A Amaldiçoada
11 Capítulo 11- Medo, o passado virá a tona?
Notas iniciais
Nico
Onde eu estava com a cabeça, porque eu havia beijado a garota dos olhos verde-mar? Tudo bem que eu já sabia que estava atraído por ela, mas eu não a conheço, ou talvez... a conheça. Minha cabeça gira e dá voltas, sinto como se o teto tivesse caído em cima da minha cabeça no instante em que a beijei. Sentei na cama, atônito, sem saber o que fazer, sem saber o que pensar. A dor de cabeça também não colaborava.
Por quê? Por que eu havia beijado Maresia? Espera... Maresia, de onde eu tirei esse nome? Porque tenho tanta certeza de que ele pertence à Mari?
O que está acontecendo comigo?
Coloquei as mãos na cabeça e enrolei os dedos no fio dos cabelos.
Mari... Mari, quem você é? Por que sinto que você é tão importante?
Meu coração estava acelerado, e eu estava tonto, não conseguia respirar direito.
–O que está acontecendo comigo?- sussurrei para mim mesmo. Fechei meus olhos com força, tentando afastar todas essas sensações, mas por incrível que pareça isso só aumentou a minha tontura.
–Nico?- ouvi a voz de Quíron- Nico, posso entrar?- eu não respondi, mas permiti que entrasse e a porta do chalé se abriu sozinha. Ouvi os cascos de Quíron contra o chão.- Nico?- os cascos de Quíron vieram apressados em minha direção.- Nico, meu rapaz o que ouve?- Quíron segurou meu rosto nas mãos.- Você está verde.- Minha respiração foi ficando mais lenta, e manchas negras se mostravam em minha visão.
-Mare... Maresia!
–Nico!- e isso foi a ultima coisa que eu ouvi de Quíron.
Maresia
Corri o mais rápido que pude para longe do chalé de Jose... Nico. Quando não agüentei mais, parei perto de uma árvore da floresta do acampamento, e lá sentei. Encostei minha cabeça no caule da árvore e encarei o céu limpo e azul.
Como podia estar um céu tão lindo? Como o dia podia parecer tão bonito se... se eu me sentia tão mal e tão bem ao mesmo tempo? Ele não combinava com meu humor, deveria estar nublado.
Lembrei-me de que eu sou filha de Poseidon e não de Zeus. Fechei meus olhos e tentei me acalmar. Porém isso não ajudou em nada, pois isso só trazia a lembrança dos lábios de Nico contra os meus ainda mais a tona.
Droga, Percy! Por que me fez ir lá?
Senti meu rosto ficar molhado e abri os olhos, minha visão estava embaçada. Não demorou muito para os soluços vierem logo em seguida. A raiva começava a crescer dentro de mim.
Comecei a socar o chão e a gritar de raiva.
–Idiota! Idiota!Idiota!– quando parecia não ter mais forças, voltei a encostar minha cabeça no tronco e a chorar.
–Joseph!- sussurrei- Eu não posso... não posso te perder de novo.
“E um a Amaldiçoada a de amar!”
Minha cabeça girava com perguntas e palavras soltas
Abri meus olhos lentamente... somente três irão...Um escondido irá... Nico?... O que está acontecendo? O que irá acontecer? E o que será de mim?
–Nico!- sussurrei.
–Mari?- ouvi alguém chamar.- Mari!- Percy apareceu em meu campo de visão, quando me avistou também correu em minha direção.
– O que foi, Perseu?- perguntei ainda irritada. Percy fez uma careta.
–Não me chame assim!- ele suspirou meio que para se acalmar e me encarou.
–É o Nico!- arregalei os olhos e levantei com um salto.
–O que?- perguntei preocupada, coloquei minhas mãos nos ombros de Percy e o sacudi- O que aconteceu com ele?
–Aí, se acalma!- falou tirando minhas mãos de seus ombros- Ele só desmaiou!- falou ele, fiquei um pouco aliviada, mas ainda assim, preocupada. Olhava para Percy esperando que continuasse.
–Quíron disse que a última coisa que ele falou foi seu nome!- disse Percy. Um meio sorriso brincou em meus lábios, mas lutei para que ele desaparecesse.- Só que o problema, é que ele chamou pelo seu nome verdadeiro... Maresia!- fiquei séria no mesmo instante- Eu não falei seu nome verdadeiro para ele... você falou?- neguei com a cabeça.
–Acha que ele se lembrou?- perguntou Percy.
–Não... não ele não pode se lembrar... se ele se lembrar eu... Pelos deuses, não... isso não pode estar acontecendo!
–Acho melhor irmos vê-lo!- falou Percy. Dei um passo a frente, mas parei.
–Não!- falei nervosa- E se ele se lembrou Percy? O que eu faço?
–Dirá a verdade!- falou ele.
–Eu não posso!- falei.
–Se ele se lembrou, é o que deve fazer, mas se não... talvez possa deixar sem que ele saiba durante mais um tempo, mas uma hora ele terá que saber, Mari.
–Eu sei!- falei baixo.
–Na verdade!- falou Percy estreitando os olhos- Já era para você ter falado!- disse ele- Levando em consideração o fato de que precisamos dele!- Percy fez outra careta quando disse que precisávamos dele.
–Só mais um pouco Percy!- falei chorona- Por favor! Eu lhe imploro! Me dê mais um tempo... é muita coisa acontecendo rápido demais.- as lágrimas já descendo- É o meu passado mais obscuro virando de ponta cabeça.- Percy me encarou sério durante mais alguns instantes e depois assentiu.
–Tudo bem!... Mas apesar de odiar Nico no momento... vou lá vê-lo, de uma certa forma devo isso a ele.- disse Percy se virando.
–Mê de notícias.- pedi. Percy parou e me encarou durante mais alguns instantes.
–Tudo bem!- disse ele e partiu.
Nico... não se lembre de mim... por favor! Para o seu bem, não se lembre de mim.
Fale com o autor