A Amada Imortal de Jason Voorhees II

2 A Fênix em controvérsia e a Dama em contradição


Notas iniciais
Primeiramente meu sincero PERDÃO pela demora. Nesse tempo que fiquei ausente do Nyah! passei por muitas coisas, muitas mudanças, muitas perdas e enfim, aqui estou eu novamente á pedidos dos leitores dessa e de outras Fics. Espero sinceramente que eu possa ter inspiração suficiente para postar pelo menos quatro capítulos até o fim das minhas férias (sou estudante de Psicologia, 3ª Faculdade, acho que vocês entendem como é puxado >.<)
Sem mais, boa leitura! Comentários e críticas são sempre bem aceitos! ;)

Eu gosto dos olhos dela quando se fecham, bem no fundo eu sinto como se eles não fossem mais abrir e é exatamente essa expectativa que me faz sorrir quando se abrem e se focam em mim... Eu toco na pele dela com o máximo de suavidade que eu posso ter, jamais a machucaria mesmo sentindo, de vez em quando, uma certa vontade de ver nela um pouco de horror, um pouquinho de dor... Não consigo vê-la como vejo as outras, como vejo os outros, eles merecem morrer, ela merece viver e vai ser sempre assim... Quando ela me toca eu me sinto vivo, de uma maneira que nunca antes me senti, quando ela fala meu coração acelera e minha respiração ofega... Quando ela sorri é quando eu tenho coragem de trazê-la mais para perto de mim e de sentir o coração dela batendo forte por estarmos juntos... Ela está nua com a cabeça no meu peito, as mãos pequenas me tocando, o corpo dela fez comigo o que eu não fazia ideia poder sentir, poder fazer...

- ''Jason.... Mamãe precisa ir agora. Você não precisará de mim, você cresceu e já é um homenzinho meu querido! Mamãe sempre amará você e nunca se esqueça de matar á todos que forem maus!''

Jason enxergava Pamela naquele exato momento, em conflito com seus pensamentos e com o ato que acabara de cometer, nada daquilo era conhecido para ele, nada daquilo estava nos ensinamentos de Pamela. Era tudo muito confuso, distorcido, inquieto... Mas mesmo diante de tanta confusão, tê-la tão próximo, inocente, ali, era mais do que o suficiente.

Nunca sentira o que estava sentindo e jamais voltaria á senti-lo, jamais voltaria a fazer o que fizera naquela noite, jamais voltaria a tocar nela daquela forma. Sentia-se culpado, julgado por si mesmo em seu interior deteriorado, envergonhado e submisso á culpa.

Falta pouco para o dia amanhecer, ele se levanta, puxando-se e deixando Morgan cair no colchão velho, mas ela não acorda, não se mexe, simplesmente dorme. Jason sai, caminha em volta do velho acampamento e se distancia, sem rumo, fita o chão e caminha... caminha... E não importa para onde caminhar tanto o levará, nada mudará o que está sentindo.

Morgan está sonhando, sonhando com um esplendor de azul no céu, um céu multicolorido em vertentes de azul, de verde... O céu brilha como estrelas espalhadas aos milhões, e dançam e se movem de lugar para outro ofuscando os olhos de quem observa... Ela está lá, parada, vestida de branco, no topo de uma montanha, com flores cor de rosa que balançam e soltam suas pétalas no vento que castiga esse momento... Morgan sorri fitando o céu que faz mágica, mas esse mesmo céu trajado de azul, com vertentes de azul, com estrelas que brilham e dançam, despeja sobre ela uma chuva de vermelho. As gotas vermelhas transformam a cena, seu vestido branco agora é cor de sangue, e sangue é o que cai sobre ela...

Morgan abre os olhos, tateia e só encontra o vazio. São somente flashes que sobrevoam sua cabeça, pequenas cenas e detalhes do que ocorrera na noite passada... Em todo caso, ele NÃO está ali mas deixou nela as marcas de que esteve, ela está em dor, uma dor interna e pessoal, o tipo de dor que pesa na alma, no espírito e transpassa a carne, sai pelos poros e o cheiro se espalha e te desconcentra, atrapalha e confunde. Ela chora, abafado, baixinho... Chora porque outrora acreditava que esse era o seu destino, um sonho á se realizar para os dois, mas ele a abandonara, era assim como ela estava se sentindo... O que a fazia sentir-se melhor era a pequena esperança que nascia dentro dela, uma esperança de que todos os seus temores e pesares seriam vingados... Seria incoerente pensar que, aquilo talvez fosse errado?? Pois ela o fazia sem perceber. Um lado dizia que ela devia fazer, devia SER como ele, seguir seus passos, adora-lo, VENERA-LO e ama-lo por todo o sempre, ele era o seu salvador, o único capaz de ajuda-la, capaz de ouvi-la e protege-la mas, o outro lado dizia o contrário... Dizia que as dores, as feridas e as cicatrizes existem para que possamos nos lembrar do sofrimento e honrar nossa possibilidade de recriar ou criar um presente e futuro diferentemente distintos, que aquela atitude era apenas uma válvula de escape para os traumas que sofrera, que sentir aquilo era apenas uma maneira de não se esvair em plena dor e extremo sofrimento.

- CHEGA! — ela disse para sua mente embaralhada. Levantou-se, vestiu-se e saiu. Ela andaria até onde suas pernas pudessem chegar, se doessem ela não sentiria, se cansassem ela não sentiria, se chovesse ela continuaria, só pararia se ELE á impedisse de seguir em frente mas no fundo ela sentia que ele não aparecia, que ele estava tão longe dela e de si mesmo que não a encontraria e talvez a deixasse ir. Não importava. Dentro dela existia algo que mudaria totalmente seus pólos em disfunção...

- Sei que você existe, sei que você mudará tudo, sei que você será razão de certas coisas ruins acontecerem mas também será a razão de eu amar mais. Se eu tiver que morrer por sua causa, eu o farei e se tiver que matar, eu o farei também... — ela disse á si mesma enquanto cruzava a linha entre Acampamento Crystal Lake e a entrada da cidade que dava ás boas vindas aos visitantes. Carros passavam em minoria, em alta velocidade não lhe davam importância, Morgan apenas seguia, descalça, com os pés sujos na terra batida, um pouco machucados e ela não sentia NADA além de um grande vazio...

Longe do lago Crystal, Jason parou, era um dos limites entre o Acampamento e a cidade, á muito ele não saía dalí, á muito não tinha motivos para fazê-lo. Sentia que algo despertava dentro dele, uma forma nova, uma vontade nova... Pamela fez falta em sua decisão, se não mais a tinha não mais teria de se preocupar com ela então ele ultrapassou a barreira e seguiu em frente. Seguiu para onde suas pernas pudessem leva-lo e onde essa força e vontade pudesse ser utilizada, talvez como antes, talvez melhor... Apenas sentia que precisava livrar-se da culpa, da vergonha e talvez até daquilo que ele achava ser AMOR.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.