Unconditionally — Katy Perry

Não quero ultrapassar limites mesmo porque não há entre nós, nosso jeito de amar não se limita ao corpo, nossa história não tem fim, e o começo não deflagrou fronteiras, apenas o tempo nos acompanhou pelos caminhos percorridos de nossas almas....”

Marco Antonio Alvarenga

Derek sentiu Stiles brincar com a língua no contorno de seus lábios, o sabor forte e amargo do café brincando com o sabor doce da saliva do namorado. Sentiu os dentes do menor deslizar pela barba por fazer, até pinçar seus lábios os mordendo, puxando, chupando. As mãos do menino enfiadas no cabelo rente a nuca, a respiração pesada, os peitos se tocando, a língua de Stiles explorando a parede interna da boca, o céu, ondulando sua língua, a chupando forte, tornando o beijo profundo, gostoso, viciante.

Stiles estava transbordando em desejo, seu membro estava latejando dentro da calça apenas de sentir os lábios macios de Derek contra os seus. A barba por fazer pinicando seu queixo eventualmente, as mãos do maior acariciando as laterais de seu corpo, o quadril do homem por cima ondulando sobre sua ereção. Ele queria que aquele beijo durasse para sempre, que o contato com Derek nunca tivesse fim, mas teve. O maior se afastou em busca de ar e encarou o menor com os olhos faiscando em azul e verde. Stiles estremeceu, a eletricidade passou por todas as suas terminações nervosas o deixando sem ar.

Não era como se algum dos dois tivesse a capacidade de falar naquele momento. Seus corpos e mente estavam trabalhando em algo mais animal e instintivo. Stiles não conseguia pensar em nada além do corpo em cima do seu, os olhos em constante mudança e o tesão inundando suas narinas. Aquele cheiro doce estava ali. Cheiro que ele não lembrava de sentir há quase um ano. Isso o embriagou de um jeito estranho, seu corpo respondeu de uma forma violenta e ele se viu atacando a pele do mais velho com uma fome visceral.

– Oh! Stiles! — Derek chamou o mais novo ao sentir seus dentes beliscando cada pedaço de pele livre.

– Isso machuca? — o menino perguntou tentando se manter são e não puro instinto.

– Não, é bom. Mais forte. Morde mais forte. — um frio na boca do estômago de Stiles o fez mudar a posição dos dois, deixando o maior por baixo.

Derek também estava sentindo. Sentindo seu corpo mudar, o cheiro de ambos se misturar antes mesmo de Stiles ficar excitado. Sentiu um desejo desacerbado pelo namorado, uma necessidade de tê-lo dentro de si. De senti-lo de todas as maneiras possíveis, do jeito mais profano e profundo que o menor pudesse fazer. Queria sentir tudo o que Stiles tivesse vontade de lhe oferecer. Estava tão entregue que desejou mais violência naquelas mordidas e não se importou quando algumas delas romperam sua pele ou quando o menor começou a provocar sua ereção encaixando seus glúteos ainda cobertos e se remexendo.

– Eu não sei por que eu quero tanto ser mais agressivo com você. É esse cheiro. Cheiro de cio. — Stiles comentou se livrando das calças de Derek e os sapatos.

– Esquece isso, me fode, me fode do jeito que você quiser. — Stiles apertou os olhos, sentindo as entranhas apertando dentro de si de um jeito quase doloroso.

– Oh! Você quer que eu te foda Derek? Com força? — Derek gemeu ao sentir as mãos de Stiles em seu pau dolorido pela ereção.

– Faz Stiles, faz o que você quiser comigo. Eu sou seu, só seu. — o mais velho soltou um gemido rouco e gutural ao sentir os lábios de Stiles capturando um de seus testículos e os chupando.

Stiles masturbava Derek com uma das mãos, chupava suas bolas e se masturbava com a outra mão. Derek gemia palavrões e pedia por mais, ele nunca se sentiu tão excitado como naquele momento, nunca viu Derek tão agressivo. Via as garras do mais velho aparecerem e serem recolhidas, os olhos oscilando como se o lobo e o humano estivessem em conflito.

Derek sentiu sua entrada ser preparada com saliva e dedos de Stiles. A língua do menino o deixando completamente umedecido e seu membro cada vez mais rijo. Viu o menino se afastar depois de estimulá-lo até quase o limite e sentar em uma das poltronas da sala. O garoto o encarou por alguns segundos e logo Derek o encarando de volta, sentindo o calor emanar do menino, o pau latejar tanto que ele podia ouvir e o coração espancar no peito. A face rubra de Stiles, o jeito de lamber os lábios e os olhos queimando em âmbar, como uma dose de uísque puro.

