento e lambuzado de lubrificante de menta a base da água e seu próprio pré gozo que tinha molhado sua cueca inteira.
Ele se posicionou e invadiu Derek sem pensar muito. O lobo de Derek acordou, os olhos frios estavam ali, mas Stiles não se permitiu pensar, a lua estava no céu agora, era esse o Derek que ele teria no resto da noite e ele o amava mesmo assim. Entrou e saiu, lento no início, se acostumando com o pouco espaço, alargando os anéis de músculo de Derek com cuidado. Sentindo-se espremer pelas contrações do maior e gostando disso. Agarrou os quadris dele e aumentou a velocidade. Entra. Sai. Rápido. Mais rápido. Forte. Duro. Gostoso. Arfava, tinha que dobrar o trabalho de seus pulmões e via Derek voltar ao normal aos poucos. Quanto mais prazer o lobo sentia, mais nublado ficava, menos se mostrava.
Aquela sensação de posse voltou. Derek sentia a mordida da primeira vez em que dormiu com Stiles queimar, mas ignorou. Stiles queria morder o mais velho, lamber seu corpo e continuar a estocá-lo cada vez mais forte, mais duro, mais rápido. Não sabia como seu coração estava aguentando aquele ritmo que ele mesmo ditou para o ato, não sabia como ainda não tinha gozado. Derek estava duro de novo. Derek estava encarando-o com aquela expressão de quem não sabe mais o que está acontecendo. O medo percorreu a espinha de ambos e Stiles não sabia o que fazer.
Continuou a penetrar o lobo, continuou a arranhar seus quadris, continuou a olhar Derek nos olhos com o mesmo amor de antes. Mas, sabia que algo estava por vir, sabia que algo ruim poderia acontecer a qualquer momento e pedia aos deuses que fosse só uma sensação. Parou de pensar, sentiu seus sentidos tão nublados quanto os de Derek estavam, sabia o que era. Derek estava prestes a gozar de novo e ele também. Ambos entrelaçaram as mãos, nada combinado, foi de maneira instintiva e assustadoramente aquilo os conectou. Ambos não estavam mais ali e sim em um universo paralelo, sentindo o prazer, a dor, e o desespero de querer mais disso tudo inundá-los e então veio e acabou. Tudo estava escuro, pesado, nublado e difícil demais para pensar e eles pararam e se deixaram levar.
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