A Agente Gravidade

61 Triângulo amoroso


P.O.V.’s Sophie:

A sala se banhou de sangue, minhas mãos e roupas também. Mas eu sabia que aquela era a única forma de detê-lo, portanto, senti uma frieza misturada com ódio e raiva me dominarem.

— Precisamos sair daqui antes que vejam o que eu fiz! – orientei a Thor e Tony que estavam boquiabertos vendo Kilgrave sangrar.

Tony pegou Wanda no colo, Thor pegou Visão e eu os guiei para que entrássemos na Porsche roubada por Daniel. Eu pedi que Tony a dirigisse, enquanto eu a faria voar até a torre dos Vingadores.

Chegamos à Torre e toda a equipe dos Vingadores estava reunida junto com Lore, Jenny, Pool e Luke discutindo sobre os poderes de Kilgrave. Ao me avistarem banhada de sangue, começaram a me questionar. Contei a eles o que havia acontecido na casa de Daniel e contei quem era ele. Enquanto isso Tony e Thor levaram Wanda e Visão para seus quartos a fim de deixá-los descansando.

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Duas semanas do ataque de Kilgrave havia se passado. Depois daquele sexo a três que fiz com o playboy e com o asgardiano, não consegui mais ficar com eles. Até continuavam a tentar me beijar, darem cantadas, me chamarem para sair, mas eu só os tratava como amigos. Não me sentia preparada para voltar a ficar com eles, mesmo porque já era hora de eu escolher com qual dos dois eu deveria ficar.

Eu estava imersa nos meus devaneios observando Nova York da sacada da Torre, quando fui interrompida por uma voz:

— Olá, tem alguém aí? – era Stark.

— Oi Tony, desculpa... Ando tão distraída ultimamente...

— Percebi... Você parece... Distante! Desde o ataque do Kilgrave...

— Por favor... Não me lembre disso...

— Tudo bem... Só quero dizer que... Não quero te ver depressiva mais uma vez! – olhei no fundo de seus olhos. Ele acariciou minhas bochechas e colocou meus cabelos atrás das orelhas. Aproximando-se, senti sua respiração próxima do meu rosto e num beijo calmo, sereno, pude sentir o quanto eu o amava.

Faltou-nos ar e tivemos que parar o beijo, mas pude sentir sua testa encostada na minha, enquanto ele passava seus dedos por meu rosto.

— Tony... Eu te amo! – falei e rapidamente ele se separou de mim, me olhando surpreso.

— Você nunca diz isso para ninguém!

— Eu sei... Mas é que eu não sou muito de falar de sentimentos... Só que eu quero que você saiba que é isso que sinto por você, de verdade...

— Eu também te amo, gatinha! – ele me deu um selinho.

Fomos interrompidos por um pigarreio. Era T’Challa:

— Stark, a diretora Hill quer que você a atenda imediatamente!

— Mas que merda Challa... Justo agora! Mulher infeliz... – ele esbravejou pegando o telefone.

Eu me afastei com o rosto corado. T’Challa me acompanhou:

— Você vive um triângulo amoroso muito interessante, senhorita Triz...

Eu ri sem graça.

— Você acha mesmo? – ele assentiu. – Mas vem cá, me fala da Jenny, tá rolando ou não tá?

— Jenny é uma mulher maravilhosa... Gosto muito dela...

— Huuuuum, então posso interpretar isso como um sim? – ele riu, sem me responder.

Logo, uma voz grave e sexy me chamou:

— Sophie, por obséquio, posso conversar contigo? – era o deus do trovão.

— Claro Thor, é em particular?

— Sim... Vamos dar uma volta e te explico... – eu assenti.

Saímos da torre, ele começou a me explicar que desde o ataque de Kilgrave, havia voltado a sonhar com Heimdall dizendo-lhe que Asgard seria destruída. Ele me disse que precisava buscar respostas, mas antes queria desabafar comigo, pois eu era a única pessoa em quem confiava.