– Senta no meu pau Derek. — Stiles chamou o homem com os lábios umedecidos. — Quero ver você rebolar no meu pau. Quero ele enterrado bem fundo em você. — Derek gemeu e caminhou até o menino. — Quero ouvir você gritar de prazer, quero sentir minha porra te enchendo e você pedir por mais, por mais a noite toda. — Derek se encaixou na ereção firme do garoto e sentiu as mãos de Stiles em seus quadris.

O menino não hesitou ao puxar o quadril do mais velho para baixo e sentir seu pau invadir o canal apertado de uma só vez. Derek rosnou, cravou as garras nos ombros de Stiles e ambos estavam gemendo de dor e prazer ao mesmo tempo.

– Rebola Derek, eu quero sentir. — a voz do menino estava baixa e rouca, ele estava em um limiar perigoso de dor e prazer.

– Puta que pariu Stiles! — Derek rosnou e arranhou as costas do menino enquanto rebolava forte no colo do mais novo.

– Isso Derek! Oh! Isso! Está gostoso não? — o rosto de Stiles estava em um vermelho vivo.

– Você não presta Stiles, nem um pouco! — o lobo cravou os dentes na curta do pescoço do menino se apertando em volta do membro que o empalava.

– Derek! — a dor que invadiu as veias do menino foi brutal e excitante e ele se viu gozando junto com o lobo em seu colo.

Stiles estava exausto assim como o lobo que descansava com o nariz enfiado no pescoço sangrento do menino. Olhou a pele suada de Derek exposta, correu as mãos pelas costas largas lambeu onde tinha mordido uma vez o namorado. Sentia aquele cheiro doce em todos os lugares, o cheiro do cio de Derek misturado ao almiscarado cheiro natural dele. Gemeu ao sentir o gosto salgado do suor e beliscou a pele com seus dentes. Derek começou a lamber a ferida do menino quando sentiu os dentes firmes de Stiles machucarem sua pele até ela romper e o sangue fluir. Stiles estava sujando os lábios com o sangue de Derek quando eles se olharam e se beijaram.

Aquilo deveria ser nojento e seria em qualquer outra hora em que nenhum dos dois não estivessem tomado pelo cio que não estava nos planos deles. De onde saiu aquilo? Derek começava a sentir o torpor lhe abandonar e se obrigou a sair de cima de Stiles. Sentiu o gozo do menino escorrer pelas coxas, deixando seu corpo vazio e abandonado. O menino e ele seguiram para o banheiro, onde ligaram a ducha fria que os atingia de todos os lados fazer o corpo de ambos arderem. As feridas de Derek não tinha curado, não sangravam mais, mas não estavam curando.

Stiles começou a sentir a consciência voltar ao normal aos poucos, conforme a água fria o limpava e o cheiro de sabonete e xampu mascarava o doce odor do cio. Aquele cheiro que o fazia querer cada vez mais o corpo de Derek. Sentiu as costas e pescoço ardendo e não conseguiu reprimir o gemido de dor quando o mais velho o ensaboou e sentiu os olhos arderem quando o maior lavou as feridas.

– Desculpe por isso. — Derek beijou a nuca do menino que se virou e se aninhou no peito do maior.

– Tudo bem, eu vou sobreviver. — o menino soltou uma risada boba e fechou o registro. — Vamos para a cama, você também está bem machucado. — ele tocou algumas marcas de mordida que fez no dorso de Derek. — Eu não sabia que era tão selvagem assim. — o menino estava com vergonha das marcas que tinha feito no maior.

– É o cio, está te afetando. — os dois caminharam para fora vestindo cada um um roupão preto.

Derek se deixou cuidar por Stiles e depois ajudou o menino com o curativo no pescoço. Stiles sangrava ainda e isso incomodava Derek. Aquele cio repentino o deixava apreensivo e ele quase não conseguia relaxar ao toque do mais novo.

– Você quer que eu me afaste? Eu te machuquei não foi? — Stiles estava com medo de ter feito tudo errado. — Passei dos limites. — ele afirmou se afastando e sendo puxado para o peito do maior abruptamente.

– Não, está tudo bem. Eu só não sei de onde veio esse cio. Não lembro de nada que dissesse que eu teria outro em oito meses. — o lobisomem sentiu seu estômago dar voltas.

– Eu também estou assustado, mas a gente já passou por isso. Nos pertencemos, nenhum lobisomem estuprador vai chegar perto de você. — Derek sorriu, Stiles era tão ingênuo as vezes.

– Eu sei, ninguém pode me tocar enquanto você estiver comigo. — eles se beijaram e Derek se deixou abraçar pelo menino, acarinhar e embalar pelas palavras doces do menor.