Bruce e Sophie chegaram à Torre dos Vingadores. Pousaram a nave quase de frente e tocaram a campainha.

— BRUCE?! – expressou falando alto, Natasha. – SOPHIE?!

Sophie numa reação espontânea abraçou a amiga e começou a chorar. Sem entender, ela somente retribuiu e afagando seus cabelos perguntou o que havia acontecido. Mas não obteve resposta de nenhuma das partes.

— Podemos entrar Naty? – perguntou Bruce com a voz calma e embargada.

Ela cedeu espaço para que entrassem. Todos os Vingadores estavam reunidos com Hill, Lorena, Sharon, Deadpool, Homem-Aranha, Homem-Formiga, Soldado Invernal e Daisy na sala de estar que acomodava a todos.

Observaram surpresos Sophie e Bruce adentrarem a Torre. Antes que fizessem qualquer questionamento, Agente Gravidade se jogou de joelhos no chão e começou a gritar chorando.

— O que aconteceu? – perguntou Clint confuso com a reação da garota.

— Thor está morto... Toda Asgard está morta! – disse Bruce que logo começou a chorar também.

Ele tentou se aproximar de Sophie, mas ela criou um campo gravitacional em volta dela, assim quem chegasse perto, voava para longe, foi o que aconteceu com Banner.

— Sophie... Por favor... Tira esse campo em volta de você... – pediu Clint carinhoso.

— Não dá... – disse em meio às lágrimas — Não estou conseguindo controlar! — Logo, alguns objetos em torno dela começaram a flutuar.

— Por favor, miga, você consegue se controlar... – disse Daisy cautelosa.

Sophie se concentrou e conseguiu fazer tudo parar de flutuar. Clint correu para abraçá-la:

— Não acredito que ele também está morto... – disse a ela em meio às lágrimas.

— Como assim “também”? – perguntou Sophie confusa, secando uma lágrima que estava pendurada em seu queixo.

— Minha família toda morreu! – disse soluçando e chorando. – Steve, Wanda, Rhodes, Jennyfer... Estão mortos...

— O quê? – ela começou a chorar em desespero e novamente começou a gritar.

— Sophie... Eu sinto muito por tudo... – disse Tony aproximando-se dela.

— Sente muito? Foi você quem decidiu caçar nossos próprios amigos ao invés de nos ajudar em Asgard... – disse a ele levantando-se furiosa. – Graças a você Capitão, Feiticeira, Máquina de Combate, Jenny... Estão MORTOS! Tem noção do que é isso? Graças a você, Thor está morto... – ela estava enfurecida e o levantou no ar, o mesmo ficou imóvel com medo do que a garota poderia fazer.

— Sophie, coloque o Diretor Stark no chão agora! – ordenou Hill.

— Quem você pensa que é para... ESPERA! VOCÊ DISSE DIRETOR? – perguntou alto.

— Sim, ele é o novo diretor da SHIELD, e só pela difamação que você está dizendo a ele, no lugar dele eu daria uma bela punição para você! – Triz o colocou no chão e caminhou em direção à Hill.

— Você, na verdade, é a maior culpada disso tudo! – ela segurou-a pelo colarinho. – Você quem ordenou a SHIELD para caçar nossos amigos, você quem convenceu o Stark a ajudá-la a caçar os outros... Se não fosse por você, Asgard poderia estar salva! – disse à ex-diretora da SHIELD, fuzilando-a com os olhos.

— Sophie, o único culpado nesta história são o Ossos Cruzados e o Barão Zemo... – disse Clint. – Foram eles que explodiram aquela bomba na minha casa matando minha família e a Jennyfer que estava lá para protegê-los, foram eles que decapitaram a Wanda, foram eles que atiraram no Rhodes, foi Ossos Cruzados quem atirou no Steve nas escadarias do tribunal.

Ela voltou a chorar desesperadamente passando as mãos nos cabelos.

— E agora, o que vocês conseguiram com tudo isso? – perguntou Sophie e um silêncio dramático permaneceu.

— Sophie, minha querida, sei a dor que está sentindo, mas agora todos os heróis têm que se registrar! É a lei! – disse Stark posicionando de frente a ela para encará-la. – Se você decidir ficar aqui terá que se registrar também... Precisamos de você conosco na SHIELD ou n’Os Vingadores, queremos pegar os desgraçados da HYDRA que mataram cada um de nossos amigos.

— Sophie, — chamou-a Daisy aproximando-se para encará-la de perto. – Junte-se a nós, os Guerreiros Secretos! Vai ser bom para você... Sabemos que não será fácil seguir a vida com tantas perdas... Mas, podemos ajudar a salvar outras! Ninguém é tão boa quanto você e eu para mostrarmos aos inumanos que existe vida com nossas habilidades...

— Tudo bem... Amanhã mesmo eu já me registro e entro para sua equipe! – disse convicta. Daisy a abraçou e ambas choraram.

— E quero já te dar sua primeira missão, Sophie... – disse Stark. – Preciso de uma agente forte e habilidosa com seus poderes para treinar o novo Capitão América...

— Quem é o novo Capitão América? – perguntou confusa.

— É o Soldado Invernal, agente James Barnes!

— O QUE? ESSA GAROTA VAI ME TREINAR? ELA É LOUCA! JÁ QUASE ME MATOU UMA VEZ! – gritou Bucky, inconformado com a decisão de Stark.

— Eu já disse... Você tentou nos matar! Queria que eu ficasse parada só olhando? – retrucou nervosa.

— Olha, o que aconteceu anteriormente, quero que deixem para trás... Terão que conviver em paz um com o outro, agora ela é sua GS (gerente supervisora) e você é o novo Capitão América, para isso você precisa ser preparado por alguém competente e não vejo outra agente se não a Gravidade para fazer isso! – Bucky bufou cruzando os braços, como uma criança que faz birra. Sophie revirou os olhos.

— Pois bem, quando eu começo a treiná-lo e quando começo a trabalhar com os Guerreiros Secretos? – perguntou Sophie disposta.

— Se conseguir seu registro para amanhã, já poderá começar amanhã mesmo! – respondeu Stark.

— Só uma pergunta... Faz quantos dias que a Guerra Civil acabou? – perguntou parecendo confusa no tempo, devido o fuso horário em Asgard ser diferente.

— Faz uma semana que a guerra acabou. E faz quatro dias que o Cap. foi morto na porta do tribunal... – Tony respondeu a ela segurando-se para não chorar. – Vamos dormir, né gente, já está tarde... – mostrou a eles a hora no relógio.

Todos concordaram e se posicionaram em seus quartos, após cada um abraçar Sophie e Bruce, os quais não viam há tempos, foram se deitar. Sophie não ia ter quarto para ela, cedeu o seu antigo quarto à Lore e Wade para que ficassem mais confortáveis.

Ela se deitou no sofá e continuou chorando. Clint ao vê-la assim, pediu para se sentar com ela. Colocou-a deitada em seu colo, acariciou seus cabelos e começou a cantar a música Sono Profundo da banda Fresno, a qual ele sabia que Sophie era muito fã. Aos poucos, as pálpebras dela foram pesando, se fechando, até que ela caiu no sono.