Decidimos parar em um restaurante. Escutei cada palavra que dizia atentamente, mas havia momentos em que eu me perdia no azul de seus olhos... Droga, eu também o amo!

— Sophie, vou voltar para Asgard! – ele interrompeu meus pensamentos quando disse isso.

— O quê? Mas você é um vingador agora...

— De que adianta ser um vingador se minha terra corre perigo? Se quiseres, poderás ir comigo...

Pensei, pensei, pensei por vários instantes. Fiquei em um silêncio dramático, enquanto ele me encarava esperando que eu lhe dissesse sim.

— Desculpa Thor... – tomei minha decisão. – Não posso ir com você... Meu lugar é nos Vingadores... Tenho que proteger a minha terra também. – na verdade eu disse isso porque eu decidi ficar com o Stark.

— Tudo bem... Eu entendo minha lady... – ele pegou minhas mãos e começou a acariciá-las com seus polegares. Aproximou o rosto do meu, colando nossas testas... – Quero que saibas que eu te amo! – ele puxou meu rosto para perto do dele, dando-me um beijo digno de cinema. Meu coração bateu forte como se fosse saltar pela boca.

Separamos-nos do beijo, vi seu sorriso encantador e seus olhos brilhantes me olhando.

— Isso foi uma despedida? – perguntei.

— Sim... Todavia, não é para sempre! – beijou minha testa e pegou o cardápio. – Vamos comer? Estou faminto! – concordei.

Pedimos nossos pratos. Conversamos por horas a fio, ao ponto de nem percebê-las passando. Quando nos demos conta, já estava muito tarde e decidimos voltar para a Torre.

Durante o caminho, Thor começou a fazer graça dançando no meio da rua. Eu dava gargalhadas extremamente altas, fazendo os cachorros das casas latirem. Depois, ele começou a imitar os latidos, fazendo com que eu risse mais alto ainda.

Chegando mais perto da Torre, fizemos silêncio, pois provavelmente, pelo horário, todos estariam dormindo.

Abrimos a porta que dava direto na sala. Thor acendeu as luzes e ao olhar no sofá, vi uma cena que me fez desmoronar por dentro. Tony deitado em cima da Maria Hill. Olharam-nos assustados.

— SOPHIE?! – perguntou Stark falando alto.

— TONY?! – respondi.

— E-eu p-posso t-te e-explicar... – gaguejou.

— Você não me deve nenhuma explicação... – saí nervosa subindo para meu quarto e pisando com força nos degraus da escada.

Chegando ao meu quarto, deitei-me chorando. Logo, tratei de escrever uma mensagem para Daisy perguntando se estava acordada e se poderia falar comigo. Não obtive resposta e logo ouvi batidas na minha porta:

— VAI EMBORA!!! – gritei em meio ao choro.

— Sophie, aconteceu alguma coisa? – era a voz do Steve.

Eu precisava desabafar com alguém, então abri a porta e imediatamente o abracei e pedi que entrasse no meu quarto. Contei a ele o que havia acontecido desde o sexo a três que fizemos controlados por Daniel até o momento em que vi Stark e Hill no sofá. Ele me ouviu atentamente e passando as mãos no meu rosto para secar minhas lágrimas aconselhou-me:

— Você sabia que esse triângulo amoroso não podia dar certo para sempre, né?

— Eu ia ficar com ele, Steve...

— Tudo bem. Mas agora ele já encontrou uma substituta para você... Tem certeza que não quer mesmo voltar para Asgard? – fiquei pensativa. – Dorme um pouco, você vai acordar mais disposta para tomar uma decisão amanhã! – beijou minha testa.

— Fica comigo Steve... Dorme aqui! – ele sorriu sem graça, mas acabou concordando.

Deitei no peito dele, ele acariciou meus cabelos de forma delicada e aos poucos o cansaço foi me dominando até eu dormir.