Notas iniciais
Só para explicar que em francês Orgasmo significa A Pequena Morte e, por isso, o título do cap. é esse. Não ninguém vai morrer. Era só isso. Besos :3

Dark Paradise — Lana Del Rey

"O ciúme é a única paixão que os homens perdoam ao belo sexo, porque os lisonjeia."

– Honoré de Balzac

Acordar ao lado de Peter não fez uma ressaca moral recair sobre os ombros de Lydia, ver todas as suas roupas rasgadas sim. Ela adorou o jeito como Peter fez ela gozar loucamente e gemer como se não houvesse amanhã, mas suas roupas estavam arruinadas e ela gostava tanto delas. Olhou o homem nu na cama, dormindo tranquilo e quase se esqueceu o que eram suas roupas. Lydia estaria sentindo alguma coisa por Peter? Não! Ele nem tem um coração, nem ela. A menina riu e analisou cada centímetro do corpo do loiro e ficou tentada a perguntar se ele tinha mesmo quarenta, porque ela daria uns vinte naquele corpo fácil.

Nem Aiden conseguia levá-la a loucura como o tio de Derek conseguiu. Nem Jackson por quem ela foi loucamente apaixonada ela teve tanto prazer. Mas era só isso não? Prazer intenso e sexo. Era só sexo. Em meio aos seus devaneios nem se deu conta quando foi puxada novamente para cama. Os lábios de Peter estavam nos dela e qualquer pensamento sumiu de dentro de si.

– Você tem um gosto tão bom. — ele comentou lambendo o pescoço dela e dando pequenos chupões que não deixariam marcas.

– Peter, isso não é hora. Você destruiu minhas roupas. — ela soltou pequenos gemidos ao sentir os lábios do lobo na carne macia de seus seios, os dedos circulando os mamilos, a respiração do loiro os endurecendo e arrepiando a pele.

– Te dou quantas peças de roupas quiser, agora fique quietinha. Só quero ouvir você gemer. — e ela gemeu.

Gemeu quando ele chupou seus seios, gemeu quando sentiu a língua dele circular seu umbigo, gemeu quando a barba dele roçou em suas coxas as deixando vermelhas. Ela gemeu e puxou os cabelos loiros de Peter com força ao tê-lo novamente com a boca em seu sexo intumescido de prazer e sentiu vontade de gritar com a nova sensação de ter as presas de Peter arranhando a pele sensível de seu clitóris, depois a língua circulando e os dedos tocando seu interior de forma intensa, o orgasmo não demorou a vir.

A pequena morte. Lydia sentia a escuridão, o corpo se esvair em espasmos, os lábios separados murmurando, gemendo, gritando. A pequena morte. As lágrimas correndo sem controle pela face ruborizada pelo tesão. A pequena morte. O coração disparado, o calor em todas as partes do corpo, o arrepio na espinha, a coluna arqueada. A pequena morte. A sensação de que o mundo tremia junto com seu corpo, que morria e renascia, que se debatia e se mantinha presa naquele plano. A pequena morte.

O orgasmo de Lydia que fora tão forte que Peter, deliciado com a cena gozou. Vendo o cabelo vermelho espalhado pela cama, os lábios naturalmente tingidos de um vermelho sensual separados e engasgando gemidos roucos, os seios trepidando, firmes e arrepiados. Os olhos apertados, as mãos agarradas ao lençol que mesmo branco contrastava com a pele alva da menina. A coluna arqueada, o sexo se esfregando na barba, na língua, nos dentes do loiro que poderia viver feliz entre as pernas da mulher.

A contração dos músculos, as pernas tensionadas, os dedos torcidos, o orgasmo virando fluído para que Peter a sugasse mais e mais e a pele ficando sensível e seu próprio orgasmo tomando conta, mesmo que sem se tocar e o gozo jorrando forte contra a cama, sujando tudo e o aliviando, o deixando mais sensível ao orgasmo múltiplo da ruiva que só depois de minutos se acalmou e se deixou respirar, se deixou voltar ao controle de si mesma e se agarrar ao loiro, entrelaçando as pernas, abraçando a cintura e beijando o peito largo e com poucos pelos, se deixando gostar de estar ali e aproveitando a sensação de se sentir amada.

Burn To Die — Lana Del Rey

"É quase impossível conciliar as exigências do instinto sexual com as da civilização."

– Sigmund Freud

Derek sentia o cheiro fraco do sangue dele e de Stiles e quando se virou, vendo o sol brilhar forte demais pode perceber os joelhos ralados do garoto. Sorriu ao lembrar como foram conseguidas e sentiu o menino morder seu peito, lamber seu mamilo e se esfregar em cima dele.

– Bom dia para você também. — Derek riu entre um suspiro e outro e logo sentiu a ereção se formar com o estímulo de Stiles. — Pode chegar alguém. — Derek não tinha certeza, mas não queria parar.

– Ainda estou com vontade. — Stiles reclamou continuando a lamber a pele salgada de suor do lobo e sentir as mãos dele correndo sua cintura. — Você que me acostumou assim. — ele debochou mordendo com mais força a pele em volta do umbigo do maior ouvindo um gemido abafado.

– Acredite, estou longe de me sentir saciado. — Stiles riu e encarou o maior com cara de sono, uma puta ereção e os lábios formando um sorriso lindo.

– Eu não me importaria nem um pouco de acordar com você dentro de mim, mas como eu já acordei. — o menino sugeriu indecente e se deitou de barriga para baixo no chão áspero.

– Você definitivamente gosta de sentir dor. — Derek comentou enquanto beijava a pele exposta de Stiles, até chegar aos dois furinhos sensuais que ele tinha antes da curva da bunda. — Vai ficar todo ralado nessa posição. — Derek esfregou seu próprio corpo no de Stiles deixando sua ereção brincar com o vão entre os glúteos do menor.

– Não tenho mais joelho mesmo, é o tipo de dor que vale a pena. Sabe como eu adoro umas marquinhas para lembrar. — Derek envolveu o quadril do garoto e o posicionou contra sua ereção investindo sem falar mais nada. — Ah! — Stiles gritou ao sentir o membro escorregar para dentro de si dolorosamente. — Vai Der! Sem frescuras, me fode! — Derek mordeu o ombro do menino sem ferir e obedeceu.

– Você ainda vai me fazer gozar só com essa sua verborragia sexual. — o menino gemia descontrolado.

– Vamos Der! Eu não vou quebrar, me fode com força! — o menino murmurou entre um grito e outro de prazer.

Stiles não mentiria que aquilo não doía. Os joelhos arrastando no cimento, as mãos ralando e a pele rompendo. O membro de Derek entrando sem lubrificação o fazendo sentir que ia desmontar, a violência das investidas. Tudo isso doía e muito, mas no fundo, bem no fundo dessa dor crescia um prazer que esgotava qualquer outra sensação deixando os sentidos nublados e o tesão tomar conta. Por isso, Stiles gritava, incentivava o lado animal de Derek e se sentia satisfeito com isso.

E gozava com as mãos ásperas do maior o masturbando e poderia gozar só com a penetração de qualquer forma, ou com a dor. E nem se importava em como sua pele ardia, como ele se sentia cansado ou dolorido quando Derek saiu de dentro dele deixando o próprio sêmen escorrer pelas coxas do menino e então deitar colado ao maior e respirar fundo como se agora o dia pudesse começar.

Young and Beautiful — Lana Del Rey

"O sexo é um acidente: o que dele recebemos é momentâneo e casual; visamos a algo mais secreto e misterioso do qual o sexo é apenas um sinal, um símbolo."

– Cesare Pavese

Lydia não acreditava que estava dentro do boxe com Peter, em meio a água quente e todo aquele vapor com o membro do mais velho na boca tocando sua garganta. Ela tinha perdido as contas de quantas vezes ele esteve dentro dela desde que acordaram e quantas vezes mais ela poderia aguentar recebê-lo em si mesma.

Sentia um imenso prazer e mesmo que seus músculos estivessem fatigados adorou quando o loiro resolveu interromper o entrar e sai em seus lábios e começou a ensaboá-la, tocá-la de forma tão íntima e sensual que ela se entregou e quando se deu conta estava colada aos azulejos, com a água descendo por seus cabelos ruivos e com as pernas entrelaçadas nos quadris do homem, seus pés tocando a bunda firme de Peter e ele estocando seu sexo com o dele em um ritmo que a quebrava.

Ela mal conseguia respirar em meio ao vapor, os orgasmos e os fluídos de Peter a inundando. Ela mal conseguia ficar consciente quando as mãos grandes e firmes do loiro brincavam com sua pele, seja a estimulando ou só acariciando. Não importava se ela estivesse se sentindo incapaz de fazer mais sexo, ela sempre se deixava levar e o recebia, pronta, molhada e querendo mais. Não conseguia negar, se sentia tomada por todos os desejos e sensações e algo dentro de si a obrigava a continuar e ela realmente gostava disso.

Peter achava que estava sonhando, não que ele acreditasse em realidades paralelas, mas ter Lydia a sua mercê era algo que ele vinha querendo faziam anos e finalmente ele pode ter. Beijar o corpo, lamber a pele, cheirar cada pedacinho nu dela e usufruir dos fluídos, gemidos e observar e absorver cada orgasmo como se gravasse um filme em sua própria cabeça e ele não se sentia pronto para parar, mesmo cansado e achando inacreditável que suas ereções não tinham fim, era de fato um tipo de sexo novo para ele, algo sobrenatural.

Caíram inúteis, limpos e vestindo Lydia uma camisa de Peter e ele uma cueca qualquer na cama e adormeceram. Não esperavam acordar nem tão cedo e Peter não ligou nem um pouco ao ouvir Derek chegando com Stiles em sua casa, não se deu nem o trabalho de fechar a porta do quarto, apenas cobriu a menina adormecida ao seu lado, se agarrou a ela e apagou.

Notas finais
O que acharam?